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Viu algo, Faça algo! – 4º sinal clínico: Beber pouca ou muita água

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Mais um assunto que vamos abordar em nossa campanha Viu algo, Faça algo é mudança de comportamento do seu animal em relação à ingestão de líquidos. Saber a quantidade adequada de água, se o seu animal está bebendo pouca ou muita água e quais atitudes devemos tomar diante dessas alterações.

Para responder esses questionamentos, primeiramente devemos levar em consideração que existem algumas raças que ingerem mais água que outras, pois estão relacionadas a sua aptidão (raças de guarda, caça, corrida, etc).

E além disso existem os fatores externos, como o clima (temperatura do ambiente), prática de atividade física e alimentação, que podem influenciar diretamente na ingestão de líquidos.

Qual é a quantidade adequada que meu pet deve ingerir?
De modo geral, necessitam em torno 90ml/kg e um gato 45mL/kg de peso corporal diariamente para se manterem hidratados. Prestar atenção na ingestão de líquidos dos nossos pets é muito importante para evitar enfermidades e mantê-lo saudável.

Entretanto, não podemos nos basear somente no peso corporal para saber se a ingestão de água está correta.

Quais são as causas de mudança no comportamento em relação a ingestão de água?
– Dieta: alimentos secos (ração) aumentam a ingestão de líquidos enquanto que enlatados e comida caseira reduzem. Vale lembrar que comida caseira com acréscimo de sal faz com que o animal ingira mais líquidos. Deve ter cautela no uso do sal ao cozinhar para seu pet.

– Idade: animais mais jovens ingerem mais água que os mais velhos.

– Tipo de bebedouro: pode influenciar na quantidade de água que seu peludinho bebe e poucas pessoas reparam. Alguns animais têm alergia ao bebedouro de plástico causando lesões na região do focinho e queixo, assim eles vão evitar o consumo de água.

– Qualidade da água: as próprias caraterísticas da água (temperatura, sabor, cheiro, limpeza) também podem influenciar na ingestão.

– O consumo reduzido é mais comum para os felinos, pois são animais naturalmente mais exigentes e param de beber água por vários motivos.

– As cachorras grávidas ou lactantes têm uma maior necessidade de ingestão de água.

– Desidratação: nos dias mais quentes, o animal deve beber mais água. Ficar algum tempo sem água disponível pode levar à desidratação.

– Doenças: Se existir alguma doença que provoque um aumento das perdas de água pelo organismo, consequentemente haverá uma maior necessidade de ingestão de água. Esta alteração clínica se denomina de polidipsia. Na maioria das vezes isso é causado por desequilíbrios nos rins e no fígado. Doenças bacterianas graves como piometra (infecção no útero), leptospirose, gastroenterites podem levar a um aumento da ingestão de líquidos. Outras doenças hormonais como diabetes, hiperadrenocorticismo (Síndrome de cushing), hipertireoidismo também causam polidipsia.

– Medicamentos e tratamentos para doenças específicas podem exigir uma ingestão maior de líquidos.

– Estresse e ansiedade: principalmente os felinos, quando ficam estressados, podem reduzir o consumo de água, favorecendo o aparecimento de doenças do sistema urinário (obstrução uretal ou vesical, cálculos vesicais, urolitíase, entre outros)

O que fazer se meu pet está bebendo pouca ou muita água?
Caso seu cão venha a apresentar qualquer tipo de alteração no seu consumo de água que fez chamar sua atenção, leve-o para um atendimento com um médico veterinário.

Devemos nos alertar e preocupar em situações de mudança de comportamento associados a outras alterações clínicas como perda de peso, vômito, febre, diarreia, lesões na pele.

Para a baixa ingestão de líquidos anormal (oligodipsia) podemos estimula-lo, trocando a água diariamente, mudando tipo de bebedouro, colocando fontes (principalmente felinos), evitar ambientes e situações que causem estresse.

Cuidado ao forçar a ingestão de água ao animal. A administração forçada pode levar a um quadro grave pela aspiração de líquido pelo pulmão, causando de pneumonia por aspiração.

A polidipsia (aumento no consumo de água) não se trata de uma doença e sim um sinal clínico. Entretanto, esse comportamento pode estar relacionado a alguma doença. A polidipsia costuma estar acompanhada por poliúria (o animal urina mais) e outros sinais clínicos, motivando o tutor a procurar um veterinário para avaliação.

Foram descritos acima vários motivos que podem causar oligodipsia e polidipsia, então não tente diagnosticar nem medicar por conta própria.

Sua atitude faz toda diferença, não espere para levar seu pet ao Veterinário!
Com uma lista tão grande de causas prováveis citadas anteriormente, somente um médico veterinário poderá chegar à conclusão do que está acontecendo com seu cão ou gato.

O veterinário irá diagnosticar a causa segundo histórico e avaliações clinicas, podendo ser solicitado exames (hemograma, perfil bioquímico renal e hepático, glicemia, dosagem de eletrólitos, exame de urina, triglicérides, colesterol, ultrassom abdominal), e assim definir um tratamento adequado.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

O Paciente Felino

cachorro-com-gatoQuem já não ouviu por aí a famosa frase que o “gato é um cachorro pequeno“? Pois bem, ele não é.

Desde o início da civilização, vemos a introdução dos gatos na vida cotidiana das pessoas e, ao longo do tempo, suas “funções felinas” foram sendo modificadas até chegarem ao ponto de eles se tornem membros da família. Diferente dos cães, os gatos possuem comportamentos singulares que atraíram mais adeptos à espécie e hoje eles são a maioria dos animais domésticos nos lares de diversos países do mundo, como nos EUA. A população de gatos na casa dos brasileiros esta quase alcançando o número de cães e o atendimento diferenciado a esta espécie tão peculiar é de suma importância para a medicina veterinária.

Muitas vezes, manejar um felino dentro de um consultório, ou até mesmo na internação, não é tarefa fácil. Gatos não reagem bem a mudanças em sua rotina e muitas vezes levar estes “bigodudos” a um consultório veterinário pode ser muito estressante, tanto para o gato como para o tutor. E é aí que entra o médico veterinário! Ele deve ser capaz de identificar como o paciente está reagindo a este novo ambiente, assim como ter paciência e respeito em relação ao limite de tolerância do gato ao manejo. O gato, ao contrário dos cães, exercem alguns movimentos específicos com o corpinho que nos diz muita coisa sobre como ele está se sentido no momento e cabe ao médico veterinário identifica-los. Faz parte da função do médico veterinário tornar a experiência de ir a uma clínica veterinária o menos estressante possível para os felinos.

Porém, entenda: apesar de ser uma experiência não tão agradável para o seu gato (afinal, quem gosta de ir ao médico?), levar seu gatinho ao médico veterinário regularmente impede que muitas doenças apareçam de surpresa! Você sabia que o gato disfarça muito bem que não está bem? Muitos deles só demonstram sua debilidade quando já estão muito doentes! Por isso é importante você levar seu gato ao médico veterinário regularmente! Ele pode te ensinar como enriquecer o ambiente e otimizar o manejo que você faz ao seu gato dentro de casa e pode te indicar os melhores exames e vacinas para manter a saúde de seu gato!

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Ana Niederauer
Médica Veterinária- CRMV 14709

 

Parece milagre, mas é acupuntura veterinária

O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.
O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.

A acupuntura é uma técnica milenar consagrada na China e difundida em todo o mundo. Ela é um dos tratamentos mais antigos utilizados para tratar humanos e animais, sendo uma especialidade reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sim, animais. Pouca gente sabe, mas ao mesmo tempo em que se desenvolvia para o tratamento de humanos a acupuntura evoluía no tratamento de cavalos e outros animais. Ela é amplamente utilizada hoje em cães e gatos como tratamento complementar. Além de ser indolor ela dificilmente tem contraindicações.

O tratamento consiste em reestabelecer o equilíbrio energético do animal com a colocação de finíssimas agulhas e/ou com a utilização de moxa (Artemisia Vulgaris) em pontos estratégicos do animal e com a utilização de ervas por via oral. Além de reestabelecer o equilíbrio energético também são liberadas substâncias que ajudam o sistema imunológico e endócrino a manter a qualidade de vida do animal.

Muitas são as doenças que podem ser tratadas pela acupuntura. Podemos tratar problemas de pele, paralisias, distúrbios comportamentais, cistite, dentre outras. Mas sem dúvidas a doença mais conhecida, e que apresenta os resultados mais surpreendentes no tratamento, é a cinomose. Animais que ficaram meses sem andar por sequelas da doença voltam a correr e ter uma vida normal com algumas sessões.

O tratamento é individualizado, ou seja, cada animal é tratado de maneira única e exclusiva, com agulhas descartáveis, e não há necessidade de ser sedado em nenhum momento. Como a acupuntura estimula o próprio organismo a se curar, os resultados e o número de sessões necessárias podem variar de acordo com o estado de saúde do paciente.

Mais rápido ou mais lento, o importante é que todos os pacientes alcançam ganhos na melhoria da qualidade de vida com o alívio de dores e do desconforto causado por diferentes doenças. E como a Pet Center Canoas possui espaço próprio de radiografia, o diagnóstico e tratamento são muito mais objetivos, efetivos e rápidos.

Converse com seu veterinário sobre isso, e se precisar, estou à disposição.

 


Rosane Lopes Colares
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Quando levar meu pet ao veterinário?

Pet Center CanoasCom a maior proximidade e a relação dos pets na vida das pessoas, cada vez mais se torna importante à visita regular ao médico veterinário.

Tudo o que queremos é o bem estar dos animais, já que hoje, fazem parte da família. Cuidar não é apenas dar comida e carinho e sim mantê-los com saúde.

Inúmeras são as razões para levar seu pet ao veterinário, principalmente quando eles ficam mais tristes, apáticos e sem querer comer.

Levar ao veterinário nos primeiros sinais clínicos pode facilitar o diagnóstico e o tratamento. Como nossos pets não falam, é muito importante estar atento aos sinais, como estes citados abaixo:

  • VÔMITO
    Esse sinal clínico tem relação diretamente com alimentação fornecida para seu pet, como alimento caseiro e petiscos que não sejam para animais.
  • FEZES MOLE OU COM SANGUE
    Podem ser indícios de doenças principalmente bacterianas e virais que em determinada situação será irreversível.
  • PERDA DE APETITE
    Sinal clínico inespecífico, mas que pode representar inúmeras afecções, mais comum é a dor.
  • BEBER POUCA OU MUITA ÁGUA
    Sinal clínico frequente em animais que possuem endocrinopatias como diabetes.
  • DIFICULDADE PARA RESPIRAR, SECREÇÃO NASAL OU OCULAR
    Visualizadas mais frequentes no inverno, mas podem ocorrer devidos problemas no coração, infecções respiratórias, doenças virais e bacterianas assim como problemas alérgicos.
  • LESÕES NA PELE, COCEIRA EXCESSIVA
    Alerta importante para parasitas presentes na pele como sarnas, pulgas e carrapatos, assim como alergia alimentar, atopia, como doenças virais.

Tão importante quanto levar ao veterinário após apresentar sintomas como estes, é fazer um check up anual, evitando assim maiores transtornos, gastos e até a perda de alguém que tanto amamos.

Com carinho,

Fernanda Xavier
Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420