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Viu algo, Faça algo! – 5º sinal clínico: Dificuldade de urinar ou ausência de urina

A dificuldade de urinar (incontinência/oligúria) ou ausência de urina (anúria) são sinais clínicos muito importantes que devem ser tratados como alerta. A nossa campanha Viu algo, Faça algo! irá auxiliar os tutores na tomada de decisões e saber o momento certo para tomar uma atitude e levá-lo ao veterinário.

Estas alterações podem estar relacionadas diretamente com o tempo de evolução da doença, são alterações comuns e podem nos levar a acreditar que o nosso animal simplesmente tem problemas de comportamento. Quando o quadro já está avançado, muitas vezes o dano causado é irreversível e o animal corre risco de óbito.

 Principais causas que levam a dificuldade de urinar ou ausência de urina

  • Cistite: Fêmeas tem a uretra mais curta e larga, o que facilita a entrada de bactérias e parasitos. Elas urinam muito menos que os machos, facilitando assim também a formação de cristais urinários.
  • Cálculos urinários: Mais comum em macho, pois tem a uretra mais longa e fina. Dependendo do tamanho, os cálculos podem obstruir canais como ureter e uretra, impedindo a passagem da urina.
  • Tumores benignos (pólipos e divertículos) ou tumores malignos podem obstruir parcial ou totalmente o canal urinário.
  • Insuficiência renal aguda: pode ocorrer nas obstruções, intoxicações (LEIA MAIS SOBRE INTOXICAÇÃO) ou infecções como leptospirose por exemplo (LEIA MAIS SOBRE LEPTOSPIROSE).
  • Outras causas menos comuns: lesões do sistema nervoso, mal-formações congênitas, lesões adquiridas na bexiga e nos esfíncteres (trauma), doenças prostáticas e desequilíbrios hormonais.

 

Quais são as principais alterações que os animais apresentam?

A mudança de comportamento do seu pet pode nos dizer de uma maneira ou outra, dando a entender que podem estar sofrendo:

  • Mudança na posição para urinar (sinal de dor)
  • Fica muito tempo em posição, mas urina pouco ou não consegue urinar. Isso pode acontecer por causa dos cálculos, que friccionam a parede do órgão, causando irritações, sangramentos e até o bloqueio parcial ou total do fluxo urinário.
  • Presença de sangue na urina
  • Urina que cheira pior do que o habitual (urina turva)
  • Apatia e Perda de apetite
  • Lamber repetitivamente a genitália (dor e inflamação)

Se perceber qualquer uma dessas alterações, leve-o ao veterinário.

Durante a avaliação clínica, o profissional vai determinar quais são as suspeitas ou até o diagnóstico clínico. Muito importante realizar exames de uma amostra de urina (avaliação qualitativa e urocultura com antibiograma). Podem ser solicitados exames de sangue, radiografia e ultrassonografia dependendo do caso. Se animal estiver obstruído será necessário realizar a sondagem uretral, que consiste em introduzir um pequeno tubo pelo aparelho urinário, com objetivo de desobstruir a passagem da urina. Muitas vezes pode ser necessário sedá-lo para realizar o procedimento.

O tratamento de maneira geral poderá se basear em uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos. O tratamento para os cálculos urinários vai depender do tipo, pois alguns podem ser dissolvidos com dieta e medicação, enquanto outros precisam ser removidos cirurgicamente.

Os tumores como pólipos e divertículos e até os tumores malignos algumas vezes podem ser removidos cirurgicamente e enviar a amostra para exame histopatológico (esta informação é muito importante para determinar o melhor tratamento para cada tipo de tumor).

Para o caso de insuficiência renal aguda, a terapia consiste no uso de fluidos (soro) e eletrólitos em medidas de purificação extra-renal (diálise peritoneal). Em alguns casos respondem bem à essas medidas terapêuticas, porém existem casos que são irreversíveis e o prognóstico é mais reservado.

E a prevenção?

No caso das cistites, não há prevenção específica. Entretanto, pode-se adotar alguns hábitos simples que podem diminuir bastante o risco do seu pet desenvolver a complicação.

  • Passear com os cães rotineiramente: pode ser uma boa ideia, pois além de deixá-lo mais tranquilo, você pode observar o seu comportamento enquanto ele urina e ver o quanto está urinando. Dessa forma ficará acostumado com o que é “normal”.
  • Estimular ingestão de água: sempre estimular a ingestão de água utilizando fontes (gatos) e bebedouros grandes.
  • Acompanhar comportamento de micção nos felinos. Sempre colocar uma caixa de areia extra para o número de gatos no ambiente. Exemplo, se existem 2 gatos no ambiente, colocar 3 caixas de areia a disposição.
  • Evitar dar rações de baixa qualidade e alimentação inadequada, pois podem alterar o pH urinário, aumentando as chances de infecção urinária e formação de cálculos.
  • Se o seu pet já foi diagnosticado com cálculo, e partir da análise do cálculo, será possível reajustar a alimentação, para evitar uma urina mais ácida, ou mais alcalina.

Mantenha-se sempre atento nos sinais clínicos do seu pet e entre em contato com o veterinário caso ocorra qualquer mudança.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Plantão 24 horas. Estamos aqui sempre que você precisar.

 

Além da clínica veterinária, da pet shop e do centro de estética animal a Pet Center Canoas oferece a você o atendimento 24 horas para emergências e urgências. Mas você sabe quando e como usar o plantão 24 horas? Neste artigo iremos te mostrar como aproveitar ao máximo esse serviço tão importante.

O que é o plantão?

A Pet Center Canoas oferece atendimento clínico, exames laboratoriais e de imagem, além de diversas especialidades como oncologia, acupuntura, oftalmologia e cardiologia, entre outros, em horário comercial – Segunda à Sexta das 8 às 18h e Sábados das 8 às 17h. Fora desses horários e aos domingos e feriados o atendimento é considerado plantão.

Durante o plantão contamos com uma equipe de 1 a 2 veterinários auxiliados por 1 a 3 estagiários (depende do dia e demanda). Os estagiários são todos futuros veterinários; os veterinários são, na sua maioria, pós graduados ou pós graduandos.

Além dessa equipe interna, também há um grupo de profissionais de sobreaviso. São 4 cirurgiões, 5 anestesistas e vários especialistas na realização de exames. Mesmo em situações extremas é necessário cuidado para que o diagnóstico seja o mais preciso possível.

A manutenção de toda esta estrutura tem um custo elevado, portanto, no plantão é cobrado um valor diferenciado.

Quando usar o plantão?

Acidentes podem acontecer a qualquer hora. É bom saber que se tem a quem recorrer num momento de aflição. A equipe de plantão estará disponível para atender situações de risco de vida.

Você deve levar seu pet no plantão quando houver:

  • Vômitos
  • Diarreia
  • Trauma
  • Atropelamento
  • Fraturas
  • Prostração intensa
  • Anorexia (animal não come) há mais de 24h
  • Dores fortes (tratadas ou não)
  • Intoxicação
  • Convulsões
  • Picadas de animais peçonhentos

 

Atenção! É muito importante que você leve seu pet ao atendimento de urgência quando houver:

  • Sangramentos profusos
  • Dores intensas
  • Animal irresponsivo

Como usar o plantão?

Os profissionais de plantão são pessoas preparadas para lidar com situações extremas. Já nós, tutores, nem sempre sabemos como lidar com emergências. Aqui vão algumas orientações que podem ser decisivas para o sucesso do atendimento.

O que fazer numa emergência:

  • Mantenha a calma. O pânico é péssimo conselheiro em situações de risco.
  • Nunca medique por conta própria o animal.
  • Cuide da sua segurança. Animais feridos podem ficar arredios.
  • Transporte adequadamente o pet. Cuidado para não agravar ou causar novos ferimentos. Utilize a caixa de transporte ou cinto especial para a segurança dele.
  • Ligue para a clínica (51 3427 3832) avisando que está levando um paciente. O plantonista pode lhe orientar nos primeiros socorros e preparar a equipe para recebê-lo.

Agora você sabe que estamos aqui quando precisar, e sabe também qual o melhor momento para nos procurar. Pode contar com a Pet Center Canoas. Faz parte da família.

Lucas Turk de Almeida
Diretor Executivo

Documentação para viagens de avião, nacional e internacional. O que é preciso?

É comum programar férias em família e não pode faltar ninguém na viagem, inclusive os animaizinhos de estimação. #porquesim MEU PET FAZ PARTE DA FAMÍLIA!

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Mas você sabe quais documentos são necessários para viajar de avião com eles?

Antes de qualquer coisa busque informações sobre o local de destino e quais requisitos devem ser cumpridos para ingressar com os bichinhos, no caso de viagem para outro país entre em contato com a embaixada/consulado; organize-se com antecedência, tendo em vista que alguns documentos levam tempo para ficarem prontos; certifique-se que o estado de saúde e as vacinas do seu pet estão em dia; e, atente para exigências específicas de cada empresa aérea. Lembre-se que algumas raças não são aceitas pelas companhias aéreas por serem braquicefálicos (focinho curto), independente de cumprirem com os outros pré-requisitos.

De um modo geral, normalmente, é exigido que o bichinho seja acondicionado em caixa de transporte apropriada, portando atestado de saúde, carteira de vacinação, Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou Passaporte (confira lista de documentos detalhada abaixo). Isso mesmo: PAS-SA-POR-TE (para mais informações acesse o site http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/folder%20caes%20e%20gatos-web-final.pdf).

 

Dicas importantes:

Previamente à viagem dê banho e apare as unhas do seu pet, retire roupinha, coleira ou quaisquer coisas que possam vir a machucar ou deixar desconfortável seu amigo.

Ofereça alimentos leves e estimule-o a urinar/defecar antes de acomodá-lo na caixinha que deve estar forrada com material absorvente e não conter objetos soltos no interior.

Mas, o mais importante, converse com o médico veterinário de sua confiança sobre a necessidade em sedar ou não seu pet, conforme exigência da companhia aérea.

 

Documentação exigida para viagens nacionais:

  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque.

 

Documentação exigida para viagens internacionais:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): É o documento emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, com o intuito de garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade deste documento é de acordo com as regras de cada país;
  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque;
  • Microchip/tatuagem: O microchip é implantado no corpo do animal, contendo um código alfa numérico de identificação. Ao invés do microchip, uma tatuagem é aceita com as mesmas informações, normalmente localizada atrás da orelha do animal.

Laudo de Sorologia: É o envio de amostra de sangue para um dos dois laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil. ATENÇÃO: É necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e o embarque.


Cláudia Medeiros
Auxiliar de Veterinária

INTOXICAÇÃO POR CHOCOLATE

Chega a época da Pascoa e nós queremos agradar as pessoas mais especiais e até nossos pets que fazem parte da família. Se você adora compartilhar chocolate com o seu animalzinho, saiba que isso pode ser muito perigoso.

Como é uma época em que muitas pessoas ficam com chocolate em casa, tem chocolate no sofá, na mesa, na cadeira, ou seja, existe uma grande possibilidade do seu animal ter acesso, por isso, tome muito cuidado!

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Composição do Chocolate

O chocolate tem em sua composição carboidratos, lipídeos, aminas biogênicas, neuropeptídeos e metilxantinas (teobromina e cafeína), sendo esses últimos os mais tóxicos para os animais. As metilxantinas são os maiores causadores de intoxicação nos cães e a quantidade de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate.

A teobromina é encontrada no cacau em quantidade bem superior a cafeína, e a quantidade dessa substância é maior nos chocolates amargos, que possuem menor concentração de lipídios. No caso do chocolate branco por ter maior matéria lipídica em sua composição e menor quantidade de cacau, tem menor teor de teobromina e não oferecem tanto risco para os cães.

Contudo, a cafeína, embora seja encontrada de 3 a 4 vezes em menor quantidade no chocolate do que teobromina, também contribui para o quadro de intoxicação.

 

Você sabia que apenas 25g de chocolate pode envenenar um cão de 20kg?

A dose tóxica varia de acordo com o porte físico do animal, a sensibilidade do animal à teobromina e também com o tipo de chocolate que é ingerido.

 

Sinais de intoxicação

Os sinais podem aparecer de 6 a 12 horas após a ingestão de chocolate, podendo persistir por até 6 dias, pois é o fígado que processa essas substâncias.

As metilxantinas são rapidamente absorvidas pelo trato gastrointestinal. Após cair na corrente sanguínea, estas substâncias alcançam diversas partes do organismo e, quando atingem o sistema nervoso central, causam excitação como tremores e convulsões.

O animal também poder ter associado outros sinais como: diarreia, vômito, dilatação abdominal, inquietação (incômodo, agitação), aumento da ingestão de água, aumento da respiração e batimentos cardíacos, febre e até coma. Em alguns casos, também pode ocorrer hemorragia intestinal.

Ainda há o fato de que, como o chocolate possui grande quantidade de gordura, o pâncreas também sofre importantes danos.

 

Tratamento

Nunca dê leite para o seu animal!!!

Quanto mais cedo levar ao veterinário, maior a chance de sobrevida. Não há um tratamento específico para a intoxicação por chocolate, somente é feito tratamento de suporte. Se a ingestão for recente (até 3 horas) pode ser feita a indução do vômito ou até lavagem estomacal. A fluidoterapia (soro) deve ser realizada, para reidratação e reposição dos eletrólitos. Outros tratamentos são feitos de acordo a avaliação individual de cada animal.

Existem vários chocolates próprios pra cachorro. Proteja seu pet, essa dica não está restrita apenas à época da Páscoa, mas a todos os dias do ano!!!

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

Parece milagre, mas é acupuntura veterinária

O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.
O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.

A acupuntura é uma técnica milenar consagrada na China e difundida em todo o mundo. Ela é um dos tratamentos mais antigos utilizados para tratar humanos e animais, sendo uma especialidade reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sim, animais. Pouca gente sabe, mas ao mesmo tempo em que se desenvolvia para o tratamento de humanos a acupuntura evoluía no tratamento de cavalos e outros animais. Ela é amplamente utilizada hoje em cães e gatos como tratamento complementar. Além de ser indolor ela dificilmente tem contraindicações.

O tratamento consiste em reestabelecer o equilíbrio energético do animal com a colocação de finíssimas agulhas e/ou com a utilização de moxa (Artemisia Vulgaris) em pontos estratégicos do animal e com a utilização de ervas por via oral. Além de reestabelecer o equilíbrio energético também são liberadas substâncias que ajudam o sistema imunológico e endócrino a manter a qualidade de vida do animal.

Muitas são as doenças que podem ser tratadas pela acupuntura. Podemos tratar problemas de pele, paralisias, distúrbios comportamentais, cistite, dentre outras. Mas sem dúvidas a doença mais conhecida, e que apresenta os resultados mais surpreendentes no tratamento, é a cinomose. Animais que ficaram meses sem andar por sequelas da doença voltam a correr e ter uma vida normal com algumas sessões.

O tratamento é individualizado, ou seja, cada animal é tratado de maneira única e exclusiva, com agulhas descartáveis, e não há necessidade de ser sedado em nenhum momento. Como a acupuntura estimula o próprio organismo a se curar, os resultados e o número de sessões necessárias podem variar de acordo com o estado de saúde do paciente.

Mais rápido ou mais lento, o importante é que todos os pacientes alcançam ganhos na melhoria da qualidade de vida com o alívio de dores e do desconforto causado por diferentes doenças. E como a Pet Center Canoas possui espaço próprio de radiografia, o diagnóstico e tratamento são muito mais objetivos, efetivos e rápidos.

Converse com seu veterinário sobre isso, e se precisar, estou à disposição.

 


Rosane Lopes Colares
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Comportando estranho? Pode ser uma Disfunção Cognitiva.

Disfunção Cognitiva PetA Dorinha é uma simpática cachorrinha de 13 anos. Os donos relatam que ela começou a trocar o dia pela noite, late sem motivo aparente, não reconhece familiares e esqueceu vários truques que sabia. A Dorinha sofre de Disfunção Cognitiva, muito semelhante ao Mal de Alzheimer em humanos.

Os nossos pets estão vivendo mais, e com isso, surgem novas doenças.  Cerca de 50% dos pets com mais de 11 anos de idade apresentam uma ou mais mudanças comportamentais ligadas ao envelhecimento. As Causas da disfunção cognitiva não são conhecidas, mas sabe-se que ela se manifesta devido a uma série de alterações físicas e químicas que ocorrem no cérebro durante o envelhecimento.

Como identificar se o meu pet idoso tem a disfunção? Os principais sintomas são:

  1. O animal fica desorientado, perde-se dentro de casa, às vezes não encontra a saída de um cômodo ou o local da sua comida.
  2. Ocorrem alterações de sono, ficam acordados a noite, andando pela casa, vocalizando e dormem durante o dia.
  3. Perdem os hábitos de higiene, podem urinar e defecar dentro de casa, quando antes não faziam.
  4. Podem não reconhecer os donos ou estranhá-los em algumas ocasiões.

Se você possuir algum pet idoso com esses sinais, é importante a avaliação de um médico veterinário. Diagnosticada a disfunção cognitiva, ele indicará o melhor tratamento com antioxidantes, suplementos e exercícios, para tornar a vida do seu pet idoso mais confortável e feliz.

Levar o seu pet ao veterinário é um gesto de amor!

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

 

 

Bruna Valle

 

Bruna Valle
Estagiária Curricular / UFPel

Câncer de mama em cadela e gatas: Como prevenir e tratar

Outubro RosaO câncer de mama, principalmente nas cadelas, é uma das doenças mais comuns e uma das mais temidas entre seus tutores. A sua incidência aumenta em cadelas não castradas, idade superior a seis anos, cadelas obesas e utilização de contraceptivos. É uma doença que não tem predisposição racial, ou seja, todas as raças caninas estão sujeitas a sofrer com este problema.

Nas gatas os tumores mamários são menos comuns, porém são mais agressivos. Vale ressaltar que, embora muitos pensem que o câncer de mama é um problema que atinge, exclusivamente, as fêmeas, se enganam, pois ele também pode afetar os machos em alguns casos.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fatores que podem ser totalmente decisivos para a sobrevivência do animal. O câncer se desenvolve de forma silenciosa, e quando a cadelinha ou gatinha começar a apresentar sinais como tristeza, falta de apetite, febres ou vômitos, pode ser tarde demais. O animal pode ter sua vida poupada, se o seu tutor olhar ou tocar seu pet de forma mais atenta.

Afinal, o que são os tumores mamários?
São nódulos formados por células do corpo que se multiplicam rapidamente de forma descontrolada. Podem ser benignos ou malignos, sendo chamados de câncer quando malignos. Esses nódulos podem ter diferentes tamanhos, podem ser ulcerados ou não, moles, firmes ou endurecidos. Podem também ser únicos ou múltiplos.

Quais são os sinais clínicos?
Deve-se atentar para caroços/nódulos na região das mamas, inchaço ou vermelhidão no local, presença de secreções e também presença de dor.

O pet pode apresentar outros sintomas que não são específicos, como falta de apetite, perda de peso, febre, vômitos. Sempre atentar para esses sinais e levar ao veterinário o quanto antes.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
Com base no exame clínico da região mamária, observando aumento de volume e outras alterações clínicas, cabe ao médico veterinário solicitar exames para investigar sobre a doença e certificar a extensão do problema. Os principais exames complementares incluem citologia aspirativa do nódulo, biópsia, exames de sangue, radiografia torácica e ultrassonografia. Após realizados os exames, a primeira medida será a realização de um procedimento cirúrgico para a retirada completa do tumor do corpo do animal. O tumor deve ser enviado a um laboratório especializado para análise histopatológica. Este exame é o diagnóstico definitivo, pois é somente com este resultado que é possível saber se o tumor é benigno ou maligno.

A análise histopatológica e os resultados obtidos dos exames complementares, são fundamentais para definir um diagnóstico correto, além de fornecer dados relevantes para um tratamento adequado e específico. Nos casos em que o tumor é benigno, geralmente, a cirurgia já é o suficiente como tratamento. No entanto, para o tumor maligno, além da retirada cirúrgica, a quimioterapia pode ser indicada.

Nas ocorrências de metástase, o tratamento pode ser complicado e as chances de cura são mínimas. Nestes casos, é indicado medicamentos para aliviar os sintomas, permitindo o bem estar do animal no período que lhe resta de vida.

Prevenção
A castração da fêmea antes do primeiro cio já se provou como a forma mais eficiente para prevenir o câncer, pois a influência hormonal é a grande responsável pelo aparecimento de disfunções que favorecem o surgimento da doença. Essa conduta pode reduzir em até 99% as chances de aparecer o câncer de mama. Castrar após o primeiro cio reduz em 92% e após o segundo cio, para 74%.

Ao contrário do que muitos imaginam, o acasalamento (ou falta dele) na vida da cadela não está relacionado ao aparecimento do câncer de mama.

Não usar as injeções de anticoncepcionais. É muito importante esclarecer que, os medicamentos hormonais (injeções para evitar o cio) é um fator que pode ser determinante para o surgimento de tumores na mama, e é por isso que, na atualidade, esse tipo de medicamento é altamente contraindicado pelos veterinários.

Com este esclarecimento, fica a dica do por que é tão importante estar sempre atento aos sinais da doença nas cadelinhas e gatinhas. Não hesite em marcar uma consulta com um profissional. Qualquer que seja a doença que seu animal possa ter, as chances de cura são muito maiores quando é feito um tratamento precoce.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Para os pets, prevenir também é o melhor remédio

DeeDee_DogTag_03_ResizedAssim como os humanos, nossos pets também necessitam de revisões anuais, os chamados check-ups, principalmente quando começam a ficar idosos.

A partir dos sete anos, em geral, os cães e gatos iniciam a fase geriátrica que pode vir associada a várias doenças comuns dessa fase da vida.

Algumas podem se desenvolver em função de predisposição genética, outras por alterações endócrinas (tireóide, adrenais etc), algumas influenciadas pela alimentação ao longo da vida, obesidade e sedentarismo. Conheça algumas delas:

DOENÇAS CARDÍACAS: São muito comuns em pets idosos. Seus primeiros sinais clínicos incluem tosse seca, cansaço, dificuldade respiratória e cianose (língua de coloração arroxeada) ao se agitar. Caso o proprietário perceba qualquer dessas alterações, é de extrema importância a investigação, pois, quanto mais precoce o diagnóstico, melhores as chances de tratamento e sobrevida.

INSUFICIÊNCIA RENAL: Também,  muito comum, sendo acompanhada de emagrecimento progressivo, vômitos, diarreia, poliúria e polidipsia (urinar e beber água em maior quantidade). Se identificada precocemente, há controle, com cuidados alimentares e visitas periódicas para fluidoterapia (soro).

ALTERAÇÕES ÓSSEAS OU ARTICULARES: Apresenta sinais clínicos como dor, claudicação (mancar), dificuldade para se locomover ou levantar e relutância para subir escadas.

NEOPLASIAS (TUMORES): São frequentes nesta idade, sendo a maioria ligada a fatores genéticos. Se, ao acariciar seu pet, perceber qualquer aumento de volume, nódulos, manchas, leve-o para avaliação. Ainda existem neoplasias que podem se desenvolver em órgãos como fígado, baço, pulmão. Para isso, se realizado exames de imagem periodicamente, as chances do diagnóstico precoce e tratamento aumentam a sobrevida.

Sendo assim, quando seu animal de estimação chegar nesta fase, realize check-ups anuais, principalmente para medidas preventivas. Muitas doenças podem ser prevenidas e tratadas mais facilmente quando estão nos primeiros estágios e possibilitam um melhor controle. Além disso, não esqueça de levar seu pet para a vacinação, pelo menos uma vez por ano, e já fazer uma avaliação com seu veterinário. Afinal, seu pet, faz parte da família.

Dayane Borba da Silva

 

Dayane Borba da Silva
Médica Veterinária
CRMV/RS 10998

A automedicação pode matar seu pet

Automedicação pode matarSempre queremos fazer o melhor para nossos peludos, porém atitudes bem intencionadas, quando realizadas sem o devido conhecimento, podem ter consequências catastróficas. Você conhece os riscos da automedicação para os pets?

Cães e gatos têm particularidades metabólicas distintas, e estas diferenças variam também conforme a raça. Em virtude disso, além dos bichanos terem reações diferentes aos medicamentos, com relação aos humanos, as respostas aos remédios variam muito entre cada raça, e é por isso que os antibióticos, por exemplo, têm suas doses ajustadas para cada espécie de animal.

Infelizmente, temos a tendência de achar que os nossos remédios terão sempre o mesmo efeito para nossos pets, o que é um grande e perigoso engano. Animais de companhia têm organismos muito mais sensíveis aos analgésicos e anti-inflamatórios que utilizamos rotineiramente em casa, para dores de cabeça ou febre, e que, em muitos casos, também são automedicados. Você já tomou algum remédio sem consultar o médico? Se não tomou, provavelmente conhece alguém que toma.

Extrapolamos esta nossa conduta de automedicação, tratando em casa com medicações humanas nossos pets quando eles apresentam algum sintoma, e nesse comportamento mora o perigo. Para exemplificar, um comprimido de paracetamol 750mg é o suficiente para causar óbito em um gato, pois os felinos apresentam uma deficiência nas enzimas que metabolizam este medicamento, aumentando seu potencial tóxico e levando o paciente à morte. Este é um remédio extremamente comum, que todos temos em casa, porém a maioria das pessoas não conhece seus perigos quando ele é administrado em um bichano.

Então, quando seu peludo apresentar qualquer sintoma, não o medique! Leve ao médico veterinário de sua confiança o mais breve possível, pois ele é o profissional habilitado para realizar o diagnóstico e prescrever o tratamento mais indicado para o seu pet. Ele saberá quais medicações podem ser utilizadas, quais devem ser evitadas e terá o conhecimento das particularidades de cada espécie.

Seu bichinho merece o melhor e ele ficará eternamente grato a você!

Guilherme Cirino

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Por que não dar comida caseira para seu pet?

Comida caseira para cães e gatosCom a humanização dos animais, muitos donos não vêm problemas em alimentar seus pets com a comida feita em casa, para pessoas.

Surge então uma preocupação muito grande, por nós veterinários, que é alertar a importância da boa alimentação para seu pet, evitando sérios problemas de saúde, que podem até levar a morte.

Antigamente, culturalmente falando, a alimentação era baseada em comida feita pelo proprietário com ingredientes caseiros como arroz e restos de animais (vísceras, pele, ossos e gordura). Esses produtos podem trazer diversos prejuízos, principalmente hepáticos e gastrointestinais, podendo levar à morte. Outro ponto negativo, de fornecer uma dieta baseada em comida caseira, é que alguns temperos, que não fazem mal para a saúde humana, são extremamente tóxicos para animais.

A maioria das afecções em pequenos animais que constatamos aqui na clínica, envolveram uma alimentação inadequada, ou seja, poderiam ter sido evitadas. Por isso, pelos mesmos motivos que buscamos um nutricionista, a alimentação do pet deve ser acompanhada por um médico veterinário e se alimentar conforme uma dieta própria, visando uma vida saudável.

Recomendo sempre procurar um médico veterinário para esclarecer as dúvidas relacionadas com a alimentação e saúde do seu pet, afinal de contas, mais que um pet, eles fazem parte da família.

Com carinho,

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420