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Viu algo, Faça algo! – 6º sinal clínico: Dificuldade de respirar

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A nossa campanha Viu Algo, Faça Algo aborda um outro tema super importante: A dificuldade respiratória. Precisamos saber identificar qual é a alteração especifica, como podemos diferenciar algumas causas para agirmos rapidamente. Devemos levar muito a sério as alterações de comportamento e sinais clínicos apresentados por nossos peludos pois o tempo pode ser crucial.

As causas da dificuldade respiratória são várias, mas só uma visita ao
veterinário pode identificar corretamente o problema.

  • Raças: Pug, Shih tzu, Buldogue francês, gatos persas são animais braquicefálicos (pets com o focinho achatado). São raças mais suscetíveis a doenças respiratórias, pois possuem anormalidades estruturais no seu trato respiratório, fazendo com que suas vias de entrada de oxigênio se tornem estreitas.
  • Estenose de traquéia (colapso de traquéia): mais comuns em cães do que em gatos. Os braquicefálicos podem ser acometidos, e também cães da raça Yorkshire terrier, Poodle, Chihuahua, Lhasas apso e Lulu da pomerânia (Spitz alemão). Podem fazer ruídos estranhos ao respirar, que vão se agravando, podendo ter períodos de paradas respiratórias durante o sono, engasgos, mudança na cor das mucosas (devido a falta de oxigenação), desmaios ou alterações na consciência.
  • Infecções bacterianas/fungicas/ virais: causando pneumonia, bronquite, tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa canina).
  • Intoxicação (organofosforados utilizados contra carrapatos/pulgas, opióides,
    etc).
  • Problemas cardíacos (Saiba mais)
  • Obesidade (Saiba mais)
  • Asma: mais comum em felinos
  • Aspiração de alimento ou conteúdo gástrico para o interior do pulmão
  • Inalação de fumaça e gases nocivos
  • Quase afogamento
  • Lesão pulmonar devido ao trauma
  • Anemia: número de hemácias reduzidas levam a diminuição da troca de oxigênio pelos pulmões.
  • Altas temperaturas, calor excessivo
  • Neoplasias pulmonares (metástases principalmente)
  • Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) refere-se a uma condição de falha respiratória súbita devido à acumulação de fluido e uma grave inflamação nos pulmões.

Sinais Clínicos relacionados a problemas respiratórios:

  • Esforços extremos para respiração.
  • Tossir.
  • Engasgos.
  • Descarga das narinas ou expectoração (secreções serosas, purulentas ou
    sanguinolentas).
  • Febre.
  • Cianose (coloração arroxeada na língua e mucosas).
  • Letargia e fraqueza.
  • Anorexia.
  • Ortopnéia (posição com pescoço esticado para respirar melhor).
  • Padrão respiratório restritivo (respiração “curta”).
  • Respiração de boca aberta.

O que fazer nesses casos?

Os sinais clínicos citados acima devem servir de alerta para os tutores.
Não dê nenhum medicamento sem a prescrição de um profissional. Você não sabe o real motivo desses problemas respiratórios, e em alguns casos, podem acabar agravando o quadro do seu pet.
De modo geral, aliviar a crise inicial é a melhor conduta a ser seguida é tentar deixar o pet o mais calmo possível, evitar que ele se agite e colocar em ambiente mais ventilado. Procurar um médico imediatamente.
Durante avaliação, o veterinário irá fazer uma avaliação clínica, e diagnóstico deve ser definido. Poderão ser solicitados painéis de exames, como exames de sangue, exames de imagem (radiografia de tórax, ecocardiograma e endoscopia, por exemplo).
Iniciando o tratamento emergencial, a causa principal deverá estabelecida e tratada especificamente de modo a evitar complicações ou morte. Colocar no oxigênio suplementar para minimizar o desconforto respiratório. Poderá ser feito tratamento com uso de antibióticos, analgésicos, fluidoterapia, e corticosteróides para reduzir a inflamação e inchaço pulmonar, se houver. Avaliações clinicas constantes deve ser feitas como temperatura, pulso, taxa de respiração, e da pressão sanguínea durante internação.

Algumas recomendações são úteis para evitar problemas respiratórios
futuros e a manutenção da qualidade de vida para os que já sofrem desse
mal.

  • Evitar uso de coleiras cervicais. Mais indicado utilizar peitorais.
  • Ventilação adequada, manter a temperatura do ambiente agradável, umidade
    do ar.
  • Evitar estresse e atividades físicas bruscas em animais predispostos (braquicefálicos), pois o animal pode ficar com dificuldade respiratória.
  • Elevar a altura dos bebedouros e comedouros para evitar engasgos.
  • Sempre controlar alimentação nos animais obesos.
  • Vacinas sempre atualizadas. Realizar exames veterinários periódicos.

Uma das melhores maneiras de identificar problemas de saúde do seu pet é prestar atenção no seu comportamento e nos sinais clínicos que ele apresenta.

Apenas um detalhe e você pode salvar a vida dele. Lembre-se disso!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

 

Obesidade-em-cães-e-gatosA obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo gordura em níveis maiores que os necessários para o bom funcionamento do organismo, prejudicando suas funções fisiológicas.

Atualmente, esse distúrbio é uma questão de saúde pública e uma preocupação mundial tanto para humanos quanto para os pets. Cães e gatos já são considerados parte da família, e com isso estão mais próximos dos hábitos alimentares e estilo de vida do seus tutores.

A prevalência de casos de obesidade nos animais tem aumentado significativamente, e já estima-se que a obesidade no Brasil varie na faixa de 6 a 12% da população de gatos e 25 a 45% da população de cães.

A maioria dos tutores não reconhece ou simplesmente ignora o excesso de peso do seu pet e por isso não se preocupa em levá-lo ao Veterinário. É muito importante ter em mente que, o controle da obesidade não é somente para tratar um problema estético e sim para prevenir várias doenças.

 

FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE

Alimentação: Hábitos alimentares incorretos relacionados à baixa qualidade da dieta oferecida pelos tutores (muitas vezes até com alimentos caseiros) e número de refeições influenciam no aumento de peso do animal.  Existe também a superalimentação, que é o fornecimento do alimento em excesso, oferta de petiscos calóricos e sobras de refeições.

Sedentarismo: A falta de exercício é um dos principais fatorem que levam o animal a ficar obeso.

Genética do animal: Animais que são predispostos à obesidade são: Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Shetland Sheepdog, Dachshund, Basset Hound, Schnauzer, Springer Spaniel, Chihuahua e Pug. Não há relatos de predisposição à obesidade entre as raças de gatos.

Castração: A obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados. Contudo, os benefícios desse procedimento ainda são mais importantes e ele é recomendado. É necessário apenas um maior cuidado com o sobrepeso.

Idade: A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo que o intervalo de idade de maior prevalência se situa entre 5 a 10 anos.

Distúrbios endócrinos: Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo são os principais distúrbios associados à obesidade.

Sexo: para os cães, a obesidade é mais comum nas fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária, já para os gatos, os machos têm maior predisposição.

 

AS DOENÇAS ASSOCIADAS

Não só pelo fator estético, a obesidade deve ser combatida porque leva a várias alterações sistêmicas oferecendo risco à saúde do animal:

– Doenças cardiovasculares

– Doenças osteoarticulares

– Doenças de pele

– Lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) que ocorre principalmente nos felinos

Além dessas doenças, o animal tem deficiências na imunidade, aumentam os riscos cirúrgicos e anestésicos e diminui a expectativa de vida.

 

DIAGNÓSTICO

Animais são considerados obesos quando o seu peso corporal ultrapassa 20% do ideal de sua raça.

O veterinário realiza uma série de exames físicos que incluem avaliar o escore corporal, realizar a pesagem, inspeção visual e palpação da gordura tecidual. O animal também deve passar por uma série de exames laboratoriais incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e hormonais, para verificar a saúde geral e descartar outras doenças associadas.

 

PREVENÇÃO

Devemos mudar alguns hábitos:

– Fornecer alimentos balanceados e nas quantidades adequadas a sua necessidade diária. Para isso é essencial consultar um médico veterinário, pois é ele quem vai indicar o alimento adequado e específico para seu pet;

– Estimular exercícios físicos regularmente;

– É importante sempre levar seu pet ao médico veterinário para consultas e check ups, ao menos uma vez por ano.

 

CONCLUSÃO

Entendendo um pouco mais sobre esse distúrbio nutricional, conclui-se que o excesso de peso é uma condição debilitante da saúde, e que o Médico Veterinário é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e estabelecer metas para reverter o quadro o mais rápido possível.

Pelo bem do seu pet, é importante instituir um plano de emagrecimento e incentivar a mudança de hábitos e comportamentos.

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sequestro de córnea

Green-eyed-PersianO sequestro de córnea ou também chamado” mumificação corneana”, “córnea nigra” ou “necrose corneana”,  é um acúmulo de pigmento no estroma da córnea de felinos. As raças braquicefálicas, como Persas, são as mais acometidas. Porém cavalos e cães também podem ser afetados. A causa exata de seu aparecimento não está definida, mas se sabe que está relacionada com infecções por herpes vírus felino, falta de lubrificação corneana e por pelos tocando a córnea (distiquíase).

Esse pigmento pode variar de pequenos pontos a grandes placas negras no centro da córnea, podendo ou não estar associada à conjuntivite. Em sua maioria ocorre desconforto ocular e conjuntivite recorrente, o que leva a necessidade de remoção do sequestro. A recidiva é frequente.

A ceratectomia (remoção de segmento da córnea) é o procedimento cirúrgico indicado. Esse pigmento só deve ser removido por oftalmologistas veterinários experientes. Há necessidade de utilização do microscópio cirúrgico para que se magnifique as estruturas e se consiga uma remoção precisa do pigmento e preservação da córnea saudável.

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Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

Hipertermia por insolação e intermação

water dogsSabe aqueles passeios com seu pet em dias quentes? Eles podem causar hipertermia por insolação e até mesmo levar ao óbito. Esses casos são mais comuns do que imaginamos, e acontece principalmente pelo desconhecimento do tutor.

Tanto a hipertermia por insolação quanto por intermação ocorrem devido a exposição excessiva ao calor.

A insolação é a exposição aos raios solares por tempo prolongado.

A intermação é a ação do calor em ambientes pouco arejados (dentro do carro, por exemplo), ou quando o animal realiza esforço físico intenso.

Ambas as complicações resultam em aumento da temperatura corporal e pelo mau resfriamento do corpo. A temperatura normal de um cão varia de 37 a 39ºC. Temperaturas acima de 41ºC podem ser fatais, pois o animal pode entrar em choque e ter falência múltipla de órgãos. A temperatura elevada, combinada com fatores como falta de ingestão de líquidos (hidratação) e má circulação do ar podem levar o seu pet a ter várias complicações e até levar ao óbito.

Os principais fatores que desencadeiam a hipertermia são:

– Umidade: Quanto maior a umidade relativa do ar, mais difícil será a evaporação, conseqüentemente, o corpo acumula maior quantidade de calor.

– Ventilação: Sem circulação constante do ar o resfriamento torna-se difícil, provocando aumento da temperatura corporal.  Além disso, algumas raças têm maior predisposição a hipertermia, tais como o buldogue,  pug, shih tzu, entre outros. Essas raças são braquicefálicas (cabeça e focinho curtos) e possuem vias respiratórias mais curtas, então o ar não tem muito tempo para resfriar até chegar aos pulmões.

– Condições físicas: O esforço físico em excesso aumenta a produção de calor pelo organismo, enquanto a fadiga muscular acumula substâncias tóxicas nos tecidos. A associação de ambas predispõe o organismo a problemas de circulação sanguínea;

– Pelagem: animais com pelagem escura favorecem o acúmulo de calor, com conseqüente elevação da temperatura corporal.

 

Fique atento aos sinais de hipertermia:

– Salivação excessiva e espessa;

– Respiração extremamente ofegante;

– Fraqueza e andar cambaleante

– Nos casos mais graves, podem apresentar respiração fraca, quadros de diarréia, vômito, vermelhidão nas patas, boca, orelhas e na língua, até convulsões e inconsciência.

 

O que fazer?

Caso seu pet apresente algum destes sintomas, leve prontamente ao veterinário. Enquanto isso tente resfriá-lo com uma toalha molhada (fria) ou deixe-o em ambiente fresco com ventilador ou ar-condicionado. Ofereça água fresca. Evite colocar o animal em contato direto com água corrente, pois leva a vaso constrição periférica (contração dos vasos sanguíneos) e isso dificulta ainda mais a dispersão do calor podendo causar problemas mais graves em outros órgãos.

Seguem abaixo os principais cuidados com nossos animais nos dias quentes:

– Se nós muitas vezes ficamos incomodados com o calor, imagina seu pet, coberto de pelos. Os animais também precisam se adaptar ao calor.

– Evite passeios e exercícios intensos com seu pet entre 10h e 17h. Nestes horários, o sol está muito quente. Brincadeiras e esportes devem ser monitorados, pois o animal pode ficar ofegante e superaquecer.

– Antes de passear na rua com seu pet, sempre verifique a temperatura do chão. Teste primeiro com sua mão, ou pés por alguns segundos. Assim como nós, os pets também podem criar bolhas e até queimaduras sérias nas patinhas.

– Nunca deixe seu animal preso dentro do carro em dias de sol, mesmo que a janela esteja aberta. O calor excessivo pode causar uma situação de estresse e aumentar a temperatura corporal.

– Tosas e banhos podem ajudar.

– Os animais devem ter acesso a ambientes com sombra e água fresca disponível.

A prevenção é sempre o melhor caminho!  Pequenos cuidados e melhorias na rotina garantem a saúde do seu pet.

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

 

 

 

Kellem Grings
Estagiária de
Medicina veterinária

 

Úlcera de córnea

dog-eyeÚlcera de córnea é uma lesão (ferida) na córnea que pode afetar qualquer espécie animal. A lesão pode ser causada por traumas, pelos encostando-se à córnea (distiquíase), malformações palpebrais (entrópio), produtos irritantes que entraram em contato com o olho como xampus, conjuntivites bacterianas dentre outros.

Das raças de cães as mais acometidas são: Shih tzus, Pug, Pequinês, Cocker Spaniel. Dentre os felinos: Persas , Exóticos e Himalaios, mas também outros mascotes como coelhos e chinchilas, além de potros e pôneis.

A prova de fluoresceína é o teste mais utilizado para visualizar a lesão corneana. Porém apenas um oftalmologista veterinário está capacitado para avaliar a gravidade ou não da lesão corneana e empregar o tratamento mais correto para a mesma, sendo este clínico ou cirúrgico.

A úlcera de córnea é uma afecção ocular grave, que provoca dor e desconforto, levando o pet a apatia e muitas vezes perda do apetite, uma vez que a córnea possui muitas terminações nervosas. Quando instituído um tratamento inadequado ou não diagnosticada em seu início, a úlcera de córnea pode se tornar mais extensa ou profunda e levar a perfuração ocular ou até mesmo a necessidade de remoção do globo ocular.

Um dos procedimentos cirúrgicos mais utilizados para auxílio na cicatrização das úlceras corneanas é o flap de terceira pálpebra. Diferente dos humanos, cães, gatos e outras espécies possuem a terceira pálpebra muito desenvolvida.  Porém é importante enfatizar que a avaliação de um especialista é imprescindível para o sucesso do tratamento. Nesse procedimento, a terceira pálpebra do paciente é utilizada como uma “lente de contato natural”, fornecendo vascularização, suporte e nutrientes para a córnea.

 

Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

 

Saiba mais sobre Oncologia Veterinária

family-with-petNos dias de hoje, nossos pets são membros da família, vivendo muitos anos conosco e trazendo imensas alegrias durante este período. Contudo, com o aumento da longevidade dos animais, uma doença mortal tem acontecido com mais freqüência do que gostaríamos, o Câncer.

O estigma do câncer acompanha a humanidade e nossos companheiros desde tempos imemoriais, trazendo dor e sofrimento para os pacientes acometidos, bem como para suas famílias. Durante muito tempo a doença foi considerada uma sentença de morte, onde a esperança dava lugar à desolação frente a um prognóstico desfavorável. Porém, isso está mudando.

A medicina teve uma evolução exponencial no último século, e a Oncologia é a área onde se concentram os maiores esforços e pesquisas na atualidade, trazendo tratamentos inovadores que melhoram a qualidade de vida de pacientes humanos, bem como de nossos peludos. Nesta perspectiva, o Oncologista se faz profissional essencial dentro da clínica de animais de companhia, promovendo conhecimento e atendimento altamente qualificado para lidar com uma doença tão complexa como o câncer. Como o câncer se origina das células que um dia foram normais dentro do nosso organismo, virtualmente qualquer sistema orgânico pode ser afetado, e a doença pode se manifestar de inúmeras maneiras, demonstrando os mais variados sintomas. Uma das apresentações mais comuns em cães é a neoplasia mamária, afetando fêmeas de meia idade e idosas, onde o tutor poderá perceber a presença de nódulos nas mamas.

Uma neoplasia maligna é caracterizada pela proliferação descontrolada de células alteradas, que sofreram mutações pelos mais diversos fatores (exposição a agentes carcinogênicos, fatores ambientais, predisposição genética) e, devido a este processo, não são mais reguladas pelo organismo. As células saudáveis apresentam e respondem a diversos mecanismos que controlam sua divisão e, quando estes falham, temos o afloramento do câncer. Através destas mutações a neoplasia também pode enganar o sistema imunológico e se espalhar pelo organismo, dando origem as metástases.

Citando nosso exemplo anterior de neoplasia mamária, tanto em mulheres quanto em cadelas, se a doença for descoberta precocemente e o tratamento adequado for instaurado, temos grandes chances de atingir a cura da paciente afetada! Estes tratamentos incluem a cirurgia, modalidade terapêutica muito utilizada em Oncologia, mas também podem ser necessários tratamentos adjuvantes como a quimioterapia. Esta modalidade terapêutica vem sendo muito utilizada em ambas as espécies, promovendo sequência ao tratamento cirúrgico e melhores chances de aumento na sobrevida. Um dado importante, a quimioterapia em animais de companhia costuma demonstrar poucos efeitos colaterais e, quando apresenta, são reversíveis e de fácil tratamento, diferindo dos tratamentos em seres humanos que são mais agressivos com efeitos mais deletérios ao paciente. Se houver a indicação de quimioterapia, não se assuste! A tendência é que seu companheiro reaja muito bem.

Finalizando, caso seu peludo tenha o diagnóstico de uma neoplasia maligna, procure o Oncologista! Ele é o profissional mais capacitado para avaliar o caso e promover o mais importante para todos os pacientes, independente da doença: Qualidade de Vida!

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Intoxicação em Cães e Gatos – Saiba o que fazer em casos de intoxicação, o socorro imediato pode salvar a vida de seu cão

A utilização crescente e abusiva de substâncias químicas não acompanhada de precauções e cuidados necessários, vem causando sérios problemas de saúde tanto às pessoas quanto aos animais. As intoxicações podem ser causadas pela ingestão, aspiração ou introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas.

Com relação ao registro dos acidentes pelas clínicas veterinárias, podemos dizer que há uma certa frequência de casos e diante da seriedade desses acidentes, cabe a nós médicos veterinários conscientizar as pessoas dos riscos, visando a prevenção.

Vamos falar aqui das intoxicações causadas por substâncias utilizadas de forma errada para eliminação dos ectoparasitas, ou seja, para tratar sarnas e eliminar pulgas e carrapatos do animal.

Existem muitos inseticidas e acaricidas que são seguros no mercado, desde que se preste atenção ao modo correto de utilizar. As intoxicações ocorrem com muita frequência, justamente pelo fato do desconhecimento pelo tutor na forma de uso do produto.

Quando há a intoxicação por esses produtos, ocorrem alterações nervosas (agitação, torpor, convulsões), digestivas (salivação, vômitos, diarreia), oculares (lacrimejamento, pupilas dilatadas) e respiratórias (dificuldade respiratória, mucosas cianóticas).

Produtos que são somente para dedetização do ambiente (Butox®, por exemplo), são usados de forma errada, como na forma de banhos no animal. Além disso esse produto vem com uma concentração alta e deve ser diluído para ser colocado no ambiente. Leia a bula do Butox® e veja as orientações do produto (se usa na forma de banhos em bovinos somente), não é indicado para tratamento de ectoparasitas em cães ou gatos.

Outro tóxico que as pessoas comumente utilizam de forma errada é a Creolina®, indicada na limpeza de ambientes, e quando aplicado diretamente no animal pode ser extremamente tóxico causar irritação e queimaduras na pele, olhos, boca e garganta; vômitos e dores abdominais; danos ao coração, fígado e rins; anemia; paralisia facial, coma e até levar a morte.

Os produtos a base de piretrina e permetrina geralmente de uso tópico (talcos, shampoos, sabonetes e coleiras) são seguros se corretamente utilizados, existe uma quantidade ideal para cada tamanho e peso do animal, e também não devem ser utilizados concomitantemente na hora do banho por aumentar muito o risco de intoxicação.

Os produtos acaricidas, para tratar sarna (Amitraz, por exemplo) devem ser diluídos corretamente e utilizados somente em cães. Se no rótulo ou bula do produto não for especificado o uso em gatos, NÃO utilize.

Existem os pesticidas a base de organosfosforados e carbamatos que são extremamente tóxicos para humanos e animais domésticos. Cuidado com os venenos para insetos (Baygon®, Raid® ), o spray se deposita no chão e seu animal pode pisar e/ou lamber o produto.

 

Meu pet foi intoxicado, o que fazer?

Encaminhe imediatamente para o veterinário. Lembre-se que quanto antes o animal for atendido, maior a chance de salvar seu pet.

Você pode ligar para o CCI (Centro de Controle de Intoxicação) o telefone vem no rótulo do produto, quanto mais informações você der, maior a chance de que seu pet seja tratado a tempo e com qualidade.

O tratamento das intoxicações deve ser sempre realizado por um Médico Veterinário. NUNCA medique seu pet por conta própria, nem subestime o poder de toxicidade de certos produtos. Muitas vezes o tutor “acha” que vai melhorar sozinho ou resolve tratar com “receitas caseiras”, como dar um leite ou clara de ovo, e isso pode piorar o quadro clínico diminuindo as chances de salvar seu animal.

Leve junto o frasco ou qualquer informação sobre o veneno, pois, se há conhecimento do tóxico que o animal teve contato, muitas vezes pode ser administrado antídoto.

Muito importante saber informar o veterinário sobre o tempo de exposição e quantidade ingerida, pois quanto maior for o tempo em que seu animal ficou exposto aos produtos químicos, e maior a concentração do agente químico, maiores serão as possibilidades deste produto causar danos à saúde.

 

Vamos prevenir para que isso não aconteça?

– Utilizar produtos prescritos pelo Veterinário.

– Sempre leia a bula antes de utilizar o produto

– Não usar inseticidas sem orientação prévia.

– Na dúvida de utilizar qualquer substância no animal ou no ambiente, entre em contato com o Veterinário do seu pet, é a melhor pessoa para te instruir.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

INTOXICAÇÃO POR CHOCOLATE

Chega a época da Pascoa e nós queremos agradar as pessoas mais especiais e até nossos pets que fazem parte da família. Se você adora compartilhar chocolate com o seu animalzinho, saiba que isso pode ser muito perigoso.

Como é uma época em que muitas pessoas ficam com chocolate em casa, tem chocolate no sofá, na mesa, na cadeira, ou seja, existe uma grande possibilidade do seu animal ter acesso, por isso, tome muito cuidado!

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Composição do Chocolate

O chocolate tem em sua composição carboidratos, lipídeos, aminas biogênicas, neuropeptídeos e metilxantinas (teobromina e cafeína), sendo esses últimos os mais tóxicos para os animais. As metilxantinas são os maiores causadores de intoxicação nos cães e a quantidade de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate.

A teobromina é encontrada no cacau em quantidade bem superior a cafeína, e a quantidade dessa substância é maior nos chocolates amargos, que possuem menor concentração de lipídios. No caso do chocolate branco por ter maior matéria lipídica em sua composição e menor quantidade de cacau, tem menor teor de teobromina e não oferecem tanto risco para os cães.

Contudo, a cafeína, embora seja encontrada de 3 a 4 vezes em menor quantidade no chocolate do que teobromina, também contribui para o quadro de intoxicação.

 

Você sabia que apenas 25g de chocolate pode envenenar um cão de 20kg?

A dose tóxica varia de acordo com o porte físico do animal, a sensibilidade do animal à teobromina e também com o tipo de chocolate que é ingerido.

 

Sinais de intoxicação

Os sinais podem aparecer de 6 a 12 horas após a ingestão de chocolate, podendo persistir por até 6 dias, pois é o fígado que processa essas substâncias.

As metilxantinas são rapidamente absorvidas pelo trato gastrointestinal. Após cair na corrente sanguínea, estas substâncias alcançam diversas partes do organismo e, quando atingem o sistema nervoso central, causam excitação como tremores e convulsões.

O animal também poder ter associado outros sinais como: diarreia, vômito, dilatação abdominal, inquietação (incômodo, agitação), aumento da ingestão de água, aumento da respiração e batimentos cardíacos, febre e até coma. Em alguns casos, também pode ocorrer hemorragia intestinal.

Ainda há o fato de que, como o chocolate possui grande quantidade de gordura, o pâncreas também sofre importantes danos.

 

Tratamento

Nunca dê leite para o seu animal!!!

Quanto mais cedo levar ao veterinário, maior a chance de sobrevida. Não há um tratamento específico para a intoxicação por chocolate, somente é feito tratamento de suporte. Se a ingestão for recente (até 3 horas) pode ser feita a indução do vômito ou até lavagem estomacal. A fluidoterapia (soro) deve ser realizada, para reidratação e reposição dos eletrólitos. Outros tratamentos são feitos de acordo a avaliação individual de cada animal.

Existem vários chocolates próprios pra cachorro. Proteja seu pet, essa dica não está restrita apenas à época da Páscoa, mas a todos os dias do ano!!!

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

Parece milagre, mas é acupuntura veterinária

O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.
O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.

A acupuntura é uma técnica milenar consagrada na China e difundida em todo o mundo. Ela é um dos tratamentos mais antigos utilizados para tratar humanos e animais, sendo uma especialidade reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sim, animais. Pouca gente sabe, mas ao mesmo tempo em que se desenvolvia para o tratamento de humanos a acupuntura evoluía no tratamento de cavalos e outros animais. Ela é amplamente utilizada hoje em cães e gatos como tratamento complementar. Além de ser indolor ela dificilmente tem contraindicações.

O tratamento consiste em reestabelecer o equilíbrio energético do animal com a colocação de finíssimas agulhas e/ou com a utilização de moxa (Artemisia Vulgaris) em pontos estratégicos do animal e com a utilização de ervas por via oral. Além de reestabelecer o equilíbrio energético também são liberadas substâncias que ajudam o sistema imunológico e endócrino a manter a qualidade de vida do animal.

Muitas são as doenças que podem ser tratadas pela acupuntura. Podemos tratar problemas de pele, paralisias, distúrbios comportamentais, cistite, dentre outras. Mas sem dúvidas a doença mais conhecida, e que apresenta os resultados mais surpreendentes no tratamento, é a cinomose. Animais que ficaram meses sem andar por sequelas da doença voltam a correr e ter uma vida normal com algumas sessões.

O tratamento é individualizado, ou seja, cada animal é tratado de maneira única e exclusiva, com agulhas descartáveis, e não há necessidade de ser sedado em nenhum momento. Como a acupuntura estimula o próprio organismo a se curar, os resultados e o número de sessões necessárias podem variar de acordo com o estado de saúde do paciente.

Mais rápido ou mais lento, o importante é que todos os pacientes alcançam ganhos na melhoria da qualidade de vida com o alívio de dores e do desconforto causado por diferentes doenças. E como a Pet Center Canoas possui espaço próprio de radiografia, o diagnóstico e tratamento são muito mais objetivos, efetivos e rápidos.

Converse com seu veterinário sobre isso, e se precisar, estou à disposição.

 


Rosane Lopes Colares
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Promoção: Meu Pet faz parte da Família

Campanha Meu Pet Faz Parte d Familia Pet Center Canoas

Você pode ter a foto da sua família publicada no Jornal Diário de Canoas.

Objetivo da campanha:
Valorizar os pets como membros da família.
Quem pode participar:
Clientes da Pet Center Canoas com cadastro ativo.
Clientes que não possuem cadastro podem participar dede que realizem seu cadastro junto à Pet Center Canoas.
Como participar:
Escolha a foto da sua família, incluindo seus pets, e envie para o e-mail promo@petcentercanoas.com.br com o assunto: MEU PET FAZ PARTE DA FAMÍLIA. Envie junto neste e-mail seu nome completo (cliente), o nome dos demais integrantes da família, e como tomou conhecimento da campanha, se foi por amigos, na clínica, pelo jornal etc.
Todos que enviarem a foto e as informações e for verificado que é um cliente Pet Center Canoas, receberão uma confirmação por telefone ou por e-mail.
Onde e como será publicado:
Será publicado um anúncio por semana, sempre nas quintas-feiras, no tamanho 12,8 x 8cm, no Jornal Diário de Canoas. A data da publicação poderá ser alterada conforme a necessidade.
Período:
A campanha inicia dia 09/05/2015 e se estende por um ano.
A Pet Center Canoas poderá suspender esta campanha a qualquer momento.
Prazos:
A inscrição de cada participante será impressa e depositada numa urna. Todas as quartas-feiras pela manhã será realizado o sorteio.
Inscrições enviadas quarta-feira pela manhã serão contadas como válidas para o sorteio da semana posterior.
Importante:
Quanto melhor a qualidade da fotografia, melhor será a impressão no jornal.
O envio da foto e das informações para a Pet Center Canoas, automaticamente autoriza o direito de uso de imagem para todos os meios de divulgação da empresa.
Junto com a publicação da foto dos sorteados, será inserido o logotipo Pet Cener Canoas 24h, endereço e telefones.
Cliente que já tenha sido sorteado não poderá participar mais desta campanha.

 

Para dúvidas e informações envie e-mail para promo@petcentercanoas.com.br ou ligue para 51 3427.3832