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O Paciente Felino

cachorro-com-gatoQuem já não ouviu por aí a famosa frase que o “gato é um cachorro pequeno“? Pois bem, ele não é.

Desde o início da civilização, vemos a introdução dos gatos na vida cotidiana das pessoas e, ao longo do tempo, suas “funções felinas” foram sendo modificadas até chegarem ao ponto de eles se tornem membros da família. Diferente dos cães, os gatos possuem comportamentos singulares que atraíram mais adeptos à espécie e hoje eles são a maioria dos animais domésticos nos lares de diversos países do mundo, como nos EUA. A população de gatos na casa dos brasileiros esta quase alcançando o número de cães e o atendimento diferenciado a esta espécie tão peculiar é de suma importância para a medicina veterinária.

Muitas vezes, manejar um felino dentro de um consultório, ou até mesmo na internação, não é tarefa fácil. Gatos não reagem bem a mudanças em sua rotina e muitas vezes levar estes “bigodudos” a um consultório veterinário pode ser muito estressante, tanto para o gato como para o tutor. E é aí que entra o médico veterinário! Ele deve ser capaz de identificar como o paciente está reagindo a este novo ambiente, assim como ter paciência e respeito em relação ao limite de tolerância do gato ao manejo. O gato, ao contrário dos cães, exercem alguns movimentos específicos com o corpinho que nos diz muita coisa sobre como ele está se sentido no momento e cabe ao médico veterinário identifica-los. Faz parte da função do médico veterinário tornar a experiência de ir a uma clínica veterinária o menos estressante possível para os felinos.

Porém, entenda: apesar de ser uma experiência não tão agradável para o seu gato (afinal, quem gosta de ir ao médico?), levar seu gatinho ao médico veterinário regularmente impede que muitas doenças apareçam de surpresa! Você sabia que o gato disfarça muito bem que não está bem? Muitos deles só demonstram sua debilidade quando já estão muito doentes! Por isso é importante você levar seu gato ao médico veterinário regularmente! Ele pode te ensinar como enriquecer o ambiente e otimizar o manejo que você faz ao seu gato dentro de casa e pode te indicar os melhores exames e vacinas para manter a saúde de seu gato!

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Ana Niederauer
Médica Veterinária- CRMV 14709

 

Outubro Rosa, Tempo de Informação e Prevenção!

Print O Câncer é uma doença cheia de paradoxos. Nos acompanha desde tempos antigos, porém se demonstra em nossa sociedade moderna como uma chaga avassaladora, uma palavra agourenta que está sempre ligada a dor, sofrimento e falta de perspectiva. Contudo, umas das armas mais poderosas que temos para desafiar tamanho inimigo se encontra facilmente disponível, e cada vez mais se faz presente em nossas vidas: a Informação.
Com os primeiros passos dados na década de 90, o movimento Outubro Rosa ganhou força e organização em meados de 1997, quando diversas entidades nos Estados Unidos se uniram sob uma mesma bandeira: conscientização, informação e diagnóstico precoce. As ações ganharam destaque mundial, sendo veiculadas no Brasil pela primeira vez em 2008, e permearam a Medicina Veterinária por volta de 2015, estendendo o mesmo desejo de levar informação e esperança a tutores que se veem frente a tal patologia.As neoplasias mamárias são extremamente comuns nas espécies canina e felina, sendo o tumor mais frequente em cadelas, representando 50 a 70% de incidência nesta espécie. Em gatas compreende o terceiro tipo mais comum, com uma ressalva: grande parte dos tumores mamários em felinos são malignos, com índices chegando a 80%.

Perante dados tão preocupantes, o conhecimento e entendimento da doença se faz essencial para um bom prognóstico e, antes de tratar, prevenir sempre será a melhor opção! Desta maneira, é importante salientar o papel da castração na prevenção do câncer em animais. Cadelas castradas antes do primeiro cio tem uma diminuição da incidência de 95% para neoplasias mamárias, quando comparadas com cadelas não castradas. Nas gatas, a diminuição da incidência de tumores mamários quando castradas antes do primeiro cio é de 91%. Outro dado importantíssimo: o efeito protetor da castração se esvai rapidamente para animais que não são castrados precocemente, sendo que animais castrados após os 2 anos de idade não demonstram diminuição da incidência para tumores mamários.

Tão importante quanto a prevenção, o diagnóstico precoce é capaz de aumentar as chances de cura para o paciente. Desta maneira, o exame do animal pelo seu tutor e as visitas periódicas ao veterinário se fazem essenciais, promovendo diagnóstico e posterior tratamento. Sempre examine as mamas do seu animal, de uma maneira gentil, ficando atento à presença de nódulos ou alterações de consistência. Se achar algo diferente, não hesite em levar ao veterinário! Por muitas vezes me deparei em minha prática com indicações e comentários do tipo “seria melhor não intervir, pois ela está bem”, ou “ela é idosa demais para qualquer procedimento”. Uma reflexão importante quanto a isso: deixar um câncer potencialmente maligno se desenvolver livremente, sem intervenção, JAMAIS será a melhor alternativa. Converse com seu veterinário de confiança, procure um Oncologista, fique atento! Pois estas atitudes fazem toda a diferença.

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Sequestro de córnea

Green-eyed-PersianO sequestro de córnea ou também chamado” mumificação corneana”, “córnea nigra” ou “necrose corneana”,  é um acúmulo de pigmento no estroma da córnea de felinos. As raças braquicefálicas, como Persas, são as mais acometidas. Porém cavalos e cães também podem ser afetados. A causa exata de seu aparecimento não está definida, mas se sabe que está relacionada com infecções por herpes vírus felino, falta de lubrificação corneana e por pelos tocando a córnea (distiquíase).

Esse pigmento pode variar de pequenos pontos a grandes placas negras no centro da córnea, podendo ou não estar associada à conjuntivite. Em sua maioria ocorre desconforto ocular e conjuntivite recorrente, o que leva a necessidade de remoção do sequestro. A recidiva é frequente.

A ceratectomia (remoção de segmento da córnea) é o procedimento cirúrgico indicado. Esse pigmento só deve ser removido por oftalmologistas veterinários experientes. Há necessidade de utilização do microscópio cirúrgico para que se magnifique as estruturas e se consiga uma remoção precisa do pigmento e preservação da córnea saudável.

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Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

Documentação para viagens de avião, nacional e internacional. O que é preciso?

É comum programar férias em família e não pode faltar ninguém na viagem, inclusive os animaizinhos de estimação. #porquesim MEU PET FAZ PARTE DA FAMÍLIA!

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Mas você sabe quais documentos são necessários para viajar de avião com eles?

Antes de qualquer coisa busque informações sobre o local de destino e quais requisitos devem ser cumpridos para ingressar com os bichinhos, no caso de viagem para outro país entre em contato com a embaixada/consulado; organize-se com antecedência, tendo em vista que alguns documentos levam tempo para ficarem prontos; certifique-se que o estado de saúde e as vacinas do seu pet estão em dia; e, atente para exigências específicas de cada empresa aérea. Lembre-se que algumas raças não são aceitas pelas companhias aéreas por serem braquicefálicos (focinho curto), independente de cumprirem com os outros pré-requisitos.

De um modo geral, normalmente, é exigido que o bichinho seja acondicionado em caixa de transporte apropriada, portando atestado de saúde, carteira de vacinação, Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou Passaporte (confira lista de documentos detalhada abaixo). Isso mesmo: PAS-SA-POR-TE (para mais informações acesse o site http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/folder%20caes%20e%20gatos-web-final.pdf).

 

Dicas importantes:

Previamente à viagem dê banho e apare as unhas do seu pet, retire roupinha, coleira ou quaisquer coisas que possam vir a machucar ou deixar desconfortável seu amigo.

Ofereça alimentos leves e estimule-o a urinar/defecar antes de acomodá-lo na caixinha que deve estar forrada com material absorvente e não conter objetos soltos no interior.

Mas, o mais importante, converse com o médico veterinário de sua confiança sobre a necessidade em sedar ou não seu pet, conforme exigência da companhia aérea.

 

Documentação exigida para viagens nacionais:

  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque.

 

Documentação exigida para viagens internacionais:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): É o documento emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, com o intuito de garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade deste documento é de acordo com as regras de cada país;
  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque;
  • Microchip/tatuagem: O microchip é implantado no corpo do animal, contendo um código alfa numérico de identificação. Ao invés do microchip, uma tatuagem é aceita com as mesmas informações, normalmente localizada atrás da orelha do animal.

Laudo de Sorologia: É o envio de amostra de sangue para um dos dois laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil. ATENÇÃO: É necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e o embarque.


Cláudia Medeiros
Auxiliar de Veterinária

Parece milagre, mas é acupuntura veterinária

O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.
O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.

A acupuntura é uma técnica milenar consagrada na China e difundida em todo o mundo. Ela é um dos tratamentos mais antigos utilizados para tratar humanos e animais, sendo uma especialidade reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sim, animais. Pouca gente sabe, mas ao mesmo tempo em que se desenvolvia para o tratamento de humanos a acupuntura evoluía no tratamento de cavalos e outros animais. Ela é amplamente utilizada hoje em cães e gatos como tratamento complementar. Além de ser indolor ela dificilmente tem contraindicações.

O tratamento consiste em reestabelecer o equilíbrio energético do animal com a colocação de finíssimas agulhas e/ou com a utilização de moxa (Artemisia Vulgaris) em pontos estratégicos do animal e com a utilização de ervas por via oral. Além de reestabelecer o equilíbrio energético também são liberadas substâncias que ajudam o sistema imunológico e endócrino a manter a qualidade de vida do animal.

Muitas são as doenças que podem ser tratadas pela acupuntura. Podemos tratar problemas de pele, paralisias, distúrbios comportamentais, cistite, dentre outras. Mas sem dúvidas a doença mais conhecida, e que apresenta os resultados mais surpreendentes no tratamento, é a cinomose. Animais que ficaram meses sem andar por sequelas da doença voltam a correr e ter uma vida normal com algumas sessões.

O tratamento é individualizado, ou seja, cada animal é tratado de maneira única e exclusiva, com agulhas descartáveis, e não há necessidade de ser sedado em nenhum momento. Como a acupuntura estimula o próprio organismo a se curar, os resultados e o número de sessões necessárias podem variar de acordo com o estado de saúde do paciente.

Mais rápido ou mais lento, o importante é que todos os pacientes alcançam ganhos na melhoria da qualidade de vida com o alívio de dores e do desconforto causado por diferentes doenças. E como a Pet Center Canoas possui espaço próprio de radiografia, o diagnóstico e tratamento são muito mais objetivos, efetivos e rápidos.

Converse com seu veterinário sobre isso, e se precisar, estou à disposição.

 


Rosane Lopes Colares
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082