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Viu algo, Faça algo! – 8º sinal clínico: Lesões na pele ou coceira excessiva

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Coceiras, vermelhidão, erupções na pele: são alterações que deixam o tutor bem preocupado. A saúde dos nossos pets é coisa séria e merece nossa atenção até mesmo em situações que, aparentemente, não oferecem riscos. A questão principal que precisa ficar bem clara é que as doenças de pele se parecem muito entre si e com outras doenças que não são necessariamente de pele. Junto com todas as informações da nossa campanha Viu Algo, Faça Algo! temos objetivos de explicar um pouco mais sobre as principais doenças de pele em cães e gatos, saber identificar os sinais clínicos, e dessa forma agir o mais rápido possível, sem oferecer riscos mais graves ao seu pet.

Os principais problemas de pele (dermatopatias)

  • Infecções bacterianas: Podem proliferar com lesões de pele inflamada, pela umidade (secagem inadequada da pele e pelos em banho) e até por falta de higiene.
  • Infecções fungicas: o animal se infecta por contato com objetos, locais e outros animais que já tem a infecção.
  • Infecções parasitárias: ácaros (sarna) se alimentam das descamações da pele e assim causam inflamações. Pulgas e carrapatos, quando picam para sugar o sangue do bichinho, provocam coceira e inflamações na pele.
  • Acne Felina: ocorre pelo estresse, má higiene de vasilhames, alergia aos vasilhames de plástico, pode ser identificada pelos pontos pretos que surgem ao redor do queixo e também nas bordas dos lábios.
  • Processos alérgicos: contatos com borrachas, plástico, alguns tipos de tecido, época do ano (pólens), produtos tópicos (inseticidas, shampoos e sabonetes) e até alimentos, são potenciais fontes de alergia.
  • Alopecia psicogênica: não menos comum, pode ocorrer em animais com alto grau de estresse, que ficam lambendo o pelo de forma compulsiva, podendo até morder a pele, mastigar os pelos, causando irritação, infecção e queda de pelos.
  • Desiquilíbrios hormonais: Diabetes, hiperadrenocorticismo, hiper/ hipotireoidismo são doenças sistêmicas, porém podem também apresentar lesões de pele como sinal clínico da doença.
  • Dermatites atópicas: Vale lembrar que existem dermatites que não tem uma causa específica para acontecer e não tem cura. São muito raros os casos, porém quando ocorre, o médico veterinário irá indicar o tratamento para conter os sinais clínicos apresentados durante as crises.
  • Doenças auto-imunes: Lúpus, pênfigo
  • Tumores de pele: animais com idade mais avançada podem apresentar tumores e cistos, mesmo que nem todos sejam malignos. Mesmo assim, eles requerem cuidado e acompanhamento frequente, para que não se torne um problema mais grave.

Sinais Clínicos nas dermatopatias

  • Lesões avermelhadas ou escurecidas na pele
  • Coceira (Prurido) pelo corpo e/ou orelhas
  • Perda de pelo (Alopecia)
  • Presença de bolhas/ bolhas com pus
  • Descamação da pele
  • Machas/hematomas
  • Infecções frequentes nos ouvidos

É importante levá-lo para um veterinário para identificar o tratamento adequado e possivelmente alguma medicação específica.

Não tente, de forma alguma, auto medicar o seu pet! Muitos tutores buscam tratamentos tópicos e sem recomendações de um profissional, aplicam no seu animal sem qualquer orientação. Isso pode levar a intoxicações graves. (LEIA MAIS SOBRE INTOXICAÇÃO).

Leve ao veterinário para avaliação. As lesões de pele são parecidas entre várias doenças e para fechar o diagnóstico é necessário realizar exames específicos. Com o diagnóstico correto, o tratamento se torna mais eficaz e aumentam as chances de cura.

Os exames incluem basicamente hemograma e exames bioquímicos (para avaliar se existe doença sistêmica), raspado de pele (detecção de sarna), culturas bacterianas, culturas fúngicas, teste de sensibilidade a alérgenos. Podem ser solicitados outros exames complementares para avaliação mais complexa.

Conforme diagnóstico, pode ser recomendado shampoos específicos, alimentação com ômega 3 e 6 para fortalecer o pelo e corrigir a oleosidade da pele se for o caso. O tratamento adequado dependerá principalmente do agente causador (bactéria, fungos ou parasitos), podendo ser feito com uso de antialérgicos, antibióticos, antifúngicos ou antiparasitários, que deve ser prescrito por um profissional.

Para os casos de estresse, em alguns casos podem ser recomendados medicamentos contra a ansiedade.

Prevenção

  • Higiene do seu pet é fundamental: Banhos e tosas regulares irão reduzir as chances de ter alguma alteração de pele. Mas cuidado! A pele precisa da oleosidade natural, então banhos com alta frequência também não são adequados. Podem ser indicados banhos semanais, quinzenais e até mensais, pois cães (independente da raça) podem variar a frequência, pois existem outros fatores como clima, umidade, tamanho do pelo e tipo de pelo.
  • Manter limpo o ambiente que seu pet vive. Controlar sempre a proliferação de pulgas e carrapatos do ambiente também.
  • Evitar o stress: passeios e enriquecimento ambiental pode ser a chave para melhorar a qualidade de vida nos animais.
  • Visitas regulares ao veterinário: principalmente os mais idosos, que podem ter problemas hormonais (ainda não detectado), mas que iniciam com problemas de pele.

Podemos agora identificar que existe um problema de pele, alguns sinais deixam claro que o pet precisa ir ao veterinário. Não demore para tomar providências e ajudar seu animalzinho!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 7º sinal clínico: Secreção nasal ou ocular

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Correlacionando mais sinais clínicos às doenças que nossos pets podem ter, a campanha Viu Algo Faça Algo! traz mais duas alterações que são a secreção nasal e/ou ocular, que podem ser observadas juntas ou não, dependendo da doenças acometida.

Sempre tenha em mente que essas alterações são importantes, pois, pode ser desde algo simples como alergias como a quadros mais graves como infecções e processos neoplásicos (câncer).

Presença de secreções (corrimento) nasal ou ocular translúcida e incolor sem a presença de outros sinais clínicos normalmente não leva a uma preocupação pelo tutor. No entanto, dependendo da imunidade do pet, essa secreção pode se tornar opaca, e apresentando outras colorações (amarelada, purulenta) e até com presença de sangue, além de poder estar associado com outras alterações como febre, tosse ou espirros. Nesse momento é crucial levar seu animal para uma avaliação veterinária.

 

Principais causas de secreção nasal

  • Processos alérgicos: podendo ocorrer durante períodos específicos do ano, como a primavera ou no outono, indica alergia ao pólen.
  • Agentes infecciosos (bactérias/fungos/vírus/parasitos)
  • Gripe Canina/ Tosse dos canis (Traqueobronquite infecciosa canina)
  • Inalação de gases nocivos/tóxicos
  • Tumores nasais: podem ser causas obstrutivas, e estar acompanhado com secreção ocular
  • Corpo estranho: plantas, gravetos, pedra, restos de ossos podem ficar alojados nas cavidades nasais. Não tente removê-lo por conta própria, pois pode causar ferimentos ao nariz.
  • Doenças dentárias: periodontites podem causar abscessos espalhar para as cavidades nasais.
  • Desordem na deglutição ou no trato digestivo devido a alguma doença (ex. vômitos crônicos). Essas secreções podem ser forçadas a ir para área pós-nasal.
  • Complexo respiratório felino – a “gripe do gato”. É uma doença infecciosa, que abrange doenças provocadas por mais de um agente causador (herpesvírus felino tipo 1 e calicivírus), e também porque os sinais clínicos causados por cada um destes agentes se confundem.
  • Neoplasia (câncer): mais provável em cães de médio a grande porte, com focinhos longos.

 

Principais causas de secreção ocular

  • Processos alérgicos
  • Alterações oftálmicas: Uveítes, glaucomas, conjuntivites (bactérias/fungos/ vírus/parasitos), úlcera de córnea (Saiba mais aqui)
  • Otites graves que levam alterações em nervos
  • Entrópio (pálpebra virada para dentro) ou ectrópio (pálpebra se mantém virada para fora) causa lesões oculares significativas
  • Obstrução no canal nasolacrimal, impedindo assim que a lágrima seja drenada (tumores, corpo estranho), ou má formação anatômica, causando uma falha na drenagem.

 

Sinais clínicos relacionados a secreção nasal e/ou ocular

Preste atenção nas mudanças de comportamento, sinais de dor levam os animais a apresentar mais apáticos, arredios ou até mais agressivos.

  • Redução do fluxo de ar nasal
  • Problemas dentários, úlceras orais/gengivite
  • Inchaço da face ou palato duro (tumor ou abscesso)
  • Focinho seco
  • Febre
  • Espirros
  • Tosse
  • Salivação
  • Perda de apetite
  • Secreção acastanhada nos olhos. É chamado de epífora, e bastante comum em animais de pelagem branca (poodle, boxer, persa).  Ocorre uma alteração do ducto nasolacrimal, extravasamento de lágrimas, deixando área bastante úmida, sofrendo oxidação e deixando aquela região acastanhada.
  • Olhos inflamados, Irritação nos olhos (vermelhidão)
  • Alteração na cor dos olhos
  • Coça os olhos com as patas com frequência

 

O diagnóstico é importante que seja feito por um Médico Veterinário.

Dependendo da causa pode ser de fácil diagnóstico, caso contrário só com um exame minucioso. Muito importante a realização de uma anamnese e o exame clínico, direcionando os exames específicos para ajudar a fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Podem ser solicitados os seguintes exames:

  • Exames laboratoriais
  • Exames de imagem: Radiografia, ultrassonografia, Rinoscopia/broncoscopia
  • Cultura microbiológica (bactérias e fungos)
  • Biópsia (para os casos de tumores)
  • Exames oftálmicos específicos (fundoscopia, teste de Schirmer, pressão ocular, colírios reagentes)

 

É importante ressaltar que os animais devem ser sempre tratados pelo veterinário.

O tratamento se baseia em combater os sinais clínicos e evitar as infecções secundárias, sendo necessário a utilização de antibióticos, mucolíticos, inalação, colírios. A partir do diagnóstico pode haver possibilidade de intervenções cirúrgicas (retirada de tumores, tratamento para entrópio/ectrópio, entre outros)

Muitas vezes o tutor querer medicar o animal em casa e não sabe que muitos remédios usados em humanos podem não ser os mais adequados, e acabam piorando o quadro dos animais.

 

Prevenção

  • Vacinas anuais que deve ser orientada e aplicada pelo médico veterinário
  • Visitas frequentes ao veterinário, realizações de check ups, principalmente animais acima dos 5 anos de idade (em média)
  • Banhos e tosas com frequência: algumas raças tem muito pelo ao redor dos olhos e podem causar lesões oftálmicas. Após o banho, secar bem.

 

Não existe nenhum método para deixar o seu pet livre de qualquer doença respiratória ou oftálmica.  Podemos minimizar os riscos de infecção mantendo o pet sempre bem cuidado e no sinal de qualquer mudança de comportamento e sinal clínico, procurar o Médico Veterinário.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 6º sinal clínico: Dificuldade de respirar

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A nossa campanha Viu Algo, Faça Algo aborda um outro tema super importante: A dificuldade respiratória. Precisamos saber identificar qual é a alteração especifica, como podemos diferenciar algumas causas para agirmos rapidamente. Devemos levar muito a sério as alterações de comportamento e sinais clínicos apresentados por nossos peludos pois o tempo pode ser crucial.

As causas da dificuldade respiratória são várias, mas só uma visita ao
veterinário pode identificar corretamente o problema.

  • Raças: Pug, Shih tzu, Buldogue francês, gatos persas são animais braquicefálicos (pets com o focinho achatado). São raças mais suscetíveis a doenças respiratórias, pois possuem anormalidades estruturais no seu trato respiratório, fazendo com que suas vias de entrada de oxigênio se tornem estreitas.
  • Estenose de traquéia (colapso de traquéia): mais comuns em cães do que em gatos. Os braquicefálicos podem ser acometidos, e também cães da raça Yorkshire terrier, Poodle, Chihuahua, Lhasas apso e Lulu da pomerânia (Spitz alemão). Podem fazer ruídos estranhos ao respirar, que vão se agravando, podendo ter períodos de paradas respiratórias durante o sono, engasgos, mudança na cor das mucosas (devido a falta de oxigenação), desmaios ou alterações na consciência.
  • Infecções bacterianas/fungicas/ virais: causando pneumonia, bronquite, tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa canina).
  • Intoxicação (organofosforados utilizados contra carrapatos/pulgas, opióides,
    etc).
  • Problemas cardíacos (Saiba mais)
  • Obesidade (Saiba mais)
  • Asma: mais comum em felinos
  • Aspiração de alimento ou conteúdo gástrico para o interior do pulmão
  • Inalação de fumaça e gases nocivos
  • Quase afogamento
  • Lesão pulmonar devido ao trauma
  • Anemia: número de hemácias reduzidas levam a diminuição da troca de oxigênio pelos pulmões.
  • Altas temperaturas, calor excessivo
  • Neoplasias pulmonares (metástases principalmente)
  • Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) refere-se a uma condição de falha respiratória súbita devido à acumulação de fluido e uma grave inflamação nos pulmões.

Sinais Clínicos relacionados a problemas respiratórios:

  • Esforços extremos para respiração.
  • Tossir.
  • Engasgos.
  • Descarga das narinas ou expectoração (secreções serosas, purulentas ou
    sanguinolentas).
  • Febre.
  • Cianose (coloração arroxeada na língua e mucosas).
  • Letargia e fraqueza.
  • Anorexia.
  • Ortopnéia (posição com pescoço esticado para respirar melhor).
  • Padrão respiratório restritivo (respiração “curta”).
  • Respiração de boca aberta.

O que fazer nesses casos?

Os sinais clínicos citados acima devem servir de alerta para os tutores.
Não dê nenhum medicamento sem a prescrição de um profissional. Você não sabe o real motivo desses problemas respiratórios, e em alguns casos, podem acabar agravando o quadro do seu pet.
De modo geral, aliviar a crise inicial é a melhor conduta a ser seguida é tentar deixar o pet o mais calmo possível, evitar que ele se agite e colocar em ambiente mais ventilado. Procurar um médico imediatamente.
Durante avaliação, o veterinário irá fazer uma avaliação clínica, e diagnóstico deve ser definido. Poderão ser solicitados painéis de exames, como exames de sangue, exames de imagem (radiografia de tórax, ecocardiograma e endoscopia, por exemplo).
Iniciando o tratamento emergencial, a causa principal deverá estabelecida e tratada especificamente de modo a evitar complicações ou morte. Colocar no oxigênio suplementar para minimizar o desconforto respiratório. Poderá ser feito tratamento com uso de antibióticos, analgésicos, fluidoterapia, e corticosteróides para reduzir a inflamação e inchaço pulmonar, se houver. Avaliações clinicas constantes deve ser feitas como temperatura, pulso, taxa de respiração, e da pressão sanguínea durante internação.

Algumas recomendações são úteis para evitar problemas respiratórios
futuros e a manutenção da qualidade de vida para os que já sofrem desse
mal.

  • Evitar uso de coleiras cervicais. Mais indicado utilizar peitorais.
  • Ventilação adequada, manter a temperatura do ambiente agradável, umidade
    do ar.
  • Evitar estresse e atividades físicas bruscas em animais predispostos (braquicefálicos), pois o animal pode ficar com dificuldade respiratória.
  • Elevar a altura dos bebedouros e comedouros para evitar engasgos.
  • Sempre controlar alimentação nos animais obesos.
  • Vacinas sempre atualizadas. Realizar exames veterinários periódicos.

Uma das melhores maneiras de identificar problemas de saúde do seu pet é prestar atenção no seu comportamento e nos sinais clínicos que ele apresenta.

Apenas um detalhe e você pode salvar a vida dele. Lembre-se disso!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

O Paciente Felino

cachorro-com-gatoQuem já não ouviu por aí a famosa frase que o “gato é um cachorro pequeno“? Pois bem, ele não é.

Desde o início da civilização, vemos a introdução dos gatos na vida cotidiana das pessoas e, ao longo do tempo, suas “funções felinas” foram sendo modificadas até chegarem ao ponto de eles se tornem membros da família. Diferente dos cães, os gatos possuem comportamentos singulares que atraíram mais adeptos à espécie e hoje eles são a maioria dos animais domésticos nos lares de diversos países do mundo, como nos EUA. A população de gatos na casa dos brasileiros esta quase alcançando o número de cães e o atendimento diferenciado a esta espécie tão peculiar é de suma importância para a medicina veterinária.

Muitas vezes, manejar um felino dentro de um consultório, ou até mesmo na internação, não é tarefa fácil. Gatos não reagem bem a mudanças em sua rotina e muitas vezes levar estes “bigodudos” a um consultório veterinário pode ser muito estressante, tanto para o gato como para o tutor. E é aí que entra o médico veterinário! Ele deve ser capaz de identificar como o paciente está reagindo a este novo ambiente, assim como ter paciência e respeito em relação ao limite de tolerância do gato ao manejo. O gato, ao contrário dos cães, exercem alguns movimentos específicos com o corpinho que nos diz muita coisa sobre como ele está se sentido no momento e cabe ao médico veterinário identifica-los. Faz parte da função do médico veterinário tornar a experiência de ir a uma clínica veterinária o menos estressante possível para os felinos.

Porém, entenda: apesar de ser uma experiência não tão agradável para o seu gato (afinal, quem gosta de ir ao médico?), levar seu gatinho ao médico veterinário regularmente impede que muitas doenças apareçam de surpresa! Você sabia que o gato disfarça muito bem que não está bem? Muitos deles só demonstram sua debilidade quando já estão muito doentes! Por isso é importante você levar seu gato ao médico veterinário regularmente! Ele pode te ensinar como enriquecer o ambiente e otimizar o manejo que você faz ao seu gato dentro de casa e pode te indicar os melhores exames e vacinas para manter a saúde de seu gato!

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Ana Niederauer
Médica Veterinária- CRMV 14709

 

Outubro Rosa, Tempo de Informação e Prevenção!

Print O Câncer é uma doença cheia de paradoxos. Nos acompanha desde tempos antigos, porém se demonstra em nossa sociedade moderna como uma chaga avassaladora, uma palavra agourenta que está sempre ligada a dor, sofrimento e falta de perspectiva. Contudo, umas das armas mais poderosas que temos para desafiar tamanho inimigo se encontra facilmente disponível, e cada vez mais se faz presente em nossas vidas: a Informação.
Com os primeiros passos dados na década de 90, o movimento Outubro Rosa ganhou força e organização em meados de 1997, quando diversas entidades nos Estados Unidos se uniram sob uma mesma bandeira: conscientização, informação e diagnóstico precoce. As ações ganharam destaque mundial, sendo veiculadas no Brasil pela primeira vez em 2008, e permearam a Medicina Veterinária por volta de 2015, estendendo o mesmo desejo de levar informação e esperança a tutores que se veem frente a tal patologia.As neoplasias mamárias são extremamente comuns nas espécies canina e felina, sendo o tumor mais frequente em cadelas, representando 50 a 70% de incidência nesta espécie. Em gatas compreende o terceiro tipo mais comum, com uma ressalva: grande parte dos tumores mamários em felinos são malignos, com índices chegando a 80%.

Perante dados tão preocupantes, o conhecimento e entendimento da doença se faz essencial para um bom prognóstico e, antes de tratar, prevenir sempre será a melhor opção! Desta maneira, é importante salientar o papel da castração na prevenção do câncer em animais. Cadelas castradas antes do primeiro cio tem uma diminuição da incidência de 95% para neoplasias mamárias, quando comparadas com cadelas não castradas. Nas gatas, a diminuição da incidência de tumores mamários quando castradas antes do primeiro cio é de 91%. Outro dado importantíssimo: o efeito protetor da castração se esvai rapidamente para animais que não são castrados precocemente, sendo que animais castrados após os 2 anos de idade não demonstram diminuição da incidência para tumores mamários.

Tão importante quanto a prevenção, o diagnóstico precoce é capaz de aumentar as chances de cura para o paciente. Desta maneira, o exame do animal pelo seu tutor e as visitas periódicas ao veterinário se fazem essenciais, promovendo diagnóstico e posterior tratamento. Sempre examine as mamas do seu animal, de uma maneira gentil, ficando atento à presença de nódulos ou alterações de consistência. Se achar algo diferente, não hesite em levar ao veterinário! Por muitas vezes me deparei em minha prática com indicações e comentários do tipo “seria melhor não intervir, pois ela está bem”, ou “ela é idosa demais para qualquer procedimento”. Uma reflexão importante quanto a isso: deixar um câncer potencialmente maligno se desenvolver livremente, sem intervenção, JAMAIS será a melhor alternativa. Converse com seu veterinário de confiança, procure um Oncologista, fique atento! Pois estas atitudes fazem toda a diferença.

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Sequestro de córnea

Green-eyed-PersianO sequestro de córnea ou também chamado” mumificação corneana”, “córnea nigra” ou “necrose corneana”,  é um acúmulo de pigmento no estroma da córnea de felinos. As raças braquicefálicas, como Persas, são as mais acometidas. Porém cavalos e cães também podem ser afetados. A causa exata de seu aparecimento não está definida, mas se sabe que está relacionada com infecções por herpes vírus felino, falta de lubrificação corneana e por pelos tocando a córnea (distiquíase).

Esse pigmento pode variar de pequenos pontos a grandes placas negras no centro da córnea, podendo ou não estar associada à conjuntivite. Em sua maioria ocorre desconforto ocular e conjuntivite recorrente, o que leva a necessidade de remoção do sequestro. A recidiva é frequente.

A ceratectomia (remoção de segmento da córnea) é o procedimento cirúrgico indicado. Esse pigmento só deve ser removido por oftalmologistas veterinários experientes. Há necessidade de utilização do microscópio cirúrgico para que se magnifique as estruturas e se consiga uma remoção precisa do pigmento e preservação da córnea saudável.

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Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

Documentação para viagens de avião, nacional e internacional. O que é preciso?

É comum programar férias em família e não pode faltar ninguém na viagem, inclusive os animaizinhos de estimação. #porquesim MEU PET FAZ PARTE DA FAMÍLIA!

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Mas você sabe quais documentos são necessários para viajar de avião com eles?

Antes de qualquer coisa busque informações sobre o local de destino e quais requisitos devem ser cumpridos para ingressar com os bichinhos, no caso de viagem para outro país entre em contato com a embaixada/consulado; organize-se com antecedência, tendo em vista que alguns documentos levam tempo para ficarem prontos; certifique-se que o estado de saúde e as vacinas do seu pet estão em dia; e, atente para exigências específicas de cada empresa aérea. Lembre-se que algumas raças não são aceitas pelas companhias aéreas por serem braquicefálicos (focinho curto), independente de cumprirem com os outros pré-requisitos.

De um modo geral, normalmente, é exigido que o bichinho seja acondicionado em caixa de transporte apropriada, portando atestado de saúde, carteira de vacinação, Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou Passaporte (confira lista de documentos detalhada abaixo). Isso mesmo: PAS-SA-POR-TE (para mais informações acesse o site http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/folder%20caes%20e%20gatos-web-final.pdf).

 

Dicas importantes:

Previamente à viagem dê banho e apare as unhas do seu pet, retire roupinha, coleira ou quaisquer coisas que possam vir a machucar ou deixar desconfortável seu amigo.

Ofereça alimentos leves e estimule-o a urinar/defecar antes de acomodá-lo na caixinha que deve estar forrada com material absorvente e não conter objetos soltos no interior.

Mas, o mais importante, converse com o médico veterinário de sua confiança sobre a necessidade em sedar ou não seu pet, conforme exigência da companhia aérea.

 

Documentação exigida para viagens nacionais:

  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque.

 

Documentação exigida para viagens internacionais:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): É o documento emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, com o intuito de garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade deste documento é de acordo com as regras de cada país;
  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque;
  • Microchip/tatuagem: O microchip é implantado no corpo do animal, contendo um código alfa numérico de identificação. Ao invés do microchip, uma tatuagem é aceita com as mesmas informações, normalmente localizada atrás da orelha do animal.

Laudo de Sorologia: É o envio de amostra de sangue para um dos dois laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil. ATENÇÃO: É necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e o embarque.


Cláudia Medeiros
Auxiliar de Veterinária

Parece milagre, mas é acupuntura veterinária

O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.
O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.

A acupuntura é uma técnica milenar consagrada na China e difundida em todo o mundo. Ela é um dos tratamentos mais antigos utilizados para tratar humanos e animais, sendo uma especialidade reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sim, animais. Pouca gente sabe, mas ao mesmo tempo em que se desenvolvia para o tratamento de humanos a acupuntura evoluía no tratamento de cavalos e outros animais. Ela é amplamente utilizada hoje em cães e gatos como tratamento complementar. Além de ser indolor ela dificilmente tem contraindicações.

O tratamento consiste em reestabelecer o equilíbrio energético do animal com a colocação de finíssimas agulhas e/ou com a utilização de moxa (Artemisia Vulgaris) em pontos estratégicos do animal e com a utilização de ervas por via oral. Além de reestabelecer o equilíbrio energético também são liberadas substâncias que ajudam o sistema imunológico e endócrino a manter a qualidade de vida do animal.

Muitas são as doenças que podem ser tratadas pela acupuntura. Podemos tratar problemas de pele, paralisias, distúrbios comportamentais, cistite, dentre outras. Mas sem dúvidas a doença mais conhecida, e que apresenta os resultados mais surpreendentes no tratamento, é a cinomose. Animais que ficaram meses sem andar por sequelas da doença voltam a correr e ter uma vida normal com algumas sessões.

O tratamento é individualizado, ou seja, cada animal é tratado de maneira única e exclusiva, com agulhas descartáveis, e não há necessidade de ser sedado em nenhum momento. Como a acupuntura estimula o próprio organismo a se curar, os resultados e o número de sessões necessárias podem variar de acordo com o estado de saúde do paciente.

Mais rápido ou mais lento, o importante é que todos os pacientes alcançam ganhos na melhoria da qualidade de vida com o alívio de dores e do desconforto causado por diferentes doenças. E como a Pet Center Canoas possui espaço próprio de radiografia, o diagnóstico e tratamento são muito mais objetivos, efetivos e rápidos.

Converse com seu veterinário sobre isso, e se precisar, estou à disposição.

 


Rosane Lopes Colares
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082