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O Paciente Felino

cachorro-com-gatoQuem já não ouviu por aí a famosa frase que o “gato é um cachorro pequeno“? Pois bem, ele não é.

Desde o início da civilização, vemos a introdução dos gatos na vida cotidiana das pessoas e, ao longo do tempo, suas “funções felinas” foram sendo modificadas até chegarem ao ponto de eles se tornem membros da família. Diferente dos cães, os gatos possuem comportamentos singulares que atraíram mais adeptos à espécie e hoje eles são a maioria dos animais domésticos nos lares de diversos países do mundo, como nos EUA. A população de gatos na casa dos brasileiros esta quase alcançando o número de cães e o atendimento diferenciado a esta espécie tão peculiar é de suma importância para a medicina veterinária.

Muitas vezes, manejar um felino dentro de um consultório, ou até mesmo na internação, não é tarefa fácil. Gatos não reagem bem a mudanças em sua rotina e muitas vezes levar estes “bigodudos” a um consultório veterinário pode ser muito estressante, tanto para o gato como para o tutor. E é aí que entra o médico veterinário! Ele deve ser capaz de identificar como o paciente está reagindo a este novo ambiente, assim como ter paciência e respeito em relação ao limite de tolerância do gato ao manejo. O gato, ao contrário dos cães, exercem alguns movimentos específicos com o corpinho que nos diz muita coisa sobre como ele está se sentido no momento e cabe ao médico veterinário identifica-los. Faz parte da função do médico veterinário tornar a experiência de ir a uma clínica veterinária o menos estressante possível para os felinos.

Porém, entenda: apesar de ser uma experiência não tão agradável para o seu gato (afinal, quem gosta de ir ao médico?), levar seu gatinho ao médico veterinário regularmente impede que muitas doenças apareçam de surpresa! Você sabia que o gato disfarça muito bem que não está bem? Muitos deles só demonstram sua debilidade quando já estão muito doentes! Por isso é importante você levar seu gato ao médico veterinário regularmente! Ele pode te ensinar como enriquecer o ambiente e otimizar o manejo que você faz ao seu gato dentro de casa e pode te indicar os melhores exames e vacinas para manter a saúde de seu gato!

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Ana Niederauer
Médica Veterinária- CRMV 14709

 

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

 

Obesidade-em-cães-e-gatosA obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo gordura em níveis maiores que os necessários para o bom funcionamento do organismo, prejudicando suas funções fisiológicas.

Atualmente, esse distúrbio é uma questão de saúde pública e uma preocupação mundial tanto para humanos quanto para os pets. Cães e gatos já são considerados parte da família, e com isso estão mais próximos dos hábitos alimentares e estilo de vida do seus tutores.

A prevalência de casos de obesidade nos animais tem aumentado significativamente, e já estima-se que a obesidade no Brasil varie na faixa de 6 a 12% da população de gatos e 25 a 45% da população de cães.

A maioria dos tutores não reconhece ou simplesmente ignora o excesso de peso do seu pet e por isso não se preocupa em levá-lo ao Veterinário. É muito importante ter em mente que, o controle da obesidade não é somente para tratar um problema estético e sim para prevenir várias doenças.

 

FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE

Alimentação: Hábitos alimentares incorretos relacionados à baixa qualidade da dieta oferecida pelos tutores (muitas vezes até com alimentos caseiros) e número de refeições influenciam no aumento de peso do animal.  Existe também a superalimentação, que é o fornecimento do alimento em excesso, oferta de petiscos calóricos e sobras de refeições.

Sedentarismo: A falta de exercício é um dos principais fatorem que levam o animal a ficar obeso.

Genética do animal: Animais que são predispostos à obesidade são: Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Shetland Sheepdog, Dachshund, Basset Hound, Schnauzer, Springer Spaniel, Chihuahua e Pug. Não há relatos de predisposição à obesidade entre as raças de gatos.

Castração: A obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados. Contudo, os benefícios desse procedimento ainda são mais importantes e ele é recomendado. É necessário apenas um maior cuidado com o sobrepeso.

Idade: A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo que o intervalo de idade de maior prevalência se situa entre 5 a 10 anos.

Distúrbios endócrinos: Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo são os principais distúrbios associados à obesidade.

Sexo: para os cães, a obesidade é mais comum nas fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária, já para os gatos, os machos têm maior predisposição.

 

AS DOENÇAS ASSOCIADAS

Não só pelo fator estético, a obesidade deve ser combatida porque leva a várias alterações sistêmicas oferecendo risco à saúde do animal:

– Doenças cardiovasculares

– Doenças osteoarticulares

– Doenças de pele

– Lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) que ocorre principalmente nos felinos

Além dessas doenças, o animal tem deficiências na imunidade, aumentam os riscos cirúrgicos e anestésicos e diminui a expectativa de vida.

 

DIAGNÓSTICO

Animais são considerados obesos quando o seu peso corporal ultrapassa 20% do ideal de sua raça.

O veterinário realiza uma série de exames físicos que incluem avaliar o escore corporal, realizar a pesagem, inspeção visual e palpação da gordura tecidual. O animal também deve passar por uma série de exames laboratoriais incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e hormonais, para verificar a saúde geral e descartar outras doenças associadas.

 

PREVENÇÃO

Devemos mudar alguns hábitos:

– Fornecer alimentos balanceados e nas quantidades adequadas a sua necessidade diária. Para isso é essencial consultar um médico veterinário, pois é ele quem vai indicar o alimento adequado e específico para seu pet;

– Estimular exercícios físicos regularmente;

– É importante sempre levar seu pet ao médico veterinário para consultas e check ups, ao menos uma vez por ano.

 

CONCLUSÃO

Entendendo um pouco mais sobre esse distúrbio nutricional, conclui-se que o excesso de peso é uma condição debilitante da saúde, e que o Médico Veterinário é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e estabelecer metas para reverter o quadro o mais rápido possível.

Pelo bem do seu pet, é importante instituir um plano de emagrecimento e incentivar a mudança de hábitos e comportamentos.

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Úlcera de córnea

dog-eyeÚlcera de córnea é uma lesão (ferida) na córnea que pode afetar qualquer espécie animal. A lesão pode ser causada por traumas, pelos encostando-se à córnea (distiquíase), malformações palpebrais (entrópio), produtos irritantes que entraram em contato com o olho como xampus, conjuntivites bacterianas dentre outros.

Das raças de cães as mais acometidas são: Shih tzus, Pug, Pequinês, Cocker Spaniel. Dentre os felinos: Persas , Exóticos e Himalaios, mas também outros mascotes como coelhos e chinchilas, além de potros e pôneis.

A prova de fluoresceína é o teste mais utilizado para visualizar a lesão corneana. Porém apenas um oftalmologista veterinário está capacitado para avaliar a gravidade ou não da lesão corneana e empregar o tratamento mais correto para a mesma, sendo este clínico ou cirúrgico.

A úlcera de córnea é uma afecção ocular grave, que provoca dor e desconforto, levando o pet a apatia e muitas vezes perda do apetite, uma vez que a córnea possui muitas terminações nervosas. Quando instituído um tratamento inadequado ou não diagnosticada em seu início, a úlcera de córnea pode se tornar mais extensa ou profunda e levar a perfuração ocular ou até mesmo a necessidade de remoção do globo ocular.

Um dos procedimentos cirúrgicos mais utilizados para auxílio na cicatrização das úlceras corneanas é o flap de terceira pálpebra. Diferente dos humanos, cães, gatos e outras espécies possuem a terceira pálpebra muito desenvolvida.  Porém é importante enfatizar que a avaliação de um especialista é imprescindível para o sucesso do tratamento. Nesse procedimento, a terceira pálpebra do paciente é utilizada como uma “lente de contato natural”, fornecendo vascularização, suporte e nutrientes para a córnea.

 

Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

 

Intoxicação em Cães e Gatos – Saiba o que fazer em casos de intoxicação, o socorro imediato pode salvar a vida de seu cão

A utilização crescente e abusiva de substâncias químicas não acompanhada de precauções e cuidados necessários, vem causando sérios problemas de saúde tanto às pessoas quanto aos animais. As intoxicações podem ser causadas pela ingestão, aspiração ou introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas.

Com relação ao registro dos acidentes pelas clínicas veterinárias, podemos dizer que há uma certa frequência de casos e diante da seriedade desses acidentes, cabe a nós médicos veterinários conscientizar as pessoas dos riscos, visando a prevenção.

Vamos falar aqui das intoxicações causadas por substâncias utilizadas de forma errada para eliminação dos ectoparasitas, ou seja, para tratar sarnas e eliminar pulgas e carrapatos do animal.

Existem muitos inseticidas e acaricidas que são seguros no mercado, desde que se preste atenção ao modo correto de utilizar. As intoxicações ocorrem com muita frequência, justamente pelo fato do desconhecimento pelo tutor na forma de uso do produto.

Quando há a intoxicação por esses produtos, ocorrem alterações nervosas (agitação, torpor, convulsões), digestivas (salivação, vômitos, diarreia), oculares (lacrimejamento, pupilas dilatadas) e respiratórias (dificuldade respiratória, mucosas cianóticas).

Produtos que são somente para dedetização do ambiente (Butox®, por exemplo), são usados de forma errada, como na forma de banhos no animal. Além disso esse produto vem com uma concentração alta e deve ser diluído para ser colocado no ambiente. Leia a bula do Butox® e veja as orientações do produto (se usa na forma de banhos em bovinos somente), não é indicado para tratamento de ectoparasitas em cães ou gatos.

Outro tóxico que as pessoas comumente utilizam de forma errada é a Creolina®, indicada na limpeza de ambientes, e quando aplicado diretamente no animal pode ser extremamente tóxico causar irritação e queimaduras na pele, olhos, boca e garganta; vômitos e dores abdominais; danos ao coração, fígado e rins; anemia; paralisia facial, coma e até levar a morte.

Os produtos a base de piretrina e permetrina geralmente de uso tópico (talcos, shampoos, sabonetes e coleiras) são seguros se corretamente utilizados, existe uma quantidade ideal para cada tamanho e peso do animal, e também não devem ser utilizados concomitantemente na hora do banho por aumentar muito o risco de intoxicação.

Os produtos acaricidas, para tratar sarna (Amitraz, por exemplo) devem ser diluídos corretamente e utilizados somente em cães. Se no rótulo ou bula do produto não for especificado o uso em gatos, NÃO utilize.

Existem os pesticidas a base de organosfosforados e carbamatos que são extremamente tóxicos para humanos e animais domésticos. Cuidado com os venenos para insetos (Baygon®, Raid® ), o spray se deposita no chão e seu animal pode pisar e/ou lamber o produto.

 

Meu pet foi intoxicado, o que fazer?

Encaminhe imediatamente para o veterinário. Lembre-se que quanto antes o animal for atendido, maior a chance de salvar seu pet.

Você pode ligar para o CCI (Centro de Controle de Intoxicação) o telefone vem no rótulo do produto, quanto mais informações você der, maior a chance de que seu pet seja tratado a tempo e com qualidade.

O tratamento das intoxicações deve ser sempre realizado por um Médico Veterinário. NUNCA medique seu pet por conta própria, nem subestime o poder de toxicidade de certos produtos. Muitas vezes o tutor “acha” que vai melhorar sozinho ou resolve tratar com “receitas caseiras”, como dar um leite ou clara de ovo, e isso pode piorar o quadro clínico diminuindo as chances de salvar seu animal.

Leve junto o frasco ou qualquer informação sobre o veneno, pois, se há conhecimento do tóxico que o animal teve contato, muitas vezes pode ser administrado antídoto.

Muito importante saber informar o veterinário sobre o tempo de exposição e quantidade ingerida, pois quanto maior for o tempo em que seu animal ficou exposto aos produtos químicos, e maior a concentração do agente químico, maiores serão as possibilidades deste produto causar danos à saúde.

 

Vamos prevenir para que isso não aconteça?

– Utilizar produtos prescritos pelo Veterinário.

– Sempre leia a bula antes de utilizar o produto

– Não usar inseticidas sem orientação prévia.

– Na dúvida de utilizar qualquer substância no animal ou no ambiente, entre em contato com o Veterinário do seu pet, é a melhor pessoa para te instruir.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

Comportando estranho? Pode ser uma Disfunção Cognitiva.

Disfunção Cognitiva PetA Dorinha é uma simpática cachorrinha de 13 anos. Os donos relatam que ela começou a trocar o dia pela noite, late sem motivo aparente, não reconhece familiares e esqueceu vários truques que sabia. A Dorinha sofre de Disfunção Cognitiva, muito semelhante ao Mal de Alzheimer em humanos.

Os nossos pets estão vivendo mais, e com isso, surgem novas doenças.  Cerca de 50% dos pets com mais de 11 anos de idade apresentam uma ou mais mudanças comportamentais ligadas ao envelhecimento. As Causas da disfunção cognitiva não são conhecidas, mas sabe-se que ela se manifesta devido a uma série de alterações físicas e químicas que ocorrem no cérebro durante o envelhecimento.

Como identificar se o meu pet idoso tem a disfunção? Os principais sintomas são:

  1. O animal fica desorientado, perde-se dentro de casa, às vezes não encontra a saída de um cômodo ou o local da sua comida.
  2. Ocorrem alterações de sono, ficam acordados a noite, andando pela casa, vocalizando e dormem durante o dia.
  3. Perdem os hábitos de higiene, podem urinar e defecar dentro de casa, quando antes não faziam.
  4. Podem não reconhecer os donos ou estranhá-los em algumas ocasiões.

Se você possuir algum pet idoso com esses sinais, é importante a avaliação de um médico veterinário. Diagnosticada a disfunção cognitiva, ele indicará o melhor tratamento com antioxidantes, suplementos e exercícios, para tornar a vida do seu pet idoso mais confortável e feliz.

Levar o seu pet ao veterinário é um gesto de amor!

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

 

 

Bruna Valle

 

Bruna Valle
Estagiária Curricular / UFPel

Para os pets, prevenir também é o melhor remédio

DeeDee_DogTag_03_ResizedAssim como os humanos, nossos pets também necessitam de revisões anuais, os chamados check-ups, principalmente quando começam a ficar idosos.

A partir dos sete anos, em geral, os cães e gatos iniciam a fase geriátrica que pode vir associada a várias doenças comuns dessa fase da vida.

Algumas podem se desenvolver em função de predisposição genética, outras por alterações endócrinas (tireóide, adrenais etc), algumas influenciadas pela alimentação ao longo da vida, obesidade e sedentarismo. Conheça algumas delas:

DOENÇAS CARDÍACAS: São muito comuns em pets idosos. Seus primeiros sinais clínicos incluem tosse seca, cansaço, dificuldade respiratória e cianose (língua de coloração arroxeada) ao se agitar. Caso o proprietário perceba qualquer dessas alterações, é de extrema importância a investigação, pois, quanto mais precoce o diagnóstico, melhores as chances de tratamento e sobrevida.

INSUFICIÊNCIA RENAL: Também,  muito comum, sendo acompanhada de emagrecimento progressivo, vômitos, diarreia, poliúria e polidipsia (urinar e beber água em maior quantidade). Se identificada precocemente, há controle, com cuidados alimentares e visitas periódicas para fluidoterapia (soro).

ALTERAÇÕES ÓSSEAS OU ARTICULARES: Apresenta sinais clínicos como dor, claudicação (mancar), dificuldade para se locomover ou levantar e relutância para subir escadas.

NEOPLASIAS (TUMORES): São frequentes nesta idade, sendo a maioria ligada a fatores genéticos. Se, ao acariciar seu pet, perceber qualquer aumento de volume, nódulos, manchas, leve-o para avaliação. Ainda existem neoplasias que podem se desenvolver em órgãos como fígado, baço, pulmão. Para isso, se realizado exames de imagem periodicamente, as chances do diagnóstico precoce e tratamento aumentam a sobrevida.

Sendo assim, quando seu animal de estimação chegar nesta fase, realize check-ups anuais, principalmente para medidas preventivas. Muitas doenças podem ser prevenidas e tratadas mais facilmente quando estão nos primeiros estágios e possibilitam um melhor controle. Além disso, não esqueça de levar seu pet para a vacinação, pelo menos uma vez por ano, e já fazer uma avaliação com seu veterinário. Afinal, seu pet, faz parte da família.

Dayane Borba da Silva

 

Dayane Borba da Silva
Médica Veterinária
CRMV/RS 10998

Por que não dar comida caseira para seu pet?

Comida caseira para cães e gatosCom a humanização dos animais, muitos donos não vêm problemas em alimentar seus pets com a comida feita em casa, para pessoas.

Surge então uma preocupação muito grande, por nós veterinários, que é alertar a importância da boa alimentação para seu pet, evitando sérios problemas de saúde, que podem até levar a morte.

Antigamente, culturalmente falando, a alimentação era baseada em comida feita pelo proprietário com ingredientes caseiros como arroz e restos de animais (vísceras, pele, ossos e gordura). Esses produtos podem trazer diversos prejuízos, principalmente hepáticos e gastrointestinais, podendo levar à morte. Outro ponto negativo, de fornecer uma dieta baseada em comida caseira, é que alguns temperos, que não fazem mal para a saúde humana, são extremamente tóxicos para animais.

A maioria das afecções em pequenos animais que constatamos aqui na clínica, envolveram uma alimentação inadequada, ou seja, poderiam ter sido evitadas. Por isso, pelos mesmos motivos que buscamos um nutricionista, a alimentação do pet deve ser acompanhada por um médico veterinário e se alimentar conforme uma dieta própria, visando uma vida saudável.

Recomendo sempre procurar um médico veterinário para esclarecer as dúvidas relacionadas com a alimentação e saúde do seu pet, afinal de contas, mais que um pet, eles fazem parte da família.

Com carinho,

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

Leucemia felina não tem cura, mas pode ser prevenida!

Leucemia FelinaA leucemia felina (FeLV – Feline leukemia virus) é um dos maiores vilões entre os felinos e não possui cura, mas pode ser prevenida.

Se o seu gato gosta de passear pela vizinhança, brincar com outros gatos ou se você pretende levar outro gato para casa, fique atento, pois estas situações podem prejudicar seu pet.

FeLV é uma doença altamente contagiosa e pode levar à morte dos pacientes. A mordida e a lambedura são as formas mais prováveis de transmissão, visto que a saliva contém elevada concentração do vírus e os gatinhos também podem ser contaminados por via transplacentária, pelos cuidados da mãe infectada e pelo ambiente.

Os sinais clínicos são diversos, pois há uma baixa na imunidade do paciente por causa do agente retrovírus. De uma forma geral, os mais comuns são:

  • Dificuldade em se alimentar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Depressão

Com a facilidade de testes rápidos e precisos, o diagnóstico de doenças como esta, tornou-se muito importante para uma imunização prévia de pacientes sadios. O resultado se dá em apenas 10 minutos.

Para prevenir a disseminação da doença, devemos isolar os animais doentes dos animais sadios, evitando o contato. E, para os gatinhos que estão livres da doença, hoje temos a opção da vacina quíntupla que protege contra o vírus da FeLV, além de auxiliar na prevenção de Rinotraqueíte, Calicivirose, Panleucopenia e Chlamydia psittaci.

Lembrando que a FeLV é uma doença que não tem cura e devemos proteger nossos amigos o mais rápido possível.

Proteger seu gato é sinal de carinho.

Camila Calliari

 

Camila Calliari
Médica Veterinária
CRMV/RS 13.561

Por que não devo dar leite para meu gato?

Por que não devo dar leite para o meu gatoOs tutores de cães e gatos são pessoas cada vez mais antenadas sobre o melhor manejo a ser fornecido aos seus animais, afinal, hoje em dia os nossos pets não são apenas animais de companhia, e sim membros muito amados das nossas famílias! E um tópico recorrente nos questionamentos aos veterinários é a respeito da alimentação, dos produtos destinados ao nosso consumo que podem ser ingeridos por cães e gatos.

O mercado pet dispõe de várias opções de alimentação para animais, na forma de rações que devem ser administradas conforme as indicações do fabricante. Todas as rações de boa qualidade são alimentos completos, suprindo toda a necessidade de energia e vitaminas que nossos peludos precisam para se manterem saudáveis. Desta maneira, produtos destinados a humanos não são realmente necessários, e mais, eles podem ser nocivos a saúde!

Os gatos são animais de muitas peculiaridades, e só quem tem um bichano em casa sabe do que eu estou falando. E estes detalhes tão importantes destes animais incríveis, também se estendem ao seu metabolismo. Apesar de serem mamíferos, os gatos são classificados como carnívoros estritos, que se alimentavam somente de carne e derivados quando eram animais selvagens. Devido a isso, conforme vão crescendo eles vão tendo uma diminuição progressiva da enzima “lactase” no seu trato digestivo, o que faz com que os bichanos tenham dificuldade para digerir o leite, o que pode levar a crises de diarreia e dor de barriga.

Então, quando você quiser dar um agrado para o seu gatinho, procure em pet shops e clínicas veterinárias por petiscos específicos para eles, que vão ser especialmente formulados para não causar nenhum dano a saúde, além de serem deliciosos! Na nossa loja, junto a clínica, temos a disposição várias opções, venham nos visitar!

Guilherme Cirino

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Os 6 grandes benefícios da castração

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Este é um assunto bastante importante para você que ama seu animalzinho de estimação. Os benefícios vão além do controle de população, ou seja, temos muito mais com o que nos preocuparmos.

Leia com atenção as dicas a seguir, elas serão esclarecedoras:

1º REDUZ RISCO DE DOENÇAS – a castração feita nos primeiros meses de vida, preferencialmente antes do primeiro cio, ajudando a prevenir uma série de doenças como: grave infecção uterina, que, quando ocorre, o tratamento é cirúrgico; tumores de mamas; tumores testiculares; “gravidez psicológica”, que pode ter como consequência infecção das mamas; doenças geneticamente transmissíveis (epilepsia, displasia coxofemoral, catarata juvenil, etc.), ou seja, aquela que passa dos pais para os filhotes.

2º AUMENTA A LONGEVIDADE – evitando as doenças acima citadas, daremos uma qualidade de vida melhor aos nossos companheiros, aumentando assim o tempo de convivência deles conosco.

3º REDUZ A MARCAÇÃO DE TERRITÓRIO – ao castrarmos os machos cedo, evitamos a marcação de território, ou seja, nada de xixi fora do lugar.

4º REDUZ AS FUGAS – machos castrados não se interessam pelo odor do cio, bem como fêmeas castradas não tem interesse sexual, logo evitamos fugas para o acasalamento.

5. REDUZ A AGRESSIVIDADE – motivados pela excitação sexual constante sem que o acasalamento ocorra, os animais tornam-se agressivos. Ao castrarmos diminuímos esse estresse, por consequência, diminuímos a agressividade.

6. REDUZ A SUPERPOPULAÇÃO – se você não tem interesse em ficar com os filhotes, o melhor a fazer é castrar sua fêmea antes do primeiro cio, pois além de evitar doenças, você também ficará mais tranquilo quanto ao futuro dos bichinhos. Será que eles serão tão bem cuidados quanto você cuida dos seus? Pense nisso!

Agora que você já sabe as vantagens em castrar seu pet, tem que pensar também onde fazer.

A Pet Center Clínica conta com estrutura adequada para realizar o procedimento com o máximo de segurança. Nos moldes de um hospital humano, a castração é realizada em bloco cirúrgico e seu pet é acompanhado por, pelo menos, dois profissionais qualificados: o cirurgião e o anestesista. Além do restante da equipe igualmente capacitada para recebê-los.

CASTRAR É UM ATO DE AMOR!

Com carinho,

Fernanda Xavier, Médica Veterinária CRMV/RS 09420 e
Cláudia Medeiros, Auxiliar Veterinária