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Viu algo, Faça algo! – 9º sinal clínico: Caroços sob a pele ou mamas

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Estamos chegando ao último sinal clínico abordado na nossa campanha Viu Algo, Faça Algo!, com objetivo de explorar aspectos da saúde dos peludos para facilitar uma detecção precoce de doenças, por meio da avaliação cuidadosa dos tutores. É muito comum vermos nódulos, aumentos de volume, “caroços” ou “bolinhas” nos nossos animais, e devemos sempre estar atentos, pois podem ter significados importantes!

Principais doenças que podem se manifestar em aumentos de volume (“caroços” e “bolinhas”):

  • Tumores: são nossa principal preocupação quando encontramos nódulos. Abordamos o câncer e seus aspectos em outros textos aqui no blog, e você pode conferi-los aqui. Quando nos deparamos com aumentos de volume, exames adicionais serão necessários para definir a natureza da lesão, sua classificação e tratamento necessário. O médico veterinário pode solicitar exames como a citologia ou a biópsia.
  • Abcessos/flegmões: são lesões de caráter inflamatório/infeccioso causadas pela inoculação de bactérias no tecido subcutâneo ou em camadas mais profundas, como a musculatura. Podem se demonstrar como aumento de volume doloroso ao toque, quente, e o paciente pode demonstrar grande desconforto e dor na região.
  • Hérnias: Se demonstram em regiões específicas do corpo (como a virilha ou região umbilical), quando órgãos da cavidade abdominal acabam se posicionando em locais erráticos, por um defeito na parede muscular. Podem ter grande tamanho e normalmente o paciente não sente desconforto na palpação.

Os sinais clínicos apresentados dependerão muito do diagnóstico do paciente.

Tumores podem não ter nenhum sinal clínico e estarem localizados em qualquer local do corpo, por isso a importância da avaliação minuciosa do tutor. Dependendo de quais estruturas estiverem acometidas, bem como o tamanho, pode haver dor e desconforto. Lesões infecciosas normalmente cursam com febre, dor, prostração e anorexia. Podem haver fístulas drenando secreção purulenta nestes casos. Hérnias normalmente não causam sintomas, apenas em situações muito específicas como o encarceramento, quando há dor intensa e comprometimento da vida do paciente, sendo necessário atendimento imediato.

A prevenção é a medicina do futuro

Falando principalmente dos nódulos mamários, o câncer mamário é uma triste realidade em nossos pacientes, tendo uma alta incidência nas espécies canina e felina. Porém podemos prevenir esta doença realizando a castração precoce, antes do primeiro cio ou entre o primeiro e o segundo cio, e dessa maneira podemos diminuir a incidência dos tumores mamários em até 95%. É uma maneira efetiva de evitarmos uma doença que pode trazer muito sofrimento ao paciente e aos familiares.
Pela característica traumática que os outros aumentos de volume podem ter (abcessos e hérnias), é sempre bom reforçar os cuidados com nossos peludos. Os animais muitas vezes não sabem o perigo que estão correndo ao atravessarem uma rua movimentada, ou ao pularem de um local alto. Como crianças, necessitam de supervisão constante para que não se machuquem. Devemos estar sempre atentos, dessa maneira evitando acidentes!

Este é o cerne da nossa campanha, detecção precoce para podermos prevenir. Cuidado para evitar o sofrimento. Esta é a Viu Algo, Faça Algo!

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

O Paciente Felino

cachorro-com-gatoQuem já não ouviu por aí a famosa frase que o “gato é um cachorro pequeno“? Pois bem, ele não é.

Desde o início da civilização, vemos a introdução dos gatos na vida cotidiana das pessoas e, ao longo do tempo, suas “funções felinas” foram sendo modificadas até chegarem ao ponto de eles se tornem membros da família. Diferente dos cães, os gatos possuem comportamentos singulares que atraíram mais adeptos à espécie e hoje eles são a maioria dos animais domésticos nos lares de diversos países do mundo, como nos EUA. A população de gatos na casa dos brasileiros esta quase alcançando o número de cães e o atendimento diferenciado a esta espécie tão peculiar é de suma importância para a medicina veterinária.

Muitas vezes, manejar um felino dentro de um consultório, ou até mesmo na internação, não é tarefa fácil. Gatos não reagem bem a mudanças em sua rotina e muitas vezes levar estes “bigodudos” a um consultório veterinário pode ser muito estressante, tanto para o gato como para o tutor. E é aí que entra o médico veterinário! Ele deve ser capaz de identificar como o paciente está reagindo a este novo ambiente, assim como ter paciência e respeito em relação ao limite de tolerância do gato ao manejo. O gato, ao contrário dos cães, exercem alguns movimentos específicos com o corpinho que nos diz muita coisa sobre como ele está se sentido no momento e cabe ao médico veterinário identifica-los. Faz parte da função do médico veterinário tornar a experiência de ir a uma clínica veterinária o menos estressante possível para os felinos.

Porém, entenda: apesar de ser uma experiência não tão agradável para o seu gato (afinal, quem gosta de ir ao médico?), levar seu gatinho ao médico veterinário regularmente impede que muitas doenças apareçam de surpresa! Você sabia que o gato disfarça muito bem que não está bem? Muitos deles só demonstram sua debilidade quando já estão muito doentes! Por isso é importante você levar seu gato ao médico veterinário regularmente! Ele pode te ensinar como enriquecer o ambiente e otimizar o manejo que você faz ao seu gato dentro de casa e pode te indicar os melhores exames e vacinas para manter a saúde de seu gato!

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Ana Niederauer
Médica Veterinária- CRMV 14709