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Viu algo, Faça algo! – 8º sinal clínico: Lesões na pele ou coceira excessiva

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Coceiras, vermelhidão, erupções na pele: são alterações que deixam o tutor bem preocupado. A saúde dos nossos pets é coisa séria e merece nossa atenção até mesmo em situações que, aparentemente, não oferecem riscos. A questão principal que precisa ficar bem clara é que as doenças de pele se parecem muito entre si e com outras doenças que não são necessariamente de pele. Junto com todas as informações da nossa campanha Viu Algo, Faça Algo! temos objetivos de explicar um pouco mais sobre as principais doenças de pele em cães e gatos, saber identificar os sinais clínicos, e dessa forma agir o mais rápido possível, sem oferecer riscos mais graves ao seu pet.

Os principais problemas de pele (dermatopatias)

  • Infecções bacterianas: Podem proliferar com lesões de pele inflamada, pela umidade (secagem inadequada da pele e pelos em banho) e até por falta de higiene.
  • Infecções fungicas: o animal se infecta por contato com objetos, locais e outros animais que já tem a infecção.
  • Infecções parasitárias: ácaros (sarna) se alimentam das descamações da pele e assim causam inflamações. Pulgas e carrapatos, quando picam para sugar o sangue do bichinho, provocam coceira e inflamações na pele.
  • Acne Felina: ocorre pelo estresse, má higiene de vasilhames, alergia aos vasilhames de plástico, pode ser identificada pelos pontos pretos que surgem ao redor do queixo e também nas bordas dos lábios.
  • Processos alérgicos: contatos com borrachas, plástico, alguns tipos de tecido, época do ano (pólens), produtos tópicos (inseticidas, shampoos e sabonetes) e até alimentos, são potenciais fontes de alergia.
  • Alopecia psicogênica: não menos comum, pode ocorrer em animais com alto grau de estresse, que ficam lambendo o pelo de forma compulsiva, podendo até morder a pele, mastigar os pelos, causando irritação, infecção e queda de pelos.
  • Desiquilíbrios hormonais: Diabetes, hiperadrenocorticismo, hiper/ hipotireoidismo são doenças sistêmicas, porém podem também apresentar lesões de pele como sinal clínico da doença.
  • Dermatites atópicas: Vale lembrar que existem dermatites que não tem uma causa específica para acontecer e não tem cura. São muito raros os casos, porém quando ocorre, o médico veterinário irá indicar o tratamento para conter os sinais clínicos apresentados durante as crises.
  • Doenças auto-imunes: Lúpus, pênfigo
  • Tumores de pele: animais com idade mais avançada podem apresentar tumores e cistos, mesmo que nem todos sejam malignos. Mesmo assim, eles requerem cuidado e acompanhamento frequente, para que não se torne um problema mais grave.

Sinais Clínicos nas dermatopatias

  • Lesões avermelhadas ou escurecidas na pele
  • Coceira (Prurido) pelo corpo e/ou orelhas
  • Perda de pelo (Alopecia)
  • Presença de bolhas/ bolhas com pus
  • Descamação da pele
  • Machas/hematomas
  • Infecções frequentes nos ouvidos

É importante levá-lo para um veterinário para identificar o tratamento adequado e possivelmente alguma medicação específica.

Não tente, de forma alguma, auto medicar o seu pet! Muitos tutores buscam tratamentos tópicos e sem recomendações de um profissional, aplicam no seu animal sem qualquer orientação. Isso pode levar a intoxicações graves. (LEIA MAIS SOBRE INTOXICAÇÃO).

Leve ao veterinário para avaliação. As lesões de pele são parecidas entre várias doenças e para fechar o diagnóstico é necessário realizar exames específicos. Com o diagnóstico correto, o tratamento se torna mais eficaz e aumentam as chances de cura.

Os exames incluem basicamente hemograma e exames bioquímicos (para avaliar se existe doença sistêmica), raspado de pele (detecção de sarna), culturas bacterianas, culturas fúngicas, teste de sensibilidade a alérgenos. Podem ser solicitados outros exames complementares para avaliação mais complexa.

Conforme diagnóstico, pode ser recomendado shampoos específicos, alimentação com ômega 3 e 6 para fortalecer o pelo e corrigir a oleosidade da pele se for o caso. O tratamento adequado dependerá principalmente do agente causador (bactéria, fungos ou parasitos), podendo ser feito com uso de antialérgicos, antibióticos, antifúngicos ou antiparasitários, que deve ser prescrito por um profissional.

Para os casos de estresse, em alguns casos podem ser recomendados medicamentos contra a ansiedade.

Prevenção

  • Higiene do seu pet é fundamental: Banhos e tosas regulares irão reduzir as chances de ter alguma alteração de pele. Mas cuidado! A pele precisa da oleosidade natural, então banhos com alta frequência também não são adequados. Podem ser indicados banhos semanais, quinzenais e até mensais, pois cães (independente da raça) podem variar a frequência, pois existem outros fatores como clima, umidade, tamanho do pelo e tipo de pelo.
  • Manter limpo o ambiente que seu pet vive. Controlar sempre a proliferação de pulgas e carrapatos do ambiente também.
  • Evitar o stress: passeios e enriquecimento ambiental pode ser a chave para melhorar a qualidade de vida nos animais.
  • Visitas regulares ao veterinário: principalmente os mais idosos, que podem ter problemas hormonais (ainda não detectado), mas que iniciam com problemas de pele.

Podemos agora identificar que existe um problema de pele, alguns sinais deixam claro que o pet precisa ir ao veterinário. Não demore para tomar providências e ajudar seu animalzinho!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 4º sinal clínico: Beber pouca ou muita água

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Mais um assunto que vamos abordar em nossa campanha Viu algo, Faça algo é mudança de comportamento do seu animal em relação à ingestão de líquidos. Saber a quantidade adequada de água, se o seu animal está bebendo pouca ou muita água e quais atitudes devemos tomar diante dessas alterações.

Para responder esses questionamentos, primeiramente devemos levar em consideração que existem algumas raças que ingerem mais água que outras, pois estão relacionadas a sua aptidão (raças de guarda, caça, corrida, etc).

E além disso existem os fatores externos, como o clima (temperatura do ambiente), prática de atividade física e alimentação, que podem influenciar diretamente na ingestão de líquidos.

Qual é a quantidade adequada que meu pet deve ingerir?
De modo geral, necessitam em torno 90ml/kg e um gato 45mL/kg de peso corporal diariamente para se manterem hidratados. Prestar atenção na ingestão de líquidos dos nossos pets é muito importante para evitar enfermidades e mantê-lo saudável.

Entretanto, não podemos nos basear somente no peso corporal para saber se a ingestão de água está correta.

Quais são as causas de mudança no comportamento em relação a ingestão de água?
– Dieta: alimentos secos (ração) aumentam a ingestão de líquidos enquanto que enlatados e comida caseira reduzem. Vale lembrar que comida caseira com acréscimo de sal faz com que o animal ingira mais líquidos. Deve ter cautela no uso do sal ao cozinhar para seu pet.

– Idade: animais mais jovens ingerem mais água que os mais velhos.

– Tipo de bebedouro: pode influenciar na quantidade de água que seu peludinho bebe e poucas pessoas reparam. Alguns animais têm alergia ao bebedouro de plástico causando lesões na região do focinho e queixo, assim eles vão evitar o consumo de água.

– Qualidade da água: as próprias caraterísticas da água (temperatura, sabor, cheiro, limpeza) também podem influenciar na ingestão.

– O consumo reduzido é mais comum para os felinos, pois são animais naturalmente mais exigentes e param de beber água por vários motivos.

– As cachorras grávidas ou lactantes têm uma maior necessidade de ingestão de água.

– Desidratação: nos dias mais quentes, o animal deve beber mais água. Ficar algum tempo sem água disponível pode levar à desidratação.

– Doenças: Se existir alguma doença que provoque um aumento das perdas de água pelo organismo, consequentemente haverá uma maior necessidade de ingestão de água. Esta alteração clínica se denomina de polidipsia. Na maioria das vezes isso é causado por desequilíbrios nos rins e no fígado. Doenças bacterianas graves como piometra (infecção no útero), leptospirose, gastroenterites podem levar a um aumento da ingestão de líquidos. Outras doenças hormonais como diabetes, hiperadrenocorticismo (Síndrome de cushing), hipertireoidismo também causam polidipsia.

– Medicamentos e tratamentos para doenças específicas podem exigir uma ingestão maior de líquidos.

– Estresse e ansiedade: principalmente os felinos, quando ficam estressados, podem reduzir o consumo de água, favorecendo o aparecimento de doenças do sistema urinário (obstrução uretal ou vesical, cálculos vesicais, urolitíase, entre outros)

O que fazer se meu pet está bebendo pouca ou muita água?
Caso seu cão venha a apresentar qualquer tipo de alteração no seu consumo de água que fez chamar sua atenção, leve-o para um atendimento com um médico veterinário.

Devemos nos alertar e preocupar em situações de mudança de comportamento associados a outras alterações clínicas como perda de peso, vômito, febre, diarreia, lesões na pele.

Para a baixa ingestão de líquidos anormal (oligodipsia) podemos estimula-lo, trocando a água diariamente, mudando tipo de bebedouro, colocando fontes (principalmente felinos), evitar ambientes e situações que causem estresse.

Cuidado ao forçar a ingestão de água ao animal. A administração forçada pode levar a um quadro grave pela aspiração de líquido pelo pulmão, causando de pneumonia por aspiração.

A polidipsia (aumento no consumo de água) não se trata de uma doença e sim um sinal clínico. Entretanto, esse comportamento pode estar relacionado a alguma doença. A polidipsia costuma estar acompanhada por poliúria (o animal urina mais) e outros sinais clínicos, motivando o tutor a procurar um veterinário para avaliação.

Foram descritos acima vários motivos que podem causar oligodipsia e polidipsia, então não tente diagnosticar nem medicar por conta própria.

Sua atitude faz toda diferença, não espere para levar seu pet ao Veterinário!
Com uma lista tão grande de causas prováveis citadas anteriormente, somente um médico veterinário poderá chegar à conclusão do que está acontecendo com seu cão ou gato.

O veterinário irá diagnosticar a causa segundo histórico e avaliações clinicas, podendo ser solicitado exames (hemograma, perfil bioquímico renal e hepático, glicemia, dosagem de eletrólitos, exame de urina, triglicérides, colesterol, ultrassom abdominal), e assim definir um tratamento adequado.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 3º sinal clínico: Perda de apetite.

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Mais um tema importante: anorexia ou falta de apetite. Um sinal clínico que é muito conhecido do tutor e um dos principais motivos a buscar ajuda clínica. Mas ainda infelizmente é muito negligenciada, muitos tutores tratam com indiferença, podendo deixar o animal em estado grave até buscar atendimento veterinário, muitas vezes pode ser tarde demais devido a intensa desnutrição e imunidade comprometida.

O comportamento normal de um cão é estar sempre pedindo por comida, não significa eles estejam com fome. O felino já tem um comportamento diferente, mas sempre que o pote estiver cheio, ele estará lá comendo aos poucos. É instintivo querer comer um pouco a mais, pois seus ancestrais eram caçadores e não sabiam quando seria a próxima refeição.

Os tutores também precisam estar cientes que, se o animal não comer a ração e oferecer a ele um petisco saboroso, o cão aprenderá que essa atitude é normal, e sempre rejeitará a ração para ganhar petisco. Nós mimamos e tratamos os nossos animais de estimação como um membro da nossa família, e muitas vezes é importante prestar atenção em qualquer disparidade no comportamento deles.

 

Principais causas de perda de apetite.

– Doenças: a perda de apetite pode estar presente em qualquer doença de cães e gatos.

– Estresse: pode estar relacionada a algum episódio recente, mudanças de ambiente, chegada de bebê ou novo cachorro, perda de um membro da família, ansiedade de separação, etc.

– Dieta inadequada: alteração brusca da dieta alimentar. Mimar com muitos petiscos pode ficar com paladar exigente. Os felinos são mais sensíveis a troca brusca de alimentação, e faz com que eles parem de comer totalmente.

– Medicamentos: Alguns medicamentos como anti-inflamatórios ou antialérgicos podem levar a perda de apetite.

 

Como ter certeza que a falta de apetite é um sinal de alerta?

Ao perceber um comportamento de não querer se alimentar e observar se começou de uma hora para outra ou se já está a alguns dias sem comer direito, pode ser um alerta. A relutância em ingerir líquidos também pode levar a um quadro de desidratação rapidamente.

Não confundir anorexia (que é a perda de apetite) com inapetência. A anorexia, é quando o animal não ingere nenhum tipo de alimento. A inapetência (ou hiporexia), é quando o animal diminui o consumo de alimento, ou seja, não consome a mesma quantidade de antes. Este último sinal clínico pode estar relacionado quando o animal consome a mesma ração durante muito tempo.

Como tutor, se atente para outros sinais clínicos. Quando apresentam febre, vômito ou diarreia por exemplo, geralmente param a ingestão de água. Este é um momento de alerta e devemos levá-lo ao Veterinário o mais rápido possível.

Evitar que o animal fique em jejum prolongado.

Com o animal mais de 24 horas sem comer totalmente, outros sinais clínicos podem começar a aparecer podendo gerar sérios problemas para saúde.

Quando os felinos ficam mais de 48h sem se alimentar podem desenvolver lipidose hepática, que é o acumulo de gordura no fígado devido a mobilização da gordura de reserva, agravando o quadro clínico.

Ao se alimentar com menos quantidade em comparação ao que comia normalmente (inapetência), em poucos dias ele começará a perder peso e desnutrir rapidamente.

Caso seu pet não esteja aceitando a ração pura, deve-se tentar oferecer alimentos mais apetitosos, mas sem exageros pois está sendo uma atitude paliativa. O importante é não esperar o seu pet parar de comer totalmente para tomar providências.

Viu algo, faça algo! Consultar um Veterinário, portanto, é uma providência importante.

Chegando ao Veterinário, o principal objetivo é descobrir a sua causa primária. O diagnóstico é necessário para dar início a um tratamento eficaz. Exames clínicos e avaliação do animal é indispensável. Além disso, muitas vezes é necessário realizar exames para um diagnóstico definitivo. Esses exames são direcionados de acordo com outras alterações clínicas que o animal apresentar, podendo incluir exames laboratoriais, raio-x, ultrassonografia ou endoscopia, por exemplo.

Devemos estimular o animal a se alimentar corretamente.

Devemos sempre lembrar que a alimentação adequada é uma das condições para uma vida saudável.
– Rotina de alimentação: ideal de 2x ao dia com a quantidade de ração adequada
– Usar brinquedos que liberam comida em vez de oferecer toda a refeição
– Petiscos: oferecer de forma correta, desde que não cause o desequilíbrio da quantidade de ração.
– Certifique-se de que ele beba bastante água
– Você pode alterar para uma ração úmida, que sempre é mais saborosa. Consulte o veterinário sobre a melhor forma de suprir as necessidades nutricionais do animal.
– Se a razão para a perda de apetite cão é física ou psicológica, é importante monitorar a dieta do cão, a fim de combater eficazmente o problema, antes que ele possa ter graves consequências.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Úlcera de córnea

dog-eyeÚlcera de córnea é uma lesão (ferida) na córnea que pode afetar qualquer espécie animal. A lesão pode ser causada por traumas, pelos encostando-se à córnea (distiquíase), malformações palpebrais (entrópio), produtos irritantes que entraram em contato com o olho como xampus, conjuntivites bacterianas dentre outros.

Das raças de cães as mais acometidas são: Shih tzus, Pug, Pequinês, Cocker Spaniel. Dentre os felinos: Persas , Exóticos e Himalaios, mas também outros mascotes como coelhos e chinchilas, além de potros e pôneis.

A prova de fluoresceína é o teste mais utilizado para visualizar a lesão corneana. Porém apenas um oftalmologista veterinário está capacitado para avaliar a gravidade ou não da lesão corneana e empregar o tratamento mais correto para a mesma, sendo este clínico ou cirúrgico.

A úlcera de córnea é uma afecção ocular grave, que provoca dor e desconforto, levando o pet a apatia e muitas vezes perda do apetite, uma vez que a córnea possui muitas terminações nervosas. Quando instituído um tratamento inadequado ou não diagnosticada em seu início, a úlcera de córnea pode se tornar mais extensa ou profunda e levar a perfuração ocular ou até mesmo a necessidade de remoção do globo ocular.

Um dos procedimentos cirúrgicos mais utilizados para auxílio na cicatrização das úlceras corneanas é o flap de terceira pálpebra. Diferente dos humanos, cães, gatos e outras espécies possuem a terceira pálpebra muito desenvolvida.  Porém é importante enfatizar que a avaliação de um especialista é imprescindível para o sucesso do tratamento. Nesse procedimento, a terceira pálpebra do paciente é utilizada como uma “lente de contato natural”, fornecendo vascularização, suporte e nutrientes para a córnea.

 

Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

 

Comportando estranho? Pode ser uma Disfunção Cognitiva.

Disfunção Cognitiva PetA Dorinha é uma simpática cachorrinha de 13 anos. Os donos relatam que ela começou a trocar o dia pela noite, late sem motivo aparente, não reconhece familiares e esqueceu vários truques que sabia. A Dorinha sofre de Disfunção Cognitiva, muito semelhante ao Mal de Alzheimer em humanos.

Os nossos pets estão vivendo mais, e com isso, surgem novas doenças.  Cerca de 50% dos pets com mais de 11 anos de idade apresentam uma ou mais mudanças comportamentais ligadas ao envelhecimento. As Causas da disfunção cognitiva não são conhecidas, mas sabe-se que ela se manifesta devido a uma série de alterações físicas e químicas que ocorrem no cérebro durante o envelhecimento.

Como identificar se o meu pet idoso tem a disfunção? Os principais sintomas são:

  1. O animal fica desorientado, perde-se dentro de casa, às vezes não encontra a saída de um cômodo ou o local da sua comida.
  2. Ocorrem alterações de sono, ficam acordados a noite, andando pela casa, vocalizando e dormem durante o dia.
  3. Perdem os hábitos de higiene, podem urinar e defecar dentro de casa, quando antes não faziam.
  4. Podem não reconhecer os donos ou estranhá-los em algumas ocasiões.

Se você possuir algum pet idoso com esses sinais, é importante a avaliação de um médico veterinário. Diagnosticada a disfunção cognitiva, ele indicará o melhor tratamento com antioxidantes, suplementos e exercícios, para tornar a vida do seu pet idoso mais confortável e feliz.

Levar o seu pet ao veterinário é um gesto de amor!

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

 

 

Bruna Valle

 

Bruna Valle
Estagiária Curricular / UFPel

Por que não dar comida caseira para seu pet?

Comida caseira para cães e gatosCom a humanização dos animais, muitos donos não vêm problemas em alimentar seus pets com a comida feita em casa, para pessoas.

Surge então uma preocupação muito grande, por nós veterinários, que é alertar a importância da boa alimentação para seu pet, evitando sérios problemas de saúde, que podem até levar a morte.

Antigamente, culturalmente falando, a alimentação era baseada em comida feita pelo proprietário com ingredientes caseiros como arroz e restos de animais (vísceras, pele, ossos e gordura). Esses produtos podem trazer diversos prejuízos, principalmente hepáticos e gastrointestinais, podendo levar à morte. Outro ponto negativo, de fornecer uma dieta baseada em comida caseira, é que alguns temperos, que não fazem mal para a saúde humana, são extremamente tóxicos para animais.

A maioria das afecções em pequenos animais que constatamos aqui na clínica, envolveram uma alimentação inadequada, ou seja, poderiam ter sido evitadas. Por isso, pelos mesmos motivos que buscamos um nutricionista, a alimentação do pet deve ser acompanhada por um médico veterinário e se alimentar conforme uma dieta própria, visando uma vida saudável.

Recomendo sempre procurar um médico veterinário para esclarecer as dúvidas relacionadas com a alimentação e saúde do seu pet, afinal de contas, mais que um pet, eles fazem parte da família.

Com carinho,

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

Os 6 grandes benefícios da castração

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Este é um assunto bastante importante para você que ama seu animalzinho de estimação. Os benefícios vão além do controle de população, ou seja, temos muito mais com o que nos preocuparmos.

Leia com atenção as dicas a seguir, elas serão esclarecedoras:

1º REDUZ RISCO DE DOENÇAS – a castração feita nos primeiros meses de vida, preferencialmente antes do primeiro cio, ajudando a prevenir uma série de doenças como: grave infecção uterina, que, quando ocorre, o tratamento é cirúrgico; tumores de mamas; tumores testiculares; “gravidez psicológica”, que pode ter como consequência infecção das mamas; doenças geneticamente transmissíveis (epilepsia, displasia coxofemoral, catarata juvenil, etc.), ou seja, aquela que passa dos pais para os filhotes.

2º AUMENTA A LONGEVIDADE – evitando as doenças acima citadas, daremos uma qualidade de vida melhor aos nossos companheiros, aumentando assim o tempo de convivência deles conosco.

3º REDUZ A MARCAÇÃO DE TERRITÓRIO – ao castrarmos os machos cedo, evitamos a marcação de território, ou seja, nada de xixi fora do lugar.

4º REDUZ AS FUGAS – machos castrados não se interessam pelo odor do cio, bem como fêmeas castradas não tem interesse sexual, logo evitamos fugas para o acasalamento.

5. REDUZ A AGRESSIVIDADE – motivados pela excitação sexual constante sem que o acasalamento ocorra, os animais tornam-se agressivos. Ao castrarmos diminuímos esse estresse, por consequência, diminuímos a agressividade.

6. REDUZ A SUPERPOPULAÇÃO – se você não tem interesse em ficar com os filhotes, o melhor a fazer é castrar sua fêmea antes do primeiro cio, pois além de evitar doenças, você também ficará mais tranquilo quanto ao futuro dos bichinhos. Será que eles serão tão bem cuidados quanto você cuida dos seus? Pense nisso!

Agora que você já sabe as vantagens em castrar seu pet, tem que pensar também onde fazer.

A Pet Center Clínica conta com estrutura adequada para realizar o procedimento com o máximo de segurança. Nos moldes de um hospital humano, a castração é realizada em bloco cirúrgico e seu pet é acompanhado por, pelo menos, dois profissionais qualificados: o cirurgião e o anestesista. Além do restante da equipe igualmente capacitada para recebê-los.

CASTRAR É UM ATO DE AMOR!

Com carinho,

Fernanda Xavier, Médica Veterinária CRMV/RS 09420 e
Cláudia Medeiros, Auxiliar Veterinária