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Viu algo, Faça algo! – 8º sinal clínico: Lesões na pele ou coceira excessiva

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Coceiras, vermelhidão, erupções na pele: são alterações que deixam o tutor bem preocupado. A saúde dos nossos pets é coisa séria e merece nossa atenção até mesmo em situações que, aparentemente, não oferecem riscos. A questão principal que precisa ficar bem clara é que as doenças de pele se parecem muito entre si e com outras doenças que não são necessariamente de pele. Junto com todas as informações da nossa campanha Viu Algo, Faça Algo! temos objetivos de explicar um pouco mais sobre as principais doenças de pele em cães e gatos, saber identificar os sinais clínicos, e dessa forma agir o mais rápido possível, sem oferecer riscos mais graves ao seu pet.

Os principais problemas de pele (dermatopatias)

  • Infecções bacterianas: Podem proliferar com lesões de pele inflamada, pela umidade (secagem inadequada da pele e pelos em banho) e até por falta de higiene.
  • Infecções fungicas: o animal se infecta por contato com objetos, locais e outros animais que já tem a infecção.
  • Infecções parasitárias: ácaros (sarna) se alimentam das descamações da pele e assim causam inflamações. Pulgas e carrapatos, quando picam para sugar o sangue do bichinho, provocam coceira e inflamações na pele.
  • Acne Felina: ocorre pelo estresse, má higiene de vasilhames, alergia aos vasilhames de plástico, pode ser identificada pelos pontos pretos que surgem ao redor do queixo e também nas bordas dos lábios.
  • Processos alérgicos: contatos com borrachas, plástico, alguns tipos de tecido, época do ano (pólens), produtos tópicos (inseticidas, shampoos e sabonetes) e até alimentos, são potenciais fontes de alergia.
  • Alopecia psicogênica: não menos comum, pode ocorrer em animais com alto grau de estresse, que ficam lambendo o pelo de forma compulsiva, podendo até morder a pele, mastigar os pelos, causando irritação, infecção e queda de pelos.
  • Desiquilíbrios hormonais: Diabetes, hiperadrenocorticismo, hiper/ hipotireoidismo são doenças sistêmicas, porém podem também apresentar lesões de pele como sinal clínico da doença.
  • Dermatites atópicas: Vale lembrar que existem dermatites que não tem uma causa específica para acontecer e não tem cura. São muito raros os casos, porém quando ocorre, o médico veterinário irá indicar o tratamento para conter os sinais clínicos apresentados durante as crises.
  • Doenças auto-imunes: Lúpus, pênfigo
  • Tumores de pele: animais com idade mais avançada podem apresentar tumores e cistos, mesmo que nem todos sejam malignos. Mesmo assim, eles requerem cuidado e acompanhamento frequente, para que não se torne um problema mais grave.

Sinais Clínicos nas dermatopatias

  • Lesões avermelhadas ou escurecidas na pele
  • Coceira (Prurido) pelo corpo e/ou orelhas
  • Perda de pelo (Alopecia)
  • Presença de bolhas/ bolhas com pus
  • Descamação da pele
  • Machas/hematomas
  • Infecções frequentes nos ouvidos

É importante levá-lo para um veterinário para identificar o tratamento adequado e possivelmente alguma medicação específica.

Não tente, de forma alguma, auto medicar o seu pet! Muitos tutores buscam tratamentos tópicos e sem recomendações de um profissional, aplicam no seu animal sem qualquer orientação. Isso pode levar a intoxicações graves. (LEIA MAIS SOBRE INTOXICAÇÃO).

Leve ao veterinário para avaliação. As lesões de pele são parecidas entre várias doenças e para fechar o diagnóstico é necessário realizar exames específicos. Com o diagnóstico correto, o tratamento se torna mais eficaz e aumentam as chances de cura.

Os exames incluem basicamente hemograma e exames bioquímicos (para avaliar se existe doença sistêmica), raspado de pele (detecção de sarna), culturas bacterianas, culturas fúngicas, teste de sensibilidade a alérgenos. Podem ser solicitados outros exames complementares para avaliação mais complexa.

Conforme diagnóstico, pode ser recomendado shampoos específicos, alimentação com ômega 3 e 6 para fortalecer o pelo e corrigir a oleosidade da pele se for o caso. O tratamento adequado dependerá principalmente do agente causador (bactéria, fungos ou parasitos), podendo ser feito com uso de antialérgicos, antibióticos, antifúngicos ou antiparasitários, que deve ser prescrito por um profissional.

Para os casos de estresse, em alguns casos podem ser recomendados medicamentos contra a ansiedade.

Prevenção

  • Higiene do seu pet é fundamental: Banhos e tosas regulares irão reduzir as chances de ter alguma alteração de pele. Mas cuidado! A pele precisa da oleosidade natural, então banhos com alta frequência também não são adequados. Podem ser indicados banhos semanais, quinzenais e até mensais, pois cães (independente da raça) podem variar a frequência, pois existem outros fatores como clima, umidade, tamanho do pelo e tipo de pelo.
  • Manter limpo o ambiente que seu pet vive. Controlar sempre a proliferação de pulgas e carrapatos do ambiente também.
  • Evitar o stress: passeios e enriquecimento ambiental pode ser a chave para melhorar a qualidade de vida nos animais.
  • Visitas regulares ao veterinário: principalmente os mais idosos, que podem ter problemas hormonais (ainda não detectado), mas que iniciam com problemas de pele.

Podemos agora identificar que existe um problema de pele, alguns sinais deixam claro que o pet precisa ir ao veterinário. Não demore para tomar providências e ajudar seu animalzinho!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 7º sinal clínico: Secreção nasal ou ocular

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Correlacionando mais sinais clínicos às doenças que nossos pets podem ter, a campanha Viu Algo Faça Algo! traz mais duas alterações que são a secreção nasal e/ou ocular, que podem ser observadas juntas ou não, dependendo da doenças acometida.

Sempre tenha em mente que essas alterações são importantes, pois, pode ser desde algo simples como alergias como a quadros mais graves como infecções e processos neoplásicos (câncer).

Presença de secreções (corrimento) nasal ou ocular translúcida e incolor sem a presença de outros sinais clínicos normalmente não leva a uma preocupação pelo tutor. No entanto, dependendo da imunidade do pet, essa secreção pode se tornar opaca, e apresentando outras colorações (amarelada, purulenta) e até com presença de sangue, além de poder estar associado com outras alterações como febre, tosse ou espirros. Nesse momento é crucial levar seu animal para uma avaliação veterinária.

 

Principais causas de secreção nasal

  • Processos alérgicos: podendo ocorrer durante períodos específicos do ano, como a primavera ou no outono, indica alergia ao pólen.
  • Agentes infecciosos (bactérias/fungos/vírus/parasitos)
  • Gripe Canina/ Tosse dos canis (Traqueobronquite infecciosa canina)
  • Inalação de gases nocivos/tóxicos
  • Tumores nasais: podem ser causas obstrutivas, e estar acompanhado com secreção ocular
  • Corpo estranho: plantas, gravetos, pedra, restos de ossos podem ficar alojados nas cavidades nasais. Não tente removê-lo por conta própria, pois pode causar ferimentos ao nariz.
  • Doenças dentárias: periodontites podem causar abscessos espalhar para as cavidades nasais.
  • Desordem na deglutição ou no trato digestivo devido a alguma doença (ex. vômitos crônicos). Essas secreções podem ser forçadas a ir para área pós-nasal.
  • Complexo respiratório felino – a “gripe do gato”. É uma doença infecciosa, que abrange doenças provocadas por mais de um agente causador (herpesvírus felino tipo 1 e calicivírus), e também porque os sinais clínicos causados por cada um destes agentes se confundem.
  • Neoplasia (câncer): mais provável em cães de médio a grande porte, com focinhos longos.

 

Principais causas de secreção ocular

  • Processos alérgicos
  • Alterações oftálmicas: Uveítes, glaucomas, conjuntivites (bactérias/fungos/ vírus/parasitos), úlcera de córnea (Saiba mais aqui)
  • Otites graves que levam alterações em nervos
  • Entrópio (pálpebra virada para dentro) ou ectrópio (pálpebra se mantém virada para fora) causa lesões oculares significativas
  • Obstrução no canal nasolacrimal, impedindo assim que a lágrima seja drenada (tumores, corpo estranho), ou má formação anatômica, causando uma falha na drenagem.

 

Sinais clínicos relacionados a secreção nasal e/ou ocular

Preste atenção nas mudanças de comportamento, sinais de dor levam os animais a apresentar mais apáticos, arredios ou até mais agressivos.

  • Redução do fluxo de ar nasal
  • Problemas dentários, úlceras orais/gengivite
  • Inchaço da face ou palato duro (tumor ou abscesso)
  • Focinho seco
  • Febre
  • Espirros
  • Tosse
  • Salivação
  • Perda de apetite
  • Secreção acastanhada nos olhos. É chamado de epífora, e bastante comum em animais de pelagem branca (poodle, boxer, persa).  Ocorre uma alteração do ducto nasolacrimal, extravasamento de lágrimas, deixando área bastante úmida, sofrendo oxidação e deixando aquela região acastanhada.
  • Olhos inflamados, Irritação nos olhos (vermelhidão)
  • Alteração na cor dos olhos
  • Coça os olhos com as patas com frequência

 

O diagnóstico é importante que seja feito por um Médico Veterinário.

Dependendo da causa pode ser de fácil diagnóstico, caso contrário só com um exame minucioso. Muito importante a realização de uma anamnese e o exame clínico, direcionando os exames específicos para ajudar a fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Podem ser solicitados os seguintes exames:

  • Exames laboratoriais
  • Exames de imagem: Radiografia, ultrassonografia, Rinoscopia/broncoscopia
  • Cultura microbiológica (bactérias e fungos)
  • Biópsia (para os casos de tumores)
  • Exames oftálmicos específicos (fundoscopia, teste de Schirmer, pressão ocular, colírios reagentes)

 

É importante ressaltar que os animais devem ser sempre tratados pelo veterinário.

O tratamento se baseia em combater os sinais clínicos e evitar as infecções secundárias, sendo necessário a utilização de antibióticos, mucolíticos, inalação, colírios. A partir do diagnóstico pode haver possibilidade de intervenções cirúrgicas (retirada de tumores, tratamento para entrópio/ectrópio, entre outros)

Muitas vezes o tutor querer medicar o animal em casa e não sabe que muitos remédios usados em humanos podem não ser os mais adequados, e acabam piorando o quadro dos animais.

 

Prevenção

  • Vacinas anuais que deve ser orientada e aplicada pelo médico veterinário
  • Visitas frequentes ao veterinário, realizações de check ups, principalmente animais acima dos 5 anos de idade (em média)
  • Banhos e tosas com frequência: algumas raças tem muito pelo ao redor dos olhos e podem causar lesões oftálmicas. Após o banho, secar bem.

 

Não existe nenhum método para deixar o seu pet livre de qualquer doença respiratória ou oftálmica.  Podemos minimizar os riscos de infecção mantendo o pet sempre bem cuidado e no sinal de qualquer mudança de comportamento e sinal clínico, procurar o Médico Veterinário.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 6º sinal clínico: Dificuldade de respirar

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A nossa campanha Viu Algo, Faça Algo aborda um outro tema super importante: A dificuldade respiratória. Precisamos saber identificar qual é a alteração especifica, como podemos diferenciar algumas causas para agirmos rapidamente. Devemos levar muito a sério as alterações de comportamento e sinais clínicos apresentados por nossos peludos pois o tempo pode ser crucial.

As causas da dificuldade respiratória são várias, mas só uma visita ao
veterinário pode identificar corretamente o problema.

  • Raças: Pug, Shih tzu, Buldogue francês, gatos persas são animais braquicefálicos (pets com o focinho achatado). São raças mais suscetíveis a doenças respiratórias, pois possuem anormalidades estruturais no seu trato respiratório, fazendo com que suas vias de entrada de oxigênio se tornem estreitas.
  • Estenose de traquéia (colapso de traquéia): mais comuns em cães do que em gatos. Os braquicefálicos podem ser acometidos, e também cães da raça Yorkshire terrier, Poodle, Chihuahua, Lhasas apso e Lulu da pomerânia (Spitz alemão). Podem fazer ruídos estranhos ao respirar, que vão se agravando, podendo ter períodos de paradas respiratórias durante o sono, engasgos, mudança na cor das mucosas (devido a falta de oxigenação), desmaios ou alterações na consciência.
  • Infecções bacterianas/fungicas/ virais: causando pneumonia, bronquite, tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa canina).
  • Intoxicação (organofosforados utilizados contra carrapatos/pulgas, opióides,
    etc).
  • Problemas cardíacos (Saiba mais)
  • Obesidade (Saiba mais)
  • Asma: mais comum em felinos
  • Aspiração de alimento ou conteúdo gástrico para o interior do pulmão
  • Inalação de fumaça e gases nocivos
  • Quase afogamento
  • Lesão pulmonar devido ao trauma
  • Anemia: número de hemácias reduzidas levam a diminuição da troca de oxigênio pelos pulmões.
  • Altas temperaturas, calor excessivo
  • Neoplasias pulmonares (metástases principalmente)
  • Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) refere-se a uma condição de falha respiratória súbita devido à acumulação de fluido e uma grave inflamação nos pulmões.

Sinais Clínicos relacionados a problemas respiratórios:

  • Esforços extremos para respiração.
  • Tossir.
  • Engasgos.
  • Descarga das narinas ou expectoração (secreções serosas, purulentas ou
    sanguinolentas).
  • Febre.
  • Cianose (coloração arroxeada na língua e mucosas).
  • Letargia e fraqueza.
  • Anorexia.
  • Ortopnéia (posição com pescoço esticado para respirar melhor).
  • Padrão respiratório restritivo (respiração “curta”).
  • Respiração de boca aberta.

O que fazer nesses casos?

Os sinais clínicos citados acima devem servir de alerta para os tutores.
Não dê nenhum medicamento sem a prescrição de um profissional. Você não sabe o real motivo desses problemas respiratórios, e em alguns casos, podem acabar agravando o quadro do seu pet.
De modo geral, aliviar a crise inicial é a melhor conduta a ser seguida é tentar deixar o pet o mais calmo possível, evitar que ele se agite e colocar em ambiente mais ventilado. Procurar um médico imediatamente.
Durante avaliação, o veterinário irá fazer uma avaliação clínica, e diagnóstico deve ser definido. Poderão ser solicitados painéis de exames, como exames de sangue, exames de imagem (radiografia de tórax, ecocardiograma e endoscopia, por exemplo).
Iniciando o tratamento emergencial, a causa principal deverá estabelecida e tratada especificamente de modo a evitar complicações ou morte. Colocar no oxigênio suplementar para minimizar o desconforto respiratório. Poderá ser feito tratamento com uso de antibióticos, analgésicos, fluidoterapia, e corticosteróides para reduzir a inflamação e inchaço pulmonar, se houver. Avaliações clinicas constantes deve ser feitas como temperatura, pulso, taxa de respiração, e da pressão sanguínea durante internação.

Algumas recomendações são úteis para evitar problemas respiratórios
futuros e a manutenção da qualidade de vida para os que já sofrem desse
mal.

  • Evitar uso de coleiras cervicais. Mais indicado utilizar peitorais.
  • Ventilação adequada, manter a temperatura do ambiente agradável, umidade
    do ar.
  • Evitar estresse e atividades físicas bruscas em animais predispostos (braquicefálicos), pois o animal pode ficar com dificuldade respiratória.
  • Elevar a altura dos bebedouros e comedouros para evitar engasgos.
  • Sempre controlar alimentação nos animais obesos.
  • Vacinas sempre atualizadas. Realizar exames veterinários periódicos.

Uma das melhores maneiras de identificar problemas de saúde do seu pet é prestar atenção no seu comportamento e nos sinais clínicos que ele apresenta.

Apenas um detalhe e você pode salvar a vida dele. Lembre-se disso!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 2º sinal clínico: Diarreia (fezes moles ou com sangue)

A diarreia é uma alteração clínica bastante comum e pode ocorrer desde uma simples ocorrência até uma doença grave, debilitando e desidratando o animal e até levar ao óbito.

Muitos donos de pets não acham importante consultar um profissional quando a diarreia ocorre, e isso pode ser explicado pelo fato de que a maioria dessas ocorrências podem ser consideradas relativamente comuns, e que ocorrem até mesmo pelo simples exagero de comidas em uma só refeição, troca de dieta, etc.

Como identificar a diarreia de doença grave?

A diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência e volume das fezes, assim como diminuição da consistência. As fezes moles e diarreicas contêm grande quantidade de água, e também podem apresentar muco, sangue, gordura ou alimento não digerido.

Na diarreia em felinos, poderá notar a incapacidade de evitar a defecação fora da caixa de areia e podem ter vômitos ocasionais.

Quando a diarreia é aguda, ocorre de forma isolada e não apresentam outros sinais clínicos, os animais são tratados sintomaticamente. Porém nos casos de diarreia grave ou crônica, apresentando outras alterações como vômito ou apatia, deverá ser solicitado pelo veterinário alguns exames para diagnóstico e tratar a causa.

Ao avaliar que a diarreia está cada vez mais frequente e possível presença de sangue, deve leva-lo imediatamente ao veterinário.

Muito importante entender que, a diarreia não é uma doença, mas sim uma condição que pode ser causada por várias doenças, como por exemplo:
– Ingestão de alimentos estragados
– Presença de corpo estranho
– Alergia alimentar
– Ingestão de alimentos altamente gordurosos
– Doenças gastrointestinais
– Intoxicações
– Doenças renais
– Mudança súbita da dieta (troca de ração)
– Doenças parasitárias (verminose)
– Doenças virais (cinomose, parvovirose, para felinos FIV/FELV)
– Doenças bacterianas
– Medicamentos
– Doenças pancreáticas (pancreatite, insuficiência pancreática)
– Doenças hormonais
– Neoplasias

Levando ao Médico Veterinário

Tanto o diagnóstico como o tratamento de qualquer possível doença se tornam muito mais fácil e rápido, evitando complicações maiores na saúde do pet. Você, ao observar as alterações nas fezes do seu pet (presença de sangue, muco, coloração), passe essa informação ao veterinário pois isso pode facilitar bastante a investigação do problema.

Os exames comumente solicitados para essa alteração clinica inclui exame laboratoriais como hemograma, exames bioquímicos (função renal, hepática, avaliação pancreática), testes parasitológicos (exame de fezes), testes sorológicos (para suspeita de doenças virais), raio x, ultrassonografia e até endoscopia.

Como tratar a diarreia?

Como já comentamos, a melhor solução para tratar a diarreia nos cães (e quaisquer outros sintomas de doenças caninas) é contar com a ajuda de um profissional veterinário, pois é só ele que terá condições de identificar e diagnosticar problema e indicar o tratamento mais adequado.

Geralmente, para os animais com diarreia leve, sem presença de desidratação, pode-se tentar alimentar com dieta branda com baixo de teor de gordura, por poucos dias. Não deixar o animal sem se alimentar de forma alguma! O jejum pode piorar a flora intestinal e agravar o quadro clinico, se ele já está debilitado, poderá ficar mais. No mercado pet atualmente existem rações específicas para alterações intestinais. Não se deve suspender a água. Se ele se recusar a comer, com o animal internado pode-se intervir colocando uma sonda nasogástrica ou sonda esofágica que são procedimentos simples.

Filhotes são muito mais sensíveis à diarreia, por isso, com eles não devemos perder o mínimo de tempo antes de levá-los ao veterinário.

No caso das diarreias persistentes e com presença de desidratação, é necessária a administração de soro (fluidoterapia) principalmente por via intravenosa, para reidratar e prevenir uma futura desidratação do animal.

Podem ser prescritos antibióticos para tratar de qualquer bactéria que esteja alterando a flora intestinal. Para os exames positivos para verminoses, o tratamento é com vermífugo específico. Nos gatos, podem existir algumas causas da diarreia podem não ser curáveis e requerer medicação permanente para ajudar na normalização das fezes.

Vamos prevenir para que isto ocorra? Viu Algo, Faça Algo!

A prevenção é importante para evitar as principais causas da diarreia. Podemos evitar que o animal tenha acesso ao lixo e evitar alterações repentinas nas rações caninas e felinas. Além disso, é muito importante manter a vacinação e vermifugação em dia, e realizar check up com certa frequência.

Fique sempre de olho no seu animal de estimação em casa e no caso de aparecerem novamente os sinais de diarreia, sangue ou muco nas fezes, contate o Médico Veterinário.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Outubro Rosa, Tempo de Informação e Prevenção!

Print O Câncer é uma doença cheia de paradoxos. Nos acompanha desde tempos antigos, porém se demonstra em nossa sociedade moderna como uma chaga avassaladora, uma palavra agourenta que está sempre ligada a dor, sofrimento e falta de perspectiva. Contudo, umas das armas mais poderosas que temos para desafiar tamanho inimigo se encontra facilmente disponível, e cada vez mais se faz presente em nossas vidas: a Informação.
Com os primeiros passos dados na década de 90, o movimento Outubro Rosa ganhou força e organização em meados de 1997, quando diversas entidades nos Estados Unidos se uniram sob uma mesma bandeira: conscientização, informação e diagnóstico precoce. As ações ganharam destaque mundial, sendo veiculadas no Brasil pela primeira vez em 2008, e permearam a Medicina Veterinária por volta de 2015, estendendo o mesmo desejo de levar informação e esperança a tutores que se veem frente a tal patologia.As neoplasias mamárias são extremamente comuns nas espécies canina e felina, sendo o tumor mais frequente em cadelas, representando 50 a 70% de incidência nesta espécie. Em gatas compreende o terceiro tipo mais comum, com uma ressalva: grande parte dos tumores mamários em felinos são malignos, com índices chegando a 80%.

Perante dados tão preocupantes, o conhecimento e entendimento da doença se faz essencial para um bom prognóstico e, antes de tratar, prevenir sempre será a melhor opção! Desta maneira, é importante salientar o papel da castração na prevenção do câncer em animais. Cadelas castradas antes do primeiro cio tem uma diminuição da incidência de 95% para neoplasias mamárias, quando comparadas com cadelas não castradas. Nas gatas, a diminuição da incidência de tumores mamários quando castradas antes do primeiro cio é de 91%. Outro dado importantíssimo: o efeito protetor da castração se esvai rapidamente para animais que não são castrados precocemente, sendo que animais castrados após os 2 anos de idade não demonstram diminuição da incidência para tumores mamários.

Tão importante quanto a prevenção, o diagnóstico precoce é capaz de aumentar as chances de cura para o paciente. Desta maneira, o exame do animal pelo seu tutor e as visitas periódicas ao veterinário se fazem essenciais, promovendo diagnóstico e posterior tratamento. Sempre examine as mamas do seu animal, de uma maneira gentil, ficando atento à presença de nódulos ou alterações de consistência. Se achar algo diferente, não hesite em levar ao veterinário! Por muitas vezes me deparei em minha prática com indicações e comentários do tipo “seria melhor não intervir, pois ela está bem”, ou “ela é idosa demais para qualquer procedimento”. Uma reflexão importante quanto a isso: deixar um câncer potencialmente maligno se desenvolver livremente, sem intervenção, JAMAIS será a melhor alternativa. Converse com seu veterinário de confiança, procure um Oncologista, fique atento! Pois estas atitudes fazem toda a diferença.

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

 

Obesidade-em-cães-e-gatosA obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo gordura em níveis maiores que os necessários para o bom funcionamento do organismo, prejudicando suas funções fisiológicas.

Atualmente, esse distúrbio é uma questão de saúde pública e uma preocupação mundial tanto para humanos quanto para os pets. Cães e gatos já são considerados parte da família, e com isso estão mais próximos dos hábitos alimentares e estilo de vida do seus tutores.

A prevalência de casos de obesidade nos animais tem aumentado significativamente, e já estima-se que a obesidade no Brasil varie na faixa de 6 a 12% da população de gatos e 25 a 45% da população de cães.

A maioria dos tutores não reconhece ou simplesmente ignora o excesso de peso do seu pet e por isso não se preocupa em levá-lo ao Veterinário. É muito importante ter em mente que, o controle da obesidade não é somente para tratar um problema estético e sim para prevenir várias doenças.

 

FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE

Alimentação: Hábitos alimentares incorretos relacionados à baixa qualidade da dieta oferecida pelos tutores (muitas vezes até com alimentos caseiros) e número de refeições influenciam no aumento de peso do animal.  Existe também a superalimentação, que é o fornecimento do alimento em excesso, oferta de petiscos calóricos e sobras de refeições.

Sedentarismo: A falta de exercício é um dos principais fatorem que levam o animal a ficar obeso.

Genética do animal: Animais que são predispostos à obesidade são: Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Shetland Sheepdog, Dachshund, Basset Hound, Schnauzer, Springer Spaniel, Chihuahua e Pug. Não há relatos de predisposição à obesidade entre as raças de gatos.

Castração: A obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados. Contudo, os benefícios desse procedimento ainda são mais importantes e ele é recomendado. É necessário apenas um maior cuidado com o sobrepeso.

Idade: A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo que o intervalo de idade de maior prevalência se situa entre 5 a 10 anos.

Distúrbios endócrinos: Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo são os principais distúrbios associados à obesidade.

Sexo: para os cães, a obesidade é mais comum nas fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária, já para os gatos, os machos têm maior predisposição.

 

AS DOENÇAS ASSOCIADAS

Não só pelo fator estético, a obesidade deve ser combatida porque leva a várias alterações sistêmicas oferecendo risco à saúde do animal:

– Doenças cardiovasculares

– Doenças osteoarticulares

– Doenças de pele

– Lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) que ocorre principalmente nos felinos

Além dessas doenças, o animal tem deficiências na imunidade, aumentam os riscos cirúrgicos e anestésicos e diminui a expectativa de vida.

 

DIAGNÓSTICO

Animais são considerados obesos quando o seu peso corporal ultrapassa 20% do ideal de sua raça.

O veterinário realiza uma série de exames físicos que incluem avaliar o escore corporal, realizar a pesagem, inspeção visual e palpação da gordura tecidual. O animal também deve passar por uma série de exames laboratoriais incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e hormonais, para verificar a saúde geral e descartar outras doenças associadas.

 

PREVENÇÃO

Devemos mudar alguns hábitos:

– Fornecer alimentos balanceados e nas quantidades adequadas a sua necessidade diária. Para isso é essencial consultar um médico veterinário, pois é ele quem vai indicar o alimento adequado e específico para seu pet;

– Estimular exercícios físicos regularmente;

– É importante sempre levar seu pet ao médico veterinário para consultas e check ups, ao menos uma vez por ano.

 

CONCLUSÃO

Entendendo um pouco mais sobre esse distúrbio nutricional, conclui-se que o excesso de peso é uma condição debilitante da saúde, e que o Médico Veterinário é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e estabelecer metas para reverter o quadro o mais rápido possível.

Pelo bem do seu pet, é importante instituir um plano de emagrecimento e incentivar a mudança de hábitos e comportamentos.

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hipertermia por insolação e intermação

water dogsSabe aqueles passeios com seu pet em dias quentes? Eles podem causar hipertermia por insolação e até mesmo levar ao óbito. Esses casos são mais comuns do que imaginamos, e acontece principalmente pelo desconhecimento do tutor.

Tanto a hipertermia por insolação quanto por intermação ocorrem devido a exposição excessiva ao calor.

A insolação é a exposição aos raios solares por tempo prolongado.

A intermação é a ação do calor em ambientes pouco arejados (dentro do carro, por exemplo), ou quando o animal realiza esforço físico intenso.

Ambas as complicações resultam em aumento da temperatura corporal e pelo mau resfriamento do corpo. A temperatura normal de um cão varia de 37 a 39ºC. Temperaturas acima de 41ºC podem ser fatais, pois o animal pode entrar em choque e ter falência múltipla de órgãos. A temperatura elevada, combinada com fatores como falta de ingestão de líquidos (hidratação) e má circulação do ar podem levar o seu pet a ter várias complicações e até levar ao óbito.

Os principais fatores que desencadeiam a hipertermia são:

– Umidade: Quanto maior a umidade relativa do ar, mais difícil será a evaporação, conseqüentemente, o corpo acumula maior quantidade de calor.

– Ventilação: Sem circulação constante do ar o resfriamento torna-se difícil, provocando aumento da temperatura corporal.  Além disso, algumas raças têm maior predisposição a hipertermia, tais como o buldogue,  pug, shih tzu, entre outros. Essas raças são braquicefálicas (cabeça e focinho curtos) e possuem vias respiratórias mais curtas, então o ar não tem muito tempo para resfriar até chegar aos pulmões.

– Condições físicas: O esforço físico em excesso aumenta a produção de calor pelo organismo, enquanto a fadiga muscular acumula substâncias tóxicas nos tecidos. A associação de ambas predispõe o organismo a problemas de circulação sanguínea;

– Pelagem: animais com pelagem escura favorecem o acúmulo de calor, com conseqüente elevação da temperatura corporal.

 

Fique atento aos sinais de hipertermia:

– Salivação excessiva e espessa;

– Respiração extremamente ofegante;

– Fraqueza e andar cambaleante

– Nos casos mais graves, podem apresentar respiração fraca, quadros de diarréia, vômito, vermelhidão nas patas, boca, orelhas e na língua, até convulsões e inconsciência.

 

O que fazer?

Caso seu pet apresente algum destes sintomas, leve prontamente ao veterinário. Enquanto isso tente resfriá-lo com uma toalha molhada (fria) ou deixe-o em ambiente fresco com ventilador ou ar-condicionado. Ofereça água fresca. Evite colocar o animal em contato direto com água corrente, pois leva a vaso constrição periférica (contração dos vasos sanguíneos) e isso dificulta ainda mais a dispersão do calor podendo causar problemas mais graves em outros órgãos.

Seguem abaixo os principais cuidados com nossos animais nos dias quentes:

– Se nós muitas vezes ficamos incomodados com o calor, imagina seu pet, coberto de pelos. Os animais também precisam se adaptar ao calor.

– Evite passeios e exercícios intensos com seu pet entre 10h e 17h. Nestes horários, o sol está muito quente. Brincadeiras e esportes devem ser monitorados, pois o animal pode ficar ofegante e superaquecer.

– Antes de passear na rua com seu pet, sempre verifique a temperatura do chão. Teste primeiro com sua mão, ou pés por alguns segundos. Assim como nós, os pets também podem criar bolhas e até queimaduras sérias nas patinhas.

– Nunca deixe seu animal preso dentro do carro em dias de sol, mesmo que a janela esteja aberta. O calor excessivo pode causar uma situação de estresse e aumentar a temperatura corporal.

– Tosas e banhos podem ajudar.

– Os animais devem ter acesso a ambientes com sombra e água fresca disponível.

A prevenção é sempre o melhor caminho!  Pequenos cuidados e melhorias na rotina garantem a saúde do seu pet.

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

 

 

 

Kellem Grings
Estagiária de
Medicina veterinária

 

Intoxicação em Cães e Gatos – Saiba o que fazer em casos de intoxicação, o socorro imediato pode salvar a vida de seu cão

A utilização crescente e abusiva de substâncias químicas não acompanhada de precauções e cuidados necessários, vem causando sérios problemas de saúde tanto às pessoas quanto aos animais. As intoxicações podem ser causadas pela ingestão, aspiração ou introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas.

Com relação ao registro dos acidentes pelas clínicas veterinárias, podemos dizer que há uma certa frequência de casos e diante da seriedade desses acidentes, cabe a nós médicos veterinários conscientizar as pessoas dos riscos, visando a prevenção.

Vamos falar aqui das intoxicações causadas por substâncias utilizadas de forma errada para eliminação dos ectoparasitas, ou seja, para tratar sarnas e eliminar pulgas e carrapatos do animal.

Existem muitos inseticidas e acaricidas que são seguros no mercado, desde que se preste atenção ao modo correto de utilizar. As intoxicações ocorrem com muita frequência, justamente pelo fato do desconhecimento pelo tutor na forma de uso do produto.

Quando há a intoxicação por esses produtos, ocorrem alterações nervosas (agitação, torpor, convulsões), digestivas (salivação, vômitos, diarreia), oculares (lacrimejamento, pupilas dilatadas) e respiratórias (dificuldade respiratória, mucosas cianóticas).

Produtos que são somente para dedetização do ambiente (Butox®, por exemplo), são usados de forma errada, como na forma de banhos no animal. Além disso esse produto vem com uma concentração alta e deve ser diluído para ser colocado no ambiente. Leia a bula do Butox® e veja as orientações do produto (se usa na forma de banhos em bovinos somente), não é indicado para tratamento de ectoparasitas em cães ou gatos.

Outro tóxico que as pessoas comumente utilizam de forma errada é a Creolina®, indicada na limpeza de ambientes, e quando aplicado diretamente no animal pode ser extremamente tóxico causar irritação e queimaduras na pele, olhos, boca e garganta; vômitos e dores abdominais; danos ao coração, fígado e rins; anemia; paralisia facial, coma e até levar a morte.

Os produtos a base de piretrina e permetrina geralmente de uso tópico (talcos, shampoos, sabonetes e coleiras) são seguros se corretamente utilizados, existe uma quantidade ideal para cada tamanho e peso do animal, e também não devem ser utilizados concomitantemente na hora do banho por aumentar muito o risco de intoxicação.

Os produtos acaricidas, para tratar sarna (Amitraz, por exemplo) devem ser diluídos corretamente e utilizados somente em cães. Se no rótulo ou bula do produto não for especificado o uso em gatos, NÃO utilize.

Existem os pesticidas a base de organosfosforados e carbamatos que são extremamente tóxicos para humanos e animais domésticos. Cuidado com os venenos para insetos (Baygon®, Raid® ), o spray se deposita no chão e seu animal pode pisar e/ou lamber o produto.

 

Meu pet foi intoxicado, o que fazer?

Encaminhe imediatamente para o veterinário. Lembre-se que quanto antes o animal for atendido, maior a chance de salvar seu pet.

Você pode ligar para o CCI (Centro de Controle de Intoxicação) o telefone vem no rótulo do produto, quanto mais informações você der, maior a chance de que seu pet seja tratado a tempo e com qualidade.

O tratamento das intoxicações deve ser sempre realizado por um Médico Veterinário. NUNCA medique seu pet por conta própria, nem subestime o poder de toxicidade de certos produtos. Muitas vezes o tutor “acha” que vai melhorar sozinho ou resolve tratar com “receitas caseiras”, como dar um leite ou clara de ovo, e isso pode piorar o quadro clínico diminuindo as chances de salvar seu animal.

Leve junto o frasco ou qualquer informação sobre o veneno, pois, se há conhecimento do tóxico que o animal teve contato, muitas vezes pode ser administrado antídoto.

Muito importante saber informar o veterinário sobre o tempo de exposição e quantidade ingerida, pois quanto maior for o tempo em que seu animal ficou exposto aos produtos químicos, e maior a concentração do agente químico, maiores serão as possibilidades deste produto causar danos à saúde.

 

Vamos prevenir para que isso não aconteça?

– Utilizar produtos prescritos pelo Veterinário.

– Sempre leia a bula antes de utilizar o produto

– Não usar inseticidas sem orientação prévia.

– Na dúvida de utilizar qualquer substância no animal ou no ambiente, entre em contato com o Veterinário do seu pet, é a melhor pessoa para te instruir.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

Documentação para viagens de avião, nacional e internacional. O que é preciso?

É comum programar férias em família e não pode faltar ninguém na viagem, inclusive os animaizinhos de estimação. #porquesim MEU PET FAZ PARTE DA FAMÍLIA!

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Mas você sabe quais documentos são necessários para viajar de avião com eles?

Antes de qualquer coisa busque informações sobre o local de destino e quais requisitos devem ser cumpridos para ingressar com os bichinhos, no caso de viagem para outro país entre em contato com a embaixada/consulado; organize-se com antecedência, tendo em vista que alguns documentos levam tempo para ficarem prontos; certifique-se que o estado de saúde e as vacinas do seu pet estão em dia; e, atente para exigências específicas de cada empresa aérea. Lembre-se que algumas raças não são aceitas pelas companhias aéreas por serem braquicefálicos (focinho curto), independente de cumprirem com os outros pré-requisitos.

De um modo geral, normalmente, é exigido que o bichinho seja acondicionado em caixa de transporte apropriada, portando atestado de saúde, carteira de vacinação, Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou Passaporte (confira lista de documentos detalhada abaixo). Isso mesmo: PAS-SA-POR-TE (para mais informações acesse o site http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/folder%20caes%20e%20gatos-web-final.pdf).

 

Dicas importantes:

Previamente à viagem dê banho e apare as unhas do seu pet, retire roupinha, coleira ou quaisquer coisas que possam vir a machucar ou deixar desconfortável seu amigo.

Ofereça alimentos leves e estimule-o a urinar/defecar antes de acomodá-lo na caixinha que deve estar forrada com material absorvente e não conter objetos soltos no interior.

Mas, o mais importante, converse com o médico veterinário de sua confiança sobre a necessidade em sedar ou não seu pet, conforme exigência da companhia aérea.

 

Documentação exigida para viagens nacionais:

  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque.

 

Documentação exigida para viagens internacionais:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): É o documento emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, com o intuito de garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade deste documento é de acordo com as regras de cada país;
  • Atestado de saúde: Emitido pelo médico veterinário, tem validade de 10 dias a contar da data de emissão;
  • Carteira de vacinação: Certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 03 meses de idade. Essa vacina precisa ser aplicada de 30 dias a 01 ano antes do embarque;
  • Microchip/tatuagem: O microchip é implantado no corpo do animal, contendo um código alfa numérico de identificação. Ao invés do microchip, uma tatuagem é aceita com as mesmas informações, normalmente localizada atrás da orelha do animal.

Laudo de Sorologia: É o envio de amostra de sangue para um dos dois laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil. ATENÇÃO: É necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e o embarque.


Cláudia Medeiros
Auxiliar de Veterinária

Parece milagre, mas é acupuntura veterinária

O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.
O centro de radiografia próprio da Pet Center Canoas possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamento mais eficaz.

A acupuntura é uma técnica milenar consagrada na China e difundida em todo o mundo. Ela é um dos tratamentos mais antigos utilizados para tratar humanos e animais, sendo uma especialidade reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sim, animais. Pouca gente sabe, mas ao mesmo tempo em que se desenvolvia para o tratamento de humanos a acupuntura evoluía no tratamento de cavalos e outros animais. Ela é amplamente utilizada hoje em cães e gatos como tratamento complementar. Além de ser indolor ela dificilmente tem contraindicações.

O tratamento consiste em reestabelecer o equilíbrio energético do animal com a colocação de finíssimas agulhas e/ou com a utilização de moxa (Artemisia Vulgaris) em pontos estratégicos do animal e com a utilização de ervas por via oral. Além de reestabelecer o equilíbrio energético também são liberadas substâncias que ajudam o sistema imunológico e endócrino a manter a qualidade de vida do animal.

Muitas são as doenças que podem ser tratadas pela acupuntura. Podemos tratar problemas de pele, paralisias, distúrbios comportamentais, cistite, dentre outras. Mas sem dúvidas a doença mais conhecida, e que apresenta os resultados mais surpreendentes no tratamento, é a cinomose. Animais que ficaram meses sem andar por sequelas da doença voltam a correr e ter uma vida normal com algumas sessões.

O tratamento é individualizado, ou seja, cada animal é tratado de maneira única e exclusiva, com agulhas descartáveis, e não há necessidade de ser sedado em nenhum momento. Como a acupuntura estimula o próprio organismo a se curar, os resultados e o número de sessões necessárias podem variar de acordo com o estado de saúde do paciente.

Mais rápido ou mais lento, o importante é que todos os pacientes alcançam ganhos na melhoria da qualidade de vida com o alívio de dores e do desconforto causado por diferentes doenças. E como a Pet Center Canoas possui espaço próprio de radiografia, o diagnóstico e tratamento são muito mais objetivos, efetivos e rápidos.

Converse com seu veterinário sobre isso, e se precisar, estou à disposição.

 


Rosane Lopes Colares
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082