Viu algo, Faça algo! – 3º sinal clínico: Perda de apetite.

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Mais um tema importante: anorexia ou falta de apetite. Um sinal clínico que é muito conhecido do tutor e um dos principais motivos a buscar ajuda clínica. Mas ainda infelizmente é muito negligenciada, muitos tutores tratam com indiferença, podendo deixar o animal em estado grave até buscar atendimento veterinário, muitas vezes pode ser tarde demais devido a intensa desnutrição e imunidade comprometida.

O comportamento normal de um cão é estar sempre pedindo por comida, não significa eles estejam com fome. O felino já tem um comportamento diferente, mas sempre que o pote estiver cheio, ele estará lá comendo aos poucos. É instintivo querer comer um pouco a mais, pois seus ancestrais eram caçadores e não sabiam quando seria a próxima refeição.

Os tutores também precisam estar cientes que, se o animal não comer a ração e oferecer a ele um petisco saboroso, o cão aprenderá que essa atitude é normal, e sempre rejeitará a ração para ganhar petisco. Nós mimamos e tratamos os nossos animais de estimação como um membro da nossa família, e muitas vezes é importante prestar atenção em qualquer disparidade no comportamento deles.

 

Principais causas de perda de apetite.

– Doenças: a perda de apetite pode estar presente em qualquer doença de cães e gatos.

– Estresse: pode estar relacionada a algum episódio recente, mudanças de ambiente, chegada de bebê ou novo cachorro, perda de um membro da família, ansiedade de separação, etc.

– Dieta inadequada: alteração brusca da dieta alimentar. Mimar com muitos petiscos pode ficar com paladar exigente. Os felinos são mais sensíveis a troca brusca de alimentação, e faz com que eles parem de comer totalmente.

– Medicamentos: Alguns medicamentos como anti-inflamatórios ou antialérgicos podem levar a perda de apetite.

 

Como ter certeza que a falta de apetite é um sinal de alerta?

Ao perceber um comportamento de não querer se alimentar e observar se começou de uma hora para outra ou se já está a alguns dias sem comer direito, pode ser um alerta. A relutância em ingerir líquidos também pode levar a um quadro de desidratação rapidamente.

Não confundir anorexia (que é a perda de apetite) com inapetência. A anorexia, é quando o animal não ingere nenhum tipo de alimento. A inapetência (ou hiporexia), é quando o animal diminui o consumo de alimento, ou seja, não consome a mesma quantidade de antes. Este último sinal clínico pode estar relacionado quando o animal consome a mesma ração durante muito tempo.

Como tutor, se atente para outros sinais clínicos. Quando apresentam febre, vômito ou diarreia por exemplo, geralmente param a ingestão de água. Este é um momento de alerta e devemos levá-lo ao Veterinário o mais rápido possível.

Evitar que o animal fique em jejum prolongado.

Com o animal mais de 24 horas sem comer totalmente, outros sinais clínicos podem começar a aparecer podendo gerar sérios problemas para saúde.

Quando os felinos ficam mais de 48h sem se alimentar podem desenvolver lipidose hepática, que é o acumulo de gordura no fígado devido a mobilização da gordura de reserva, agravando o quadro clínico.

Ao se alimentar com menos quantidade em comparação ao que comia normalmente (inapetência), em poucos dias ele começará a perder peso e desnutrir rapidamente.

Caso seu pet não esteja aceitando a ração pura, deve-se tentar oferecer alimentos mais apetitosos, mas sem exageros pois está sendo uma atitude paliativa. O importante é não esperar o seu pet parar de comer totalmente para tomar providências.

Viu algo, faça algo! Consultar um Veterinário, portanto, é uma providência importante.

Chegando ao Veterinário, o principal objetivo é descobrir a sua causa primária. O diagnóstico é necessário para dar início a um tratamento eficaz. Exames clínicos e avaliação do animal é indispensável. Além disso, muitas vezes é necessário realizar exames para um diagnóstico definitivo. Esses exames são direcionados de acordo com outras alterações clínicas que o animal apresentar, podendo incluir exames laboratoriais, raio-x, ultrassonografia ou endoscopia, por exemplo.

Devemos estimular o animal a se alimentar corretamente.

Devemos sempre lembrar que a alimentação adequada é uma das condições para uma vida saudável.
– Rotina de alimentação: ideal de 2x ao dia com a quantidade de ração adequada
– Usar brinquedos que liberam comida em vez de oferecer toda a refeição
– Petiscos: oferecer de forma correta, desde que não cause o desequilíbrio da quantidade de ração.
– Certifique-se de que ele beba bastante água
– Você pode alterar para uma ração úmida, que sempre é mais saborosa. Consulte o veterinário sobre a melhor forma de suprir as necessidades nutricionais do animal.
– Se a razão para a perda de apetite cão é física ou psicológica, é importante monitorar a dieta do cão, a fim de combater eficazmente o problema, antes que ele possa ter graves consequências.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 2º sinal clínico: Diarreia (fezes moles ou com sangue)

A diarreia é uma alteração clínica bastante comum e pode ocorrer desde uma simples ocorrência até uma doença grave, debilitando e desidratando o animal e até levar ao óbito.

Muitos donos de pets não acham importante consultar um profissional quando a diarreia ocorre, e isso pode ser explicado pelo fato de que a maioria dessas ocorrências podem ser consideradas relativamente comuns, e que ocorrem até mesmo pelo simples exagero de comidas em uma só refeição, troca de dieta, etc.

Como identificar a diarreia de doença grave?

A diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência e volume das fezes, assim como diminuição da consistência. As fezes moles e diarreicas contêm grande quantidade de água, e também podem apresentar muco, sangue, gordura ou alimento não digerido.

Na diarreia em felinos, poderá notar a incapacidade de evitar a defecação fora da caixa de areia e podem ter vômitos ocasionais.

Quando a diarreia é aguda, ocorre de forma isolada e não apresentam outros sinais clínicos, os animais são tratados sintomaticamente. Porém nos casos de diarreia grave ou crônica, apresentando outras alterações como vômito ou apatia, deverá ser solicitado pelo veterinário alguns exames para diagnóstico e tratar a causa.

Ao avaliar que a diarreia está cada vez mais frequente e possível presença de sangue, deve leva-lo imediatamente ao veterinário.

Muito importante entender que, a diarreia não é uma doença, mas sim uma condição que pode ser causada por várias doenças, como por exemplo:
– Ingestão de alimentos estragados
– Presença de corpo estranho
– Alergia alimentar
– Ingestão de alimentos altamente gordurosos
– Doenças gastrointestinais
– Intoxicações
– Doenças renais
– Mudança súbita da dieta (troca de ração)
– Doenças parasitárias (verminose)
– Doenças virais (cinomose, parvovirose, para felinos FIV/FELV)
– Doenças bacterianas
– Medicamentos
– Doenças pancreáticas (pancreatite, insuficiência pancreática)
– Doenças hormonais
– Neoplasias

Levando ao Médico Veterinário

Tanto o diagnóstico como o tratamento de qualquer possível doença se tornam muito mais fácil e rápido, evitando complicações maiores na saúde do pet. Você, ao observar as alterações nas fezes do seu pet (presença de sangue, muco, coloração), passe essa informação ao veterinário pois isso pode facilitar bastante a investigação do problema.

Os exames comumente solicitados para essa alteração clinica inclui exame laboratoriais como hemograma, exames bioquímicos (função renal, hepática, avaliação pancreática), testes parasitológicos (exame de fezes), testes sorológicos (para suspeita de doenças virais), raio x, ultrassonografia e até endoscopia.

Como tratar a diarreia?

Como já comentamos, a melhor solução para tratar a diarreia nos cães (e quaisquer outros sintomas de doenças caninas) é contar com a ajuda de um profissional veterinário, pois é só ele que terá condições de identificar e diagnosticar problema e indicar o tratamento mais adequado.

Geralmente, para os animais com diarreia leve, sem presença de desidratação, pode-se tentar alimentar com dieta branda com baixo de teor de gordura, por poucos dias. Não deixar o animal sem se alimentar de forma alguma! O jejum pode piorar a flora intestinal e agravar o quadro clinico, se ele já está debilitado, poderá ficar mais. No mercado pet atualmente existem rações específicas para alterações intestinais. Não se deve suspender a água. Se ele se recusar a comer, com o animal internado pode-se intervir colocando uma sonda nasogástrica ou sonda esofágica que são procedimentos simples.

Filhotes são muito mais sensíveis à diarreia, por isso, com eles não devemos perder o mínimo de tempo antes de levá-los ao veterinário.

No caso das diarreias persistentes e com presença de desidratação, é necessária a administração de soro (fluidoterapia) principalmente por via intravenosa, para reidratar e prevenir uma futura desidratação do animal.

Podem ser prescritos antibióticos para tratar de qualquer bactéria que esteja alterando a flora intestinal. Para os exames positivos para verminoses, o tratamento é com vermífugo específico. Nos gatos, podem existir algumas causas da diarreia podem não ser curáveis e requerer medicação permanente para ajudar na normalização das fezes.

Vamos prevenir para que isto ocorra? Viu Algo, Faça Algo!

A prevenção é importante para evitar as principais causas da diarreia. Podemos evitar que o animal tenha acesso ao lixo e evitar alterações repentinas nas rações caninas e felinas. Além disso, é muito importante manter a vacinação e vermifugação em dia, e realizar check up com certa frequência.

Fique sempre de olho no seu animal de estimação em casa e no caso de aparecerem novamente os sinais de diarreia, sangue ou muco nas fezes, contate o Médico Veterinário.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 1º sinal clínico: Vômito

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Embora seja uma ocorrência relativamente comum, o vômito em cães e gatos pode, sim, ser uma emergência!

Esta é uma das alterações clínicas mais observadas pelos tutores em cães e gatos, sendo um dos principais motivos para procurar o Médico Veterinário.

Este sinal clínico é encontrado em diversas doenças e nunca devemos ver como uma alteração isolada, pois é inespecífica e pode indicar diversos estímulos ou doenças.

Devemos sempre investigar o que está causando o vômito, pois dependendo da sua frequência pode levar a desidratação e pode indicar sérios riscos a vida do animal.

 

O vômito propriamente dito consiste na expulsão do conteúdo gástrico pela boca, muito importante diferenciar de regurgitação e tosse.

– Vômito: o conteúdo aparece 90% digerido, ou seja, o conteúdo se apresenta sem forma definida.

– Regurgitação: é quando se observa a forma do alimento (arroz, pedaços da ração, carne, entre outros).

– Tosse: casos de traqueíte ou traqueobronquite, a tosse pode ser confundida com vômito, uma vez que há um esforço acompanhado pela expulsão de muco proveniente da traqueia, (comportamento de estar “engasgado”)

 

O que devemos pensar quando o cão ou gato vomita?

Em muitas situações o animal pode ingerir plantas/gramíneas, e esse comportamento ainda não tem explicação científica, porém acredita-se que os animais consomem essas plantas como “ervas medicinais” para provocar o vômito quando estão enjoados. Não devemos esquecer de manter em dia vacinas e vermífugos.

Os gatos de pelo longo principalmente, podem vomitar bolas de pelo, devido ao seu comportamento de se lamber para se limpar com frequência.

É importante saber há quanto tempo o problema está acontecendo, qual a frequência, se o animal está tomando algum tipo de medicamento, qual o conteúdo e cor do vômito e, ainda, relembrar possíveis mudanças ambientais ou alimentares no período.

 

Para se ter uma ideia do quanto esse sinal clínico é inespecífico, segue abaixo uma lista de algumas doenças que causam vômitos:

– Intolerância de algum alimento ingerido (alergia a algum componente da ração ou alimento caseiro)

– Troca brusca de ração

– Ingestão de algum alimento estragado (intoxicação alimentar)

– Problemas gástricos (ulceração gástrica, síndrome de dilatação / vólvulo gástrico…)

– Intoxicação (medicamentos, plantas, substâncias tóxicas, pesticidas…)

– Doenças virais (cinomose, parvovirose, panleucopenia felina…)

– Doenças bacterianas (leptospirose, enterite bacteriana…)

– Doenças parasitárias (verminoses…)

– Doenças hepáticas

– Ingestão de corpo estranho

– Doença renal

– Piometra (infecção no útero)

– Pancreatite

– Neoplasias

– Doenças do Sistema Nervoso (convulsões, epilepsia)

 

Em qual momento devo procurar ajuda?

VIU ALGO, FAÇA ALGO! Se você notar que é frequente ou que vem associado a outros sinais (febre, apatia, diarreia, aumento de volume abdominal, falta de apetite), é preciso levá-lo ao médico veterinário o quanto antes, pois o vômito intenso desidrata rapidamente e pode até matar.

Evite automedicar seu animal, pois medicações usadas na rotina humana, como as que inibem o vômito, por exemplo, são contraindicadas.

Dependendo da gravidade dessa condição, será necessário um tratamento imediato para corrigir a desidratação, e além disso será importante pesquisar a possível causa. Um bom relato sobre a rotina do seu pet pode ser importante. Exames como hemograma, exames bioquímicos, exames da urina e fezes, radiografia, ultrassonografia e endoscopia também podem ser requisitados para esclarecer o quadro. Existem casos mais complexos que necessitam de procedimento cirúrgico conhecido como laparotomia exploratória (que consiste em um abrir o abdômen do paciente para melhor avaliação).

Com o diagnóstico definido, é muito mais fácil intervir e realizar um tratamento específico. Quanto antes o tratamento for iniciado, maiores as chances de sobrevivência.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

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Plantão 24 horas. Estamos aqui sempre que você precisar.

 

Além da clínica veterinária, da pet shop e do centro de estética animal a Pet Center Canoas oferece a você o atendimento 24 horas para emergências e urgências. Mas você sabe quando e como usar o plantão 24 horas? Neste artigo iremos te mostrar como aproveitar ao máximo esse serviço tão importante.

O que é o plantão?

A Pet Center Canoas oferece atendimento clínico, exames laboratoriais e de imagem, além de diversas especialidades como oncologia, acupuntura, oftalmologia e cardiologia, entre outros, em horário comercial – Segunda à Sexta das 8 às 18h e Sábados das 8 às 17h. Fora desses horários e aos domingos e feriados o atendimento é considerado plantão.

Durante o plantão contamos com uma equipe de 1 a 2 veterinários auxiliados por 1 a 3 estagiários (depende do dia e demanda). Os estagiários são todos futuros veterinários; os veterinários são, na sua maioria, pós graduados ou pós graduandos.

Além dessa equipe interna, também há um grupo de profissionais de sobreaviso. São 4 cirurgiões, 5 anestesistas e vários especialistas na realização de exames. Mesmo em situações extremas é necessário cuidado para que o diagnóstico seja o mais preciso possível.

A manutenção de toda esta estrutura tem um custo elevado, portanto, no plantão é cobrado um valor diferenciado.

Quando usar o plantão?

Acidentes podem acontecer a qualquer hora. É bom saber que se tem a quem recorrer num momento de aflição. A equipe de plantão estará disponível para atender situações de risco de vida.

Você deve levar seu pet no plantão quando houver:

  • Vômitos
  • Diarreia
  • Trauma
  • Atropelamento
  • Fraturas
  • Prostração intensa
  • Anorexia (animal não come) há mais de 24h
  • Dores fortes (tratadas ou não)
  • Intoxicação
  • Convulsões
  • Picadas de animais peçonhentos

 

Atenção! É muito importante que você leve seu pet ao atendimento de urgência quando houver:

  • Sangramentos profusos
  • Dores intensas
  • Animal irresponsivo

Como usar o plantão?

Os profissionais de plantão são pessoas preparadas para lidar com situações extremas. Já nós, tutores, nem sempre sabemos como lidar com emergências. Aqui vão algumas orientações que podem ser decisivas para o sucesso do atendimento.

O que fazer numa emergência:

  • Mantenha a calma. O pânico é péssimo conselheiro em situações de risco.
  • Nunca medique por conta própria o animal.
  • Cuide da sua segurança. Animais feridos podem ficar arredios.
  • Transporte adequadamente o pet. Cuidado para não agravar ou causar novos ferimentos. Utilize a caixa de transporte ou cinto especial para a segurança dele.
  • Ligue para a clínica (51 3427 3832) avisando que está levando um paciente. O plantonista pode lhe orientar nos primeiros socorros e preparar a equipe para recebê-lo.

Agora você sabe que estamos aqui quando precisar, e sabe também qual o melhor momento para nos procurar. Pode contar com a Pet Center Canoas. Faz parte da família.

Lucas Turk de Almeida
Diretor Executivo

Petiscos saudáveis para Cães –  Dicas e sugestões

Imagem relacionadaDar petiscos ao seu pet é uma forma de recompensá-lo por boas ações e bom comportamento. Estes pequenos “brindes” são formas de agradá-lo e contribuem para deixá-lo mais feliz, além de desenvolver um comportamento mais sociável.

Há muitos anos o homem domesticou os cães e os tornou tão próximos que até sua alimentação ficou parecida. Com a modernidade as fábricas de alimentos tornaram nossas vidas mais práticas e isto também se reflete na vida de nossos melhores amigos, cuja alimentação passou a ser balanceada de acordo com a raça do cão, tipo de atividade que executa diariamente, seu porte físico, dentre outras especificidades.

No entanto, não devemos esquecer que os ancestrais caninos eram caçadores e que podemos complementar sua alimentação com “petiscos” que se assemelhem a sua caça.

 

Os melhores exemplos são:

  • Moela de frango cozida ou assada.
  • Fígado bovino ou de frango cozidos.
  • Ossos longos de bovinos ou de cordeiro.

Todos estes alimentos no intuito de tornar seu dia mais divertido resgatando sua essência de cão caçador, diminuindo o estresse e a solidão do cão enquanto seu dono está ausente trabalhando ou criando um maior vínculo entre o cão e seu dono quando estão juntos.

 

Outras sugestões de “petiscos”

  • Cenoura
  • Beterraba
  • Abobrinha cruas
  • Maçã
  • Pera
  • Melão
  • Melancia
  • Mamão

Lembrando que não devemos oferecer o caroço das frutas por se tratar da parte mais energética delas e poder propiciar uma possível intoxicação para nossos amigos de 4 patas.

Cabe sempre lembrar que ao oferecer petiscos aos nossos melhores amigos devemos diminuir a quantidade de ração diária recomendada para ele, pois estamos oferecendo mais alimento. Mesmo que seja um inocente “petisco”.

Sempre procure um veterinário para tirar suas dúvidas como alimentar seu pet de forma correta e mais saudável, pois deve ser verificado sempre a quantidade de alimento conforme o peso e características específicas (locais onde vivem, tipos de atividades, se está em tratamento para alguma doença, etc…)

Quer saber mais? Entre em contato conosco!


Rosane Lopes Colares 
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Atenção! Alto índice de chuvas aumenta o risco de contaminação por leptospirose em pets.

image.pngA leptospirose é umas das importantes zoonoses (doenças transmitidas pelos animais ao homem), causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans e infecta a maioria dos mamíferos selvagens e domésticos, além dos humanos.

A transmissão ocorre principalmente pela urina de ratos contaminados com a bactéria da leptospirose. A urina dos ratos se mistura à água, ao solo e até mesmo aos alimentos, e esse microrganismo pode penetrar pela pele e também pode ser ingerido junto com água e alimentos contaminados.

Essa enfermidade tem o índice de casos aumentados no período de maior incidência chuvosa, enchentes e alagamentos devido a forma de disseminação da bactéria que, sobrevive nesses ambientes mais úmidos, ela acaba sendo conduzida pela chuva e expondo os demais animais que tem contato com esta água.

Fique atento aos sinais clínicos no seu Pet:

Febre

Depressão, apatia, dor muscular (fica mais tempo deitado)

Perda do apetite

Vômitos

Desidratação

Icterícia (amarelamento das mucosas como olhos, gengivas e também da pele)

Urina escura (amarelo escuro a marrom)

Ao observar esses sinais em seu pet, mesmo que eles não tenham tido contato com água de alagamento ou enchentes, é preciso procurar imediatamente um médico veterinário e isolar outros animais da casa.

É muito importante realizar exames complementares para auxiliar no diagnóstico da doença. A bactéria causa lesões graves em rins e fígado do animal. Exames como hemograma e análises bioquímicas para avaliar função hepática e renal são importantes. Além disso, pode-se realizar exames como ecografia abdominal para avaliar esses órgãos.

Para o diagnóstico definitivo, deve-se realizar exame sorológico ou direto específico para leptospirose.

Tratamento

O ideal é que o seu animal seja internado em clínica onde tenha estrutura de isolamento para doenças infectocontagiosas, por se tratar de uma doença altamente transmissível.

O principal tratamento é o uso de antibiótico específico contra Leptospira, e para existir uma maior chance de cura, esse tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, juntamente com o tratamento de outras alterações observadas, realizando correção da desidratação e vômitos por exemplo.

Prevenção

– Alimentação do pet: alimentar em horários determinados, não deixando a ração à vontade, pois os restos de alimento atraem os ratos. Além disso, os roedores podem contaminar esse ambiente onde o animal se alimenta ao urinar nas proximidades. Por isso, é importante deixar o comedouro dos cães em locais altos, assim como armazenar os sacos de ração em recipientes bem fechados.

– Vacinação anual ou semestral dos cães com a vacina polivalente importada, aplicada exclusivamente pelo Médico Veterinário. Também é conhecida como V8 ou V10. Além de se proteger contra leptospirose, essa vacina também protege contra outras doenças infecciosas.

– Lavar o ambiente dos cães com cloro (água sanitária). A água sanitária consegue matar a bactéria da leptospirose e pode ser usada em locais onde os ratos frequentam e urinam.

– Evitar acúmulo de lixo e restos de comida; não permitir o acúmulo de água parada ou ambientes úmidos e fechar buracos entre telhas e rodapés também são atitudes que auxiliam no controle de roedores.

– Muita cautela ao utilizar veneno para ratos no ambiente, pois é extremamente tóxico para cães e gatos. Sempre peça orientação a um Médico Veterinário.

Se o seu pet realmente estiver doente e não receber o tratamento adequado certamente virá a óbito. Caso seja diagnosticada a doença, a família deve também procurar orientação com um infectologista sobre os cuidados e exames necessários para as pessoas que tiveram contato com esse animal.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Conhecendo o transmissor da Leishmaniose

A Leishmaniose é uma doença causada pelo protozoário Leishmania, que é transmitida pela picada de um inseto flebótomo (gênero Lutzomya), popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras.

Embora tenha o nome popular “Mosquito-palha”, não é considerado mosquito.

No Brasil as que até agora são comprovadamente transmissoras da Leishmaniose são Lutzomya. Cruzi Lutzomya longipalpis.

fonte: http://www.infoescola.com

Características
Os flebótomos transmissores são insetos menores que os mosquitos, de coloração clara (por isso o apelido “mosquito palha”) asas estreitas sempre levantadas quando pousam.

São facilmente reconhecidos por voar em pequenos saltos e só picam partes do corpo não cobertas por roupas.

Onde ele vive
Os locais de preferência são principalmente ao nível do solo, próximo à vegetação, em folhas em decomposição, raízes e troncos de árvores, e tocas de animais.

Preferem locais com pouca luminosidade e úmidos.

Podem ser encontrados facilmente em locais ricos em matéria orgânica, como canis, galinheiros, chiqueiros, e até mesmo dentro das casas.

Horários de maior atividade do vetor
O flebótomo pica com maior frequência ao entardecer e continua por toda a noite.

Flebótomo fêmea é a única que pica e ingere o sangue
A fêmea necessita do sangue para a postura dos ovos. Ela põe aproximadamente 100 ovos no solo ou em locais úmidos e ricos em matéria orgânica.

Ela se alimenta de sangue durante uma semana, sendo em média 3 vezes durante sua vida, sendo capaz de transmitir a doença para pelo menos 3 cães ou seres humanos.

A fêmea pode contrair as leishmanias já na primeira picada, dependendo da carga parasitária no cão. E além disso, existe a possibilidade de também por única picada transmitir as leishmanias para outro cão ou o homem.

Prevenção da Leishmaniose

A prevenção nos cães
Epidemiologistas recomendam a associação da coleira repelente e da vacinação específica contra leishmaniose em dia

Nos cães existem poucos produtos disponíveis que possuem indicação em bula contra a picada do flebótomo. A recomendação pela Organização Mundial de Saúde, é o uso de coleiras com impregnação de Deltametrina, ou associação de Imidacloprida e Flumetrina. Esses princípios ativos tem efeito repelente comprovado contra o flebótomo, evitando que este pique o cão, e, consequentemente não transmita a Leishmaniose.

Os felinos também podem se infectar, porém são mais resistentes a doença. Ainda não há vacina específica para gatos, porém já existe coleira repelente no mercado que os felinos podem usar com segurança.

 

Outras formas de prevenção
Como os principais locais que os insetos habitam e procriam são em volta de matéria orgânica, atitudes como a limpeza de quintais, remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, já ajudam de forma importante a combater a doença.

Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa.

Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

LEISHMANIOSE CANINA

A Leishmaniose é uma doença parasitária grave que acomete o homem, o cão, o gato e até outros mamíferos. O maior foco do assunto nesse artigo será o cão, pois é o animal mais suscetível e tem grande importância no ciclo dessa doença pela maior proximidade com o homem.

É causada pela Leishmania chagasi, uma espécie de protozoário (parasito microscópico) que é transmitido por um flebótomo (inseto parecido com o mosquito, porém menor). Na região sul é conhecido como mosquito-palha e vive ao nível do solo, próximo à vegetação, sobre folhas em decomposição. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento. Pode ser encontrado facilmente em galinheiros, chiqueiros e alimentam-se, preferencialmente, no final do dia.

Fonte: http://matra.org.br

A preocupação em relação a essa enfermidade tem aumentado significativamente pois se trata de uma zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem) e o número de casos tanto em humanos quanto em cães são cada vez mais frequentes. A doença já está presente em todo território nacional, ocorrendo em torno de 2 mil mortes em humanos anualmente. Especialistas estimam que para cada caso humano existam em média 200 cães infectados.

TRANSMISSÃO

A doença é transmitida pela picada do inseto. Não é o cão nem o gato que transmite a leishmaniose.

Quando o inseto pica um cão infectado (reservatório), recebe a Leishmania (o protozoário) pelo sangue ingerido. Dentro do inseto, esses protozoários multiplicam-se e mudam sua morfologia para se tornarem infectantes. Quando o flebótomo pica o homem, ele inocula essas Leishmanias pelo sangue, e o homem se infecta, porém o risco de contrair leishmaniose é menor em humanos imunocompetentes. Apesar do homem possuir uma resposta imunitária muito mais eficaz contra a leishmania do que o cão, ele pode sim contrair a doença. Estas chances aumentam especialmente em crianças, idosos ou adultos com a imunidade prejudicada, como por exemplo, portadores do vírus da AIDS.

No cão infectado, o período de incubação (tempo da infecção até o aparecimento dos sinais clínicos) pode variar de 1 mês a anos, pois depende da baixa imunidade para os protozoários se desenvolverem e causarem a doença propriamente dita. Nesse período, o animal pode ficar assintomático, ou seja, não apresentar nenhum sinal clinico.

Alguns cães são resistentes e, embora possam sofrer picadas de flebótomos infectados, nunca mostrarão sinais de doença, desde que se mantenham corretamente alimentados, com boa imunidade e não sejam submetidos a situações de stress. A resistência também pode ser de origem genética, ou seja, existem raças mais resistentes a doença.

Quando o animal adoece e a imunidade diminui, o parasito pode se desenvolver na pele (Leishmaniose cutânea), e/ou em vários órgãos como fígado, rins, linfonodos (Leishmaniose visceral).

SINAIS CLÍNICOS

Os sinais clínicos mais frequentes são:

  • Perda de pelo (ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas)
  • Crescimento exagerado das unhas
  • Úlceras e descamação da pele (feridas)
  • Emagrecimento e diminuição do apetite
  • Atrofia muscular (fica mais tempo deitado, menos ativo)
  • Sangramento nasal
  • Anemia
  • Alterações articulações
  • Aumento dos linfonodos

DIAGNÓSTICO

Existem exames que detectam o parasita (exame parasitológico direto) ou a presença de uma resposta imunológica (sorológico). Exames como hemograma, dosagens bioquímicas e exames de urina são importantes para avaliar o estado geral do animal. A interpretação dos resultados laboratoriais deve ser sempre feita em conjunto com o quadro clínico do seu pet.

TRATAMENTO

Até recentemente, a indicação do Ministério da Agricultura a recomendação para os animais positivos era a eutanásia e proibia o tratamento dos pets a fim de impedir que a Leishmania se tornasse resistente à droga utilizada para combatê-lo em seres humanos.

Agora, com a liberação de medicamentos de uso exclusivo veterinário, abriu caminho a uma série de estudos com o objetivo de preservar a vida desses cães e impedir novas transmissões. O tratamento a base de miltefosina, é capaz de eliminar as leishmanias presentes no organismo do animal, impossibilitando o flebótomo continue repassando a leishmania para outros hospedeiros a partir do cão em questão.

O tratamento não permite uma cura completa. Os níveis de parasitemia diminuem significativamente e geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença. O animal pode adoecer novamente, pois a resposta imune é muito variável e difícil de quantificar. Dependerá do estilo de vida do cão, de possíveis reinfecções, outras doenças coexistentes, queda de imunidade por outros fatores, etc.

PREVENÇÃO

A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos.

  • Aplicar regularmente, no seu animal, produtos com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on, de modo a impedir a picada do flebótomo.
  • Anualmente realizar teste sorológicos e parasitológicos para detecção precocemente do parasito, sobretudo se o seu cão vive numa área endémica.
  • Vacinação específica contra Leishmaniose
  • Atitudes simples como a limpeza de quintais (remoção de fezes, restos de folhas, frutos em decomposição) já ajudam a combater a doença, pois o mosquito transmissor coloca seus ovos em locais ricos em matéria orgânica. Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa. Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

O que torna essa doença tão controversa e tão complexa de diagnosticar, é que muitos dos sinais clínicos são comuns de outras doenças. E além disso, a Leishmaniose canina pode apresentar outros diferentes sinais clínicos e em diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes.

Por isso, suspeitando de qualquer alteração no seu animal, leve-o para avaliação com o Médico Veterinário, pois é ele quem saberá avaliar seu animal e investigar para direcionar o diagnóstico.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Quando devo levar meu pet ao Oftalmologista Veterinário?

Todos sabemos que animais de estimação requerem cuidados com saúde, algumas raças possuem tendências a mais enfermidades do que outras, assim como a problemas oculares.

Seria interessante, assim como fazemos vacinas e um check up anual, cuidarmos da saúde ocular do nosso pet, a fim de prevenir ou evitar certas situações que muitas vezes não possuem reversão.

Cães braquicefálicos tais como os Pug, Buldog Francês, Buldog Inglês, Boston , Shihtzu, entre outros, são acometidos por vários problemas oculares mesmo jovens. Devido a sua anatomia, onde os olhos se encontram em uma órbita rasa, e pela própria tendência racial, são mais propensos a algumas oftalmopatias dentre elas: distiquíases, ceratite pigmentar, ceratite de exposição ou úlceras de córnea.

Sharpei e Chow Chow apresentam mais comumente o glaucoma e defeitos pálpebras como o entrópio e a triquíase.

Gatos persas ou birmaneses são acometidos por úlceras corneais e seqüestro corneano.

É evidente que qualquer animal doméstico, mesmo os sem raça definida podem apresentar essas condições.

Os sinais mais evidentes que servem de alerta aos proprietários são: hiperemia de conjuntiva (olho vermelho), secreção ocular abundante (pus), epífora (lacrimejamento), prurido ocular (coceira), blefarospasmo (piscando muito), associado ou não a apatia e inapetência (tristeza e falta de apetite).

Portanto, ao mínimo sinal de desconforto o tutor deve levar seu pet ao Veterinário mais próximo ou se possível a um especialista, pois algumas lesões se tornam graves em poucas horas se tornando impossível preservar o globo ocular e/ou a visão.

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Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

Como proteger seu pet dos Fogos de Artifício

fogosAs festas de final de ano estão chegando e, com elas, muita alegria, comemoração e confraternização com familiares e amigos. Nossos pets, contudo, não podem ser esquecidos quando se trata de fogos de artificio e o efeito que lhes causam. Alguns estão acostumados, outros se mostram incomodados e há inclusive os que desenvolvem fobias, apresentam crises convulsivas, crises de pânico e fugas (podem se perder, sofrer acidentes e se machucar), pois ficam nervosos e assustados. O ser humano é capaz de perceber ondas sonoras na frequência de aproximadamente 16 a 20.000 hertz (ciclos por segundo), enquanto os cães são capazes de ouvir vibrações sonoras nos limites de 10 a 40.000 hertz e os gatos até 65.000 hertz, o que faz com que sejam muito mais sensíveis quando se trata de audição. Esta exposição almeja alertar os tutores dos riscos que representam os fogos de artifício, bem como dar dicas do que pode ser feito para amenizar seus efeitos.

É possível, ainda na infância, acostumar os animais a diversos barulhos, de forma gradativa, para que ao longo de sua vida não se assustem facilmente. Uma boa dica é, ao ouvir um som mais alto, festejar e mostrar ao animal que este som não representa ameaça. A primeira reação é coloca-los no colo, acariciar e falar com uma voz terna, mas os animais entendem os gestos como sendo a melhor reação para o tutor protegê-lo.

Para fins de reconhecimento do problema, é importante que se detectem sinais de medo, dos quais são exemplos: tremores, agitação fora do comum, roer ou atacar objetos, esconder-se, procurar atenção dos tutores, tentar fugir, chorar e latir.

Outra preocupação particularmente relevante em datas festivas, mas a que se deve dedicar atenção em todos os dias, é a identificação dos pets. Por serem propensos a seguirem seus instintos, podem fugir a qualquer momento. Em caso de fuga, a identificação muito auxiliará quem o encontrar a retorná-lo ao seu lar. Como em datas festivas a chance de fuga multiplica-se, é importante que se os mantenha em local em que se sinta seguro (verificando se janelas, portas e portões estão efetivamente fechados) e que se utilizem coleiras com medalhas informando nome e telefones para contato.

Fique com o seu animal, esteja no mesmo recinto que ele, proporcione locais onde possa se abrigar sem se ferir, tente também distraí-lo com brinquedos de que goste, coloque um som mais alto que ele costuma ouvir, como televisão ou uma música. Evite alimentação pesada e em grande quantidade, principalmente em animais de grande porte, pois ao se alimentar pode agitar- se e apresentar torções gástricas. Não os acomode em coleiras, pois na ocorrência de episódio de ansiedade o animal pode puxá-la em excesso e vir a se sufocar.

Para ajudar a aliviar a captação dos ruídos pelo animal, pode-se colocar tampões de algodão em seus ouvidos, minutos antes dos fogos, retirando-se logo após cessarem.
Piscinas devem ser cobertas para que não haja risco de afogamento, já que, ao se assustar, o animal pode jogar-se ou escorregar e encontrar dificuldades para sair.
Para os felinos, recomenda-se escolher um local da casa que seja mais seguro, deixar um armário aberto e nele colocar toalhas e cobertores para forrar, formando-se uma toca confortável. É também possível desarrumar a cama para formar uma toca também dessa forma. Água, comida e caixa de areia devem ser distribuídos para a disponibilidade do animal. O mesmo procedimento deve ser adotado com gatos com acesso à rua, pois em períodos festivos aumentam os riscos de ferimentos, atropelamentos, perda e maus tratos.

A técnica Tellington Touch¹ pode ser uma boa aliada dos proprietários de cães. Baseia-se na informação de que os animais mais sensíveis têm grande sensibilidade nas regiões traseiras, patas e orelhas, e consiste em atar o cão com um pano para que a circulação sanguínea das regiões extremas do corpo seja estimulada, amenizando as tensões localizadas no dorso do animal, diminuindo sua irritabilidade. Amarra-se o cão de forma que a faixa englobe peito e dorso (formando um oito), finalizando-se com um nó na região traseira, certificando-se de que não esteja exatamente sobre a coluna.

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Caso ainda se perceba que os animais ficam muito estressados, recomenda-se que se procure o atendimento de médico veterinário, que poderá indicar medicações para auxiliar no processo de administração da irritabilidade do animal. Calmantes naturais também apresentam resultados eficientes, quando utilizados alguns dias antes dos eventos que causam estresse.

Por último, se não fores passar as festas com seu animalzinho, é importante que se escolha um hotel de confiança, que disponha de profissionais treinados para acomodá-lo e deixa-lo em segurança.

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Bruna Martin
Estagiária em Medicina Veterinária

 

 

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

¹ TELLINGTON-JONES, Linda. The Tellington TTouch : A Revolutionary Natural Method to Train and Care for Your Favorite Animal. Penguin Books, 1995.