Arquivo da categoria: Comunicados

PAPO COM VET #03 – Pulgas e Carrapatos com Dra. Aline Soares

Mitos sobre pulgas e carrapatos não faltam! Além disso, eles são tão comuns que muitas pessoas pensam que não há problemas em seus filhinhos peludos conviver com eles.
No Papo com Vet de hoje, a Médica Veterinária Aline Soares (CRMV/RS 15097) vai nos esclarecer sobre como evitar estas pragas e passar informações super importantes sobre os ectoparasitas, aqueles que se instalam na pele do hospedeiro.
Leia o texto e compartilhe. Assim mais tutores estarão informados e poderão atender melhor os seus pets.  Afinal, eles fazem parte da família!


1 – O que devo fazer quando vejo pulgas no meu pet?
Dra. Aline: Ao notar que seu pet está com pulgas é importante fazer o controle, tanto ambiental, quanto do animal em relação a esses ectoparasitos. É fundamental procurar ajuda especializada para saber qual a melhor opção a ser usada conforme a espécie e estação do ano, além do controle ambiental. Em caso de infestações severas é aconselhável o uso de empresa especializada para fazer uma dedetização. Devem ser tomadas outras medidas de prevenção pois as pulgas também transmitem doenças como hemoparasitoses e verminoses, sendo para este último a utilização de vermífugos também é recomendada.

2 – E carrapatos? Posso eu mesmo tirá-los?
Dra. Aline:
Ao perceber que tem um carrapatinho em seu pet, assim como no controle de pulgas, é importante fazer um controle no pet, controle ambiental e reconhecer se isso é uma infestação ou se foi apenas um caso isolado. É interessante proceder a remoção imediata desse ectoparasito em função da transmissão de doenças, como a babesiose. Se você puder levá-lo ao pet shop, no próprio veterinário, é o mais indicado. Mas se você precisar fazer isso em casa, é aconselhável que se use luvas, pinça (que não seja para uso pessoal) e que você pressione a pinça bem na região da cabeça do carrapato para que as presas não fiquem fixadas na pele do animal e o mesmo se rompa. Procedendo a remoção do carrapato, colocar ele embebido no álcool, deixar alguns minutos e depois é aconselhável fazer o descarte em vaso sanitário.

3 – Além de desconfortos como coceira, existe algum risco do meu peludo pegar alguma doença?
Dra. Aline: Sim. Existem algumas doenças bem importantes que podem ser transmitidas por pulgas e carrapatos. O Dipylidium caninum é um verme transmitido por pulgas e parasita o trato gastrintestinal dos pets. O diagnóstico dessa doença é feito pelo exame de fezes, e facilmente tratado com vermífugos específicos, indicado pelo seu Médico Veterinário. Temos também a micoplasmose, é uma doença mais grave que afeta tanto cães quanto gatos. Esse hemoparasito causa anemia profunda podendo levar à morte do animalzinho.

Falando de carrapatos, nós temos alguns hemoprotozoários transmitidos por carrapatos, destacando-se principalmente a Rangelia e a Babesia no estado do Rio Grande do Sul. Esses hemoparasitos infectam o sangue, causando destruição das hemácias levando a um quadro anêmico grave, que muitas vezes levam os animaizinhos à morte quando não diagnosticado precocemente.

Então, ao perceber que seu pet está apresentando anorexia, fraqueza, gengivas pálidas, é importante levar imediatamente ao veterinário. Não tratar pulgas e carrapatos somente como agentes causadores de coceira e desconforto, mas como agentes causadores de doenças importantes que possuem alto risco de óbito, inclusive.

4 – Como meu filhinho pode pegar pulgas e carrapatos? E em qual período do ano o contágio é maior?
Dra. Aline:
O animal pode pegar pulgas e carrapatos de outros animais parasitados e do ambiente no qual estão a maioria deles. Geralmente as pessoas pensam: “mas eu mantenho meu pet no apartamento”. Só de passear pela calçada, ou o apartamento vizinho não faz controle no animal (lembrando que em torno de 95% do total de ectoparasitos estão no ambiente) podendo a infestação se propagar para o seu apartamento, se entrar em contato com um outro pet infestado, ir ao parque. Se o seu animal não está com a proteção adequada, pode sim fazer com que ele adquira esses ectoparasitos.

A proliferação acentuada de pulgas e carrapatos ocorre em épocas de clima quentes e úmidos (primavera e verão). Aqui na região sul, temos um período de latência grande durante o inverno e esses parasitos acabam por não eclodir ovos novos. Na época de primavera e verão eles podem eclodir ovos em até um período de até 10 dias, então, são ciclos muito rápidos.

5 – Em que locais pulgas e carrapatos se reproduzem?
Dra. Aline: 
Pulgas e carrapatos se reproduzem no ambiente, a preferência sempre é por locais úmidos, quentes e escuros. Podem se alojar em frestas e em buracos. A própria terra pode ser um local onde eles se instalem e reproduzam. Quando você realizar alguma dedetização é muito importante observar todos esses detalhes e não esquecer de aplicar nas frestas, nos tijolos, nas divisões da cerâmica.

6 – Como podemos evitar infestações?
Dra. Aline: 
Para evitar as infestações deve-se manter os antiparasitários em dia nos pets e proceder a dedetização em épocas antecedentes da primavera/verão. Dedetizar no período de latência e quando tem menor número de ectoparasitos, aumenta a eficácia e reduz significativamente a proliferação nos períodos de reprodução. Como pode levar 10 dias para eclodir novos ovos, é um período muito curto de novos parasitos infestando o ambiente e a reinfestação é muito rápida. É importante fazer o manejo correto do ambiente. As pessoas costumam não levar isso em consideração, mas o ambiente é a parte mais importante no controle. E, claro, tem que manter o seu pet protegido, pois ele vai passear, vai ter contato com locais onde passaram animais de rua e animais infestados.

7 – Como saber qual a melhor solução para o meu filhinho (coleira, comprimido, pipeta)?
Dra. Aline: 
Hoje, nós temos muitos produtos disponíveis no mercado com princípios ativos diferentes e várias apresentações: coleiras, comprimidos, pipetas tópicas. É importante que você leve o seu pet até o veterinário e receba uma melhor orientação. Existem alguns produtos que necessitam que o parasito pique o animal para que ele ingira o princípio ativo e acabe morrendo, também tem alguns que só basta o contato com pelo. Alguns animais possuem DAPE, por exemplo, que é a Dermatite Alérgica por Picada de Ectoparasitos. Nesse caso, o animal não pode ser picado porque ele pode desenvolver alergia, então, precisa ser um produto que mate o parasito antes de picar o seu pet. Por isso, é importante passar por uma avaliação para saber qual a melhor opção de tratamento.

8 – Para encerrar nossa conversa, que informação é fundamental para todos os tutores quando falamos de pulgas e carrapatos?
Dra. Aline: 
É importante ressaltar que pulgas e carrapatos não são somente parasitos que vão estar ali, que vão causar coceira e desconforto. Eles são vetores de doenças graves que podem levar os seus filhinhos à óbito, se não tratados precocemente. Então, o controle é de suma importância e nós precisamos trabalhar na prevenção. Não deixe que a infestação ocorra. Não deixe aparecer o primeiro carrapato ou pulga. A prevenção é sempre a melhor opção! Se você viu algo, faça algo!

Até o próximo Papo com Vet!
Redação Pet Center Canoas.

LEISHMANIOSE CANINA

A Leishmaniose é uma doença parasitária grave que acomete o homem, o cão, o gato e até outros mamíferos. O maior foco do assunto nesse artigo será o cão, pois é o animal mais suscetível e tem grande importância no ciclo dessa doença pela maior proximidade com o homem.

É causada pela Leishmania chagasi, uma espécie de protozoário (parasito microscópico) que é transmitido por um flebótomo (inseto parecido com o mosquito, porém menor). Na região sul é conhecido como mosquito-palha e vive ao nível do solo, próximo à vegetação, sobre folhas em decomposição. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento. Pode ser encontrado facilmente em galinheiros, chiqueiros e alimentam-se, preferencialmente, no final do dia.

Fonte: http://matra.org.br

A preocupação em relação a essa enfermidade tem aumentado significativamente pois se trata de uma zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem) e o número de casos tanto em humanos quanto em cães são cada vez mais frequentes. A doença já está presente em todo território nacional, ocorrendo em torno de 2 mil mortes em humanos anualmente. Especialistas estimam que para cada caso humano existam em média 200 cães infectados.

TRANSMISSÃO

A doença é transmitida pela picada do inseto. Não é o cão nem o gato que transmite a leishmaniose.

Quando o inseto pica um cão infectado (reservatório), recebe a Leishmania (o protozoário) pelo sangue ingerido. Dentro do inseto, esses protozoários multiplicam-se e mudam sua morfologia para se tornarem infectantes. Quando o flebótomo pica o homem, ele inocula essas Leishmanias pelo sangue, e o homem se infecta, porém o risco de contrair leishmaniose é menor em humanos imunocompetentes. Apesar do homem possuir uma resposta imunitária muito mais eficaz contra a leishmania do que o cão, ele pode sim contrair a doença. Estas chances aumentam especialmente em crianças, idosos ou adultos com a imunidade prejudicada, como por exemplo, portadores do vírus da AIDS.

No cão infectado, o período de incubação (tempo da infecção até o aparecimento dos sinais clínicos) pode variar de 1 mês a anos, pois depende da baixa imunidade para os protozoários se desenvolverem e causarem a doença propriamente dita. Nesse período, o animal pode ficar assintomático, ou seja, não apresentar nenhum sinal clinico.

Alguns cães são resistentes e, embora possam sofrer picadas de flebótomos infectados, nunca mostrarão sinais de doença, desde que se mantenham corretamente alimentados, com boa imunidade e não sejam submetidos a situações de stress. A resistência também pode ser de origem genética, ou seja, existem raças mais resistentes a doença.

Quando o animal adoece e a imunidade diminui, o parasito pode se desenvolver na pele (Leishmaniose cutânea), e/ou em vários órgãos como fígado, rins, linfonodos (Leishmaniose visceral).

SINAIS CLÍNICOS

Os sinais clínicos mais frequentes são:

  • Perda de pelo (ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas)
  • Crescimento exagerado das unhas
  • Úlceras e descamação da pele (feridas)
  • Emagrecimento e diminuição do apetite
  • Atrofia muscular (fica mais tempo deitado, menos ativo)
  • Sangramento nasal
  • Anemia
  • Alterações articulações
  • Aumento dos linfonodos

DIAGNÓSTICO

Existem exames que detectam o parasita (exame parasitológico direto) ou a presença de uma resposta imunológica (sorológico). Exames como hemograma, dosagens bioquímicas e exames de urina são importantes para avaliar o estado geral do animal. A interpretação dos resultados laboratoriais deve ser sempre feita em conjunto com o quadro clínico do seu pet.

TRATAMENTO

Até recentemente, a indicação do Ministério da Agricultura a recomendação para os animais positivos era a eutanásia e proibia o tratamento dos pets a fim de impedir que a Leishmania se tornasse resistente à droga utilizada para combatê-lo em seres humanos.

Agora, com a liberação de medicamentos de uso exclusivo veterinário, abriu caminho a uma série de estudos com o objetivo de preservar a vida desses cães e impedir novas transmissões. O tratamento a base de miltefosina, é capaz de eliminar as leishmanias presentes no organismo do animal, impossibilitando o flebótomo continue repassando a leishmania para outros hospedeiros a partir do cão em questão.

O tratamento não permite uma cura completa. Os níveis de parasitemia diminuem significativamente e geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença. O animal pode adoecer novamente, pois a resposta imune é muito variável e difícil de quantificar. Dependerá do estilo de vida do cão, de possíveis reinfecções, outras doenças coexistentes, queda de imunidade por outros fatores, etc.

PREVENÇÃO

A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos.

  • Aplicar regularmente, no seu animal, produtos com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on, de modo a impedir a picada do flebótomo.
  • Anualmente realizar teste sorológicos e parasitológicos para detecção precocemente do parasito, sobretudo se o seu cão vive numa área endémica.
  • Vacinação específica contra Leishmaniose
  • Atitudes simples como a limpeza de quintais (remoção de fezes, restos de folhas, frutos em decomposição) já ajudam a combater a doença, pois o mosquito transmissor coloca seus ovos em locais ricos em matéria orgânica. Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa. Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

O que torna essa doença tão controversa e tão complexa de diagnosticar, é que muitos dos sinais clínicos são comuns de outras doenças. E além disso, a Leishmaniose canina pode apresentar outros diferentes sinais clínicos e em diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes.

Por isso, suspeitando de qualquer alteração no seu animal, leve-o para avaliação com o Médico Veterinário, pois é ele quem saberá avaliar seu animal e investigar para direcionar o diagnóstico.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Promoção: Meu Pet faz parte da Família

Campanha Meu Pet Faz Parte d Familia Pet Center Canoas

Você pode ter a foto da sua família publicada no Jornal Diário de Canoas.

Objetivo da campanha:
Valorizar os pets como membros da família.
Quem pode participar:
Clientes da Pet Center Canoas com cadastro ativo.
Clientes que não possuem cadastro podem participar dede que realizem seu cadastro junto à Pet Center Canoas.
Como participar:
Escolha a foto da sua família, incluindo seus pets, e envie para o e-mail promo@petcentercanoas.com.br com o assunto: MEU PET FAZ PARTE DA FAMÍLIA. Envie junto neste e-mail seu nome completo (cliente), o nome dos demais integrantes da família, e como tomou conhecimento da campanha, se foi por amigos, na clínica, pelo jornal etc.
Todos que enviarem a foto e as informações e for verificado que é um cliente Pet Center Canoas, receberão uma confirmação por telefone ou por e-mail.
Onde e como será publicado:
Será publicado um anúncio por semana, sempre nas quintas-feiras, no tamanho 12,8 x 8cm, no Jornal Diário de Canoas. A data da publicação poderá ser alterada conforme a necessidade.
Período:
A campanha inicia dia 09/05/2015 e se estende por um ano.
A Pet Center Canoas poderá suspender esta campanha a qualquer momento.
Prazos:
A inscrição de cada participante será impressa e depositada numa urna. Todas as quartas-feiras pela manhã será realizado o sorteio.
Inscrições enviadas quarta-feira pela manhã serão contadas como válidas para o sorteio da semana posterior.
Importante:
Quanto melhor a qualidade da fotografia, melhor será a impressão no jornal.
O envio da foto e das informações para a Pet Center Canoas, automaticamente autoriza o direito de uso de imagem para todos os meios de divulgação da empresa.
Junto com a publicação da foto dos sorteados, será inserido o logotipo Pet Cener Canoas 24h, endereço e telefones.
Cliente que já tenha sido sorteado não poderá participar mais desta campanha.

 

Para dúvidas e informações envie e-mail para promo@petcentercanoas.com.br ou ligue para 51 3427.3832