Todos os posts de Pet Center Canoas

Viu algo, Faça algo! – 6º sinal clínico: Dificuldade de respirar

PC - Post 06 VIU ALGO Postlink - v1.1-01.png

A nossa campanha Viu Algo, Faça Algo aborda um outro tema super importante: A dificuldade respiratória. Precisamos saber identificar qual é a alteração especifica, como podemos diferenciar algumas causas para agirmos rapidamente. Devemos levar muito a sério as alterações de comportamento e sinais clínicos apresentados por nossos peludos pois o tempo pode ser crucial.

As causas da dificuldade respiratória são várias, mas só uma visita ao
veterinário pode identificar corretamente o problema.

  • Raças: Pug, Shih tzu, Buldogue francês, gatos persas são animais braquicefálicos (pets com o focinho achatado). São raças mais suscetíveis a doenças respiratórias, pois possuem anormalidades estruturais no seu trato respiratório, fazendo com que suas vias de entrada de oxigênio se tornem estreitas.
  • Estenose de traquéia (colapso de traquéia): mais comuns em cães do que em gatos. Os braquicefálicos podem ser acometidos, e também cães da raça Yorkshire terrier, Poodle, Chihuahua, Lhasas apso e Lulu da pomerânia (Spitz alemão). Podem fazer ruídos estranhos ao respirar, que vão se agravando, podendo ter períodos de paradas respiratórias durante o sono, engasgos, mudança na cor das mucosas (devido a falta de oxigenação), desmaios ou alterações na consciência.
  • Infecções bacterianas/fungicas/ virais: causando pneumonia, bronquite, tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa canina).
  • Intoxicação (organofosforados utilizados contra carrapatos/pulgas, opióides,
    etc).
  • Problemas cardíacos (Saiba mais)
  • Obesidade (Saiba mais)
  • Asma: mais comum em felinos
  • Aspiração de alimento ou conteúdo gástrico para o interior do pulmão
  • Inalação de fumaça e gases nocivos
  • Quase afogamento
  • Lesão pulmonar devido ao trauma
  • Anemia: número de hemácias reduzidas levam a diminuição da troca de oxigênio pelos pulmões.
  • Altas temperaturas, calor excessivo
  • Neoplasias pulmonares (metástases principalmente)
  • Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) refere-se a uma condição de falha respiratória súbita devido à acumulação de fluido e uma grave inflamação nos pulmões.

Sinais Clínicos relacionados a problemas respiratórios:

  • Esforços extremos para respiração.
  • Tossir.
  • Engasgos.
  • Descarga das narinas ou expectoração (secreções serosas, purulentas ou
    sanguinolentas).
  • Febre.
  • Cianose (coloração arroxeada na língua e mucosas).
  • Letargia e fraqueza.
  • Anorexia.
  • Ortopnéia (posição com pescoço esticado para respirar melhor).
  • Padrão respiratório restritivo (respiração “curta”).
  • Respiração de boca aberta.

O que fazer nesses casos?

Os sinais clínicos citados acima devem servir de alerta para os tutores.
Não dê nenhum medicamento sem a prescrição de um profissional. Você não sabe o real motivo desses problemas respiratórios, e em alguns casos, podem acabar agravando o quadro do seu pet.
De modo geral, aliviar a crise inicial é a melhor conduta a ser seguida é tentar deixar o pet o mais calmo possível, evitar que ele se agite e colocar em ambiente mais ventilado. Procurar um médico imediatamente.
Durante avaliação, o veterinário irá fazer uma avaliação clínica, e diagnóstico deve ser definido. Poderão ser solicitados painéis de exames, como exames de sangue, exames de imagem (radiografia de tórax, ecocardiograma e endoscopia, por exemplo).
Iniciando o tratamento emergencial, a causa principal deverá estabelecida e tratada especificamente de modo a evitar complicações ou morte. Colocar no oxigênio suplementar para minimizar o desconforto respiratório. Poderá ser feito tratamento com uso de antibióticos, analgésicos, fluidoterapia, e corticosteróides para reduzir a inflamação e inchaço pulmonar, se houver. Avaliações clinicas constantes deve ser feitas como temperatura, pulso, taxa de respiração, e da pressão sanguínea durante internação.

Algumas recomendações são úteis para evitar problemas respiratórios
futuros e a manutenção da qualidade de vida para os que já sofrem desse
mal.

  • Evitar uso de coleiras cervicais. Mais indicado utilizar peitorais.
  • Ventilação adequada, manter a temperatura do ambiente agradável, umidade
    do ar.
  • Evitar estresse e atividades físicas bruscas em animais predispostos (braquicefálicos), pois o animal pode ficar com dificuldade respiratória.
  • Elevar a altura dos bebedouros e comedouros para evitar engasgos.
  • Sempre controlar alimentação nos animais obesos.
  • Vacinas sempre atualizadas. Realizar exames veterinários periódicos.

Uma das melhores maneiras de identificar problemas de saúde do seu pet é prestar atenção no seu comportamento e nos sinais clínicos que ele apresenta.

Apenas um detalhe e você pode salvar a vida dele. Lembre-se disso!

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 4º sinal clínico: Beber pouca ou muita água

PC - Post 04 VIU ALGO Postlink - v1.1-01.png

Mais um assunto que vamos abordar em nossa campanha Viu algo, Faça algo é mudança de comportamento do seu animal em relação à ingestão de líquidos. Saber a quantidade adequada de água, se o seu animal está bebendo pouca ou muita água e quais atitudes devemos tomar diante dessas alterações.

Para responder esses questionamentos, primeiramente devemos levar em consideração que existem algumas raças que ingerem mais água que outras, pois estão relacionadas a sua aptidão (raças de guarda, caça, corrida, etc).

E além disso existem os fatores externos, como o clima (temperatura do ambiente), prática de atividade física e alimentação, que podem influenciar diretamente na ingestão de líquidos.

Qual é a quantidade adequada que meu pet deve ingerir?
De modo geral, necessitam em torno 90ml/kg e um gato 45mL/kg de peso corporal diariamente para se manterem hidratados. Prestar atenção na ingestão de líquidos dos nossos pets é muito importante para evitar enfermidades e mantê-lo saudável.

Entretanto, não podemos nos basear somente no peso corporal para saber se a ingestão de água está correta.

Quais são as causas de mudança no comportamento em relação a ingestão de água?
– Dieta: alimentos secos (ração) aumentam a ingestão de líquidos enquanto que enlatados e comida caseira reduzem. Vale lembrar que comida caseira com acréscimo de sal faz com que o animal ingira mais líquidos. Deve ter cautela no uso do sal ao cozinhar para seu pet.

– Idade: animais mais jovens ingerem mais água que os mais velhos.

– Tipo de bebedouro: pode influenciar na quantidade de água que seu peludinho bebe e poucas pessoas reparam. Alguns animais têm alergia ao bebedouro de plástico causando lesões na região do focinho e queixo, assim eles vão evitar o consumo de água.

– Qualidade da água: as próprias caraterísticas da água (temperatura, sabor, cheiro, limpeza) também podem influenciar na ingestão.

– O consumo reduzido é mais comum para os felinos, pois são animais naturalmente mais exigentes e param de beber água por vários motivos.

– As cachorras grávidas ou lactantes têm uma maior necessidade de ingestão de água.

– Desidratação: nos dias mais quentes, o animal deve beber mais água. Ficar algum tempo sem água disponível pode levar à desidratação.

– Doenças: Se existir alguma doença que provoque um aumento das perdas de água pelo organismo, consequentemente haverá uma maior necessidade de ingestão de água. Esta alteração clínica se denomina de polidipsia. Na maioria das vezes isso é causado por desequilíbrios nos rins e no fígado. Doenças bacterianas graves como piometra (infecção no útero), leptospirose, gastroenterites podem levar a um aumento da ingestão de líquidos. Outras doenças hormonais como diabetes, hiperadrenocorticismo (Síndrome de cushing), hipertireoidismo também causam polidipsia.

– Medicamentos e tratamentos para doenças específicas podem exigir uma ingestão maior de líquidos.

– Estresse e ansiedade: principalmente os felinos, quando ficam estressados, podem reduzir o consumo de água, favorecendo o aparecimento de doenças do sistema urinário (obstrução uretal ou vesical, cálculos vesicais, urolitíase, entre outros)

O que fazer se meu pet está bebendo pouca ou muita água?
Caso seu cão venha a apresentar qualquer tipo de alteração no seu consumo de água que fez chamar sua atenção, leve-o para um atendimento com um médico veterinário.

Devemos nos alertar e preocupar em situações de mudança de comportamento associados a outras alterações clínicas como perda de peso, vômito, febre, diarreia, lesões na pele.

Para a baixa ingestão de líquidos anormal (oligodipsia) podemos estimula-lo, trocando a água diariamente, mudando tipo de bebedouro, colocando fontes (principalmente felinos), evitar ambientes e situações que causem estresse.

Cuidado ao forçar a ingestão de água ao animal. A administração forçada pode levar a um quadro grave pela aspiração de líquido pelo pulmão, causando de pneumonia por aspiração.

A polidipsia (aumento no consumo de água) não se trata de uma doença e sim um sinal clínico. Entretanto, esse comportamento pode estar relacionado a alguma doença. A polidipsia costuma estar acompanhada por poliúria (o animal urina mais) e outros sinais clínicos, motivando o tutor a procurar um veterinário para avaliação.

Foram descritos acima vários motivos que podem causar oligodipsia e polidipsia, então não tente diagnosticar nem medicar por conta própria.

Sua atitude faz toda diferença, não espere para levar seu pet ao Veterinário!
Com uma lista tão grande de causas prováveis citadas anteriormente, somente um médico veterinário poderá chegar à conclusão do que está acontecendo com seu cão ou gato.

O veterinário irá diagnosticar a causa segundo histórico e avaliações clinicas, podendo ser solicitado exames (hemograma, perfil bioquímico renal e hepático, glicemia, dosagem de eletrólitos, exame de urina, triglicérides, colesterol, ultrassom abdominal), e assim definir um tratamento adequado.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 3º sinal clínico: Perda de apetite.

PC - Post 03 VIU ALGO Postlink - v1.1.png

Mais um tema importante: anorexia ou falta de apetite. Um sinal clínico que é muito conhecido do tutor e um dos principais motivos a buscar ajuda clínica. Mas ainda infelizmente é muito negligenciada, muitos tutores tratam com indiferença, podendo deixar o animal em estado grave até buscar atendimento veterinário, muitas vezes pode ser tarde demais devido a intensa desnutrição e imunidade comprometida.

O comportamento normal de um cão é estar sempre pedindo por comida, não significa eles estejam com fome. O felino já tem um comportamento diferente, mas sempre que o pote estiver cheio, ele estará lá comendo aos poucos. É instintivo querer comer um pouco a mais, pois seus ancestrais eram caçadores e não sabiam quando seria a próxima refeição.

Os tutores também precisam estar cientes que, se o animal não comer a ração e oferecer a ele um petisco saboroso, o cão aprenderá que essa atitude é normal, e sempre rejeitará a ração para ganhar petisco. Nós mimamos e tratamos os nossos animais de estimação como um membro da nossa família, e muitas vezes é importante prestar atenção em qualquer disparidade no comportamento deles.

 

Principais causas de perda de apetite.

– Doenças: a perda de apetite pode estar presente em qualquer doença de cães e gatos.

– Estresse: pode estar relacionada a algum episódio recente, mudanças de ambiente, chegada de bebê ou novo cachorro, perda de um membro da família, ansiedade de separação, etc.

– Dieta inadequada: alteração brusca da dieta alimentar. Mimar com muitos petiscos pode ficar com paladar exigente. Os felinos são mais sensíveis a troca brusca de alimentação, e faz com que eles parem de comer totalmente.

– Medicamentos: Alguns medicamentos como anti-inflamatórios ou antialérgicos podem levar a perda de apetite.

 

Como ter certeza que a falta de apetite é um sinal de alerta?

Ao perceber um comportamento de não querer se alimentar e observar se começou de uma hora para outra ou se já está a alguns dias sem comer direito, pode ser um alerta. A relutância em ingerir líquidos também pode levar a um quadro de desidratação rapidamente.

Não confundir anorexia (que é a perda de apetite) com inapetência. A anorexia, é quando o animal não ingere nenhum tipo de alimento. A inapetência (ou hiporexia), é quando o animal diminui o consumo de alimento, ou seja, não consome a mesma quantidade de antes. Este último sinal clínico pode estar relacionado quando o animal consome a mesma ração durante muito tempo.

Como tutor, se atente para outros sinais clínicos. Quando apresentam febre, vômito ou diarreia por exemplo, geralmente param a ingestão de água. Este é um momento de alerta e devemos levá-lo ao Veterinário o mais rápido possível.

Evitar que o animal fique em jejum prolongado.

Com o animal mais de 24 horas sem comer totalmente, outros sinais clínicos podem começar a aparecer podendo gerar sérios problemas para saúde.

Quando os felinos ficam mais de 48h sem se alimentar podem desenvolver lipidose hepática, que é o acumulo de gordura no fígado devido a mobilização da gordura de reserva, agravando o quadro clínico.

Ao se alimentar com menos quantidade em comparação ao que comia normalmente (inapetência), em poucos dias ele começará a perder peso e desnutrir rapidamente.

Caso seu pet não esteja aceitando a ração pura, deve-se tentar oferecer alimentos mais apetitosos, mas sem exageros pois está sendo uma atitude paliativa. O importante é não esperar o seu pet parar de comer totalmente para tomar providências.

Viu algo, faça algo! Consultar um Veterinário, portanto, é uma providência importante.

Chegando ao Veterinário, o principal objetivo é descobrir a sua causa primária. O diagnóstico é necessário para dar início a um tratamento eficaz. Exames clínicos e avaliação do animal é indispensável. Além disso, muitas vezes é necessário realizar exames para um diagnóstico definitivo. Esses exames são direcionados de acordo com outras alterações clínicas que o animal apresentar, podendo incluir exames laboratoriais, raio-x, ultrassonografia ou endoscopia, por exemplo.

Devemos estimular o animal a se alimentar corretamente.

Devemos sempre lembrar que a alimentação adequada é uma das condições para uma vida saudável.
– Rotina de alimentação: ideal de 2x ao dia com a quantidade de ração adequada
– Usar brinquedos que liberam comida em vez de oferecer toda a refeição
– Petiscos: oferecer de forma correta, desde que não cause o desequilíbrio da quantidade de ração.
– Certifique-se de que ele beba bastante água
– Você pode alterar para uma ração úmida, que sempre é mais saborosa. Consulte o veterinário sobre a melhor forma de suprir as necessidades nutricionais do animal.
– Se a razão para a perda de apetite cão é física ou psicológica, é importante monitorar a dieta do cão, a fim de combater eficazmente o problema, antes que ele possa ter graves consequências.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 2º sinal clínico: Diarreia (fezes moles ou com sangue)

A diarreia é uma alteração clínica bastante comum e pode ocorrer desde uma simples ocorrência até uma doença grave, debilitando e desidratando o animal e até levar ao óbito.

Muitos donos de pets não acham importante consultar um profissional quando a diarreia ocorre, e isso pode ser explicado pelo fato de que a maioria dessas ocorrências podem ser consideradas relativamente comuns, e que ocorrem até mesmo pelo simples exagero de comidas em uma só refeição, troca de dieta, etc.

Como identificar a diarreia de doença grave?

A diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência e volume das fezes, assim como diminuição da consistência. As fezes moles e diarreicas contêm grande quantidade de água, e também podem apresentar muco, sangue, gordura ou alimento não digerido.

Na diarreia em felinos, poderá notar a incapacidade de evitar a defecação fora da caixa de areia e podem ter vômitos ocasionais.

Quando a diarreia é aguda, ocorre de forma isolada e não apresentam outros sinais clínicos, os animais são tratados sintomaticamente. Porém nos casos de diarreia grave ou crônica, apresentando outras alterações como vômito ou apatia, deverá ser solicitado pelo veterinário alguns exames para diagnóstico e tratar a causa.

Ao avaliar que a diarreia está cada vez mais frequente e possível presença de sangue, deve leva-lo imediatamente ao veterinário.

Muito importante entender que, a diarreia não é uma doença, mas sim uma condição que pode ser causada por várias doenças, como por exemplo:
– Ingestão de alimentos estragados
– Presença de corpo estranho
– Alergia alimentar
– Ingestão de alimentos altamente gordurosos
– Doenças gastrointestinais
– Intoxicações
– Doenças renais
– Mudança súbita da dieta (troca de ração)
– Doenças parasitárias (verminose)
– Doenças virais (cinomose, parvovirose, para felinos FIV/FELV)
– Doenças bacterianas
– Medicamentos
– Doenças pancreáticas (pancreatite, insuficiência pancreática)
– Doenças hormonais
– Neoplasias

Levando ao Médico Veterinário

Tanto o diagnóstico como o tratamento de qualquer possível doença se tornam muito mais fácil e rápido, evitando complicações maiores na saúde do pet. Você, ao observar as alterações nas fezes do seu pet (presença de sangue, muco, coloração), passe essa informação ao veterinário pois isso pode facilitar bastante a investigação do problema.

Os exames comumente solicitados para essa alteração clinica inclui exame laboratoriais como hemograma, exames bioquímicos (função renal, hepática, avaliação pancreática), testes parasitológicos (exame de fezes), testes sorológicos (para suspeita de doenças virais), raio x, ultrassonografia e até endoscopia.

Como tratar a diarreia?

Como já comentamos, a melhor solução para tratar a diarreia nos cães (e quaisquer outros sintomas de doenças caninas) é contar com a ajuda de um profissional veterinário, pois é só ele que terá condições de identificar e diagnosticar problema e indicar o tratamento mais adequado.

Geralmente, para os animais com diarreia leve, sem presença de desidratação, pode-se tentar alimentar com dieta branda com baixo de teor de gordura, por poucos dias. Não deixar o animal sem se alimentar de forma alguma! O jejum pode piorar a flora intestinal e agravar o quadro clinico, se ele já está debilitado, poderá ficar mais. No mercado pet atualmente existem rações específicas para alterações intestinais. Não se deve suspender a água. Se ele se recusar a comer, com o animal internado pode-se intervir colocando uma sonda nasogástrica ou sonda esofágica que são procedimentos simples.

Filhotes são muito mais sensíveis à diarreia, por isso, com eles não devemos perder o mínimo de tempo antes de levá-los ao veterinário.

No caso das diarreias persistentes e com presença de desidratação, é necessária a administração de soro (fluidoterapia) principalmente por via intravenosa, para reidratar e prevenir uma futura desidratação do animal.

Podem ser prescritos antibióticos para tratar de qualquer bactéria que esteja alterando a flora intestinal. Para os exames positivos para verminoses, o tratamento é com vermífugo específico. Nos gatos, podem existir algumas causas da diarreia podem não ser curáveis e requerer medicação permanente para ajudar na normalização das fezes.

Vamos prevenir para que isto ocorra? Viu Algo, Faça Algo!

A prevenção é importante para evitar as principais causas da diarreia. Podemos evitar que o animal tenha acesso ao lixo e evitar alterações repentinas nas rações caninas e felinas. Além disso, é muito importante manter a vacinação e vermifugação em dia, e realizar check up com certa frequência.

Fique sempre de olho no seu animal de estimação em casa e no caso de aparecerem novamente os sinais de diarreia, sangue ou muco nas fezes, contate o Médico Veterinário.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Viu algo, Faça algo! – 1º sinal clínico: Vômito

PC - Post 01 VIU ALGO - v1.1-01.png

Embora seja uma ocorrência relativamente comum, o vômito em cães e gatos pode, sim, ser uma emergência!

Esta é uma das alterações clínicas mais observadas pelos tutores em cães e gatos, sendo um dos principais motivos para procurar o Médico Veterinário.

Este sinal clínico é encontrado em diversas doenças e nunca devemos ver como uma alteração isolada, pois é inespecífica e pode indicar diversos estímulos ou doenças.

Devemos sempre investigar o que está causando o vômito, pois dependendo da sua frequência pode levar a desidratação e pode indicar sérios riscos a vida do animal.

 

O vômito propriamente dito consiste na expulsão do conteúdo gástrico pela boca, muito importante diferenciar de regurgitação e tosse.

– Vômito: o conteúdo aparece 90% digerido, ou seja, o conteúdo se apresenta sem forma definida.

– Regurgitação: é quando se observa a forma do alimento (arroz, pedaços da ração, carne, entre outros).

– Tosse: casos de traqueíte ou traqueobronquite, a tosse pode ser confundida com vômito, uma vez que há um esforço acompanhado pela expulsão de muco proveniente da traqueia, (comportamento de estar “engasgado”)

 

O que devemos pensar quando o cão ou gato vomita?

Em muitas situações o animal pode ingerir plantas/gramíneas, e esse comportamento ainda não tem explicação científica, porém acredita-se que os animais consomem essas plantas como “ervas medicinais” para provocar o vômito quando estão enjoados. Não devemos esquecer de manter em dia vacinas e vermífugos.

Os gatos de pelo longo principalmente, podem vomitar bolas de pelo, devido ao seu comportamento de se lamber para se limpar com frequência.

É importante saber há quanto tempo o problema está acontecendo, qual a frequência, se o animal está tomando algum tipo de medicamento, qual o conteúdo e cor do vômito e, ainda, relembrar possíveis mudanças ambientais ou alimentares no período.

 

Para se ter uma ideia do quanto esse sinal clínico é inespecífico, segue abaixo uma lista de algumas doenças que causam vômitos:

– Intolerância de algum alimento ingerido (alergia a algum componente da ração ou alimento caseiro)

– Troca brusca de ração

– Ingestão de algum alimento estragado (intoxicação alimentar)

– Problemas gástricos (ulceração gástrica, síndrome de dilatação / vólvulo gástrico…)

– Intoxicação (medicamentos, plantas, substâncias tóxicas, pesticidas…)

– Doenças virais (cinomose, parvovirose, panleucopenia felina…)

– Doenças bacterianas (leptospirose, enterite bacteriana…)

– Doenças parasitárias (verminoses…)

– Doenças hepáticas

– Ingestão de corpo estranho

– Doença renal

– Piometra (infecção no útero)

– Pancreatite

– Neoplasias

– Doenças do Sistema Nervoso (convulsões, epilepsia)

 

Em qual momento devo procurar ajuda?

VIU ALGO, FAÇA ALGO! Se você notar que é frequente ou que vem associado a outros sinais (febre, apatia, diarreia, aumento de volume abdominal, falta de apetite), é preciso levá-lo ao médico veterinário o quanto antes, pois o vômito intenso desidrata rapidamente e pode até matar.

Evite automedicar seu animal, pois medicações usadas na rotina humana, como as que inibem o vômito, por exemplo, são contraindicadas.

Dependendo da gravidade dessa condição, será necessário um tratamento imediato para corrigir a desidratação, e além disso será importante pesquisar a possível causa. Um bom relato sobre a rotina do seu pet pode ser importante. Exames como hemograma, exames bioquímicos, exames da urina e fezes, radiografia, ultrassonografia e endoscopia também podem ser requisitados para esclarecer o quadro. Existem casos mais complexos que necessitam de procedimento cirúrgico conhecido como laparotomia exploratória (que consiste em um abrir o abdômen do paciente para melhor avaliação).

Com o diagnóstico definido, é muito mais fácil intervir e realizar um tratamento específico. Quanto antes o tratamento for iniciado, maiores as chances de sobrevivência.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

.

 

 

Petiscos saudáveis para Cães –  Dicas e sugestões

Imagem relacionadaDar petiscos ao seu pet é uma forma de recompensá-lo por boas ações e bom comportamento. Estes pequenos “brindes” são formas de agradá-lo e contribuem para deixá-lo mais feliz, além de desenvolver um comportamento mais sociável.

Há muitos anos o homem domesticou os cães e os tornou tão próximos que até sua alimentação ficou parecida. Com a modernidade as fábricas de alimentos tornaram nossas vidas mais práticas e isto também se reflete na vida de nossos melhores amigos, cuja alimentação passou a ser balanceada de acordo com a raça do cão, tipo de atividade que executa diariamente, seu porte físico, dentre outras especificidades.

No entanto, não devemos esquecer que os ancestrais caninos eram caçadores e que podemos complementar sua alimentação com “petiscos” que se assemelhem a sua caça.

 

Os melhores exemplos são:

  • Moela de frango cozida ou assada.
  • Fígado bovino ou de frango cozidos.
  • Ossos longos de bovinos ou de cordeiro.

Todos estes alimentos no intuito de tornar seu dia mais divertido resgatando sua essência de cão caçador, diminuindo o estresse e a solidão do cão enquanto seu dono está ausente trabalhando ou criando um maior vínculo entre o cão e seu dono quando estão juntos.

 

Outras sugestões de “petiscos”

  • Cenoura
  • Beterraba
  • Abobrinha cruas
  • Maçã
  • Pera
  • Melão
  • Melancia
  • Mamão

Lembrando que não devemos oferecer o caroço das frutas por se tratar da parte mais energética delas e poder propiciar uma possível intoxicação para nossos amigos de 4 patas.

Cabe sempre lembrar que ao oferecer petiscos aos nossos melhores amigos devemos diminuir a quantidade de ração diária recomendada para ele, pois estamos oferecendo mais alimento. Mesmo que seja um inocente “petisco”.

Sempre procure um veterinário para tirar suas dúvidas como alimentar seu pet de forma correta e mais saudável, pois deve ser verificado sempre a quantidade de alimento conforme o peso e características específicas (locais onde vivem, tipos de atividades, se está em tratamento para alguma doença, etc…)

Quer saber mais? Entre em contato conosco!


Rosane Lopes Colares 
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Atenção! Alto índice de chuvas aumenta o risco de contaminação por leptospirose em pets.

image.pngA leptospirose é umas das importantes zoonoses (doenças transmitidas pelos animais ao homem), causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans e infecta a maioria dos mamíferos selvagens e domésticos, além dos humanos.

A transmissão ocorre principalmente pela urina de ratos contaminados com a bactéria da leptospirose. A urina dos ratos se mistura à água, ao solo e até mesmo aos alimentos, e esse microrganismo pode penetrar pela pele e também pode ser ingerido junto com água e alimentos contaminados.

Essa enfermidade tem o índice de casos aumentados no período de maior incidência chuvosa, enchentes e alagamentos devido a forma de disseminação da bactéria que, sobrevive nesses ambientes mais úmidos, ela acaba sendo conduzida pela chuva e expondo os demais animais que tem contato com esta água.

Fique atento aos sinais clínicos no seu Pet:

Febre

Depressão, apatia, dor muscular (fica mais tempo deitado)

Perda do apetite

Vômitos

Desidratação

Icterícia (amarelamento das mucosas como olhos, gengivas e também da pele)

Urina escura (amarelo escuro a marrom)

Ao observar esses sinais em seu pet, mesmo que eles não tenham tido contato com água de alagamento ou enchentes, é preciso procurar imediatamente um médico veterinário e isolar outros animais da casa.

É muito importante realizar exames complementares para auxiliar no diagnóstico da doença. A bactéria causa lesões graves em rins e fígado do animal. Exames como hemograma e análises bioquímicas para avaliar função hepática e renal são importantes. Além disso, pode-se realizar exames como ecografia abdominal para avaliar esses órgãos.

Para o diagnóstico definitivo, deve-se realizar exame sorológico ou direto específico para leptospirose.

Tratamento

O ideal é que o seu animal seja internado em clínica onde tenha estrutura de isolamento para doenças infectocontagiosas, por se tratar de uma doença altamente transmissível.

O principal tratamento é o uso de antibiótico específico contra Leptospira, e para existir uma maior chance de cura, esse tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, juntamente com o tratamento de outras alterações observadas, realizando correção da desidratação e vômitos por exemplo.

Prevenção

– Alimentação do pet: alimentar em horários determinados, não deixando a ração à vontade, pois os restos de alimento atraem os ratos. Além disso, os roedores podem contaminar esse ambiente onde o animal se alimenta ao urinar nas proximidades. Por isso, é importante deixar o comedouro dos cães em locais altos, assim como armazenar os sacos de ração em recipientes bem fechados.

– Vacinação anual ou semestral dos cães com a vacina polivalente importada, aplicada exclusivamente pelo Médico Veterinário. Também é conhecida como V8 ou V10. Além de se proteger contra leptospirose, essa vacina também protege contra outras doenças infecciosas.

– Lavar o ambiente dos cães com cloro (água sanitária). A água sanitária consegue matar a bactéria da leptospirose e pode ser usada em locais onde os ratos frequentam e urinam.

– Evitar acúmulo de lixo e restos de comida; não permitir o acúmulo de água parada ou ambientes úmidos e fechar buracos entre telhas e rodapés também são atitudes que auxiliam no controle de roedores.

– Muita cautela ao utilizar veneno para ratos no ambiente, pois é extremamente tóxico para cães e gatos. Sempre peça orientação a um Médico Veterinário.

Se o seu pet realmente estiver doente e não receber o tratamento adequado certamente virá a óbito. Caso seja diagnosticada a doença, a família deve também procurar orientação com um infectologista sobre os cuidados e exames necessários para as pessoas que tiveram contato com esse animal.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Outubro Rosa, Tempo de Informação e Prevenção!

Print O Câncer é uma doença cheia de paradoxos. Nos acompanha desde tempos antigos, porém se demonstra em nossa sociedade moderna como uma chaga avassaladora, uma palavra agourenta que está sempre ligada a dor, sofrimento e falta de perspectiva. Contudo, umas das armas mais poderosas que temos para desafiar tamanho inimigo se encontra facilmente disponível, e cada vez mais se faz presente em nossas vidas: a Informação.
Com os primeiros passos dados na década de 90, o movimento Outubro Rosa ganhou força e organização em meados de 1997, quando diversas entidades nos Estados Unidos se uniram sob uma mesma bandeira: conscientização, informação e diagnóstico precoce. As ações ganharam destaque mundial, sendo veiculadas no Brasil pela primeira vez em 2008, e permearam a Medicina Veterinária por volta de 2015, estendendo o mesmo desejo de levar informação e esperança a tutores que se veem frente a tal patologia.As neoplasias mamárias são extremamente comuns nas espécies canina e felina, sendo o tumor mais frequente em cadelas, representando 50 a 70% de incidência nesta espécie. Em gatas compreende o terceiro tipo mais comum, com uma ressalva: grande parte dos tumores mamários em felinos são malignos, com índices chegando a 80%.

Perante dados tão preocupantes, o conhecimento e entendimento da doença se faz essencial para um bom prognóstico e, antes de tratar, prevenir sempre será a melhor opção! Desta maneira, é importante salientar o papel da castração na prevenção do câncer em animais. Cadelas castradas antes do primeiro cio tem uma diminuição da incidência de 95% para neoplasias mamárias, quando comparadas com cadelas não castradas. Nas gatas, a diminuição da incidência de tumores mamários quando castradas antes do primeiro cio é de 91%. Outro dado importantíssimo: o efeito protetor da castração se esvai rapidamente para animais que não são castrados precocemente, sendo que animais castrados após os 2 anos de idade não demonstram diminuição da incidência para tumores mamários.

Tão importante quanto a prevenção, o diagnóstico precoce é capaz de aumentar as chances de cura para o paciente. Desta maneira, o exame do animal pelo seu tutor e as visitas periódicas ao veterinário se fazem essenciais, promovendo diagnóstico e posterior tratamento. Sempre examine as mamas do seu animal, de uma maneira gentil, ficando atento à presença de nódulos ou alterações de consistência. Se achar algo diferente, não hesite em levar ao veterinário! Por muitas vezes me deparei em minha prática com indicações e comentários do tipo “seria melhor não intervir, pois ela está bem”, ou “ela é idosa demais para qualquer procedimento”. Uma reflexão importante quanto a isso: deixar um câncer potencialmente maligno se desenvolver livremente, sem intervenção, JAMAIS será a melhor alternativa. Converse com seu veterinário de confiança, procure um Oncologista, fique atento! Pois estas atitudes fazem toda a diferença.

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Entenda um pouco sobre Cardiologia Veterinária

Resultado de imagem para #setemcoraçãoHoje em dia, nossos animais de estimação têm vivido mais devido aos maiores cuidados que temos aplicado a eles. Assim como os humanos, com o passar da idade, eles tendem a apresentar doenças relacionadas à idade avançada, como as doenças cardíacas. Além disso, alguns animais mais jovens podem ter predisposição a apresentar esses problemas, como por exemplo, cães da raça Boxer.

A Doença Valvar Crônica ou Endocardiose de Mitral é a doença cardíaca mais comum no cão. É uma doença degenerativa que acomete frequetemente cães de pequeno porte de meia idade a idosos. As raças mais acometidas são Poodle Toy e Miniatura, Yorkshire Terrier, Pinscher Miniatura, Chihuahua, Cavalier King Charles, entre outros. Às vezes o paciente pode não apresentar sinal clínico e ser auscultado sopro em uma visita ao veterinário. Porém, alguns pacientes podem apresentar sinais clínicos leves como cansaço fácil, tosse seca e alta (parecendo um engasgo) e até mais graves como desmaios, língua azulada a roxa, dificuldade de respirar.

Existem outras doenças cardíacas como Cardiomiopatia Dilatada (cães de médio a grande porte), Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (raça Boxer e Dobermann), Cardiomiopatia Hipertrófica (gatos), Cardiopatias Congênitas (filhotes e jovens), entre outras. No entanto, é importante comentar sobre a hipertensão arterial (pressão alta) em cães e gatos como consequência da doença cardíaca e outras doenças também (hiperadrecorticismo, doença renal crônica).

As doenças respiratórias (bronquite crônica, colapso de traqueia, síndrome respiratória dos cães braquicefálicos) devem ser acompanhas com cautela, pois podem levar a alterações cardíacas também com a cronicidade da doença.

O objetivo desse artigo é mostrar a importância de acompanhamento veterinário e de profissionais capacitados para melhor atender os membros da nossa família. O sistema cardiocirculatório é muito importante para uma vida saudável, sendo responsável pelo bom funcionamento dos outros órgãos do corpo. Consultas e exames são indispensáveis para um diagnóstico precoce e melhor tratamento para quem merece.

Obrigada pela atenção e nos vemos no próximo artigo!

 

Eloisa Helena Moreira Pino
Médica Veterinária
CRMV/RS 13333

 

 

 

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

 

Obesidade-em-cães-e-gatosA obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo gordura em níveis maiores que os necessários para o bom funcionamento do organismo, prejudicando suas funções fisiológicas.

Atualmente, esse distúrbio é uma questão de saúde pública e uma preocupação mundial tanto para humanos quanto para os pets. Cães e gatos já são considerados parte da família, e com isso estão mais próximos dos hábitos alimentares e estilo de vida do seus tutores.

A prevalência de casos de obesidade nos animais tem aumentado significativamente, e já estima-se que a obesidade no Brasil varie na faixa de 6 a 12% da população de gatos e 25 a 45% da população de cães.

A maioria dos tutores não reconhece ou simplesmente ignora o excesso de peso do seu pet e por isso não se preocupa em levá-lo ao Veterinário. É muito importante ter em mente que, o controle da obesidade não é somente para tratar um problema estético e sim para prevenir várias doenças.

 

FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE

Alimentação: Hábitos alimentares incorretos relacionados à baixa qualidade da dieta oferecida pelos tutores (muitas vezes até com alimentos caseiros) e número de refeições influenciam no aumento de peso do animal.  Existe também a superalimentação, que é o fornecimento do alimento em excesso, oferta de petiscos calóricos e sobras de refeições.

Sedentarismo: A falta de exercício é um dos principais fatorem que levam o animal a ficar obeso.

Genética do animal: Animais que são predispostos à obesidade são: Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Shetland Sheepdog, Dachshund, Basset Hound, Schnauzer, Springer Spaniel, Chihuahua e Pug. Não há relatos de predisposição à obesidade entre as raças de gatos.

Castração: A obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados. Contudo, os benefícios desse procedimento ainda são mais importantes e ele é recomendado. É necessário apenas um maior cuidado com o sobrepeso.

Idade: A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo que o intervalo de idade de maior prevalência se situa entre 5 a 10 anos.

Distúrbios endócrinos: Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo são os principais distúrbios associados à obesidade.

Sexo: para os cães, a obesidade é mais comum nas fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária, já para os gatos, os machos têm maior predisposição.

 

AS DOENÇAS ASSOCIADAS

Não só pelo fator estético, a obesidade deve ser combatida porque leva a várias alterações sistêmicas oferecendo risco à saúde do animal:

– Doenças cardiovasculares

– Doenças osteoarticulares

– Doenças de pele

– Lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) que ocorre principalmente nos felinos

Além dessas doenças, o animal tem deficiências na imunidade, aumentam os riscos cirúrgicos e anestésicos e diminui a expectativa de vida.

 

DIAGNÓSTICO

Animais são considerados obesos quando o seu peso corporal ultrapassa 20% do ideal de sua raça.

O veterinário realiza uma série de exames físicos que incluem avaliar o escore corporal, realizar a pesagem, inspeção visual e palpação da gordura tecidual. O animal também deve passar por uma série de exames laboratoriais incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e hormonais, para verificar a saúde geral e descartar outras doenças associadas.

 

PREVENÇÃO

Devemos mudar alguns hábitos:

– Fornecer alimentos balanceados e nas quantidades adequadas a sua necessidade diária. Para isso é essencial consultar um médico veterinário, pois é ele quem vai indicar o alimento adequado e específico para seu pet;

– Estimular exercícios físicos regularmente;

– É importante sempre levar seu pet ao médico veterinário para consultas e check ups, ao menos uma vez por ano.

 

CONCLUSÃO

Entendendo um pouco mais sobre esse distúrbio nutricional, conclui-se que o excesso de peso é uma condição debilitante da saúde, e que o Médico Veterinário é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e estabelecer metas para reverter o quadro o mais rápido possível.

Pelo bem do seu pet, é importante instituir um plano de emagrecimento e incentivar a mudança de hábitos e comportamentos.

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320