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Petiscos saudáveis para Cães –  Dicas e sugestões

Imagem relacionadaDar petiscos ao seu pet é uma forma de recompensá-lo por boas ações e bom comportamento. Estes pequenos “brindes” são formas de agradá-lo e contribuem para deixá-lo mais feliz, além de desenvolver um comportamento mais sociável.

Há muitos anos o homem domesticou os cães e os tornou tão próximos que até sua alimentação ficou parecida. Com a modernidade as fábricas de alimentos tornaram nossas vidas mais práticas e isto também se reflete na vida de nossos melhores amigos, cuja alimentação passou a ser balanceada de acordo com a raça do cão, tipo de atividade que executa diariamente, seu porte físico, dentre outras especificidades.

No entanto, não devemos esquecer que os ancestrais caninos eram caçadores e que podemos complementar sua alimentação com “petiscos” que se assemelhem a sua caça.

 

Os melhores exemplos são:

  • Moela de frango cozida ou assada.
  • Fígado bovino ou de frango cozidos.
  • Ossos longos de bovinos ou de cordeiro.

Todos estes alimentos no intuito de tornar seu dia mais divertido resgatando sua essência de cão caçador, diminuindo o estresse e a solidão do cão enquanto seu dono está ausente trabalhando ou criando um maior vínculo entre o cão e seu dono quando estão juntos.

 

Outras sugestões de “petiscos”

  • Cenoura
  • Beterraba
  • Abobrinha cruas
  • Maçã
  • Pera
  • Melão
  • Melancia
  • Mamão

Lembrando que não devemos oferecer o caroço das frutas por se tratar da parte mais energética delas e poder propiciar uma possível intoxicação para nossos amigos de 4 patas.

Cabe sempre lembrar que ao oferecer petiscos aos nossos melhores amigos devemos diminuir a quantidade de ração diária recomendada para ele, pois estamos oferecendo mais alimento. Mesmo que seja um inocente “petisco”.

Sempre procure um veterinário para tirar suas dúvidas como alimentar seu pet de forma correta e mais saudável, pois deve ser verificado sempre a quantidade de alimento conforme o peso e características específicas (locais onde vivem, tipos de atividades, se está em tratamento para alguma doença, etc…)

Quer saber mais? Entre em contato conosco!


Rosane Lopes Colares 
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Atenção! Alto índice de chuvas aumenta o risco de contaminação por leptospirose em pets.

image.pngA leptospirose é umas das importantes zoonoses (doenças transmitidas pelos animais ao homem), causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans e infecta a maioria dos mamíferos selvagens e domésticos, além dos humanos.

A transmissão ocorre principalmente pela urina de ratos contaminados com a bactéria da leptospirose. A urina dos ratos se mistura à água, ao solo e até mesmo aos alimentos, e esse microrganismo pode penetrar pela pele e também pode ser ingerido junto com água e alimentos contaminados.

Essa enfermidade tem o índice de casos aumentados no período de maior incidência chuvosa, enchentes e alagamentos devido a forma de disseminação da bactéria que, sobrevive nesses ambientes mais úmidos, ela acaba sendo conduzida pela chuva e expondo os demais animais que tem contato com esta água.

Fique atento aos sinais clínicos no seu Pet:

Febre

Depressão, apatia, dor muscular (fica mais tempo deitado)

Perda do apetite

Vômitos

Desidratação

Icterícia (amarelamento das mucosas como olhos, gengivas e também da pele)

Urina escura (amarelo escuro a marrom)

Ao observar esses sinais em seu pet, mesmo que eles não tenham tido contato com água de alagamento ou enchentes, é preciso procurar imediatamente um médico veterinário e isolar outros animais da casa.

É muito importante realizar exames complementares para auxiliar no diagnóstico da doença. A bactéria causa lesões graves em rins e fígado do animal. Exames como hemograma e análises bioquímicas para avaliar função hepática e renal são importantes. Além disso, pode-se realizar exames como ecografia abdominal para avaliar esses órgãos.

Para o diagnóstico definitivo, deve-se realizar exame sorológico ou direto específico para leptospirose.

Tratamento

O ideal é que o seu animal seja internado em clínica onde tenha estrutura de isolamento para doenças infectocontagiosas, por se tratar de uma doença altamente transmissível.

O principal tratamento é o uso de antibiótico específico contra Leptospira, e para existir uma maior chance de cura, esse tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, juntamente com o tratamento de outras alterações observadas, realizando correção da desidratação e vômitos por exemplo.

Prevenção

– Alimentação do pet: alimentar em horários determinados, não deixando a ração à vontade, pois os restos de alimento atraem os ratos. Além disso, os roedores podem contaminar esse ambiente onde o animal se alimenta ao urinar nas proximidades. Por isso, é importante deixar o comedouro dos cães em locais altos, assim como armazenar os sacos de ração em recipientes bem fechados.

– Vacinação anual ou semestral dos cães com a vacina polivalente importada, aplicada exclusivamente pelo Médico Veterinário. Também é conhecida como V8 ou V10. Além de se proteger contra leptospirose, essa vacina também protege contra outras doenças infecciosas.

– Lavar o ambiente dos cães com cloro (água sanitária). A água sanitária consegue matar a bactéria da leptospirose e pode ser usada em locais onde os ratos frequentam e urinam.

– Evitar acúmulo de lixo e restos de comida; não permitir o acúmulo de água parada ou ambientes úmidos e fechar buracos entre telhas e rodapés também são atitudes que auxiliam no controle de roedores.

– Muita cautela ao utilizar veneno para ratos no ambiente, pois é extremamente tóxico para cães e gatos. Sempre peça orientação a um Médico Veterinário.

Se o seu pet realmente estiver doente e não receber o tratamento adequado certamente virá a óbito. Caso seja diagnosticada a doença, a família deve também procurar orientação com um infectologista sobre os cuidados e exames necessários para as pessoas que tiveram contato com esse animal.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Outubro Rosa, Tempo de Informação e Prevenção!

Print O Câncer é uma doença cheia de paradoxos. Nos acompanha desde tempos antigos, porém se demonstra em nossa sociedade moderna como uma chaga avassaladora, uma palavra agourenta que está sempre ligada a dor, sofrimento e falta de perspectiva. Contudo, umas das armas mais poderosas que temos para desafiar tamanho inimigo se encontra facilmente disponível, e cada vez mais se faz presente em nossas vidas: a Informação.
Com os primeiros passos dados na década de 90, o movimento Outubro Rosa ganhou força e organização em meados de 1997, quando diversas entidades nos Estados Unidos se uniram sob uma mesma bandeira: conscientização, informação e diagnóstico precoce. As ações ganharam destaque mundial, sendo veiculadas no Brasil pela primeira vez em 2008, e permearam a Medicina Veterinária por volta de 2015, estendendo o mesmo desejo de levar informação e esperança a tutores que se veem frente a tal patologia.As neoplasias mamárias são extremamente comuns nas espécies canina e felina, sendo o tumor mais frequente em cadelas, representando 50 a 70% de incidência nesta espécie. Em gatas compreende o terceiro tipo mais comum, com uma ressalva: grande parte dos tumores mamários em felinos são malignos, com índices chegando a 80%.

Perante dados tão preocupantes, o conhecimento e entendimento da doença se faz essencial para um bom prognóstico e, antes de tratar, prevenir sempre será a melhor opção! Desta maneira, é importante salientar o papel da castração na prevenção do câncer em animais. Cadelas castradas antes do primeiro cio tem uma diminuição da incidência de 95% para neoplasias mamárias, quando comparadas com cadelas não castradas. Nas gatas, a diminuição da incidência de tumores mamários quando castradas antes do primeiro cio é de 91%. Outro dado importantíssimo: o efeito protetor da castração se esvai rapidamente para animais que não são castrados precocemente, sendo que animais castrados após os 2 anos de idade não demonstram diminuição da incidência para tumores mamários.

Tão importante quanto a prevenção, o diagnóstico precoce é capaz de aumentar as chances de cura para o paciente. Desta maneira, o exame do animal pelo seu tutor e as visitas periódicas ao veterinário se fazem essenciais, promovendo diagnóstico e posterior tratamento. Sempre examine as mamas do seu animal, de uma maneira gentil, ficando atento à presença de nódulos ou alterações de consistência. Se achar algo diferente, não hesite em levar ao veterinário! Por muitas vezes me deparei em minha prática com indicações e comentários do tipo “seria melhor não intervir, pois ela está bem”, ou “ela é idosa demais para qualquer procedimento”. Uma reflexão importante quanto a isso: deixar um câncer potencialmente maligno se desenvolver livremente, sem intervenção, JAMAIS será a melhor alternativa. Converse com seu veterinário de confiança, procure um Oncologista, fique atento! Pois estas atitudes fazem toda a diferença.

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Entenda um pouco sobre Cardiologia Veterinária

Resultado de imagem para #setemcoraçãoHoje em dia, nossos animais de estimação têm vivido mais devido aos maiores cuidados que temos aplicado a eles. Assim como os humanos, com o passar da idade, eles tendem a apresentar doenças relacionadas à idade avançada, como as doenças cardíacas. Além disso, alguns animais mais jovens podem ter predisposição a apresentar esses problemas, como por exemplo, cães da raça Boxer.

A Doença Valvar Crônica ou Endocardiose de Mitral é a doença cardíaca mais comum no cão. É uma doença degenerativa que acomete frequetemente cães de pequeno porte de meia idade a idosos. As raças mais acometidas são Poodle Toy e Miniatura, Yorkshire Terrier, Pinscher Miniatura, Chihuahua, Cavalier King Charles, entre outros. Às vezes o paciente pode não apresentar sinal clínico e ser auscultado sopro em uma visita ao veterinário. Porém, alguns pacientes podem apresentar sinais clínicos leves como cansaço fácil, tosse seca e alta (parecendo um engasgo) e até mais graves como desmaios, língua azulada a roxa, dificuldade de respirar.

Existem outras doenças cardíacas como Cardiomiopatia Dilatada (cães de médio a grande porte), Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (raça Boxer e Dobermann), Cardiomiopatia Hipertrófica (gatos), Cardiopatias Congênitas (filhotes e jovens), entre outras. No entanto, é importante comentar sobre a hipertensão arterial (pressão alta) em cães e gatos como consequência da doença cardíaca e outras doenças também (hiperadrecorticismo, doença renal crônica).

As doenças respiratórias (bronquite crônica, colapso de traqueia, síndrome respiratória dos cães braquicefálicos) devem ser acompanhas com cautela, pois podem levar a alterações cardíacas também com a cronicidade da doença.

O objetivo desse artigo é mostrar a importância de acompanhamento veterinário e de profissionais capacitados para melhor atender os membros da nossa família. O sistema cardiocirculatório é muito importante para uma vida saudável, sendo responsável pelo bom funcionamento dos outros órgãos do corpo. Consultas e exames são indispensáveis para um diagnóstico precoce e melhor tratamento para quem merece.

Obrigada pela atenção e nos vemos no próximo artigo!

 

Eloisa Helena Moreira Pino
Médica Veterinária
CRMV/RS 13333

 

 

 

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

 

Obesidade-em-cães-e-gatosA obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo gordura em níveis maiores que os necessários para o bom funcionamento do organismo, prejudicando suas funções fisiológicas.

Atualmente, esse distúrbio é uma questão de saúde pública e uma preocupação mundial tanto para humanos quanto para os pets. Cães e gatos já são considerados parte da família, e com isso estão mais próximos dos hábitos alimentares e estilo de vida do seus tutores.

A prevalência de casos de obesidade nos animais tem aumentado significativamente, e já estima-se que a obesidade no Brasil varie na faixa de 6 a 12% da população de gatos e 25 a 45% da população de cães.

A maioria dos tutores não reconhece ou simplesmente ignora o excesso de peso do seu pet e por isso não se preocupa em levá-lo ao Veterinário. É muito importante ter em mente que, o controle da obesidade não é somente para tratar um problema estético e sim para prevenir várias doenças.

 

FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE

Alimentação: Hábitos alimentares incorretos relacionados à baixa qualidade da dieta oferecida pelos tutores (muitas vezes até com alimentos caseiros) e número de refeições influenciam no aumento de peso do animal.  Existe também a superalimentação, que é o fornecimento do alimento em excesso, oferta de petiscos calóricos e sobras de refeições.

Sedentarismo: A falta de exercício é um dos principais fatorem que levam o animal a ficar obeso.

Genética do animal: Animais que são predispostos à obesidade são: Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Shetland Sheepdog, Dachshund, Basset Hound, Schnauzer, Springer Spaniel, Chihuahua e Pug. Não há relatos de predisposição à obesidade entre as raças de gatos.

Castração: A obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados. Contudo, os benefícios desse procedimento ainda são mais importantes e ele é recomendado. É necessário apenas um maior cuidado com o sobrepeso.

Idade: A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo que o intervalo de idade de maior prevalência se situa entre 5 a 10 anos.

Distúrbios endócrinos: Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo são os principais distúrbios associados à obesidade.

Sexo: para os cães, a obesidade é mais comum nas fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária, já para os gatos, os machos têm maior predisposição.

 

AS DOENÇAS ASSOCIADAS

Não só pelo fator estético, a obesidade deve ser combatida porque leva a várias alterações sistêmicas oferecendo risco à saúde do animal:

– Doenças cardiovasculares

– Doenças osteoarticulares

– Doenças de pele

– Lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) que ocorre principalmente nos felinos

Além dessas doenças, o animal tem deficiências na imunidade, aumentam os riscos cirúrgicos e anestésicos e diminui a expectativa de vida.

 

DIAGNÓSTICO

Animais são considerados obesos quando o seu peso corporal ultrapassa 20% do ideal de sua raça.

O veterinário realiza uma série de exames físicos que incluem avaliar o escore corporal, realizar a pesagem, inspeção visual e palpação da gordura tecidual. O animal também deve passar por uma série de exames laboratoriais incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e hormonais, para verificar a saúde geral e descartar outras doenças associadas.

 

PREVENÇÃO

Devemos mudar alguns hábitos:

– Fornecer alimentos balanceados e nas quantidades adequadas a sua necessidade diária. Para isso é essencial consultar um médico veterinário, pois é ele quem vai indicar o alimento adequado e específico para seu pet;

– Estimular exercícios físicos regularmente;

– É importante sempre levar seu pet ao médico veterinário para consultas e check ups, ao menos uma vez por ano.

 

CONCLUSÃO

Entendendo um pouco mais sobre esse distúrbio nutricional, conclui-se que o excesso de peso é uma condição debilitante da saúde, e que o Médico Veterinário é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e estabelecer metas para reverter o quadro o mais rápido possível.

Pelo bem do seu pet, é importante instituir um plano de emagrecimento e incentivar a mudança de hábitos e comportamentos.

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sequestro de córnea

Green-eyed-PersianO sequestro de córnea ou também chamado” mumificação corneana”, “córnea nigra” ou “necrose corneana”,  é um acúmulo de pigmento no estroma da córnea de felinos. As raças braquicefálicas, como Persas, são as mais acometidas. Porém cavalos e cães também podem ser afetados. A causa exata de seu aparecimento não está definida, mas se sabe que está relacionada com infecções por herpes vírus felino, falta de lubrificação corneana e por pelos tocando a córnea (distiquíase).

Esse pigmento pode variar de pequenos pontos a grandes placas negras no centro da córnea, podendo ou não estar associada à conjuntivite. Em sua maioria ocorre desconforto ocular e conjuntivite recorrente, o que leva a necessidade de remoção do sequestro. A recidiva é frequente.

A ceratectomia (remoção de segmento da córnea) é o procedimento cirúrgico indicado. Esse pigmento só deve ser removido por oftalmologistas veterinários experientes. Há necessidade de utilização do microscópio cirúrgico para que se magnifique as estruturas e se consiga uma remoção precisa do pigmento e preservação da córnea saudável.

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Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

Hipertermia por insolação e intermação

water dogsSabe aqueles passeios com seu pet em dias quentes? Eles podem causar hipertermia por insolação e até mesmo levar ao óbito. Esses casos são mais comuns do que imaginamos, e acontece principalmente pelo desconhecimento do tutor.

Tanto a hipertermia por insolação quanto por intermação ocorrem devido a exposição excessiva ao calor.

A insolação é a exposição aos raios solares por tempo prolongado.

A intermação é a ação do calor em ambientes pouco arejados (dentro do carro, por exemplo), ou quando o animal realiza esforço físico intenso.

Ambas as complicações resultam em aumento da temperatura corporal e pelo mau resfriamento do corpo. A temperatura normal de um cão varia de 37 a 39ºC. Temperaturas acima de 41ºC podem ser fatais, pois o animal pode entrar em choque e ter falência múltipla de órgãos. A temperatura elevada, combinada com fatores como falta de ingestão de líquidos (hidratação) e má circulação do ar podem levar o seu pet a ter várias complicações e até levar ao óbito.

Os principais fatores que desencadeiam a hipertermia são:

– Umidade: Quanto maior a umidade relativa do ar, mais difícil será a evaporação, conseqüentemente, o corpo acumula maior quantidade de calor.

– Ventilação: Sem circulação constante do ar o resfriamento torna-se difícil, provocando aumento da temperatura corporal.  Além disso, algumas raças têm maior predisposição a hipertermia, tais como o buldogue,  pug, shih tzu, entre outros. Essas raças são braquicefálicas (cabeça e focinho curtos) e possuem vias respiratórias mais curtas, então o ar não tem muito tempo para resfriar até chegar aos pulmões.

– Condições físicas: O esforço físico em excesso aumenta a produção de calor pelo organismo, enquanto a fadiga muscular acumula substâncias tóxicas nos tecidos. A associação de ambas predispõe o organismo a problemas de circulação sanguínea;

– Pelagem: animais com pelagem escura favorecem o acúmulo de calor, com conseqüente elevação da temperatura corporal.

 

Fique atento aos sinais de hipertermia:

– Salivação excessiva e espessa;

– Respiração extremamente ofegante;

– Fraqueza e andar cambaleante

– Nos casos mais graves, podem apresentar respiração fraca, quadros de diarréia, vômito, vermelhidão nas patas, boca, orelhas e na língua, até convulsões e inconsciência.

 

O que fazer?

Caso seu pet apresente algum destes sintomas, leve prontamente ao veterinário. Enquanto isso tente resfriá-lo com uma toalha molhada (fria) ou deixe-o em ambiente fresco com ventilador ou ar-condicionado. Ofereça água fresca. Evite colocar o animal em contato direto com água corrente, pois leva a vaso constrição periférica (contração dos vasos sanguíneos) e isso dificulta ainda mais a dispersão do calor podendo causar problemas mais graves em outros órgãos.

Seguem abaixo os principais cuidados com nossos animais nos dias quentes:

– Se nós muitas vezes ficamos incomodados com o calor, imagina seu pet, coberto de pelos. Os animais também precisam se adaptar ao calor.

– Evite passeios e exercícios intensos com seu pet entre 10h e 17h. Nestes horários, o sol está muito quente. Brincadeiras e esportes devem ser monitorados, pois o animal pode ficar ofegante e superaquecer.

– Antes de passear na rua com seu pet, sempre verifique a temperatura do chão. Teste primeiro com sua mão, ou pés por alguns segundos. Assim como nós, os pets também podem criar bolhas e até queimaduras sérias nas patinhas.

– Nunca deixe seu animal preso dentro do carro em dias de sol, mesmo que a janela esteja aberta. O calor excessivo pode causar uma situação de estresse e aumentar a temperatura corporal.

– Tosas e banhos podem ajudar.

– Os animais devem ter acesso a ambientes com sombra e água fresca disponível.

A prevenção é sempre o melhor caminho!  Pequenos cuidados e melhorias na rotina garantem a saúde do seu pet.

Veterinária Fernanda Xavier

 

Fernanda Xavier
Médica Veterinária
CRMV/RS 09420

 

 

 

 

Kellem Grings
Estagiária de
Medicina veterinária

 

Úlcera de córnea

dog-eyeÚlcera de córnea é uma lesão (ferida) na córnea que pode afetar qualquer espécie animal. A lesão pode ser causada por traumas, pelos encostando-se à córnea (distiquíase), malformações palpebrais (entrópio), produtos irritantes que entraram em contato com o olho como xampus, conjuntivites bacterianas dentre outros.

Das raças de cães as mais acometidas são: Shih tzus, Pug, Pequinês, Cocker Spaniel. Dentre os felinos: Persas , Exóticos e Himalaios, mas também outros mascotes como coelhos e chinchilas, além de potros e pôneis.

A prova de fluoresceína é o teste mais utilizado para visualizar a lesão corneana. Porém apenas um oftalmologista veterinário está capacitado para avaliar a gravidade ou não da lesão corneana e empregar o tratamento mais correto para a mesma, sendo este clínico ou cirúrgico.

A úlcera de córnea é uma afecção ocular grave, que provoca dor e desconforto, levando o pet a apatia e muitas vezes perda do apetite, uma vez que a córnea possui muitas terminações nervosas. Quando instituído um tratamento inadequado ou não diagnosticada em seu início, a úlcera de córnea pode se tornar mais extensa ou profunda e levar a perfuração ocular ou até mesmo a necessidade de remoção do globo ocular.

Um dos procedimentos cirúrgicos mais utilizados para auxílio na cicatrização das úlceras corneanas é o flap de terceira pálpebra. Diferente dos humanos, cães, gatos e outras espécies possuem a terceira pálpebra muito desenvolvida.  Porém é importante enfatizar que a avaliação de um especialista é imprescindível para o sucesso do tratamento. Nesse procedimento, a terceira pálpebra do paciente é utilizada como uma “lente de contato natural”, fornecendo vascularização, suporte e nutrientes para a córnea.

 

Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

 

 

Saiba mais sobre Oncologia Veterinária

family-with-petNos dias de hoje, nossos pets são membros da família, vivendo muitos anos conosco e trazendo imensas alegrias durante este período. Contudo, com o aumento da longevidade dos animais, uma doença mortal tem acontecido com mais freqüência do que gostaríamos, o Câncer.

O estigma do câncer acompanha a humanidade e nossos companheiros desde tempos imemoriais, trazendo dor e sofrimento para os pacientes acometidos, bem como para suas famílias. Durante muito tempo a doença foi considerada uma sentença de morte, onde a esperança dava lugar à desolação frente a um prognóstico desfavorável. Porém, isso está mudando.

A medicina teve uma evolução exponencial no último século, e a Oncologia é a área onde se concentram os maiores esforços e pesquisas na atualidade, trazendo tratamentos inovadores que melhoram a qualidade de vida de pacientes humanos, bem como de nossos peludos. Nesta perspectiva, o Oncologista se faz profissional essencial dentro da clínica de animais de companhia, promovendo conhecimento e atendimento altamente qualificado para lidar com uma doença tão complexa como o câncer. Como o câncer se origina das células que um dia foram normais dentro do nosso organismo, virtualmente qualquer sistema orgânico pode ser afetado, e a doença pode se manifestar de inúmeras maneiras, demonstrando os mais variados sintomas. Uma das apresentações mais comuns em cães é a neoplasia mamária, afetando fêmeas de meia idade e idosas, onde o tutor poderá perceber a presença de nódulos nas mamas.

Uma neoplasia maligna é caracterizada pela proliferação descontrolada de células alteradas, que sofreram mutações pelos mais diversos fatores (exposição a agentes carcinogênicos, fatores ambientais, predisposição genética) e, devido a este processo, não são mais reguladas pelo organismo. As células saudáveis apresentam e respondem a diversos mecanismos que controlam sua divisão e, quando estes falham, temos o afloramento do câncer. Através destas mutações a neoplasia também pode enganar o sistema imunológico e se espalhar pelo organismo, dando origem as metástases.

Citando nosso exemplo anterior de neoplasia mamária, tanto em mulheres quanto em cadelas, se a doença for descoberta precocemente e o tratamento adequado for instaurado, temos grandes chances de atingir a cura da paciente afetada! Estes tratamentos incluem a cirurgia, modalidade terapêutica muito utilizada em Oncologia, mas também podem ser necessários tratamentos adjuvantes como a quimioterapia. Esta modalidade terapêutica vem sendo muito utilizada em ambas as espécies, promovendo sequência ao tratamento cirúrgico e melhores chances de aumento na sobrevida. Um dado importante, a quimioterapia em animais de companhia costuma demonstrar poucos efeitos colaterais e, quando apresenta, são reversíveis e de fácil tratamento, diferindo dos tratamentos em seres humanos que são mais agressivos com efeitos mais deletérios ao paciente. Se houver a indicação de quimioterapia, não se assuste! A tendência é que seu companheiro reaja muito bem.

Finalizando, caso seu peludo tenha o diagnóstico de uma neoplasia maligna, procure o Oncologista! Ele é o profissional mais capacitado para avaliar o caso e promover o mais importante para todos os pacientes, independente da doença: Qualidade de Vida!

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Intoxicação em Cães e Gatos – Saiba o que fazer em casos de intoxicação, o socorro imediato pode salvar a vida de seu cão

A utilização crescente e abusiva de substâncias químicas não acompanhada de precauções e cuidados necessários, vem causando sérios problemas de saúde tanto às pessoas quanto aos animais. As intoxicações podem ser causadas pela ingestão, aspiração ou introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas.

Com relação ao registro dos acidentes pelas clínicas veterinárias, podemos dizer que há uma certa frequência de casos e diante da seriedade desses acidentes, cabe a nós médicos veterinários conscientizar as pessoas dos riscos, visando a prevenção.

Vamos falar aqui das intoxicações causadas por substâncias utilizadas de forma errada para eliminação dos ectoparasitas, ou seja, para tratar sarnas e eliminar pulgas e carrapatos do animal.

Existem muitos inseticidas e acaricidas que são seguros no mercado, desde que se preste atenção ao modo correto de utilizar. As intoxicações ocorrem com muita frequência, justamente pelo fato do desconhecimento pelo tutor na forma de uso do produto.

Quando há a intoxicação por esses produtos, ocorrem alterações nervosas (agitação, torpor, convulsões), digestivas (salivação, vômitos, diarreia), oculares (lacrimejamento, pupilas dilatadas) e respiratórias (dificuldade respiratória, mucosas cianóticas).

Produtos que são somente para dedetização do ambiente (Butox®, por exemplo), são usados de forma errada, como na forma de banhos no animal. Além disso esse produto vem com uma concentração alta e deve ser diluído para ser colocado no ambiente. Leia a bula do Butox® e veja as orientações do produto (se usa na forma de banhos em bovinos somente), não é indicado para tratamento de ectoparasitas em cães ou gatos.

Outro tóxico que as pessoas comumente utilizam de forma errada é a Creolina®, indicada na limpeza de ambientes, e quando aplicado diretamente no animal pode ser extremamente tóxico causar irritação e queimaduras na pele, olhos, boca e garganta; vômitos e dores abdominais; danos ao coração, fígado e rins; anemia; paralisia facial, coma e até levar a morte.

Os produtos a base de piretrina e permetrina geralmente de uso tópico (talcos, shampoos, sabonetes e coleiras) são seguros se corretamente utilizados, existe uma quantidade ideal para cada tamanho e peso do animal, e também não devem ser utilizados concomitantemente na hora do banho por aumentar muito o risco de intoxicação.

Os produtos acaricidas, para tratar sarna (Amitraz, por exemplo) devem ser diluídos corretamente e utilizados somente em cães. Se no rótulo ou bula do produto não for especificado o uso em gatos, NÃO utilize.

Existem os pesticidas a base de organosfosforados e carbamatos que são extremamente tóxicos para humanos e animais domésticos. Cuidado com os venenos para insetos (Baygon®, Raid® ), o spray se deposita no chão e seu animal pode pisar e/ou lamber o produto.

 

Meu pet foi intoxicado, o que fazer?

Encaminhe imediatamente para o veterinário. Lembre-se que quanto antes o animal for atendido, maior a chance de salvar seu pet.

Você pode ligar para o CCI (Centro de Controle de Intoxicação) o telefone vem no rótulo do produto, quanto mais informações você der, maior a chance de que seu pet seja tratado a tempo e com qualidade.

O tratamento das intoxicações deve ser sempre realizado por um Médico Veterinário. NUNCA medique seu pet por conta própria, nem subestime o poder de toxicidade de certos produtos. Muitas vezes o tutor “acha” que vai melhorar sozinho ou resolve tratar com “receitas caseiras”, como dar um leite ou clara de ovo, e isso pode piorar o quadro clínico diminuindo as chances de salvar seu animal.

Leve junto o frasco ou qualquer informação sobre o veneno, pois, se há conhecimento do tóxico que o animal teve contato, muitas vezes pode ser administrado antídoto.

Muito importante saber informar o veterinário sobre o tempo de exposição e quantidade ingerida, pois quanto maior for o tempo em que seu animal ficou exposto aos produtos químicos, e maior a concentração do agente químico, maiores serão as possibilidades deste produto causar danos à saúde.

 

Vamos prevenir para que isso não aconteça?

– Utilizar produtos prescritos pelo Veterinário.

– Sempre leia a bula antes de utilizar o produto

– Não usar inseticidas sem orientação prévia.

– Na dúvida de utilizar qualquer substância no animal ou no ambiente, entre em contato com o Veterinário do seu pet, é a melhor pessoa para te instruir.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320