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Infecção por giárdia: como combater?

Causada por um tipo de protozoário que infecta o intestino delgado, a infecção por giárdia é considerada uma zoonose perigosa. Quando instalada a doença, o pet fica mais suscetível a adquirir outras enfermidades mais graves e até fatais.

Em cães, os principais sinais clínicos são vômito e diarreias, depressão, dor abdominal, desidratação e perda de peso. Nos gatos, especialmente filhotes e gatos jovens, ocorre forte desidratação, letargia e perda de apetite.

Os sinais clínicos da infecção podem ser facilmente confundidos com outras enfermidades intestinais e tratada de maneira incorreta. Por isso, é fundamental identificá-la rapidamente e, acima de tudo, preveni-la.

Cuidados com o seu pet

Há mais dificuldade em se combater a giardíase pela reinfecção do animal. Se o pet já tem o protozoário, libera um cisto pelas fezes e lambe, ele pode contrair novamente a doença. Por isso, é importante que os tutores retirem as fezes assim que o animal evacuar. Manter limpo o ambiente onde o animal vive e se alimenta também é uma recomendação.

Para prevenir a doença, cuidados clínicos são fundamentais. As vacinas devem estar em dia, para que o animalzinho fique sempre protegido. É indicado um exame de fezes a cada seis meses, repetido após quinze dias para verificar a saúde intestinal do pet.

A giardíase pode ser transmitida também para os seres humanos. Por isso, é importante ficar atento e, a qualquer suspeita, buscar avaliação de médico veterinário. Com a medicação correta, a doença pode ser combatida.

Redação Pet Center Canoas

Cuidados com o seu pet durante o passeio

Hoje vamos falar sobre algo rotineiro, mas que necessita de atenção especial: cuidados com o  seu animal de estimação durante o passeio.

Inicialmente é importante que saibamos que, para o cão, o passeio vai além de um período de lazer e de socialização com outros animais, tornando-se um exercício para mente trazendo equilíbrio e sensação de bem-estar. Vale ressaltar que, além do cuidado com a condução dos nossos amigos, é fundamental que as vacinas anuais estejam em dia, assim como vermífugos e antipulgas.

Para que o passeio se torne seguro e prazeroso para o cão e para o tutor, seguem algumas dicas:

*COLEIRAS E GUIAS: A escolha da coleira/guia não deve ser feita pela beleza, mas sim pela funcionalidade e conforto. Aqueles animais de pequeno porte, os mais ansiosos que costumam puxar muito durante o passeio ou que possuem alguma disfunção de coluna (discopatias, mal formações, entre outras) devem utilizar peitorais, evitando maiores sobrecargas e possíveis lesões. Em contrapartida, aqueles cães de porte grande ou que estão realizando algum tipo de adestramento é recomendado uso de enforcador por se tratar de uma ferramenta de treino de cães que proporciona controle do animal e permite uma comunicação baseada no movimento. O importante é fazer a escolha de acordo com as características do seu animal para um passeio seguro e confortável.

*HORÁRIOS: dar preferência para início da manhã (até às 10h) e fim da tarde (a partir das 16h), evitando o calor excessivo e possível queimaduras nos coxins, conhecidas “almofadinhas” das patas do animal. Além disso, devem ser evitados os passeios após as refeições, pois quando ocorre a dilatação gástrica para digestão, existe uma maior probabilidade de rotação do estômago, principalmente em cães de porte grande como: Rottweiler, Labrador, Boxer e Fila. Entretanto, o conselho é válido para todos, afinal, não é nada agradável passear durante a digestão.

*INTENSIDADE DO PASSEIO: dependendo do porte físico, temperatura do ambiente, idade e temperamento do animal, a intensidade do passeio deve ser variada. Para aqueles cães ansiosos, o passeio diário com hora e tempo de duração programada é muito benéfico. Para aqueles mais idosos ou portadores de alguma enfermidade é preferível caminhadas curtas e lentas, a fim de manter a musculatura saudável e evitar problemas metabólicos como a obesidade. Bom senso é fundamental neste quesito!

*LOCAIS PARA PASSEIO: evitar sempre que possível asfalto, calçamento, areia da praia, locais que ficam muito quentes! Dar preferência à grama do parque. Pode realizar caminhadas esporádicas em pisos mais ásperos, mas nunca quente. Isso ajudará a endurecer as almofadas das patas, promovendo a formação de uma pele mais grossa e menos sensível a queimaduras e abrasão. Os animais que andam somente em piso liso e macio, terão coxins mais sensíveis e finos, exigindo cortes de unhas frequentes para evitar lesões de contato e atenção especial à temperatura do chão ao passear. A utilização de hidratantes veterinários evita rachaduras e descamação que podem causar lesões e dor.

*HIDRATAÇÃO: em dias mais quentes ou em passeios mais longos é fundamental levar uma garrafa de água para dar algumas paradinhas no caminho e manter a hidratação. Esse é um detalhe importante que faz toda diferença para seu pet terminar o trajeto bem disposto.

*FILTRO SOLAR: Os índices de radiação UV nunca estiveram tão altos e diariamente ouvimos a recomendação do uso de protetor solar com fator cada vez mais alto. O que poucos sabem é que cães e gatos de pelagem branca/rosada, ou ainda, rasa em pontos como: ponta de orelhas, ao redor dos olhos, focinho, patas e cauda precisam usar protetor solar diariamente antes de se expor ao sol. Portanto, este quesito vai além do passeio! Reforce o uso do filtro solar e reaplique durante o dia, de acordo com a recomendação do fabricante. Sugere-se utilizar protetor solar específico para animais, que é mais espesso e difícil de ser removido pela lambedura. Abuse do filtro solar!

Desfrutar e compartilhar deveriam ser as palavras que melhor definem a ação de levar seu animal para passear. Portanto, lembrem-se: cuidem dos detalhes, eles fazem toda diferença para um passeio seguro, saudável e harmonioso para você e seu animal.

 

 

Jéssica Bastos Lavadouro
Médica  Veterinária
CRMV/RS 13820

 

 

PAPO COM VET #4 – Dicas e alertas da dermatologista

Para comemorar o Dia do Dermatologista (05/02), temos mais um Papo com Vet! Desta vez quem conversou com a gente foi a Médica Veterinária Dermatologista Camila Lupion (CRMV/RS 210716). Primeiramente parabéns Camila pelo seu dia, por somar com seus conhecimentos e suas experiências na equipe de especialistas da Pet Center Canoas e a todos os profissionais que zelam pelos cuidados da pele de nossos peludos.

Confira as dicas, alertas e orientações que a Camila nos passou e compartilhe esse texto. Assim você ajuda também a proteger a saúde dos pets e suas famílias!


1 – Coceira sempre é alergia? Pode ser sarna?

Dra. Camila – O principal sinal clínico das alergias é a coceira, mas nem sempre o pet que se coça tem alergia. Por exemplo, a sarna sarcóptica ou escabiose canina gera bastante coceira ao cão, assim como, a sarna notoédrica ou escabiose felina gera bastante coceira ao gato. Outro porém, é que nem todas as sarnas coçam, como a sarna demodécica, popularmente conhecida como “sarna negra”, pode não acarretar coceira ao pet.

2 – Sarna é transmissível para as pessoas? Problemas de pele são contagiosos?
Dra. Camila –
A sarna sarcóptica e a sarna notoédrica são zoonoses, ou seja, são doenças transmissíveis aos humanos. A sarna demodécica não é transmissível as pessoas.

Nem todas as dermatites são contagiosas, por exemplo alergia não é transmissível as pessoas, porém algumas doenças fúngicas e as escabioses são zoonoses.

3 – Alergia tem cura?
Dra. Camila – 
As alergias não têm cura, mas tem tratamento. As dermatites alérgicas são reações do sistema imunológico contra determinada substância (alérgeno). Não podemos fazer o sistema imune parar de reagir contra o alérgeno, mas podemos diminuir esta reação. Identificando qual o alérgeno que causa reação, pode-se privar o contato do cão a este agente e cessar as crises alérgicas.

4 – Quanto aos banhos semanais, existe alguma recomendação sobre a frequência?
Dra. Camila – 
Temos que entender que na natureza os cães e gatos não tem o hábito de tomar banho com água e substâncias limpantes. Por tanto, não há uma recomendação padrão para frequência de banhos.

Animais com pele e pelagem saudável na maioria das vezes são banhados apenas pelo odor desagradável a seus tutores, e isso não tem problema desde que seja usado shampoos e condicionadores veterinários apropriados que mantenham o equilíbrio e proteção a pele.

Pacientes com dermatites em tratamento precisam ser banhados com shampoos terapêuticos eventualmente mais de uma vez por semana.

Gatos também podem tomar banho por indicação do seu veterinário, pois alguns produzem excesso de oleosidade, outros tem muitos nós na pelagem. No geral, os felinos estão sempre se higienizando com sua língua cheia de espículas que se assemelha uma escova, mantendo-se sempre limpinhos. Para os tutores que possuem mais de um gato na casa: o banho pode retirar o odor natural dos felinos fazendo com que eles não se reconheçam e acabe gerando conflitos em casa.

5 – Posso dar banho com produtos como shampoo humano ou sabão em barra?
Dra. Camila – 
Jamais! O pH da pele das pessoas é diferente do pH da pele dos cães e dos gatos, assim os produtos de linha humana ou os produtos sem indicação em bula de uso veterinário podem causar sérias dermatites na pele dos pets. Lembrando que quando a bula de um produto especifica “pH fisiológico” significa que o pH deste item é adequado àquela espécie indicada na bula, ou seja, se for shampoo de gente o pH é adequado a pessoas, se for shampoo pet o pH é indicado apenas para pets.

6 – Devo utilizar antipulgas e carrapaticidas sem perceber a presença de parasitas no meu pet?
Dra. Camila –
Sim, pois a indicação de antipulgas e carrapaticidas é para tratamento e prevenção. Por tanto, podemos usar esses produtos quando visualizamos os parasitas nos nossos animais de estimação ou como forma de prevenção. Tanto as pulgas como os carrapatos podem transmitir sérias doenças aos cães e gatos, sendo que algumas dessas doenças são zoonoses. A melhor forma de manter a saúde dos nossos pets é sempre prezar pela prevenção.

7 – Presença de caroços e bolinhas na pele também são casos para o dermatologista?
Dra. Camila – 
Podem ser! Algumas alergias são manifestadas por bolinhas vermelhas chamadas de pápulas, porém algumas neoplasias (como tumores, câncer) podem ter a apresentação em forma de bolinhas ou caroços na pele. Na dúvida, o veterinário clínico geral consegue guiar o paciente ao especialista correto, que poderá ser o veterinário dermatologista ou oncologista.

8 – Meu pet perde muito pelo, pode ser um problema de pele?
Dra. Camila – 
Pode ser, o veterinário poderá identificar se é por alguma dermatite ou não. Os animais costumam realizar troca de pelagem de acordo com a troca de estação do ano, por tanto, a queda de pelo pode ser normal quando identificada nestes períodos. Também pode ser normal para pets que vivem muito tempo sob luz artificial, como lâmpadas, ou animais que possuem pelo curto.

Dica de saúde: Todos os animais devem ser escovados diariamente ou com frequência indicada pelo médico veterinário, pois evita que o gato tenha vômito por bola de pelo, evita a formação de tricobezoários (bolas de pelo) que podem obstruir o trato gastrointestinal e previne a formação de nós na pelagem que podem machucar a pele pela tração do pelo.

9 – Quando preciso levar meu pet num dermatologista?
Dra. Camila – 
Quando perceberes qualquer lesão na pele, coceiras, otites (secreção, desconforto, vermelhidão ou coceira no ouvido), quando teve tratamento infrutíferos direcionados a pele ou pelo. Na dúvida, o veterinário clínico geral poderá elucidar se é um caso que deve ser direcionado ao dermatologista.

10 – Alguma recomendação para a saúde da pele dos nossos pets?
Dra. Camila – 
Manter uma alimentação saudável, de preferência alimentos superpremium ou comida caseira elaborada pelo médico veterinário nutricionista, banhos e hidratações com produtos adequados a cada espécie animal e a cada caso, escovações da pelagem diária e utilização de antipulgas e carrapaticidas com a frequência adequada.

Um abraço!
Redação Pet Center Canoas

PAPO COM VET #03 – Pulgas e Carrapatos com Dra. Aline Soares

Mitos sobre pulgas e carrapatos não faltam! Além disso, eles são tão comuns que muitas pessoas pensam que não há problemas em seus filhinhos peludos conviver com eles.
No Papo com Vet de hoje, a Médica Veterinária Aline Soares (CRMV/RS 15097) vai nos esclarecer sobre como evitar estas pragas e passar informações super importantes sobre os ectoparasitas, aqueles que se instalam na pele do hospedeiro.
Leia o texto e compartilhe. Assim mais tutores estarão informados e poderão atender melhor os seus pets.  Afinal, eles fazem parte da família!


1 – O que devo fazer quando vejo pulgas no meu pet?
Dra. Aline: Ao notar que seu pet está com pulgas é importante fazer o controle, tanto ambiental, quanto do animal em relação a esses ectoparasitos. É fundamental procurar ajuda especializada para saber qual a melhor opção a ser usada conforme a espécie e estação do ano, além do controle ambiental. Em caso de infestações severas é aconselhável o uso de empresa especializada para fazer uma dedetização. Devem ser tomadas outras medidas de prevenção pois as pulgas também transmitem doenças como hemoparasitoses e verminoses, sendo para este último a utilização de vermífugos também é recomendada.

2 – E carrapatos? Posso eu mesmo tirá-los?
Dra. Aline:
Ao perceber que tem um carrapatinho em seu pet, assim como no controle de pulgas, é importante fazer um controle no pet, controle ambiental e reconhecer se isso é uma infestação ou se foi apenas um caso isolado. É interessante proceder a remoção imediata desse ectoparasito em função da transmissão de doenças, como a babesiose. Se você puder levá-lo ao pet shop, no próprio veterinário, é o mais indicado. Mas se você precisar fazer isso em casa, é aconselhável que se use luvas, pinça (que não seja para uso pessoal) e que você pressione a pinça bem na região da cabeça do carrapato para que as presas não fiquem fixadas na pele do animal e o mesmo se rompa. Procedendo a remoção do carrapato, colocar ele embebido no álcool, deixar alguns minutos e depois é aconselhável fazer o descarte em vaso sanitário.

3 – Além de desconfortos como coceira, existe algum risco do meu peludo pegar alguma doença?
Dra. Aline: Sim. Existem algumas doenças bem importantes que podem ser transmitidas por pulgas e carrapatos. O Dipylidium caninum é um verme transmitido por pulgas e parasita o trato gastrintestinal dos pets. O diagnóstico dessa doença é feito pelo exame de fezes, e facilmente tratado com vermífugos específicos, indicado pelo seu Médico Veterinário. Temos também a micoplasmose, é uma doença mais grave que afeta tanto cães quanto gatos. Esse hemoparasito causa anemia profunda podendo levar à morte do animalzinho.

Falando de carrapatos, nós temos alguns hemoprotozoários transmitidos por carrapatos, destacando-se principalmente a Rangelia e a Babesia no estado do Rio Grande do Sul. Esses hemoparasitos infectam o sangue, causando destruição das hemácias levando a um quadro anêmico grave, que muitas vezes levam os animaizinhos à morte quando não diagnosticado precocemente.

Então, ao perceber que seu pet está apresentando anorexia, fraqueza, gengivas pálidas, é importante levar imediatamente ao veterinário. Não tratar pulgas e carrapatos somente como agentes causadores de coceira e desconforto, mas como agentes causadores de doenças importantes que possuem alto risco de óbito, inclusive.

4 – Como meu filhinho pode pegar pulgas e carrapatos? E em qual período do ano o contágio é maior?
Dra. Aline:
O animal pode pegar pulgas e carrapatos de outros animais parasitados e do ambiente no qual estão a maioria deles. Geralmente as pessoas pensam: “mas eu mantenho meu pet no apartamento”. Só de passear pela calçada, ou o apartamento vizinho não faz controle no animal (lembrando que em torno de 95% do total de ectoparasitos estão no ambiente) podendo a infestação se propagar para o seu apartamento, se entrar em contato com um outro pet infestado, ir ao parque. Se o seu animal não está com a proteção adequada, pode sim fazer com que ele adquira esses ectoparasitos.

A proliferação acentuada de pulgas e carrapatos ocorre em épocas de clima quentes e úmidos (primavera e verão). Aqui na região sul, temos um período de latência grande durante o inverno e esses parasitos acabam por não eclodir ovos novos. Na época de primavera e verão eles podem eclodir ovos em até um período de até 10 dias, então, são ciclos muito rápidos.

5 – Em que locais pulgas e carrapatos se reproduzem?
Dra. Aline: 
Pulgas e carrapatos se reproduzem no ambiente, a preferência sempre é por locais úmidos, quentes e escuros. Podem se alojar em frestas e em buracos. A própria terra pode ser um local onde eles se instalem e reproduzam. Quando você realizar alguma dedetização é muito importante observar todos esses detalhes e não esquecer de aplicar nas frestas, nos tijolos, nas divisões da cerâmica.

6 – Como podemos evitar infestações?
Dra. Aline: 
Para evitar as infestações deve-se manter os antiparasitários em dia nos pets e proceder a dedetização em épocas antecedentes da primavera/verão. Dedetizar no período de latência e quando tem menor número de ectoparasitos, aumenta a eficácia e reduz significativamente a proliferação nos períodos de reprodução. Como pode levar 10 dias para eclodir novos ovos, é um período muito curto de novos parasitos infestando o ambiente e a reinfestação é muito rápida. É importante fazer o manejo correto do ambiente. As pessoas costumam não levar isso em consideração, mas o ambiente é a parte mais importante no controle. E, claro, tem que manter o seu pet protegido, pois ele vai passear, vai ter contato com locais onde passaram animais de rua e animais infestados.

7 – Como saber qual a melhor solução para o meu filhinho (coleira, comprimido, pipeta)?
Dra. Aline: 
Hoje, nós temos muitos produtos disponíveis no mercado com princípios ativos diferentes e várias apresentações: coleiras, comprimidos, pipetas tópicas. É importante que você leve o seu pet até o veterinário e receba uma melhor orientação. Existem alguns produtos que necessitam que o parasito pique o animal para que ele ingira o princípio ativo e acabe morrendo, também tem alguns que só basta o contato com pelo. Alguns animais possuem DAPE, por exemplo, que é a Dermatite Alérgica por Picada de Ectoparasitos. Nesse caso, o animal não pode ser picado porque ele pode desenvolver alergia, então, precisa ser um produto que mate o parasito antes de picar o seu pet. Por isso, é importante passar por uma avaliação para saber qual a melhor opção de tratamento.

8 – Para encerrar nossa conversa, que informação é fundamental para todos os tutores quando falamos de pulgas e carrapatos?
Dra. Aline: 
É importante ressaltar que pulgas e carrapatos não são somente parasitos que vão estar ali, que vão causar coceira e desconforto. Eles são vetores de doenças graves que podem levar os seus filhinhos à óbito, se não tratados precocemente. Então, o controle é de suma importância e nós precisamos trabalhar na prevenção. Não deixe que a infestação ocorra. Não deixe aparecer o primeiro carrapato ou pulga. A prevenção é sempre a melhor opção! Se você viu algo, faça algo!

Até o próximo Papo com Vet!
Redação Pet Center Canoas.

Como proteger seu pet dos Fogos de Artifício

As festas de final de ano estão chegando e, com elas, muita alegria, comemoração e confraternização com familiares e amigos. Nossos pets, contudo, não podem ser esquecidos quando se trata de fogos de artificio e o efeito que lhes causam. Alguns estão acostumados, outros se mostram incomodados e há inclusive os que desenvolvem fobias, apresentam crises convulsivas, crises de pânico e fugas (podem se perder, sofrer acidentes e se machucar), pois ficam nervosos e assustados. O ser humano é capaz de perceber ondas sonoras na frequência de aproximadamente 16 a 20.000 hertz (ciclos por segundo), enquanto os cães são capazes de ouvir vibrações sonoras nos limites de 10 a 40.000 hertz e os gatos até 65.000 hertz, o que faz com que sejam muito mais sensíveis quando se trata de audição. Esta exposição almeja alertar os tutores dos riscos que representam os fogos de artifício, bem como dar dicas do que pode ser feito para amenizar seus efeitos.

É possível, ainda na infância, acostumar os animais a diversos barulhos, de forma gradativa, para que ao longo de sua vida não se assustem facilmente. Uma boa dica é, ao ouvir um som mais alto, festejar e mostrar ao animal que este som não representa ameaça. A primeira reação é coloca-los no colo, acariciar e falar com uma voz terna, mas os animais entendem os gestos como sendo a melhor reação para o tutor protegê-lo.

Para fins de reconhecimento do problema, é importante que se detectem sinais de medo, dos quais são exemplos: tremores, agitação fora do comum, roer ou atacar objetos, esconder-se, procurar atenção dos tutores, tentar fugir, chorar e latir.

Outra preocupação particularmente relevante em datas festivas, mas a que se deve dedicar atenção em todos os dias, é a identificação dos pets. Por serem propensos a seguirem seus instintos, podem fugir a qualquer momento. Em caso de fuga, a identificação muito auxiliará quem o encontrar a retorná-lo ao seu lar. Como em datas festivas a chance de fuga multiplica-se, é importante que se os mantenha em local em que se sinta seguro (verificando se janelas, portas e portões estão efetivamente fechados) e que se utilizem coleiras com medalhas informando nome e telefones para contato.

Fique com o seu animal, esteja no mesmo recinto que ele, proporcione locais onde possa se abrigar sem se ferir, tente também distraí-lo com brinquedos de que goste, coloque um som mais alto que ele costuma ouvir, como televisão ou uma música. Evite alimentação pesada e em grande quantidade, principalmente em animais de grande porte, pois ao se alimentar pode agitar- se e apresentar torções gástricas. Não os acomode em coleiras, pois na ocorrência de episódio de ansiedade o animal pode puxá-la em excesso e vir a se sufocar.

Para ajudar a aliviar a captação dos ruídos pelo animal, pode-se colocar tampões de algodão em seus ouvidos, minutos antes dos fogos, retirando-se logo após cessarem.
Piscinas devem ser cobertas para que não haja risco de afogamento, já que, ao se assustar, o animal pode jogar-se ou escorregar e encontrar dificuldades para sair.
Para os felinos, recomenda-se escolher um local da casa que seja mais seguro, deixar um armário aberto e nele colocar toalhas e cobertores para forrar, formando-se uma toca confortável. É também possível desarrumar a cama para formar uma toca também dessa forma. Água, comida e caixa de areia devem ser distribuídos para a disponibilidade do animal. O mesmo procedimento deve ser adotado com gatos com acesso à rua, pois em períodos festivos aumentam os riscos de ferimentos, atropelamentos, perda e maus tratos.

A técnica Tellington Touch¹ pode ser uma boa aliada dos proprietários de cães. Baseia-se na informação de que os animais mais sensíveis têm grande sensibilidade nas regiões traseiras, patas e orelhas, e consiste em atar o cão com um pano para que a circulação sanguínea das regiões extremas do corpo seja estimulada, amenizando as tensões localizadas no dorso do animal, diminuindo sua irritabilidade. Amarra-se o cão de forma que a faixa englobe peito e dorso (formando um oito), finalizando-se com um nó na região traseira, certificando-se de que não esteja exatamente sobre a coluna.

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Caso ainda se perceba que os animais ficam muito estressados, recomenda-se que se procure o atendimento de médico veterinário, que poderá indicar medicações para auxiliar no processo de administração da irritabilidade do animal. Calmantes naturais também apresentam resultados eficientes, quando utilizados alguns dias antes dos eventos que causam estresse.

Por último, se não fores passar as festas com seu animalzinho, é importante que se escolha um hotel de confiança, que disponha de profissionais treinados para acomodá-lo e deixa-lo em segurança.

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Bruna Martin
Estagiária em Medicina Veterinária

 

 

 

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

¹ TELLINGTON-JONES, Linda. The Tellington TTouch : A Revolutionary Natural Method to Train and Care for Your Favorite Animal. Penguin Books, 1995.

Acidentes por animais peçonhentos: como agir?

Como sabemos, os casos de acidentes entre as espécies peçonhentas e os animais domésticos vêm aumentando significativamente, principalmente em épocas mais quentes. Sendo assim, é de extrema importância para você tutor saber como agir se esta fatalidade acontecer.

Há inúmeras espécies que podem, de alguma forma, causar toxicidade ao seu animal de estimação, e muitos destes estão cada vez expostos a áreas verdes, praças públicas e afins. Dentre as principais formas de ataque, o que mais vemos são picadas de serpentes, abelhas, e aranhas, não descartando que sapos e escorpiões também podem ser extremamente tóxicos.

CARACTERÍSTICAS

As serpentes normalmente atacam quando estão à procura de comida ou parceiro sexual, seja por picada ou compressão da presa. Os sapos por sua vez, expelem seu veneno quando se sentem comprimido-ameaçados, e isso acontece quando ingenuamente, o animal acha que o anfíbio é algum brinquedo e acabam mordendo-o.

No caso de picadas por aranhas, ocorre a mesma situação, estas só inoculam seu veneno quando pressionadas contra o corpo. Já os escorpiões não são agressivos, porém a inoculação maciça do veneno pode acarretar em graves manifestações sistêmicas.

SINAIS CLÍNICOS

Os animais de estimação ao serem picados ou envenenados, no geral, podem apresentar sinais clínicos como temperatura corporal elevada, dor à palpação, sialorréia (salivação excessiva), eritema (vermelhidão da pele), êmese (vômito), diarreia, dificuldade respiratória, e muitas vezes apenas lesão no local da picada. Os sinais podem evoluir para paralisia de membros, alterações neurológicas e/ou sistêmicas, levando muitas vezes o animal a óbito.

Ao observar essas alterações, apresentando ou não lesões características ou visíveis a olho nu, alterações de comportamento e suspeita que existe uma probabilidade de ter sido picado (passeio em locais, ou pátio que já foi observado presença desses animais peçonhentos), deve-se levar o animal imediatamente a um serviço de emergência veterinária, pois se não tratado precocemente, as consequências podem ser sérias. Estamos falando que uma simples picada de uma abelha, por exemplo, num animal de porte pequeno pode leva-lo à morte, caso não tratado imediatamente e corretamente.

IDENTIFICAÇÃO DO ANIMAL PEÇONHENTO

Para aumentar as chances de salvar o pet, é muito importante a identificação do animal peçonhento, pois cada um apresenta características de veneno diferentes e alguns tem tratamento específico. Se conseguir observar qual animal peçonhento atacou seu pet, sendo possível, capture ou tire uma foto e mostre ao veterinário.

ENCAMINHAMENTO AO VETERINÁRIO

No atendimento veterinário, o profissional irá avaliar a condição do quadro clínico do animal, podendo solicitar alguns exames como hemograma, testes de coagulação, avaliações bioquímicas para avaliações renais e hepáticas. Havendo trauma ou feridas profundas podem ser solicitados raio x e ultrassonografia.

TRATAMENTO

Ao confirmar acidente por animal peçonhento, o animal deverá ser internado. Estando sob cuidados médicos, o tratamento também varia, podendo ser apenas paliativo em certos casos, utilizando desde analgésicos, antissépticos locais, antibióticos, fluidoterapia, ou ainda tratamentos mais específicos quando se sabe qual é o animal peçonhento como: soros antiofídicos, antiaracnídicos (antídotos), e até mesmo precisar de um procedimento cirúrgico e/ou transfusão sanguínea.

PREVENÇÃO

Em épocas de calor e elevada umidade, esses animais crescem e se desenvolvem em maior número, portanto:

– Evitar que nossos animais passeiem em locais onde há campo muito alto ou matas fechadas;

– Manter a grama aparada, sempre recolhendo excesso de folhas do chão, evitar acumulo de matéria orgânica, sendo esses locais os de maior proliferação de animais peçonhentos;

– Dedetização em ambientes infestados, dentro de casas ou jardim (tomando cuidado para que seu pet não fique no local no momento).

Vendo ou desconfiando de qualquer alteração de comportamento no seu pet, não espere e faça algo imediatamente, uma atitude e você pode salvar a vida dele!

 

Mônica Sganzerla
Estagiária em Medicina Veterinária

 

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

PAPO COM VET 02 – Dra. Lara Kley Orso, Médica Veterinária Especialista em Odontologia

Nesta segunda edição do Papo com Vet aproveitamos o dia nacional do riso para falar com quem mais entende dele, que na Pet Center Canoas é a Dra. Lara Kley Orso, Médica Veterinária Especialista em Odontologia (CRMV-RS 15061). Neste bate papo levamos algumas das perguntas mais frequentes dos tutores sobre a saúde bucal dos pets. Confere abaixo e deixe seu comentário:

1- Os pets também têm dentista?
Dra. Lara: Sim. Assim como nós, os nossos pets também devem ir ao dentista! A saúde dos pets começa pela boca. Por isso, é importante a prevenção de doenças orais.

2- Tem que escovar os dentes?
Dra. Lara: É importante que a escovação dental seja feita diariamente e que se torne uma rotina! É fundamental que, após a escovação, o pet receba um reforço positivo, para aceitar a prática.

3- Quando está com mau hálito, o que fazer?
Dra. Lara: Sempre que o pet estiver com mau hálito, deve-se procurar um dentista veterinário, pois pode ser sinal de que algum problema esteja iniciando na cavidade oral. Existem bifinhos, brinquedinhos, produtos que podem ser usados para ajudar no combate ao cálculo dentário (tártaro) e ao mau hálito, porém eles servem apenas como coadjuvantes. Nenhum deles substitui a escovação dental diária e também não isenta a responsabilidade de levar o pet ao veterinário.

4- Pode ser necessário realizar algum procedimento? Qual?
Dra. Lara: Apenas o dentista veterinário avaliando poderá decidir o que deverá ser feito. Muitas vezes, é necessária a realização do tratamento periodontal para conseguir restabelecer a saúde bucal dos pets. Para esse procedimento, é indispensável anestesia geral, com um anestesista qualificado.

5- Eles trocam de dentes como a gente?
Dra. Lara: Sim! Eles possuem a dentição “de leite” e a permanente, assim como nós. Os cães, em torno dos 7 meses de idade, já estão concluindo a troca dentária e os gatos, aos 6 meses.

6- Quando é o ideal a primeira consulta?
Dra. Lara: O ideal é que a primeira consulta seja realizada no momento da adoção do pet. Assim, o dentista veterinário pode esclarecer dúvidas quanto à erupção dos dentes, trocas dentárias, além de orientar como realizar a escovação dental. É importante que os tutores acostumem os animais, ainda quando filhotes, a terem a cavidade oral manipulada, para que seja possível desenvolver um hábito de escovação diária. Devemos trabalhar sempre com a prevenção das doenças orais.

7- Precisa de radiografia para o atendimento?
Dra. Lara: É importante que, durante o tratamento periodontal, sejam realizadas radiografias intraorais. Isso porque, muitas vezes, a doença não está apenas na coroa do dente (parte que conseguimos enxergar na boca), mas se estende às raízes dentárias. Sendo assim, só poderemos observar isso através das radiografias.

8- O que você sugere para manter a saúde bucal do meu pet?
Dra. Lara: É muito importante uma alimentação adequada, escovação dental diária com pasta específica pra cães e gatos, além de adjuvantes como brinquedos e petiscos específicos para a manutenção da saúde oral. Deve-se também realizar consultas periódicas com um dentista veterinário, que pode ser semestral ou anual, dependendo da necessidade individual de cada paciente.

9 – Profilaxia é limpeza dos dentes?
Dra. Lara: Profilaxia está relacionada com medidas preventivas para a preservação da saúde, ou seja, são ações que podem prevenir problemas e doenças em todas as áreas. No meu caso, usamos o termo profilaxia dentária, que consiste na prevenção através da higiene bucal. O procedimento mais comum é a remoção do cálculo dentário (tártaro). Quando outros procedimentos são necessários, como extrações dentárias, alisamento radicular ou flaps, o termo correto é tratamento periodontal.

Fica aqui então estas dicas e esperamos ter ajudado você e seu pet com estas informações. Lembre-se que nada substitui a orientação do médico veterinário, por isso, se você viu algo, faça algo! Sua atitude pode salvar muitas vidas.

Abraço!

Redação Pet Center Canoas

Dúvidas frequentes sobre o tratamento contra o câncer de mama com o Dr. Guilherme Cirino

Oi tutor, tudo bem? Durante minha caminhada como Médico Oncologista Veterinário, reuni algumas das dúvidas e conversas mais frequentes e que poderão te ajudar de alguma forma:

“- Nós notamos que ela está com uma “bolinha” na mama, e ela vem crescendo há mais ou menos 30 dias. Ficamos preocupados e resolvemos trazer para a consulta…”

Esta é uma reclamação recorrente em nossa prática veterinária. Neoplasias mamárias são extremamente comuns em cadelas idosas, e podem se transformar em um pesadelo caso não sejam tratadas rapidamente e de maneira adequada.

 

“- Certo, então ela irá realizar estes exames e depois iremos para a cirurgia… devo me preocupar doutor? Ela é nossa filhinha…”

Para um início adequado de qualquer tratamento oncológico, devemos começar com o estadiamento do paciente. Estes exames nos mostrarão em qual patamar a doença se encontra, bem como quais serão os processos diagnósticos e terapêuticos que trarão melhor prognóstico. Muitas vezes neste momento indicamos a citologia, que nos trará informações preliminares sobre a doença, através de uma técnica minimamente invasiva e de realização ambulatorial.

 

“- Por favor, cuidem bem dela. Eu tenho muito medo de que ela não acorde mais.”

O momento da cirurgia pode ser assustador, mas realizando os exames adequados, bem como as técnicas de anestesia multimodal, conseguimos minimizar os riscos cirúrgicos e anestésicos, promovendo um transoperatório tranquilo e sem intercorrências.

 

“- Que corte grande! Não podíamos ter tirado somente a “bolinha”?”

A literatura médica nos orienta que devemos sempre que possível remover todas as mamas de um paciente que apresentou eventos de neoplasia mamária. O tecido mamário apresenta intrincada arquitetura vascular e linfática, o que pode permitir a disseminação da doença de maneira regional, ou até mesmo promover extensão positiva. Muitas vezes um único procedimento cirúrgico não será suficiente para remoção de todas as mamas, e cirurgias adicionais podem ser necessárias.

 

“- Será que já poderemos retirar os pontos no retorno Doutor? São tantos!”

O pós operatório de uma mastectomia demanda repouso para que o paciente possa se recuperar adequadamente. O trauma cirúrgico nestes procedimentos é considerável, contudo analgésicos e anti-inflamatórios deixarão o paciente confortável e sem dor neste momento. As recomendações médicas devem ser seguidas a risca, para termos um pós operatório sem complicações. Normalmente as suturas serão deixadas por pelo menos 14 dias, para completa cicatrização da ferida cirúrgica. Tempo adicional pode ser necessário.

 

“- Alô, Doutor? Eu peguei o resultado da biópsia na recepção, elas pediram para eu marcar uma consulta oncológica com o senhor…”

A biópsia é parte imprescindível do diagnóstico oncológico, pois vai confirmar os resultados preliminares de uma citologia (caso esta tenha sido realizada), bem como nos trazer importantes informações sobre o comportamento biológico da doença a qual estamos lidando. Através deste resultado poderemos saber se haverá necessidade de tratamentos adicionais após a cirurgia (como a quimioterapia, por exemplo). O resultado da biópsia deve ser discutido com um Oncologista, para que todas as opções de tratamento sejam abordadas de maneira objetiva e o melhor tratamento seja instituído.

 

“- Bom dia Doutor! Como o senhor está? Hoje estamos trazendo a Bela para as vacinas. Estamos tão felizes, já fazem dois anos que ela fez aquela cirurgia das mamas, e parece que resolvemos o problema!”

Quando realizamos a detecção e tratamento precoce de uma neoplasia mamária, muitas vezes podemos alcançar a cura. Fique atento aos sinais que seu peludo lhe dá, examine as mamas das fêmeas idosas pelo menos uma vez por mês, e caso note qualquer alteração, procure o médico veterinário.

Suas ações podem salvar vidas! Viu algo, faça algo!

 

Guilherme Cirino

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Câncer de mama em cadela e gatas: Como prevenir e tratar

O câncer de mama, principalmente nas cadelas, é uma das doenças mais comuns e uma das mais temidas entre seus tutores. A sua incidência aumenta em cadelas não castradas, idade superior a seis anos, cadelas obesas e utilização de contraceptivos. É uma doença que não tem predisposição racial, ou seja, todas as raças caninas estão sujeitas a sofrer com este problema.

Nas gatas os tumores mamários são menos comuns, porém são mais agressivos. Vale ressaltar que, embora muitos pensem que o câncer de mama é um problema que atinge, exclusivamente, as fêmeas, se enganam, pois ele também pode afetar os machos em alguns casos.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fatores que podem ser totalmente decisivos para a sobrevivência do animal. O câncer se desenvolve de forma silenciosa, e quando a cadelinha ou gatinha começar a apresentar sinais como tristeza, falta de apetite, febres ou vômitos, pode ser tarde demais. O animal pode ter sua vida poupada, se o seu tutor olhar ou tocar seu pet de forma mais atenta.

Afinal, o que são os tumores mamários?
São nódulos formados por células do corpo que se multiplicam rapidamente de forma descontrolada. Podem ser benignos ou malignos, sendo chamados de câncer quando malignos. Esses nódulos podem ter diferentes tamanhos, podem ser ulcerados ou não, moles, firmes ou endurecidos. Podem também ser únicos ou múltiplos.

Quais são os sinais clínicos?
Deve-se atentar para caroços/nódulos na região das mamas, inchaço ou vermelhidão no local, presença de secreções e também presença de dor.

O pet pode apresentar outros sintomas que não são específicos, como falta de apetite, perda de peso, febre, vômitos. Sempre atentar para esses sinais e levar ao veterinário o quanto antes.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
Com base no exame clínico da região mamária, observando aumento de volume e outras alterações clínicas, cabe ao médico veterinário solicitar exames para investigar sobre a doença e certificar a extensão do problema. Os principais exames complementares incluem citologia aspirativa do nódulo, biópsia, exames de sangue, radiografia torácica e ultrassonografia. Após realizados os exames, a primeira medida será a realização de um procedimento cirúrgico para a retirada completa do tumor do corpo do animal. O tumor deve ser enviado a um laboratório especializado para análise histopatológica. Este exame é o diagnóstico definitivo, pois é somente com este resultado que é possível saber se o tumor é benigno ou maligno.

A análise histopatológica e os resultados obtidos dos exames complementares, são fundamentais para definir um diagnóstico correto, além de fornecer dados relevantes para um tratamento adequado e específico. Nos casos em que o tumor é benigno, geralmente, a cirurgia já é o suficiente como tratamento. No entanto, para o tumor maligno, além da retirada cirúrgica, a quimioterapia pode ser indicada.

Nas ocorrências de metástase, o tratamento pode ser complicado e as chances de cura são mínimas. Nestes casos, é indicado medicamentos para aliviar os sintomas, permitindo o bem estar do animal no período que lhe resta de vida.

Prevenção
A castração da fêmea antes do primeiro cio já se provou como a forma mais eficiente para prevenir o câncer, pois a influência hormonal é a grande responsável pelo aparecimento de disfunções que favorecem o surgimento da doença. Essa conduta pode reduzir em até 99% as chances de aparecer o câncer de mama. Castrar após o primeiro cio reduz em 92% e após o segundo cio, para 74%.

Ao contrário do que muitos imaginam, o acasalamento (ou falta dele) na vida da cadela não está relacionado ao aparecimento do câncer de mama.

Não usar as injeções de anticoncepcionais. É muito importante esclarecer que, os medicamentos hormonais (injeções para evitar o cio) é um fator que pode ser determinante para o surgimento de tumores na mama, e é por isso que, na atualidade, esse tipo de medicamento é altamente contraindicado pelos veterinários.

Com este esclarecimento, fica a dica do por que é tão importante estar sempre atento aos sinais da doença nas cadelinhas e gatinhas. Não hesite em marcar uma consulta com um profissional. Qualquer que seja a doença que seu animal possa ter, as chances de cura são muito maiores quando é feito um tratamento precoce.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

PAPO COM VET #01 – Anestesia Veterinária com Dr. Alan Moscarelli

Olá tutor! Tudo bem? Estamos inaugurando o quadro “Papo com Vet” aqui no blog, onde vamos trazer entrevistas com nossos médicos veterinários especialistas da Pet Center Canoas, entendendo que a informação gera prevenção e proteção do seu pet e da sua família.

Nesta primeira edição conversamos com o Dr.  Alan Moscarelli, Médico Veterinário Anestesiologista (CRMV 10842),  que atende grande parte dos procedimentos cirúrgicos aqui da clínica. Bom, vamos às perguntas:

  1. A anestesia é só para não sentir dor? Em quais situações ela é recomendada?

Dr. Alan: A anestesia serve para controlar a dor também, mas é a responsável pelo monitoramento do paciente durante todo o procedimento cirúrgico, inclusive do retorno anestésico. É indicada anestesia em todos procedimentos que necessitam de imobilização de um paciente para algum procedimento, como uma cirurgia.

  1. Como funciona a anestesia?

Dr. Alan: Ela funciona através de medicações que causam imobilização, perda de inconsciência e analgesia temporária do paciente. Esses mecanismos podem ser ativados pela associação de anestésicos gerais e locais, analgésicos e tranquilizantes.

  1. Existem tipos diferentes de anestesia?

Dr. Alan: Sim, e existem basicamente dois tipos de anestesia, a geral e a local. Anestesia geral pode se dividir em geral inalatória, total intravenosa e associada. A anestesia inalatória (geral balanceada) é indicada para todos procedimentos em que o paciente precisa ficar anestesiado um período de tempo maior, como castrações, mastectomias, limpezas de tártaros, etc.

  1. Anestesia tem risco? Se tem riscos, quais os procedimentos que diminuem esses riscos?

Dr. Alan: Anestesia sempre tem riscos. Contudo, estes riscos são minimizados quando se tem um profissional qualificado, que é o Médico Veterinário Anestesista, que avalia o paciente e decide qual o melhor técnica anestésica a ser usada, monitora e acompanha todo o procedimento, zelando pela vida do paciente.

  1. Quem pode aplicar anestesia?

Dr. Alan: Todo médico veterinário que tenha conhecimento para isso. Mas, atualmente, temos especialistas que se dedicam à este atendimento, aumentando ainda mais a segurança de cada paciente, como acontece aqui na Pet Center Canoas.

  1. Todos os procedimentos cirúrgicos requerem um anestesista?

Dr. Alan: O recomendado é que todos os procedimentos cirúrgicos sejam acompanhados do Médico Veterinário Anestesista.

  1. Dr. Alan, tens alguma informação importante para conhecimento dos tutores?

Dr. Alan: É bem importante para o tutor saber que todo procedimento cirúrgico necessita de profissionais habilitados  para tal procedimento, incluindo o anestesista. Pense por um minuto: se na medicina humana, que lida com a vida das pessoas, o Médico Anestesista sempre é requisitado em procedimentos cirúrgicos, por que na medicina veterinária isso seria diferente? Afinal de contas, uma vida sempre será uma vida, independente de espécie ou gênero.

Esperamos que tenha sido proveitosa a leitura. Deixe seus comentários aqui em baixo, compartilhe com seus amigo e até o próximo Papo com Vet!

Com muito carinho,
Redação Pet Center Canoas.