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PAPO COM VET 02 – Dra. Lara Kley Orso, Médica Veterinária Especialista em Odontologia

Nesta segunda edição do Papo com Vet aproveitamos o dia nacional do riso para falar com quem mais entende dele, que na Pet Center Canoas é a Dra. Lara Kley Orso, Médica Veterinária Especialista em Odontologia (CRMV-RS 15061). Neste bate papo levamos algumas das perguntas mais frequentes dos tutores sobre a saúde bucal dos pets. Confere abaixo e deixe seu comentário:

1- Os pets também têm dentista?
Dra. Lara: Sim. Assim como nós, os nossos pets também devem ir ao dentista! A saúde dos pets começa pela boca. Por isso, é importante a prevenção de doenças orais.

2- Tem que escovar os dentes?
Dra. Lara: É importante que a escovação dental seja feita diariamente e que se torne uma rotina! É fundamental que, após a escovação, o pet receba um reforço positivo, para aceitar a prática.

3- Quando está com mau hálito, o que fazer?
Dra. Lara: Sempre que o pet estiver com mau hálito, deve-se procurar um dentista veterinário, pois pode ser sinal de que algum problema esteja iniciando na cavidade oral. Existem bifinhos, brinquedinhos, produtos que podem ser usados para ajudar no combate ao cálculo dentário (tártaro) e ao mau hálito, porém eles servem apenas como coadjuvantes. Nenhum deles substitui a escovação dental diária e também não isenta a responsabilidade de levar o pet ao veterinário.

4- Pode ser necessário realizar algum procedimento? Qual?
Dra. Lara: Apenas o dentista veterinário avaliando poderá decidir o que deverá ser feito. Muitas vezes, é necessária a realização do tratamento periodontal para conseguir restabelecer a saúde bucal dos pets. Para esse procedimento, é indispensável anestesia geral, com um anestesista qualificado.

5- Eles trocam de dentes como a gente?
Dra. Lara: Sim! Eles possuem a dentição “de leite” e a permanente, assim como nós. Os cães, em torno dos 7 meses de idade, já estão concluindo a troca dentária e os gatos, aos 6 meses.

6- Quando é o ideal a primeira consulta?
Dra. Lara: O ideal é que a primeira consulta seja realizada no momento da adoção do pet. Assim, o dentista veterinário pode esclarecer dúvidas quanto à erupção dos dentes, trocas dentárias, além de orientar como realizar a escovação dental. É importante que os tutores acostumem os animais, ainda quando filhotes, a terem a cavidade oral manipulada, para que seja possível desenvolver um hábito de escovação diária. Devemos trabalhar sempre com a prevenção das doenças orais.

7- Precisa de radiografia para o atendimento?
Dra. Lara: É importante que, durante o tratamento periodontal, sejam realizadas radiografias intraorais. Isso porque, muitas vezes, a doença não está apenas na coroa do dente (parte que conseguimos enxergar na boca), mas se estende às raízes dentárias. Sendo assim, só poderemos observar isso através das radiografias.

8- O que você sugere para manter a saúde bucal do meu pet?
Dra. Lara: É muito importante uma alimentação adequada, escovação dental diária com pasta específica pra cães e gatos, além de adjuvantes como brinquedos e petiscos específicos para a manutenção da saúde oral. Deve-se também realizar consultas periódicas com um dentista veterinário, que pode ser semestral ou anual, dependendo da necessidade individual de cada paciente.

9 – Profilaxia é limpeza dos dentes?
Dra. Lara: Profilaxia está relacionada com medidas preventivas para a preservação da saúde, ou seja, são ações que podem prevenir problemas e doenças em todas as áreas. No meu caso, usamos o termo profilaxia dentária, que consiste na prevenção através da higiene bucal. O procedimento mais comum é a remoção do cálculo dentário (tártaro). Quando outros procedimentos são necessários, como extrações dentárias, alisamento radicular ou flaps, o termo correto é tratamento periodontal.

Fica aqui então estas dicas e esperamos ter ajudado você e seu pet com estas informações. Lembre-se que nada substitui a orientação do médico veterinário, por isso, se você viu algo, faça algo! Sua atitude pode salvar muitas vidas.

Abraço!

Redação Pet Center Canoas

Dúvidas frequentes sobre o tratamento contra o câncer de mama com o Dr. Guilherme Cirino

Oi tutor, tudo bem? Durante minha caminhada como Médico Oncologista Veterinário, reuni algumas das dúvidas e conversas mais frequentes e que poderão te ajudar de alguma forma:

“- Nós notamos que ela está com uma “bolinha” na mama, e ela vem crescendo há mais ou menos 30 dias. Ficamos preocupados e resolvemos trazer para a consulta…”

Esta é uma reclamação recorrente em nossa prática veterinária. Neoplasias mamárias são extremamente comuns em cadelas idosas, e podem se transformar em um pesadelo caso não sejam tratadas rapidamente e de maneira adequada.

 

“- Certo, então ela irá realizar estes exames e depois iremos para a cirurgia… devo me preocupar doutor? Ela é nossa filhinha…”

Para um início adequado de qualquer tratamento oncológico, devemos começar com o estadiamento do paciente. Estes exames nos mostrarão em qual patamar a doença se encontra, bem como quais serão os processos diagnósticos e terapêuticos que trarão melhor prognóstico. Muitas vezes neste momento indicamos a citologia, que nos trará informações preliminares sobre a doença, através de uma técnica minimamente invasiva e de realização ambulatorial.

 

“- Por favor, cuidem bem dela. Eu tenho muito medo de que ela não acorde mais.”

O momento da cirurgia pode ser assustador, mas realizando os exames adequados, bem como as técnicas de anestesia multimodal, conseguimos minimizar os riscos cirúrgicos e anestésicos, promovendo um transoperatório tranquilo e sem intercorrências.

 

“- Que corte grande! Não podíamos ter tirado somente a “bolinha”?”

A literatura médica nos orienta que devemos sempre que possível remover todas as mamas de um paciente que apresentou eventos de neoplasia mamária. O tecido mamário apresenta intrincada arquitetura vascular e linfática, o que pode permitir a disseminação da doença de maneira regional, ou até mesmo promover extensão positiva. Muitas vezes um único procedimento cirúrgico não será suficiente para remoção de todas as mamas, e cirurgias adicionais podem ser necessárias.

 

“- Será que já poderemos retirar os pontos no retorno Doutor? São tantos!”

O pós operatório de uma mastectomia demanda repouso para que o paciente possa se recuperar adequadamente. O trauma cirúrgico nestes procedimentos é considerável, contudo analgésicos e anti-inflamatórios deixarão o paciente confortável e sem dor neste momento. As recomendações médicas devem ser seguidas a risca, para termos um pós operatório sem complicações. Normalmente as suturas serão deixadas por pelo menos 14 dias, para completa cicatrização da ferida cirúrgica. Tempo adicional pode ser necessário.

 

“- Alô, Doutor? Eu peguei o resultado da biópsia na recepção, elas pediram para eu marcar uma consulta oncológica com o senhor…”

A biópsia é parte imprescindível do diagnóstico oncológico, pois vai confirmar os resultados preliminares de uma citologia (caso esta tenha sido realizada), bem como nos trazer importantes informações sobre o comportamento biológico da doença a qual estamos lidando. Através deste resultado poderemos saber se haverá necessidade de tratamentos adicionais após a cirurgia (como a quimioterapia, por exemplo). O resultado da biópsia deve ser discutido com um Oncologista, para que todas as opções de tratamento sejam abordadas de maneira objetiva e o melhor tratamento seja instituído.

 

“- Bom dia Doutor! Como o senhor está? Hoje estamos trazendo a Bela para as vacinas. Estamos tão felizes, já fazem dois anos que ela fez aquela cirurgia das mamas, e parece que resolvemos o problema!”

Quando realizamos a detecção e tratamento precoce de uma neoplasia mamária, muitas vezes podemos alcançar a cura. Fique atento aos sinais que seu peludo lhe dá, examine as mamas das fêmeas idosas pelo menos uma vez por mês, e caso note qualquer alteração, procure o médico veterinário.

Suas ações podem salvar vidas! Viu algo, faça algo!

 

Guilherme Cirino

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Câncer de mama em cadela e gatas: Como prevenir e tratar

O câncer de mama, principalmente nas cadelas, é uma das doenças mais comuns e uma das mais temidas entre seus tutores. A sua incidência aumenta em cadelas não castradas, idade superior a seis anos, cadelas obesas e utilização de contraceptivos. É uma doença que não tem predisposição racial, ou seja, todas as raças caninas estão sujeitas a sofrer com este problema.

Nas gatas os tumores mamários são menos comuns, porém são mais agressivos. Vale ressaltar que, embora muitos pensem que o câncer de mama é um problema que atinge, exclusivamente, as fêmeas, se enganam, pois ele também pode afetar os machos em alguns casos.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fatores que podem ser totalmente decisivos para a sobrevivência do animal. O câncer se desenvolve de forma silenciosa, e quando a cadelinha ou gatinha começar a apresentar sinais como tristeza, falta de apetite, febres ou vômitos, pode ser tarde demais. O animal pode ter sua vida poupada, se o seu tutor olhar ou tocar seu pet de forma mais atenta.

Afinal, o que são os tumores mamários?
São nódulos formados por células do corpo que se multiplicam rapidamente de forma descontrolada. Podem ser benignos ou malignos, sendo chamados de câncer quando malignos. Esses nódulos podem ter diferentes tamanhos, podem ser ulcerados ou não, moles, firmes ou endurecidos. Podem também ser únicos ou múltiplos.

Quais são os sinais clínicos?
Deve-se atentar para caroços/nódulos na região das mamas, inchaço ou vermelhidão no local, presença de secreções e também presença de dor.

O pet pode apresentar outros sintomas que não são específicos, como falta de apetite, perda de peso, febre, vômitos. Sempre atentar para esses sinais e levar ao veterinário o quanto antes.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
Com base no exame clínico da região mamária, observando aumento de volume e outras alterações clínicas, cabe ao médico veterinário solicitar exames para investigar sobre a doença e certificar a extensão do problema. Os principais exames complementares incluem citologia aspirativa do nódulo, biópsia, exames de sangue, radiografia torácica e ultrassonografia. Após realizados os exames, a primeira medida será a realização de um procedimento cirúrgico para a retirada completa do tumor do corpo do animal. O tumor deve ser enviado a um laboratório especializado para análise histopatológica. Este exame é o diagnóstico definitivo, pois é somente com este resultado que é possível saber se o tumor é benigno ou maligno.

A análise histopatológica e os resultados obtidos dos exames complementares, são fundamentais para definir um diagnóstico correto, além de fornecer dados relevantes para um tratamento adequado e específico. Nos casos em que o tumor é benigno, geralmente, a cirurgia já é o suficiente como tratamento. No entanto, para o tumor maligno, além da retirada cirúrgica, a quimioterapia pode ser indicada.

Nas ocorrências de metástase, o tratamento pode ser complicado e as chances de cura são mínimas. Nestes casos, é indicado medicamentos para aliviar os sintomas, permitindo o bem estar do animal no período que lhe resta de vida.

Prevenção
A castração da fêmea antes do primeiro cio já se provou como a forma mais eficiente para prevenir o câncer, pois a influência hormonal é a grande responsável pelo aparecimento de disfunções que favorecem o surgimento da doença. Essa conduta pode reduzir em até 99% as chances de aparecer o câncer de mama. Castrar após o primeiro cio reduz em 92% e após o segundo cio, para 74%.

Ao contrário do que muitos imaginam, o acasalamento (ou falta dele) na vida da cadela não está relacionado ao aparecimento do câncer de mama.

Não usar as injeções de anticoncepcionais. É muito importante esclarecer que, os medicamentos hormonais (injeções para evitar o cio) é um fator que pode ser determinante para o surgimento de tumores na mama, e é por isso que, na atualidade, esse tipo de medicamento é altamente contraindicado pelos veterinários.

Com este esclarecimento, fica a dica do por que é tão importante estar sempre atento aos sinais da doença nas cadelinhas e gatinhas. Não hesite em marcar uma consulta com um profissional. Qualquer que seja a doença que seu animal possa ter, as chances de cura são muito maiores quando é feito um tratamento precoce.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

PAPO COM VET #01 – Anestesia Veterinária com Dr. Alan Moscarelli

Olá tutor! Tudo bem? Estamos inaugurando o quadro “Papo com Vet” aqui no blog, onde vamos trazer entrevistas com nossos médicos veterinários especialistas da Pet Center Canoas, entendendo que a informação gera prevenção e proteção do seu pet e da sua família.

Nesta primeira edição conversamos com o Dr.  Alan Moscarelli, Médico Veterinário Anestesiologista (CRMV 10842),  que atende grande parte dos procedimentos cirúrgicos aqui da clínica. Bom, vamos às perguntas:

  1. A anestesia é só para não sentir dor? Em quais situações ela é recomendada?

Dr. Alan: A anestesia serve para controlar a dor também, mas é a responsável pelo monitoramento do paciente durante todo o procedimento cirúrgico, inclusive do retorno anestésico. É indicada anestesia em todos procedimentos que necessitam de imobilização de um paciente para algum procedimento, como uma cirurgia.

  1. Como funciona a anestesia?

Dr. Alan: Ela funciona através de medicações que causam imobilização, perda de inconsciência e analgesia temporária do paciente. Esses mecanismos podem ser ativados pela associação de anestésicos gerais e locais, analgésicos e tranquilizantes.

  1. Existem tipos diferentes de anestesia?

Dr. Alan: Sim, e existem basicamente dois tipos de anestesia, a geral e a local. Anestesia geral pode se dividir em geral inalatória, total intravenosa e associada. A anestesia inalatória (geral balanceada) é indicada para todos procedimentos em que o paciente precisa ficar anestesiado um período de tempo maior, como castrações, mastectomias, limpezas de tártaros, etc.

  1. Anestesia tem risco? Se tem riscos, quais os procedimentos que diminuem esses riscos?

Dr. Alan: Anestesia sempre tem riscos. Contudo, estes riscos são minimizados quando se tem um profissional qualificado, que é o Médico Veterinário Anestesista, que avalia o paciente e decide qual o melhor técnica anestésica a ser usada, monitora e acompanha todo o procedimento, zelando pela vida do paciente.

  1. Quem pode aplicar anestesia?

Dr. Alan: Todo médico veterinário que tenha conhecimento para isso. Mas, atualmente, temos especialistas que se dedicam à este atendimento, aumentando ainda mais a segurança de cada paciente, como acontece aqui na Pet Center Canoas.

  1. Todos os procedimentos cirúrgicos requerem um anestesista?

Dr. Alan: O recomendado é que todos os procedimentos cirúrgicos sejam acompanhados do Médico Veterinário Anestesista.

  1. Dr. Alan, tens alguma informação importante para conhecimento dos tutores?

Dr. Alan: É bem importante para o tutor saber que todo procedimento cirúrgico necessita de profissionais habilitados  para tal procedimento, incluindo o anestesista. Pense por um minuto: se na medicina humana, que lida com a vida das pessoas, o Médico Anestesista sempre é requisitado em procedimentos cirúrgicos, por que na medicina veterinária isso seria diferente? Afinal de contas, uma vida sempre será uma vida, independente de espécie ou gênero.

Esperamos que tenha sido proveitosa a leitura. Deixe seus comentários aqui em baixo, compartilhe com seus amigo e até o próximo Papo com Vet!

Com muito carinho,
Redação Pet Center Canoas.

Viu algo, Faça algo! – 5º sinal clínico: Dificuldade de urinar ou ausência de urina

A dificuldade de urinar (incontinência/oligúria) ou ausência de urina (anúria) são sinais clínicos muito importantes que devem ser tratados como alerta. A nossa campanha Viu algo, Faça algo! irá auxiliar os tutores na tomada de decisões e saber o momento certo para tomar uma atitude e levá-lo ao veterinário.

Estas alterações podem estar relacionadas diretamente com o tempo de evolução da doença, são alterações comuns e podem nos levar a acreditar que o nosso animal simplesmente tem problemas de comportamento. Quando o quadro já está avançado, muitas vezes o dano causado é irreversível e o animal corre risco de óbito.

 Principais causas que levam a dificuldade de urinar ou ausência de urina

  • Cistite: Fêmeas tem a uretra mais curta e larga, o que facilita a entrada de bactérias e parasitos. Elas urinam muito menos que os machos, facilitando assim também a formação de cristais urinários.
  • Cálculos urinários: Mais comum em macho, pois tem a uretra mais longa e fina. Dependendo do tamanho, os cálculos podem obstruir canais como ureter e uretra, impedindo a passagem da urina.
  • Tumores benignos (pólipos e divertículos) ou tumores malignos podem obstruir parcial ou totalmente o canal urinário.
  • Insuficiência renal aguda: pode ocorrer nas obstruções, intoxicações (LEIA MAIS SOBRE INTOXICAÇÃO) ou infecções como leptospirose por exemplo (LEIA MAIS SOBRE LEPTOSPIROSE).
  • Outras causas menos comuns: lesões do sistema nervoso, mal-formações congênitas, lesões adquiridas na bexiga e nos esfíncteres (trauma), doenças prostáticas e desequilíbrios hormonais.

 

Quais são as principais alterações que os animais apresentam?

A mudança de comportamento do seu pet pode nos dizer de uma maneira ou outra, dando a entender que podem estar sofrendo:

  • Mudança na posição para urinar (sinal de dor)
  • Fica muito tempo em posição, mas urina pouco ou não consegue urinar. Isso pode acontecer por causa dos cálculos, que friccionam a parede do órgão, causando irritações, sangramentos e até o bloqueio parcial ou total do fluxo urinário.
  • Presença de sangue na urina
  • Urina que cheira pior do que o habitual (urina turva)
  • Apatia e Perda de apetite
  • Lamber repetitivamente a genitália (dor e inflamação)

Se perceber qualquer uma dessas alterações, leve-o ao veterinário.

Durante a avaliação clínica, o profissional vai determinar quais são as suspeitas ou até o diagnóstico clínico. Muito importante realizar exames de uma amostra de urina (avaliação qualitativa e urocultura com antibiograma). Podem ser solicitados exames de sangue, radiografia e ultrassonografia dependendo do caso. Se animal estiver obstruído será necessário realizar a sondagem uretral, que consiste em introduzir um pequeno tubo pelo aparelho urinário, com objetivo de desobstruir a passagem da urina. Muitas vezes pode ser necessário sedá-lo para realizar o procedimento.

O tratamento de maneira geral poderá se basear em uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos. O tratamento para os cálculos urinários vai depender do tipo, pois alguns podem ser dissolvidos com dieta e medicação, enquanto outros precisam ser removidos cirurgicamente.

Os tumores como pólipos e divertículos e até os tumores malignos algumas vezes podem ser removidos cirurgicamente e enviar a amostra para exame histopatológico (esta informação é muito importante para determinar o melhor tratamento para cada tipo de tumor).

Para o caso de insuficiência renal aguda, a terapia consiste no uso de fluidos (soro) e eletrólitos em medidas de purificação extra-renal (diálise peritoneal). Em alguns casos respondem bem à essas medidas terapêuticas, porém existem casos que são irreversíveis e o prognóstico é mais reservado.

E a prevenção?

No caso das cistites, não há prevenção específica. Entretanto, pode-se adotar alguns hábitos simples que podem diminuir bastante o risco do seu pet desenvolver a complicação.

  • Passear com os cães rotineiramente: pode ser uma boa ideia, pois além de deixá-lo mais tranquilo, você pode observar o seu comportamento enquanto ele urina e ver o quanto está urinando. Dessa forma ficará acostumado com o que é “normal”.
  • Estimular ingestão de água: sempre estimular a ingestão de água utilizando fontes (gatos) e bebedouros grandes.
  • Acompanhar comportamento de micção nos felinos. Sempre colocar uma caixa de areia extra para o número de gatos no ambiente. Exemplo, se existem 2 gatos no ambiente, colocar 3 caixas de areia a disposição.
  • Evitar dar rações de baixa qualidade e alimentação inadequada, pois podem alterar o pH urinário, aumentando as chances de infecção urinária e formação de cálculos.
  • Se o seu pet já foi diagnosticado com cálculo, e partir da análise do cálculo, será possível reajustar a alimentação, para evitar uma urina mais ácida, ou mais alcalina.

Mantenha-se sempre atento nos sinais clínicos do seu pet e entre em contato com o veterinário caso ocorra qualquer mudança.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Plantão 24 horas. Estamos aqui sempre que você precisar.

 

Além da clínica veterinária, da pet shop e do centro de estética animal a Pet Center Canoas oferece a você o atendimento 24 horas para emergências e urgências. Mas você sabe quando e como usar o plantão 24 horas? Neste artigo iremos te mostrar como aproveitar ao máximo esse serviço tão importante.

O que é o plantão?

A Pet Center Canoas oferece atendimento clínico, exames laboratoriais e de imagem, além de diversas especialidades como oncologia, acupuntura, oftalmologia e cardiologia, entre outros, em horário comercial – Segunda à Sexta das 8 às 18h e Sábados das 8 às 17h. Fora desses horários e aos domingos e feriados o atendimento é considerado plantão.

Durante o plantão contamos com uma equipe de 1 a 2 veterinários auxiliados por 1 a 3 estagiários (depende do dia e demanda). Os estagiários são todos futuros veterinários; os veterinários são, na sua maioria, pós graduados ou pós graduandos.

Além dessa equipe interna, também há um grupo de profissionais de sobreaviso. São 4 cirurgiões, 5 anestesistas e vários especialistas na realização de exames. Mesmo em situações extremas é necessário cuidado para que o diagnóstico seja o mais preciso possível.

A manutenção de toda esta estrutura tem um custo elevado, portanto, no plantão é cobrado um valor diferenciado.

Quando usar o plantão?

Acidentes podem acontecer a qualquer hora. É bom saber que se tem a quem recorrer num momento de aflição. A equipe de plantão estará disponível para atender situações de risco de vida.

Você deve levar seu pet no plantão quando houver:

  • Vômitos
  • Diarreia
  • Trauma
  • Atropelamento
  • Fraturas
  • Prostração intensa
  • Anorexia (animal não come) há mais de 24h
  • Dores fortes (tratadas ou não)
  • Intoxicação
  • Convulsões
  • Picadas de animais peçonhentos

 

Atenção! É muito importante que você leve seu pet ao atendimento de urgência quando houver:

  • Sangramentos profusos
  • Dores intensas
  • Animal irresponsivo

Como usar o plantão?

Os profissionais de plantão são pessoas preparadas para lidar com situações extremas. Já nós, tutores, nem sempre sabemos como lidar com emergências. Aqui vão algumas orientações que podem ser decisivas para o sucesso do atendimento.

O que fazer numa emergência:

  • Mantenha a calma. O pânico é péssimo conselheiro em situações de risco.
  • Nunca medique por conta própria o animal.
  • Cuide da sua segurança. Animais feridos podem ficar arredios.
  • Transporte adequadamente o pet. Cuidado para não agravar ou causar novos ferimentos. Utilize a caixa de transporte ou cinto especial para a segurança dele.
  • Ligue para a clínica (51 3427 3832) avisando que está levando um paciente. O plantonista pode lhe orientar nos primeiros socorros e preparar a equipe para recebê-lo.

Agora você sabe que estamos aqui quando precisar, e sabe também qual o melhor momento para nos procurar. Pode contar com a Pet Center Canoas. Faz parte da família.

Lucas Turk de Almeida
Diretor Executivo

Conhecendo o transmissor da Leishmaniose

A Leishmaniose é uma doença causada pelo protozoário Leishmania, que é transmitida pela picada de um inseto flebótomo (gênero Lutzomya), popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras.

Embora tenha o nome popular “Mosquito-palha”, não é considerado mosquito.

No Brasil as que até agora são comprovadamente transmissoras da Leishmaniose são Lutzomya. Cruzi Lutzomya longipalpis.

fonte: http://www.infoescola.com

Características
Os flebótomos transmissores são insetos menores que os mosquitos, de coloração clara (por isso o apelido “mosquito palha”) asas estreitas sempre levantadas quando pousam.

São facilmente reconhecidos por voar em pequenos saltos e só picam partes do corpo não cobertas por roupas.

Onde ele vive
Os locais de preferência são principalmente ao nível do solo, próximo à vegetação, em folhas em decomposição, raízes e troncos de árvores, e tocas de animais.

Preferem locais com pouca luminosidade e úmidos.

Podem ser encontrados facilmente em locais ricos em matéria orgânica, como canis, galinheiros, chiqueiros, e até mesmo dentro das casas.

Horários de maior atividade do vetor
O flebótomo pica com maior frequência ao entardecer e continua por toda a noite.

Flebótomo fêmea é a única que pica e ingere o sangue
A fêmea necessita do sangue para a postura dos ovos. Ela põe aproximadamente 100 ovos no solo ou em locais úmidos e ricos em matéria orgânica.

Ela se alimenta de sangue durante uma semana, sendo em média 3 vezes durante sua vida, sendo capaz de transmitir a doença para pelo menos 3 cães ou seres humanos.

A fêmea pode contrair as leishmanias já na primeira picada, dependendo da carga parasitária no cão. E além disso, existe a possibilidade de também por única picada transmitir as leishmanias para outro cão ou o homem.

Prevenção da Leishmaniose

A prevenção nos cães
Epidemiologistas recomendam a associação da coleira repelente e da vacinação específica contra leishmaniose em dia

Nos cães existem poucos produtos disponíveis que possuem indicação em bula contra a picada do flebótomo. A recomendação pela Organização Mundial de Saúde, é o uso de coleiras com impregnação de Deltametrina, ou associação de Imidacloprida e Flumetrina. Esses princípios ativos tem efeito repelente comprovado contra o flebótomo, evitando que este pique o cão, e, consequentemente não transmita a Leishmaniose.

Os felinos também podem se infectar, porém são mais resistentes a doença. Ainda não há vacina específica para gatos, porém já existe coleira repelente no mercado que os felinos podem usar com segurança.

 

Outras formas de prevenção
Como os principais locais que os insetos habitam e procriam são em volta de matéria orgânica, atitudes como a limpeza de quintais, remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, já ajudam de forma importante a combater a doença.

Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa.

Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

LEISHMANIOSE CANINA

A Leishmaniose é uma doença parasitária grave que acomete o homem, o cão, o gato e até outros mamíferos. O maior foco do assunto nesse artigo será o cão, pois é o animal mais suscetível e tem grande importância no ciclo dessa doença pela maior proximidade com o homem.

É causada pela Leishmania chagasi, uma espécie de protozoário (parasito microscópico) que é transmitido por um flebótomo (inseto parecido com o mosquito, porém menor). Na região sul é conhecido como mosquito-palha e vive ao nível do solo, próximo à vegetação, sobre folhas em decomposição. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento. Pode ser encontrado facilmente em galinheiros, chiqueiros e alimentam-se, preferencialmente, no final do dia.

Fonte: http://matra.org.br

A preocupação em relação a essa enfermidade tem aumentado significativamente pois se trata de uma zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem) e o número de casos tanto em humanos quanto em cães são cada vez mais frequentes. A doença já está presente em todo território nacional, ocorrendo em torno de 2 mil mortes em humanos anualmente. Especialistas estimam que para cada caso humano existam em média 200 cães infectados.

TRANSMISSÃO

A doença é transmitida pela picada do inseto. Não é o cão nem o gato que transmite a leishmaniose.

Quando o inseto pica um cão infectado (reservatório), recebe a Leishmania (o protozoário) pelo sangue ingerido. Dentro do inseto, esses protozoários multiplicam-se e mudam sua morfologia para se tornarem infectantes. Quando o flebótomo pica o homem, ele inocula essas Leishmanias pelo sangue, e o homem se infecta, porém o risco de contrair leishmaniose é menor em humanos imunocompetentes. Apesar do homem possuir uma resposta imunitária muito mais eficaz contra a leishmania do que o cão, ele pode sim contrair a doença. Estas chances aumentam especialmente em crianças, idosos ou adultos com a imunidade prejudicada, como por exemplo, portadores do vírus da AIDS.

No cão infectado, o período de incubação (tempo da infecção até o aparecimento dos sinais clínicos) pode variar de 1 mês a anos, pois depende da baixa imunidade para os protozoários se desenvolverem e causarem a doença propriamente dita. Nesse período, o animal pode ficar assintomático, ou seja, não apresentar nenhum sinal clinico.

Alguns cães são resistentes e, embora possam sofrer picadas de flebótomos infectados, nunca mostrarão sinais de doença, desde que se mantenham corretamente alimentados, com boa imunidade e não sejam submetidos a situações de stress. A resistência também pode ser de origem genética, ou seja, existem raças mais resistentes a doença.

Quando o animal adoece e a imunidade diminui, o parasito pode se desenvolver na pele (Leishmaniose cutânea), e/ou em vários órgãos como fígado, rins, linfonodos (Leishmaniose visceral).

SINAIS CLÍNICOS

Os sinais clínicos mais frequentes são:

  • Perda de pelo (ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas)
  • Crescimento exagerado das unhas
  • Úlceras e descamação da pele (feridas)
  • Emagrecimento e diminuição do apetite
  • Atrofia muscular (fica mais tempo deitado, menos ativo)
  • Sangramento nasal
  • Anemia
  • Alterações articulações
  • Aumento dos linfonodos

DIAGNÓSTICO

Existem exames que detectam o parasita (exame parasitológico direto) ou a presença de uma resposta imunológica (sorológico). Exames como hemograma, dosagens bioquímicas e exames de urina são importantes para avaliar o estado geral do animal. A interpretação dos resultados laboratoriais deve ser sempre feita em conjunto com o quadro clínico do seu pet.

TRATAMENTO

Até recentemente, a indicação do Ministério da Agricultura a recomendação para os animais positivos era a eutanásia e proibia o tratamento dos pets a fim de impedir que a Leishmania se tornasse resistente à droga utilizada para combatê-lo em seres humanos.

Agora, com a liberação de medicamentos de uso exclusivo veterinário, abriu caminho a uma série de estudos com o objetivo de preservar a vida desses cães e impedir novas transmissões. O tratamento a base de miltefosina, é capaz de eliminar as leishmanias presentes no organismo do animal, impossibilitando o flebótomo continue repassando a leishmania para outros hospedeiros a partir do cão em questão.

O tratamento não permite uma cura completa. Os níveis de parasitemia diminuem significativamente e geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença. O animal pode adoecer novamente, pois a resposta imune é muito variável e difícil de quantificar. Dependerá do estilo de vida do cão, de possíveis reinfecções, outras doenças coexistentes, queda de imunidade por outros fatores, etc.

PREVENÇÃO

A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos.

  • Aplicar regularmente, no seu animal, produtos com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on, de modo a impedir a picada do flebótomo.
  • Anualmente realizar teste sorológicos e parasitológicos para detecção precocemente do parasito, sobretudo se o seu cão vive numa área endémica.
  • Vacinação específica contra Leishmaniose
  • Atitudes simples como a limpeza de quintais (remoção de fezes, restos de folhas, frutos em decomposição) já ajudam a combater a doença, pois o mosquito transmissor coloca seus ovos em locais ricos em matéria orgânica. Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa. Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

O que torna essa doença tão controversa e tão complexa de diagnosticar, é que muitos dos sinais clínicos são comuns de outras doenças. E além disso, a Leishmaniose canina pode apresentar outros diferentes sinais clínicos e em diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes.

Por isso, suspeitando de qualquer alteração no seu animal, leve-o para avaliação com o Médico Veterinário, pois é ele quem saberá avaliar seu animal e investigar para direcionar o diagnóstico.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Quando devo levar meu pet ao Oftalmologista Veterinário?

Todos sabemos que animais de estimação requerem cuidados com saúde, algumas raças possuem tendências a mais enfermidades do que outras, assim como a problemas oculares.

Seria interessante, assim como fazemos vacinas e um check up anual, cuidarmos da saúde ocular do nosso pet, a fim de prevenir ou evitar certas situações que muitas vezes não possuem reversão.

Cães braquicefálicos tais como os Pug, Buldog Francês, Buldog Inglês, Boston , Shihtzu, entre outros, são acometidos por vários problemas oculares mesmo jovens. Devido a sua anatomia, onde os olhos se encontram em uma órbita rasa, e pela própria tendência racial, são mais propensos a algumas oftalmopatias dentre elas: distiquíases, ceratite pigmentar, ceratite de exposição ou úlceras de córnea.

Sharpei e Chow Chow apresentam mais comumente o glaucoma e defeitos pálpebras como o entrópio e a triquíase.

Gatos persas ou birmaneses são acometidos por úlceras corneais e seqüestro corneano.

É evidente que qualquer animal doméstico, mesmo os sem raça definida podem apresentar essas condições.

Os sinais mais evidentes que servem de alerta aos proprietários são: hiperemia de conjuntiva (olho vermelho), secreção ocular abundante (pus), epífora (lacrimejamento), prurido ocular (coceira), blefarospasmo (piscando muito), associado ou não a apatia e inapetência (tristeza e falta de apetite).

Portanto, ao mínimo sinal de desconforto o tutor deve levar seu pet ao Veterinário mais próximo ou se possível a um especialista, pois algumas lesões se tornam graves em poucas horas se tornando impossível preservar o globo ocular e/ou a visão.

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Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

Como proteger seu pet dos Fogos de Artifício

fogosAs festas de final de ano estão chegando e, com elas, muita alegria, comemoração e confraternização com familiares e amigos. Nossos pets, contudo, não podem ser esquecidos quando se trata de fogos de artificio e o efeito que lhes causam. Alguns estão acostumados, outros se mostram incomodados e há inclusive os que desenvolvem fobias, apresentam crises convulsivas, crises de pânico e fugas (podem se perder, sofrer acidentes e se machucar), pois ficam nervosos e assustados. O ser humano é capaz de perceber ondas sonoras na frequência de aproximadamente 16 a 20.000 hertz (ciclos por segundo), enquanto os cães são capazes de ouvir vibrações sonoras nos limites de 10 a 40.000 hertz e os gatos até 65.000 hertz, o que faz com que sejam muito mais sensíveis quando se trata de audição. Esta exposição almeja alertar os tutores dos riscos que representam os fogos de artifício, bem como dar dicas do que pode ser feito para amenizar seus efeitos.

É possível, ainda na infância, acostumar os animais a diversos barulhos, de forma gradativa, para que ao longo de sua vida não se assustem facilmente. Uma boa dica é, ao ouvir um som mais alto, festejar e mostrar ao animal que este som não representa ameaça. A primeira reação é coloca-los no colo, acariciar e falar com uma voz terna, mas os animais entendem os gestos como sendo a melhor reação para o tutor protegê-lo.

Para fins de reconhecimento do problema, é importante que se detectem sinais de medo, dos quais são exemplos: tremores, agitação fora do comum, roer ou atacar objetos, esconder-se, procurar atenção dos tutores, tentar fugir, chorar e latir.

Outra preocupação particularmente relevante em datas festivas, mas a que se deve dedicar atenção em todos os dias, é a identificação dos pets. Por serem propensos a seguirem seus instintos, podem fugir a qualquer momento. Em caso de fuga, a identificação muito auxiliará quem o encontrar a retorná-lo ao seu lar. Como em datas festivas a chance de fuga multiplica-se, é importante que se os mantenha em local em que se sinta seguro (verificando se janelas, portas e portões estão efetivamente fechados) e que se utilizem coleiras com medalhas informando nome e telefones para contato.

Fique com o seu animal, esteja no mesmo recinto que ele, proporcione locais onde possa se abrigar sem se ferir, tente também distraí-lo com brinquedos de que goste, coloque um som mais alto que ele costuma ouvir, como televisão ou uma música. Evite alimentação pesada e em grande quantidade, principalmente em animais de grande porte, pois ao se alimentar pode agitar- se e apresentar torções gástricas. Não os acomode em coleiras, pois na ocorrência de episódio de ansiedade o animal pode puxá-la em excesso e vir a se sufocar.

Para ajudar a aliviar a captação dos ruídos pelo animal, pode-se colocar tampões de algodão em seus ouvidos, minutos antes dos fogos, retirando-se logo após cessarem.
Piscinas devem ser cobertas para que não haja risco de afogamento, já que, ao se assustar, o animal pode jogar-se ou escorregar e encontrar dificuldades para sair.
Para os felinos, recomenda-se escolher um local da casa que seja mais seguro, deixar um armário aberto e nele colocar toalhas e cobertores para forrar, formando-se uma toca confortável. É também possível desarrumar a cama para formar uma toca também dessa forma. Água, comida e caixa de areia devem ser distribuídos para a disponibilidade do animal. O mesmo procedimento deve ser adotado com gatos com acesso à rua, pois em períodos festivos aumentam os riscos de ferimentos, atropelamentos, perda e maus tratos.

A técnica Tellington Touch¹ pode ser uma boa aliada dos proprietários de cães. Baseia-se na informação de que os animais mais sensíveis têm grande sensibilidade nas regiões traseiras, patas e orelhas, e consiste em atar o cão com um pano para que a circulação sanguínea das regiões extremas do corpo seja estimulada, amenizando as tensões localizadas no dorso do animal, diminuindo sua irritabilidade. Amarra-se o cão de forma que a faixa englobe peito e dorso (formando um oito), finalizando-se com um nó na região traseira, certificando-se de que não esteja exatamente sobre a coluna.

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Caso ainda se perceba que os animais ficam muito estressados, recomenda-se que se procure o atendimento de médico veterinário, que poderá indicar medicações para auxiliar no processo de administração da irritabilidade do animal. Calmantes naturais também apresentam resultados eficientes, quando utilizados alguns dias antes dos eventos que causam estresse.

Por último, se não fores passar as festas com seu animalzinho, é importante que se escolha um hotel de confiança, que disponha de profissionais treinados para acomodá-lo e deixa-lo em segurança.

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Bruna Martin
Estagiária em Medicina Veterinária

 

 

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

¹ TELLINGTON-JONES, Linda. The Tellington TTouch : A Revolutionary Natural Method to Train and Care for Your Favorite Animal. Penguin Books, 1995.