Petiscos saudáveis para Cães –  Dicas e sugestões

Imagem relacionadaDar petiscos ao seu pet é uma forma de recompensá-lo por boas ações e bom comportamento. Estes pequenos “brindes” são formas de agradá-lo e contribuem para deixá-lo mais feliz, além de desenvolver um comportamento mais sociável.

Há muitos anos o homem domesticou os cães e os tornou tão próximos que até sua alimentação ficou parecida. Com a modernidade as fábricas de alimentos tornaram nossas vidas mais práticas e isto também se reflete na vida de nossos melhores amigos, cuja alimentação passou a ser balanceada de acordo com a raça do cão, tipo de atividade que executa diariamente, seu porte físico, dentre outras especificidades.

No entanto, não devemos esquecer que os ancestrais caninos eram caçadores e que podemos complementar sua alimentação com “petiscos” que se assemelhem a sua caça.

 

Os melhores exemplos são:

  • Moela de frango cozida ou assada.
  • Fígado bovino ou de frango cozidos.
  • Ossos longos de bovinos ou de cordeiro.

Todos estes alimentos no intuito de tornar seu dia mais divertido resgatando sua essência de cão caçador, diminuindo o estresse e a solidão do cão enquanto seu dono está ausente trabalhando ou criando um maior vínculo entre o cão e seu dono quando estão juntos.

 

Outras sugestões de “petiscos”

  • Cenoura
  • Beterraba
  • Abobrinha cruas
  • Maçã
  • Pera
  • Melão
  • Melancia
  • Mamão

Lembrando que não devemos oferecer o caroço das frutas por se tratar da parte mais energética delas e poder propiciar uma possível intoxicação para nossos amigos de 4 patas.

Cabe sempre lembrar que ao oferecer petiscos aos nossos melhores amigos devemos diminuir a quantidade de ração diária recomendada para ele, pois estamos oferecendo mais alimento. Mesmo que seja um inocente “petisco”.

Sempre procure um veterinário para tirar suas dúvidas como alimentar seu pet de forma correta e mais saudável, pois deve ser verificado sempre a quantidade de alimento conforme o peso e características específicas (locais onde vivem, tipos de atividades, se está em tratamento para alguma doença, etc…)

Quer saber mais? Entre em contato conosco!


Rosane Lopes Colares 
Médica Veterinária
CRMV/RS 7082

Atenção! Alto índice de chuvas aumenta o risco de contaminação por leptospirose em pets.

image.pngA leptospirose é umas das importantes zoonoses (doenças transmitidas pelos animais ao homem), causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans e infecta a maioria dos mamíferos selvagens e domésticos, além dos humanos.

A transmissão ocorre principalmente pela urina de ratos contaminados com a bactéria da leptospirose. A urina dos ratos se mistura à água, ao solo e até mesmo aos alimentos, e esse microrganismo pode penetrar pela pele e também pode ser ingerido junto com água e alimentos contaminados.

Essa enfermidade tem o índice de casos aumentados no período de maior incidência chuvosa, enchentes e alagamentos devido a forma de disseminação da bactéria que, sobrevive nesses ambientes mais úmidos, ela acaba sendo conduzida pela chuva e expondo os demais animais que tem contato com esta água.

Fique atento aos sinais clínicos no seu Pet:

Febre

Depressão, apatia, dor muscular (fica mais tempo deitado)

Perda do apetite

Vômitos

Desidratação

Icterícia (amarelamento das mucosas como olhos, gengivas e também da pele)

Urina escura (amarelo escuro a marrom)

Ao observar esses sinais em seu pet, mesmo que eles não tenham tido contato com água de alagamento ou enchentes, é preciso procurar imediatamente um médico veterinário e isolar outros animais da casa.

É muito importante realizar exames complementares para auxiliar no diagnóstico da doença. A bactéria causa lesões graves em rins e fígado do animal. Exames como hemograma e análises bioquímicas para avaliar função hepática e renal são importantes. Além disso, pode-se realizar exames como ecografia abdominal para avaliar esses órgãos.

Para o diagnóstico definitivo, deve-se realizar exame sorológico ou direto específico para leptospirose.

Tratamento

O ideal é que o seu animal seja internado em clínica onde tenha estrutura de isolamento para doenças infectocontagiosas, por se tratar de uma doença altamente transmissível.

O principal tratamento é o uso de antibiótico específico contra Leptospira, e para existir uma maior chance de cura, esse tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, juntamente com o tratamento de outras alterações observadas, realizando correção da desidratação e vômitos por exemplo.

Prevenção

– Alimentação do pet: alimentar em horários determinados, não deixando a ração à vontade, pois os restos de alimento atraem os ratos. Além disso, os roedores podem contaminar esse ambiente onde o animal se alimenta ao urinar nas proximidades. Por isso, é importante deixar o comedouro dos cães em locais altos, assim como armazenar os sacos de ração em recipientes bem fechados.

– Vacinação anual ou semestral dos cães com a vacina polivalente importada, aplicada exclusivamente pelo Médico Veterinário. Também é conhecida como V8 ou V10. Além de se proteger contra leptospirose, essa vacina também protege contra outras doenças infecciosas.

– Lavar o ambiente dos cães com cloro (água sanitária). A água sanitária consegue matar a bactéria da leptospirose e pode ser usada em locais onde os ratos frequentam e urinam.

– Evitar acúmulo de lixo e restos de comida; não permitir o acúmulo de água parada ou ambientes úmidos e fechar buracos entre telhas e rodapés também são atitudes que auxiliam no controle de roedores.

– Muita cautela ao utilizar veneno para ratos no ambiente, pois é extremamente tóxico para cães e gatos. Sempre peça orientação a um Médico Veterinário.

Se o seu pet realmente estiver doente e não receber o tratamento adequado certamente virá a óbito. Caso seja diagnosticada a doença, a família deve também procurar orientação com um infectologista sobre os cuidados e exames necessários para as pessoas que tiveram contato com esse animal.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Conhecendo o transmissor da Leishmaniose

A Leishmaniose é uma doença causada pelo protozoário Leishmania, que é transmitida pela picada de um inseto flebótomo (gênero Lutzomya), popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras.

Embora tenha o nome popular “Mosquito-palha”, não é considerado mosquito.

No Brasil as que até agora são comprovadamente transmissoras da Leishmaniose são Lutzomya. Cruzi Lutzomya longipalpis.

fonte: http://www.infoescola.com

Características
Os flebótomos transmissores são insetos menores que os mosquitos, de coloração clara (por isso o apelido “mosquito palha”) asas estreitas sempre levantadas quando pousam.

São facilmente reconhecidos por voar em pequenos saltos e só picam partes do corpo não cobertas por roupas.

Onde ele vive
Os locais de preferência são principalmente ao nível do solo, próximo à vegetação, em folhas em decomposição, raízes e troncos de árvores, e tocas de animais.

Preferem locais com pouca luminosidade e úmidos.

Podem ser encontrados facilmente em locais ricos em matéria orgânica, como canis, galinheiros, chiqueiros, e até mesmo dentro das casas.

Horários de maior atividade do vetor
O flebótomo pica com maior frequência ao entardecer e continua por toda a noite.

Flebótomo fêmea é a única que pica e ingere o sangue
A fêmea necessita do sangue para a postura dos ovos. Ela põe aproximadamente 100 ovos no solo ou em locais úmidos e ricos em matéria orgânica.

Ela se alimenta de sangue durante uma semana, sendo em média 3 vezes durante sua vida, sendo capaz de transmitir a doença para pelo menos 3 cães ou seres humanos.

A fêmea pode contrair as leishmanias já na primeira picada, dependendo da carga parasitária no cão. E além disso, existe a possibilidade de também por única picada transmitir as leishmanias para outro cão ou o homem.

Prevenção da Leishmaniose

A prevenção nos cães
Epidemiologistas recomendam a associação da coleira repelente e da vacinação específica contra leishmaniose em dia

Nos cães existem poucos produtos disponíveis que possuem indicação em bula contra a picada do flebótomo. A recomendação pela Organização Mundial de Saúde, é o uso de coleiras com impregnação de Deltametrina, ou associação de Imidacloprida e Flumetrina. Esses princípios ativos tem efeito repelente comprovado contra o flebótomo, evitando que este pique o cão, e, consequentemente não transmita a Leishmaniose.

Os felinos também podem se infectar, porém são mais resistentes a doença. Ainda não há vacina específica para gatos, porém já existe coleira repelente no mercado que os felinos podem usar com segurança.

 

Outras formas de prevenção
Como os principais locais que os insetos habitam e procriam são em volta de matéria orgânica, atitudes como a limpeza de quintais, remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, já ajudam de forma importante a combater a doença.

Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa.

Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

LEISHMANIOSE CANINA

A Leishmaniose é uma doença parasitária grave que acomete o homem, o cão, o gato e até outros mamíferos. O maior foco do assunto nesse artigo será o cão, pois é o animal mais suscetível e tem grande importância no ciclo dessa doença pela maior proximidade com o homem.

É causada pela Leishmania chagasi, uma espécie de protozoário (parasito microscópico) que é transmitido por um flebótomo (inseto parecido com o mosquito, porém menor). Na região sul é conhecido como mosquito-palha e vive ao nível do solo, próximo à vegetação, sobre folhas em decomposição. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento. Pode ser encontrado facilmente em galinheiros, chiqueiros e alimentam-se, preferencialmente, no final do dia.

Fonte: http://matra.org.br

A preocupação em relação a essa enfermidade tem aumentado significativamente pois se trata de uma zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem) e o número de casos tanto em humanos quanto em cães são cada vez mais frequentes. A doença já está presente em todo território nacional, ocorrendo em torno de 2 mil mortes em humanos anualmente. Especialistas estimam que para cada caso humano existam em média 200 cães infectados.

TRANSMISSÃO

A doença é transmitida pela picada do inseto. Não é o cão nem o gato que transmite a leishmaniose.

Quando o inseto pica um cão infectado (reservatório), recebe a Leishmania (o protozoário) pelo sangue ingerido. Dentro do inseto, esses protozoários multiplicam-se e mudam sua morfologia para se tornarem infectantes. Quando o flebótomo pica o homem, ele inocula essas Leishmanias pelo sangue, e o homem se infecta, porém o risco de contrair leishmaniose é menor em humanos imunocompetentes. Apesar do homem possuir uma resposta imunitária muito mais eficaz contra a leishmania do que o cão, ele pode sim contrair a doença. Estas chances aumentam especialmente em crianças, idosos ou adultos com a imunidade prejudicada, como por exemplo, portadores do vírus da AIDS.

No cão infectado, o período de incubação (tempo da infecção até o aparecimento dos sinais clínicos) pode variar de 1 mês a anos, pois depende da baixa imunidade para os protozoários se desenvolverem e causarem a doença propriamente dita. Nesse período, o animal pode ficar assintomático, ou seja, não apresentar nenhum sinal clinico.

Alguns cães são resistentes e, embora possam sofrer picadas de flebótomos infectados, nunca mostrarão sinais de doença, desde que se mantenham corretamente alimentados, com boa imunidade e não sejam submetidos a situações de stress. A resistência também pode ser de origem genética, ou seja, existem raças mais resistentes a doença.

Quando o animal adoece e a imunidade diminui, o parasito pode se desenvolver na pele (Leishmaniose cutânea), e/ou em vários órgãos como fígado, rins, linfonodos (Leishmaniose visceral).

SINAIS CLÍNICOS

Os sinais clínicos mais frequentes são:

  • Perda de pelo (ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas)
  • Crescimento exagerado das unhas
  • Úlceras e descamação da pele (feridas)
  • Emagrecimento e diminuição do apetite
  • Atrofia muscular (fica mais tempo deitado, menos ativo)
  • Sangramento nasal
  • Anemia
  • Alterações articulações
  • Aumento dos linfonodos

DIAGNÓSTICO

Existem exames que detectam o parasita (exame parasitológico direto) ou a presença de uma resposta imunológica (sorológico). Exames como hemograma, dosagens bioquímicas e exames de urina são importantes para avaliar o estado geral do animal. A interpretação dos resultados laboratoriais deve ser sempre feita em conjunto com o quadro clínico do seu pet.

TRATAMENTO

Até recentemente, a indicação do Ministério da Agricultura a recomendação para os animais positivos era a eutanásia e proibia o tratamento dos pets a fim de impedir que a Leishmania se tornasse resistente à droga utilizada para combatê-lo em seres humanos.

Agora, com a liberação de medicamentos de uso exclusivo veterinário, abriu caminho a uma série de estudos com o objetivo de preservar a vida desses cães e impedir novas transmissões. O tratamento a base de miltefosina, é capaz de eliminar as leishmanias presentes no organismo do animal, impossibilitando o flebótomo continue repassando a leishmania para outros hospedeiros a partir do cão em questão.

O tratamento não permite uma cura completa. Os níveis de parasitemia diminuem significativamente e geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença. O animal pode adoecer novamente, pois a resposta imune é muito variável e difícil de quantificar. Dependerá do estilo de vida do cão, de possíveis reinfecções, outras doenças coexistentes, queda de imunidade por outros fatores, etc.

PREVENÇÃO

A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos.

  • Aplicar regularmente, no seu animal, produtos com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on, de modo a impedir a picada do flebótomo.
  • Anualmente realizar teste sorológicos e parasitológicos para detecção precocemente do parasito, sobretudo se o seu cão vive numa área endémica.
  • Vacinação específica contra Leishmaniose
  • Atitudes simples como a limpeza de quintais (remoção de fezes, restos de folhas, frutos em decomposição) já ajudam a combater a doença, pois o mosquito transmissor coloca seus ovos em locais ricos em matéria orgânica. Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa. Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

O que torna essa doença tão controversa e tão complexa de diagnosticar, é que muitos dos sinais clínicos são comuns de outras doenças. E além disso, a Leishmaniose canina pode apresentar outros diferentes sinais clínicos e em diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes.

Por isso, suspeitando de qualquer alteração no seu animal, leve-o para avaliação com o Médico Veterinário, pois é ele quem saberá avaliar seu animal e investigar para direcionar o diagnóstico.

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

Quando devo levar meu pet ao Oftalmologista Veterinário?

saude-olhosTodos sabemos que animais de estimação requerem cuidados com saúde, algumas raças possuem tendências a mais enfermidades do que outras, assim como a problemas oculares.

Seria interessante, assim como fazemos vacinas e um check up anual, cuidarmos da saúde ocular do nosso pet, a fim de prevenir ou evitar certas situações que muitas vezes não possuem reversão.

Cães braquicefálicos tais como os Pug, Buldog Francês, Buldog Inglês, Boston , Shihtzu, entre outros, são acometidos por vários problemas oculares mesmo jovens. Devido a sua anatomia, onde os olhos se encontram em uma órbita rasa, e pela própria tendência racial, são mais propensos a algumas oftalmopatias dentre elas: distiquíases, ceratite pigmentar, ceratite de exposição ou úlceras de córnea.

Sharpei e Chow Chow apresentam mais comumente o glaucoma e defeitos pálpebras como o entrópio e a triquíase.

Gatos persas ou birmaneses são acometidos por úlceras corneais e seqüestro corneano.

É evidente que qualquer animal doméstico, mesmo os sem raça definida podem apresentar essas condições.

Os sinais mais evidentes que servem de alerta aos proprietários são: hiperemia de conjuntiva (olho vermelho), secreção ocular abundante (pus), epífora (lacrimejamento), prurido ocular (coceira), blefarospasmo (piscando muito), associado ou não a apatia e inapetência (tristeza e falta de apetite).

Portanto, ao mínimo sinal de desconforto o tutor deve levar seu pet ao Veterinário mais próximo ou se possível a um especialista, pois algumas lesões se tornam graves em poucas horas se tornando impossível preservar o globo ocular e/ou a visão.

Lidia-oftalmologista-pet-center-canoas

 

Lídia Clerot
Médica Veterinária
CRMV/RS 6864

Como proteger seu pet dos Fogos de Artifício

fogosAs festas de final de ano estão chegando e, com elas, muita alegria, comemoração e confraternização com familiares e amigos. Nossos pets, contudo, não podem ser esquecidos quando se trata de fogos de artificio e o efeito que lhes causam. Alguns estão acostumados, outros se mostram incomodados e há inclusive os que desenvolvem fobias, apresentam crises convulsivas, crises de pânico e fugas (podem se perder, sofrer acidentes e se machucar), pois ficam nervosos e assustados. O ser humano é capaz de perceber ondas sonoras na frequência de aproximadamente 16 a 20.000 hertz (ciclos por segundo), enquanto os cães são capazes de ouvir vibrações sonoras nos limites de 10 a 40.000 hertz e os gatos até 65.000 hertz, o que faz com que sejam muito mais sensíveis quando se trata de audição. Esta exposição almeja alertar os tutores dos riscos que representam os fogos de artifício, bem como dar dicas do que pode ser feito para amenizar seus efeitos.

É possível, ainda na infância, acostumar os animais a diversos barulhos, de forma gradativa, para que ao longo de sua vida não se assustem facilmente. Uma boa dica é, ao ouvir um som mais alto, festejar e mostrar ao animal que este som não representa ameaça. A primeira reação é coloca-los no colo, acariciar e falar com uma voz terna, mas os animais entendem os gestos como sendo a melhor reação para o tutor protegê-lo.

Para fins de reconhecimento do problema, é importante que se detectem sinais de medo, dos quais são exemplos: tremores, agitação fora do comum, roer ou atacar objetos, esconder-se, procurar atenção dos tutores, tentar fugir, chorar e latir.

Outra preocupação particularmente relevante em datas festivas, mas a que se deve dedicar atenção em todos os dias, é a identificação dos pets. Por serem propensos a seguirem seus instintos, podem fugir a qualquer momento. Em caso de fuga, a identificação muito auxiliará quem o encontrar a retorná-lo ao seu lar. Como em datas festivas a chance de fuga multiplica-se, é importante que se os mantenha em local em que se sinta seguro (verificando se janelas, portas e portões estão efetivamente fechados) e que se utilizem coleiras com medalhas informando nome e telefones para contato.

Fique com o seu animal, esteja no mesmo recinto que ele, proporcione locais onde possa se abrigar sem se ferir, tente também distraí-lo com brinquedos de que goste, coloque um som mais alto que ele costuma ouvir, como televisão ou uma música. Evite alimentação pesada e em grande quantidade, principalmente em animais de grande porte, pois ao se alimentar pode agitar- se e apresentar torções gástricas. Não os acomode em coleiras, pois na ocorrência de episódio de ansiedade o animal pode puxá-la em excesso e vir a se sufocar.

Para ajudar a aliviar a captação dos ruídos pelo animal, pode-se colocar tampões de algodão em seus ouvidos, minutos antes dos fogos, retirando-se logo após cessarem.
Piscinas devem ser cobertas para que não haja risco de afogamento, já que, ao se assustar, o animal pode jogar-se ou escorregar e encontrar dificuldades para sair.
Para os felinos, recomenda-se escolher um local da casa que seja mais seguro, deixar um armário aberto e nele colocar toalhas e cobertores para forrar, formando-se uma toca confortável. É também possível desarrumar a cama para formar uma toca também dessa forma. Água, comida e caixa de areia devem ser distribuídos para a disponibilidade do animal. O mesmo procedimento deve ser adotado com gatos com acesso à rua, pois em períodos festivos aumentam os riscos de ferimentos, atropelamentos, perda e maus tratos.

A técnica Tellington Touch¹ pode ser uma boa aliada dos proprietários de cães. Baseia-se na informação de que os animais mais sensíveis têm grande sensibilidade nas regiões traseiras, patas e orelhas, e consiste em atar o cão com um pano para que a circulação sanguínea das regiões extremas do corpo seja estimulada, amenizando as tensões localizadas no dorso do animal, diminuindo sua irritabilidade. Amarra-se o cão de forma que a faixa englobe peito e dorso (formando um oito), finalizando-se com um nó na região traseira, certificando-se de que não esteja exatamente sobre a coluna.

Clique para ampliar

 

 

14713583_1061837850598154_8432165171185253022_n

Caso ainda se perceba que os animais ficam muito estressados, recomenda-se que se procure o atendimento de médico veterinário, que poderá indicar medicações para auxiliar no processo de administração da irritabilidade do animal. Calmantes naturais também apresentam resultados eficientes, quando utilizados alguns dias antes dos eventos que causam estresse.

Por último, se não fores passar as festas com seu animalzinho, é importante que se escolha um hotel de confiança, que disponha de profissionais treinados para acomodá-lo e deixa-lo em segurança.

bruna-martin

 

Bruna Martin
Estagiária em Medicina Veterinária

 

 

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320

 

 

¹ TELLINGTON-JONES, Linda. The Tellington TTouch : A Revolutionary Natural Method to Train and Care for Your Favorite Animal. Penguin Books, 1995.

O Paciente Felino

cachorro-com-gatoQuem já não ouviu por aí a famosa frase que o “gato é um cachorro pequeno“? Pois bem, ele não é.

Desde o início da civilização, vemos a introdução dos gatos na vida cotidiana das pessoas e, ao longo do tempo, suas “funções felinas” foram sendo modificadas até chegarem ao ponto de eles se tornem membros da família. Diferente dos cães, os gatos possuem comportamentos singulares que atraíram mais adeptos à espécie e hoje eles são a maioria dos animais domésticos nos lares de diversos países do mundo, como nos EUA. A população de gatos na casa dos brasileiros esta quase alcançando o número de cães e o atendimento diferenciado a esta espécie tão peculiar é de suma importância para a medicina veterinária.

Muitas vezes, manejar um felino dentro de um consultório, ou até mesmo na internação, não é tarefa fácil. Gatos não reagem bem a mudanças em sua rotina e muitas vezes levar estes “bigodudos” a um consultório veterinário pode ser muito estressante, tanto para o gato como para o tutor. E é aí que entra o médico veterinário! Ele deve ser capaz de identificar como o paciente está reagindo a este novo ambiente, assim como ter paciência e respeito em relação ao limite de tolerância do gato ao manejo. O gato, ao contrário dos cães, exercem alguns movimentos específicos com o corpinho que nos diz muita coisa sobre como ele está se sentido no momento e cabe ao médico veterinário identifica-los. Faz parte da função do médico veterinário tornar a experiência de ir a uma clínica veterinária o menos estressante possível para os felinos.

Porém, entenda: apesar de ser uma experiência não tão agradável para o seu gato (afinal, quem gosta de ir ao médico?), levar seu gatinho ao médico veterinário regularmente impede que muitas doenças apareçam de surpresa! Você sabia que o gato disfarça muito bem que não está bem? Muitos deles só demonstram sua debilidade quando já estão muito doentes! Por isso é importante você levar seu gato ao médico veterinário regularmente! Ele pode te ensinar como enriquecer o ambiente e otimizar o manejo que você faz ao seu gato dentro de casa e pode te indicar os melhores exames e vacinas para manter a saúde de seu gato!

ana-pet-center-canoas-blog

 

Ana Niederauer
Médica Veterinária- CRMV 14709

 

Outubro Rosa, Tempo de Informação e Prevenção!

Print O Câncer é uma doença cheia de paradoxos. Nos acompanha desde tempos antigos, porém se demonstra em nossa sociedade moderna como uma chaga avassaladora, uma palavra agourenta que está sempre ligada a dor, sofrimento e falta de perspectiva. Contudo, umas das armas mais poderosas que temos para desafiar tamanho inimigo se encontra facilmente disponível, e cada vez mais se faz presente em nossas vidas: a Informação.
Com os primeiros passos dados na década de 90, o movimento Outubro Rosa ganhou força e organização em meados de 1997, quando diversas entidades nos Estados Unidos se uniram sob uma mesma bandeira: conscientização, informação e diagnóstico precoce. As ações ganharam destaque mundial, sendo veiculadas no Brasil pela primeira vez em 2008, e permearam a Medicina Veterinária por volta de 2015, estendendo o mesmo desejo de levar informação e esperança a tutores que se veem frente a tal patologia.As neoplasias mamárias são extremamente comuns nas espécies canina e felina, sendo o tumor mais frequente em cadelas, representando 50 a 70% de incidência nesta espécie. Em gatas compreende o terceiro tipo mais comum, com uma ressalva: grande parte dos tumores mamários em felinos são malignos, com índices chegando a 80%.

Perante dados tão preocupantes, o conhecimento e entendimento da doença se faz essencial para um bom prognóstico e, antes de tratar, prevenir sempre será a melhor opção! Desta maneira, é importante salientar o papel da castração na prevenção do câncer em animais. Cadelas castradas antes do primeiro cio tem uma diminuição da incidência de 95% para neoplasias mamárias, quando comparadas com cadelas não castradas. Nas gatas, a diminuição da incidência de tumores mamários quando castradas antes do primeiro cio é de 91%. Outro dado importantíssimo: o efeito protetor da castração se esvai rapidamente para animais que não são castrados precocemente, sendo que animais castrados após os 2 anos de idade não demonstram diminuição da incidência para tumores mamários.

Tão importante quanto a prevenção, o diagnóstico precoce é capaz de aumentar as chances de cura para o paciente. Desta maneira, o exame do animal pelo seu tutor e as visitas periódicas ao veterinário se fazem essenciais, promovendo diagnóstico e posterior tratamento. Sempre examine as mamas do seu animal, de uma maneira gentil, ficando atento à presença de nódulos ou alterações de consistência. Se achar algo diferente, não hesite em levar ao veterinário! Por muitas vezes me deparei em minha prática com indicações e comentários do tipo “seria melhor não intervir, pois ela está bem”, ou “ela é idosa demais para qualquer procedimento”. Uma reflexão importante quanto a isso: deixar um câncer potencialmente maligno se desenvolver livremente, sem intervenção, JAMAIS será a melhor alternativa. Converse com seu veterinário de confiança, procure um Oncologista, fique atento! Pois estas atitudes fazem toda a diferença.

Guilherme Cirino

 

 

Guilherme Azevedo Cirino
Médico Veterinário
CRMV/RS 11799

Entenda um pouco sobre Cardiologia Veterinária

Resultado de imagem para #setemcoraçãoHoje em dia, nossos animais de estimação têm vivido mais devido aos maiores cuidados que temos aplicado a eles. Assim como os humanos, com o passar da idade, eles tendem a apresentar doenças relacionadas à idade avançada, como as doenças cardíacas. Além disso, alguns animais mais jovens podem ter predisposição a apresentar esses problemas, como por exemplo, cães da raça Boxer.

A Doença Valvar Crônica ou Endocardiose de Mitral é a doença cardíaca mais comum no cão. É uma doença degenerativa que acomete frequetemente cães de pequeno porte de meia idade a idosos. As raças mais acometidas são Poodle Toy e Miniatura, Yorkshire Terrier, Pinscher Miniatura, Chihuahua, Cavalier King Charles, entre outros. Às vezes o paciente pode não apresentar sinal clínico e ser auscultado sopro em uma visita ao veterinário. Porém, alguns pacientes podem apresentar sinais clínicos leves como cansaço fácil, tosse seca e alta (parecendo um engasgo) e até mais graves como desmaios, língua azulada a roxa, dificuldade de respirar.

Existem outras doenças cardíacas como Cardiomiopatia Dilatada (cães de médio a grande porte), Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (raça Boxer e Dobermann), Cardiomiopatia Hipertrófica (gatos), Cardiopatias Congênitas (filhotes e jovens), entre outras. No entanto, é importante comentar sobre a hipertensão arterial (pressão alta) em cães e gatos como consequência da doença cardíaca e outras doenças também (hiperadrecorticismo, doença renal crônica).

As doenças respiratórias (bronquite crônica, colapso de traqueia, síndrome respiratória dos cães braquicefálicos) devem ser acompanhas com cautela, pois podem levar a alterações cardíacas também com a cronicidade da doença.

O objetivo desse artigo é mostrar a importância de acompanhamento veterinário e de profissionais capacitados para melhor atender os membros da nossa família. O sistema cardiocirculatório é muito importante para uma vida saudável, sendo responsável pelo bom funcionamento dos outros órgãos do corpo. Consultas e exames são indispensáveis para um diagnóstico precoce e melhor tratamento para quem merece.

Obrigada pela atenção e nos vemos no próximo artigo!

 

Eloisa Helena Moreira Pino
Médica Veterinária
CRMV/RS 13333

 

 

 

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

 

Obesidade-em-cães-e-gatosA obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo gordura em níveis maiores que os necessários para o bom funcionamento do organismo, prejudicando suas funções fisiológicas.

Atualmente, esse distúrbio é uma questão de saúde pública e uma preocupação mundial tanto para humanos quanto para os pets. Cães e gatos já são considerados parte da família, e com isso estão mais próximos dos hábitos alimentares e estilo de vida do seus tutores.

A prevalência de casos de obesidade nos animais tem aumentado significativamente, e já estima-se que a obesidade no Brasil varie na faixa de 6 a 12% da população de gatos e 25 a 45% da população de cães.

A maioria dos tutores não reconhece ou simplesmente ignora o excesso de peso do seu pet e por isso não se preocupa em levá-lo ao Veterinário. É muito importante ter em mente que, o controle da obesidade não é somente para tratar um problema estético e sim para prevenir várias doenças.

 

FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE

Alimentação: Hábitos alimentares incorretos relacionados à baixa qualidade da dieta oferecida pelos tutores (muitas vezes até com alimentos caseiros) e número de refeições influenciam no aumento de peso do animal.  Existe também a superalimentação, que é o fornecimento do alimento em excesso, oferta de petiscos calóricos e sobras de refeições.

Sedentarismo: A falta de exercício é um dos principais fatorem que levam o animal a ficar obeso.

Genética do animal: Animais que são predispostos à obesidade são: Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Shetland Sheepdog, Dachshund, Basset Hound, Schnauzer, Springer Spaniel, Chihuahua e Pug. Não há relatos de predisposição à obesidade entre as raças de gatos.

Castração: A obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados. Contudo, os benefícios desse procedimento ainda são mais importantes e ele é recomendado. É necessário apenas um maior cuidado com o sobrepeso.

Idade: A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo que o intervalo de idade de maior prevalência se situa entre 5 a 10 anos.

Distúrbios endócrinos: Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo são os principais distúrbios associados à obesidade.

Sexo: para os cães, a obesidade é mais comum nas fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária, já para os gatos, os machos têm maior predisposição.

 

AS DOENÇAS ASSOCIADAS

Não só pelo fator estético, a obesidade deve ser combatida porque leva a várias alterações sistêmicas oferecendo risco à saúde do animal:

– Doenças cardiovasculares

– Doenças osteoarticulares

– Doenças de pele

– Lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) que ocorre principalmente nos felinos

Além dessas doenças, o animal tem deficiências na imunidade, aumentam os riscos cirúrgicos e anestésicos e diminui a expectativa de vida.

 

DIAGNÓSTICO

Animais são considerados obesos quando o seu peso corporal ultrapassa 20% do ideal de sua raça.

O veterinário realiza uma série de exames físicos que incluem avaliar o escore corporal, realizar a pesagem, inspeção visual e palpação da gordura tecidual. O animal também deve passar por uma série de exames laboratoriais incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e hormonais, para verificar a saúde geral e descartar outras doenças associadas.

 

PREVENÇÃO

Devemos mudar alguns hábitos:

– Fornecer alimentos balanceados e nas quantidades adequadas a sua necessidade diária. Para isso é essencial consultar um médico veterinário, pois é ele quem vai indicar o alimento adequado e específico para seu pet;

– Estimular exercícios físicos regularmente;

– É importante sempre levar seu pet ao médico veterinário para consultas e check ups, ao menos uma vez por ano.

 

CONCLUSÃO

Entendendo um pouco mais sobre esse distúrbio nutricional, conclui-se que o excesso de peso é uma condição debilitante da saúde, e que o Médico Veterinário é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e estabelecer metas para reverter o quadro o mais rápido possível.

Pelo bem do seu pet, é importante instituir um plano de emagrecimento e incentivar a mudança de hábitos e comportamentos.

 

Paula Bassi

 

Paula Boeira Bassi
Médica Veterinária
CRMV/RS 13320